As cartas do apóstolo Paulo

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Na obra histórica Paulo e Estêvão, Emmanuel detalha trechos de Atos e das Epístolas de Paulo. Como principal divulgador da mensagem do Mestre, fundou as chamadas igrejas cristãs (ecclesia - local de reunião, atualmente significando “igreja”) e elaborou as epístolas. Emmanuel relata que Paulo estava preocupado por não poder atender a todas as solicitações das igrejas nascentes. Em uma meditação noturna, recebe a seguinte orientação: "Não te atormentes com as necessidades do serviço. É natural que não possas assistir pessoalmente a todos, ao mesmo tempo […] Poderás resolver o problema escrevendo a todos os irmãos em meu nome; os de boa vontade saberão compreender, porque o valor da tarefa não está na presença pessoal do missionário, mas no conteúdo espiritual do seu verbo, da sua exemplificação e da sua vida. Doravante, Estêvão permanecerá mais aconchegado a ti, transmitindo-te meus pensamentos…” (1)

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A nova “esquina de pedra”

Antonio Cesar Perri de Carvalho

            O inolvidável Wallace Leal V.Rodrigues publicou em 1975 a portentosa obra A esquina de pedra. Fundamenta-se em textos de Job, dos Salmos e de Isaías, respectivamente, sobre a “pedra de esquina”, “a cabeça da esquina” e a “pedra preciosa de esquina”. Passa por Atos: “Esta é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina” (Atos, 4,11) e focaliza Pedro: “É uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados” (I Pedro, 2:6-8).

            O autor romancea ou se recorda de fatos que se passam no período do imperador Constantino, focalizando momentos em que ocorreram as descaracterizações do Cristianismo primitivo e puro, época de muitos sacrifícios de cristãos e tendo como pano de fundo a benquerença do romano Prisco e da cristã Galla, em Sebastes, na região da Capadócia. Depois de muitas enxertias na prática rotineira dos cultos, “uma divergência ameaça dividir a igreja […] a questão é esta: devemos considerar Jesus Cristo como um Deus que assumiu forma humana ou simplesmente como um homem que atingiu uma perfeição quase divina?” (1). Estavam às vésperas do Concílio de Nicéia: “Verás o Cristianismo desaparecer e ceder lugar a uma nova doutrina à qual denominarão Catolicismo” […] Mas um dia o Cristianismo se erguerá das cinzas” (2)  

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CENTRO ESPÍRITA EM TEMPO INTEGRAL

“ O Centro Espírita está destinado a sediar a escola do futuro na formação do novo homem”( P.Ezel, 1989 )

Francisco Habermann – fhaber@uol.com.br

Está cada vez mais claro que os centros espíritas precisam manter as portas abertas em tempo integral. É o prenúncio da escola do futuro. Se, de um lado, os sofrimentos humanos estão cada vez mais exacerbados pelas contingências da vida moderna, de outro, a Doutrina Espírita tem cabedal esclarecedor enorme a ser distribuído. Como as angustias não têm hora para surgir, urge que a casa espírita se remodele para atendimento em tempo integral. Se o consolo é emergência terapêutica como preconizado pelo Evangelho, a estrutura física e organizacional da Casa Espírita deve atender às propostas do Consolador kardequiano: distribuir conhecimento espiritual a todos, continuamente, e atender aos necessitados de toda ordem. Para isso são necessários equipe plantonista diária preparada e ambiente adequado, semelhante a uma escola formal com sala de atendimentos. Sim, os centros são escolas e, também, pronto socorro emergencial que não podem fechar as portas em nenhuma parte do dia. Para isso, precisa-se ter um projeto minuciosamente elaborado e uma equipe coesa de trabalho, inspirada no Evangelho. Uma sugestão inicial é manter uma livraria pública espírita aberta no horário comercial, nas dependências do Centro. Sempre haverá interessados ali entrando e alguém para atendê-lo. O responsável orientará os necessitados que ali aportarem na busca de ajuda. É a caridade contínua, e, certamente, a ampliação virá a seguir. Cada centro espírita poderá, então, instalar cursos contínuos nas diferentes áreas das necessidades exigidas pela vida moderna ( cursos de habilitação,  cursos de espiritismo para a juventude desempregada, para idosos, evangelização, cursos de informática, culinária, trabalhos manuais e outros ). Assim, o Movimento Espírita estará completando sua tarefa de forma ampla, buscando toda a sociedade, de forma contínua, em tempo integral, conforme preconizado por Allan Kardec. E os trabalhadores de boa vontade terão oportunidade de se sentirem úteis e produtivos. O milagre do trabalho voluntário renova as pessoas para que Deus nos ajude a buscar o melhor para o nosso próximo, como pediu Jesus. 

Informações de Emmanuel inspiram viagens

Antonio Cesar Perri de Carvalho

            Nos idos de 2010, após o Congresso do CEI, em Valencia, e de 2012, e em seguida à reunião do CEI em Montreal, tivemos a oportunidade de prolongar viagens acompanhado de familiares e amigos -, até a Itália, em caráter pessoal e com recursos próprios.

            Embora essa característica da viagem e tivéssemos por objetivo conhecer e documentar locais registrados por Emmanuel em seus romances históricos e no livro A caminho da luz, aproveitando a viagem e a título de contribuição com o Movimento Espírita local também nos dispusemos a cumprir um roteiro doutrinário, combinado com a União Espírita Italiana. Em 2010, com eventos em Lecco, Milão e Treviso; em 2012, em Milão e Castelnuovo Del Garda (Verona). Nos dois momentos, a tônica dos temas desenvolvidos foi a obra de Chico Xavier, romances históricos de Emmanuel e, especificamente, Paulo e Estêvão.

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A Timóteo e os trabalhadores

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Entre seus colaboradores, Paulo valorizou e contou com apoio de jovens, entre eles Timóteo, que veio ser um de seus seguidores e foi o destinatário da epístola que ora focalizamos. Em epístola a ele dirigida, comenta:

“Esta afirmação é digna de confiança: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função.” (I Timóteo, 3:1); “Os diáconos igualmente devem ser dignos,…” (I Timóteo, 3:8).

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Mostre-me as tuas mãos e te direi quem és!

Jorge Damas Martins
jdamas@globo.com

 

“…Mostrou-lhes as suas mãos…” (Jo. 20:20)

       Uma das páginas captadas pela antena sensível de Chico Xavier fala das mãos, não só como instrumento de serviços abençoados, mas como registro de quem somos, tanto perante a nossa consciência como também frente a comunidade cósmica.

            Emmanuel é sábio em recordar o gesto de Jesus:

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As pedras e as cartas

(Síntese da Palestra: Para onde caminha a Humanidade? 16o. Congresso Espírita da USE-SP, Santos, abril de 2015)

 Antonio Cesar Perri de Carvalho

 

A mensagem de Emmanuel "O Brasil no Concerto das Nações", psicografada por Chico Xavier (BH, 1939, Reformador, set.2013) se refere sobre "as tenebrosas perspectivas e os sinistros vaticínios que pesam sobre a Civilização Ocidental"… E destaca o papel do Espiritismo alicerçado na simplicidade do Cristianismo primitivo.

À questão de qual seria a missão dos espíritas para colaborar com os novos caminhos para a Humanidade, a de número 1019 de O livro dos espíritos esclarece: “O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons predominarem, porque, então, farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade."

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Prece de Gratidão

Jorge Damas Martins
jdamas@globo.com

105 anos do nascimento de Chico Xavier.

O destacado tribuno espírita Newton Boechat – amigo de Chico Xavier e comensal à mesa do Evangelho nas sessões de sexta-feira do Centro Espírita Luiz Gonzaga – dizia com ênfase: – Orar é uma forma de conversarmos com o Além sem precisar desencarnar.

Assim, nós do aquém, queremos numa prece, a mais perfeita, agradecer o mundo de bênçãos que a antena psíquica de Chico Xavier nos legou e, que agora, em 2 de abril, completa 105 anos.

Ele foi um exemplo de Amor que soube vivenciar os valores do Evangelho de Jesus: Humildade, Caridade, Comprometimento, Solidariedade, Ética e União.¹

Quiçá tivéssemos o dom da prece perfeita. Então, à semelhança dos apóstolos, pedimos ao divino Mestre a ajuda correta: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas, 11:1).2 E Jesus, o Cristo de Deus, nos ensina: “Orai desta maneira” (Mateus, 6:9):²

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Refletindo nos nossos passos

“Confesseis as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis” (Tiago, 5, 16) 

Chico Xavier! Desde a sua partida que os Espíritas e os não-espíritas vão tomando contato com a profundidade de sua presença entre nós. E ainda por muito tempo descobriremos novas facetas da sua missão, novos aprendizados e novos exemplos.

A vida de Chico Xavier, no entanto, é lembrada quase sempre por suas obras, pela caridade desenvolvida e por seu potencial mediúnico.

Mas poucos param para lembrar-se do quanto lhe custou, intimamente, desenvolver e manter sua obra.

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