Obras em Jales e Fernandópolis homenageiam Benedita Fernandes

Obras em Jales e Fernandópolis homenageiam Benedita Fernandes

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

Desde os idos de 1967 nos dispusemos o estudar a história de vida de Benedita Fernandes (1883-1947) que foi uma mulher de muito valor que soube superar inúmeras dificuldades e limites para criar e consolidar em Araçatuba (SP) a obra assistencial espírita pioneira da cidade e da região.

Por ocasião do cinqüentenário da instituição por ela fundada, a Associação das Senhoras Cristãs, em evento comemorativo da então União Municipal Espírita de Araçatuba, lançamos a primeira biografia sobre ela: “Dama da Caridade”, em março de 1982.

Houve difusão deste livro e ampliou-se a divulgação sobre o notável trabalho de Benedita Fernandes. Depois ocorreu uma 2a edição em 1987, com a Editora Radhu, que ampliou a distribuição do livro. Em livros psicografados por Divaldo Pereira Franco foram incluídas algumas mensagens de autoria do nobre Espírito.

Em seguida, com atribuições na USE-SP e na FEB, empreendemos inúmeras viagens pelo país, e tivemos a oportunidade de ouvir relatos sobre a atuação espiritual de Benedita nos mais diferentes lugares e de conhecer repercussões sobre o livro citado.

Em nova etapa de difusão doutrinária, em contato direto com centros espíritas do interior, em novembro de 2017, tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente, obras sobre o citado vulto espiritual. Na cidade de Jales (SP), estivemos na Instituição Beneficente Benedita Fernandes, mantenedora da Casa da Sopa, que funciona em bairros simples, os Jardins Municipal e Alvorada, e promove atividades de apoio a famílias na sede da instituição e em visitas a lares (grupo samaritano), e também mantém reunião pública sobre o evangelho para adultos e de evangelização infantil. Foi fundada há mais de vinte anos.

Na vizinha cidade de Fernandópolis (SP), na Associação Espírita Missionários da Luz, localizada no Jardim Acapulco, há registros da atuação espiritual de Benedita em várias atividades. Nesta instituição a Livraria tem o nome de Benedita e no belo jardim e bosque, no terreno da Associação, montado pelo idealista Granela, funciona a Casa de Costura Benedita Fernandes, com finalidade assistencial.

A cada ano de jornada doutrinária e em contatos diretos com centros, ficamos impressionados com episódios e homenagens relacionados com Benedita Fernandes. Todavia, neste ano de 2017, quando transcorreram 85 anos de fundação da Associação das Senhoras Cristãs e 70 anos de desencarnação de Benedita Fernandes, exultamos com a possibilidade do lançamento em maio, na cidade de Araçatuba, da obra já citada, mas em nova versão, bem ampliada e revisada, com o título de “Benedita Fernandes. A dama da caridade”, pela Editora Cocriação, com apoio da USE Regional de Araçatuba.

(*) Foi dirigente de instituições em Araçatuba, presidente da USE-SP e presidente da FEB.

Nota em: http://grupochicoxavier.com.br/obras-homenagens-benedita-fernandes/

A NOSTALGIA DO NATAL

A NOSTALGIA DO NATAL

Richard Simonetti

Um amigo dizia: – Não sei por que, o Natal traz-me indefinível nostalgia, relacionada com algo importante, esquecido no passado… Talvez uma ligação afetiva, uma situação mais feliz ou – quem sabe? – a própria pureza perdida…

Embora estejamos diante de um paradoxo, já que a gloriosa mensagem natalina deve inspirar sempre alegrias e esperanças, muitos experimentam esse sentimento, associado a situações do pretérito, na existência atual ou em existências anteriores, mas, basi¬camente, trata-se da melancolia por um ideal nunca realizado.

O magnetismo divino que emana da manjedoura, nas comemorações natalinas, estabelece o confronto entre as propostas do Evangelho e a realidade de nossa vida. Do distanciamento entre o que somos e o que Jesus recomenda, sustenta-se a nostalgia.

O simples fato de se comemorar o Natal com festas ruidosas, regadas a álcool, com desperdício de dinheiro e de saúde, em detrimento dos que não têm o que comer, demonstra como estamos longe dos valores de fraternidade preconizados pela mensagem cristã. Curiosa situação essa, em que se festeja um aniversário esquecendo o aniversariante e, sobretudo, o significado de seu natalício.

Lembram-se dele os fiéis nas horas difíceis, esperando por suas providências salvadoras, e até mesmo que opere o prodígio de fazê-los felizes, mesmo sem o merecerem.

É preciso superar semelhantes equívocos e assumir nossas responsabilidades, a partir da compreensão de que Jesus veio para nos ensinar a viver como filhos de Deus. Como o fazem os professores eficientes, exemplificou suas lições, vivendo-as integralmente, desde a humildade, na manjedoura, ao sacrifício, na cruz. Usando imagens claras e objetivas, retiradas do cotidiano, Jesus fala-nos com a simplicidade da sabedoria autêntica e a profundidade da verdade revelada.

Aos que condenam, demonstra, na inesquecível passagem da mulher adúltera, que ninguém pode atirar a primeira pedra, porque todos temos mazelas e imperfeições…

Aos que se perturbam com dificuldades do presente e temores do futuro, recomenda que procurem o Reino de Deus, cumprindo a sua justiça com empenho por levar a sério seus deveres, agindo com retidão de consciência e “tudo mais lhes será dado por acréscimo”…

Aos que se apegam aos bens materiais, recorda que não se pode servir a dois senhores – a Deus e às riquezas – e relata a experiência de um homem ambicioso que ergueu muitos celeiros e amealhou muitos bens, mas morreu em seguida, sem poder desfrutá-los, nada levando para o Além senão um comprometedor envolvimento com os enganos do Mundo…

Aos que usam de violência para fazer prevalecer, seus interesses, esclarece que “quem com ferro fere, com ferro será ferido”…

Em todos os momentos, em qualquer dificuldade ou problema, temos no Evangelho o roteiro precioso a definir a melhor atitude, o comportamento mais adequado, a iniciativa mais justa.

Consumimos rios de dinheiro à procura de conforto, prazer, distração, buscando o melhor para nossa casa, nossa aparência, nossa saúde, e deixamos de lado o recurso supremo, que não custa absolutamente nada: as lições de Jesus.

Se o fizéssemos saberíamos que muitas vezes temos procurado a felicidade no lugar errado, à distância do que ensinou e exemplificou o Cristo, colhendo, invariavelmente, desilusões.

Como reflexão natalina, consideremos o desafio que Jesus nos propõe: encararmos a realidade, compreendendo que a jornada terrestre tem objetivos específicos de renovação e progresso que não podem ser traídos, sob pena de colhermos frustrações e desenga-nos, em crônica infelicidade Para vencê-lo é indispensável que nos disponhamos a seguir o Cristo, imprimindo suas marcas em nós, a fim de que sejamos marcados pela redenção.

Histórico Sintético do NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS DO EVANGELHO (NEPE) da FEB

Histórico Sintético do NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS DO EVANGELHO (NEPE da FEB)

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

Fatos preliminares:

Os contatos iniciais entre a FEB e equipe da UEM – União Espírita Mineira, iniciaram-se na gestão do presidente Nestor João Masotti. Alguns episódios:

– I Seminário Revivescência do Cristianismo Primitivo, realizado pela Coordenação de Ação Espírita da OSCAL, em 19/11/2005, com apoio da UEM – União Espírita Mineira, e presença de Honório Onofre Abreu, presidente da UEM, e equipe Haroldo Dutra Dias e Wagner Gomes da Paixão; participação da FEB – Federação Espírita Brasileira, com presença do presidente Nestor João Masotti e alguns diretores. Aconteceu na sede do Grupo da Fraternidade Espírita Irmão Estêvão, em Brasília-DF.

– Setembro de 2007 – Visita à FEB de Honório Onofre Abreu, presidente da UEM – União Espírita Mineira, acompanhado de uma equipe, tendo se reunido separadamente com o presidente Nestor João Masotti, vice-presidente Cecília Rocha e diretor Antonio Cesar Perri de Carvalho.

– Em 2008 – Apoio da FEB, através do presidente Masotti, a viagem a Israel feita por Haroldo Dutra Dias para obtenção de fontes bibliográficas.

– Abril de 2010 – Lançamento pela EDICEI de O Novo Testamento, traduzido por Haroldo Dutra Dias (1), conforme prévia definição entre os citados presidentes da UEM e da FEB, com o tradutor.

Em junho de 2012, intensificaram-se diálogos entre o presidente interino da FEB Antonio Cesar Perri de Carvalho e Haroldo Dutra Dias, que ficou incumbido de elaborar uma proposta de Regimento Interno do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Evangelho.

Criação do NEPE da FEB:

Com base em tratativas acima citadas, Haroldo Dutra Dias elaborou um Projeto que o presidente interino apresentou ao Conselho Diretor e da Diretoria Executiva da FEB. Este foi aprovado conforme registro da “ATA N.59 – Ata da Reunião do Conselho Diretor e da Diretoria Executiva da Federação Espírita Brasileira, realizada em 02 de outubro de 2012, em Brasília. […] Item 4. NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS DO EVANGELHO. Dando prosseguimento aos estudos relativos ao projeto de criação na FEB do núcleo em epígrafe, apresentando na reunião de 27 de julho de 2012, o Conselho Diretor e a Diretoria Executiva passaram a examinar a proposta de Regimento Interno do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Evangelho. Após ampla discussão da matéria, o Regimento foi aprovado, com alterações, conforme anexo.” Reunião dirigida pelo presidente interino Antonio Cesar Perri de Carvalho; secretariada por José Carlos da Silva Silveira, assessor da presidência.

Em seguida foi divulgada a Portaria GP No. 08/2012, de designação da equipe do NEPE, publicada à época no Portal da FEB.

Lançamento do NEPE da FEB:

O lançamento do NEPE da FEB ocorreu na sede da instituição, em Brasília, no dia 2 de março de 2013, com o auditório lotado. Houve atuação da Comissão do NEPE: coordenação de Haroldo Dutra Dias; membros: Ricardo Mesquita, Simão Pedro de Lima, Wagner Gomes da Paixão, Afonso Chagas, Célia Maria Rey de Carvalho e Flávio Rey de Carvalho. Presença na mesa e participação na oficina de estudo da vice-presidente da FEB Marta Antunes de Moura. Presidente na época (interino): Antonio Cesar Perri de Carvalho. (2,3) O evento foi gravado e transmitido ao vivo.

Dados das quantidades dos acessos das transmissões ao vivo da TVCEI e Rádio Fraternidade:

TVCEI: 2.972 visitas reais (obs. não confundir com visualizações); 28 países; 27 Estados do Brasil; 310 cidades no mundo.

Rádio Fraternidade: 3093 visualizações; países: 19; cidades: 181;

 

 

Principais eventos:

Após o lançamento do NEPE da FEB, na sede da FEB, em Brasília, no dia 2 de março de 2013, algumas Federativas Estaduais acordaram a realização de eventos promovidos pelo NEPE da FEB.

Por proposta da FERGS (Circular 18/2013, de 23/05/2013), houve o primeiro Seminário Regional (região Sul do CFN da FEB), em Porto Alegre, no dia 14 de julho de 2013. Seguiram-se eventos:

– Seminário em Maceió (Al) – setembro de 2013;

– Seminário de comemoração dos 60 anos do livro Ave, Cristo! e 70 anos do livro Renúncia, no Centro Cultural Chico Xavier, na Fazenda Modelo, em Pedro Leopoldo (MG) – julho de 2013;

– Seminário em Parnaíba – Comissão do NEPE – Piauí – setembro de 2013;

– Seminário em Goiânia (Go) – Comissão do NEPE – novembro de 2013;

– Seminário em Volta Redonda (RJ) – Afonso Chagas – janeiro de 2014;

– Seminário em Vitória (ES) – Comissão do NEPE – julho de 2014;

– Visita da Comissão Administrativa do NEPE ao NEPE da FEEGO (Congresso Estadual – março de 2014), Goiânia (GO);

– Goiânia (GO) – Palestra Flávio Rey de Carvalho – janeiro de 2014;

– João Pessoa (PB) – Visita do presidente da FEB às equipes do NEPE da FEPb e de Campina Grande – 2014;

– Recife (PE) – Visita do presidente da FEB à equipe do NEPE da FEPe – 2014;

– Maceió (AL) – Visita do presidente da FEB às equipes do NEPE da FEAL e dos três Centros Espíritas de Maceió – 2014;

– Seminário internacional: com Célia Maria Rey de Carvalho no Toronto Spiritist Society (Toronto – Canadá) em junho de 2014, sobre o NEPE.

 

Renovações na Comissão:

Atendendo ao Regimento Interno do NEPE, ocorreram substituições parciais da Comissão Administrativa do NEPE, aprovadas pelo Conselho Diretor e Diretoria Executiva da FEB, nos anos de 2013 e 2014, respectivamente, ingressando Saulo Cesar Ribeiro da Silva em substituição a Simão Pedro de Lima, e Ismael Maia em substituição a Ricardo Mesquita.

 

NEPEs nos Estados:

Entre 2013 e início de 2015 foram criados NEPEs em Federativas Estaduais e instituições de diversos Estados, por iniciativa destes e mantendo-se a autonomia dos mesmos, existindo apenas intercâmbio com o NEPE da FEB.

Produção de vídeo-aulas:

Vídeo-aulas “Espiritismo à luz do Evangelho”, gravados pela equipe do NEPE e convidados, com produção da TVCEI e FEBtv, entre 2012 e fevereiro de 2015:

– 50 vídeo-aulas de livre acesso e disponíveis no Youtube, com muitos milhares de acessos;

– 09 vídeo-aulas, gravadas em fevereiro de 2015, porém divulgadas posteriormente, depois de março de 2015, com acesso pago, no Canal de assinantes “Gotas de Luz” da FEBtv.

Reuniões de estudo:

Membros da equipe do NEPE, convidados e colaboradores da FEB, atuaram no programa do curso "O Evangelho Segundo o Espiritismo", desenvolvido na sede da FEB, entre 2012 e março de 2015, sob a coordenação de Célia Maria Rey de Carvalho, e, em dois dias por semana, quartas à noite e domingo pela manhã. Também ocorreram reuniões de estudo sobre o Novo Testamento, mensalmente, na sala do NEPE.

 

Biblioteca:

Biblioteca do NEPE, que funcionou até março de 2015 com espaço próprio para reuniões e estudos, reunindo centenas de obras adquiridas sobre: livros espíritas sobre os temas centrais; textos bíblicos, Bíblias de estudo, Novo Testamento, Obras de Referência e Consulta, Livros sobre Antigo e Novo Testamento, Contexto Histórico-cultural, Personagens, Exegese bíblica, Língua hebraica, Livros em idioma Iídiche (160 volumes adquiridos pela FEB, entre 2008-2009, sob os cuidados de Haroldo Dutra Dias.

Revista digital:

Pelo portal da FEB foi mantida entre maio de 2013 e março de 2015 a revista digital Lei Divina e um fórum.(4) O site do NEPE está indisponível no Portal da FEB.

Elaboração de livro:

O evangelho segundo o espiritismo: orientações para o estudo, Edição FEB, co-autoria de membos da Comissão do NEPE e convidados. (5)

Explicações na Apresentação:

“APRESENTAÇÃO

Com a criação do Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho – Nepe, na Federação Espírita Brasileira em 2012, organizou-se seminários para explicar seu funcionamento e estimular o Movimento Espírita a trabalhos voltados à pesquisa e estudo do Evangelho de Jesus à luz do Espiritismo.

Um dos temas abordados nesses seminários foi a experiência da FEB no desenvolvimento do Curso para o Estudo Interpretativo de O Evangelho segundo o Espiritismo. Houve muita procura durante e após a realização dos eventos, com pedidos de orientações sobre como se estruturar um curso para o estudo de O Evangelho segundo o Espiritismo. Claramente percebemos que este livro – muito lido e comentado-, deve merecer um estudo regular nos Centros Espíritas.

Daí surgiu a ideia de se elaborar um livro que contemplasse parte dos temas abordados nos seminários do Nepe da FEB e mais alguns que consideramos pertinentes para complementar essas orientações. Com esse objetivo convidamos alguns expositores e membros da Comissão Administrativa do Nepe da FEB, bem como estudiosos do Evangelho de Jesus – ligados a este projeto de trabalho -, para escreverem os capítulos.

No ano comemorativo aos 150 anos de lançamento de O Evangelho segundo o Espiritismo, disponibilizamos essa singela publicação na expectativa que contribua para o estudo, reflexão e divulgação dessa importante obra do Codificador Allan Kardec.

Célia Maria Rey de Carvalho

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Brasília (DF), fevereiro de 2014.”

(Transcrito da 1a edição, 1a impressão, 4/2014)

Reunião Virtual:

No final de 2014, a FEB adquiriu um equipamento para reuniões virtuais para uso do NEPE. Em fevereiro de 2015 a Comissão do NEPE realizou reunião virtual experimental com os NEPEs da FEEGo e da Federação Espírita da Paraíba. Doravante, pretendia-se realizar estudos virtuais, facilitando o diálogo em tempo real com os diversos NEPEs.

Notas:

1) Depois publicado pela FEB, 1a edição em 2013.

2) Link: https://youtu.be/PJvv9rd2wIE (acesso em 01/12/2017).

3) Link: http://www.febnet.org.br/blog/geral/divulgacao/agora-ao-vivo-seminario-jesus-a-porta-kardec-a-chave/ (acesso em 01/12/2017).

4) Link: http://www.febnet.org.br/blog/geral/noticias/ultimas-noticias-noticias/revista-lei-divina-nepe-da-feb/ (acesso em 01/12/2017).

5) Carvalho, Célia Maria Rey; Carvalho, Antonio Cesar Perri (Org.). O evangelho segundo o espiritismo. Orientações para o estudo. 1.ed. Brasília: FEB, 2014.

(*) – Presidente da FEB (interino de maio de 2012 a março de 2013; efetivo de março de 2013 a março de 2015).

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Gravação em áudio: Haroldo Dutra fala sobre a experiência do NEPE da FEB

ACESSE: https://youtu.be/Y2kYSnNj1ls

 

Alertas sérios de Divaldo

Alertas sérios de Divaldo

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Nos últimos meses, em eventos diversos, Divaldo Pereira Franco tem feito algumas abordagens diretas que representam sérios alertas aos espíritas e ao movimento espírita.

Durante a 64a Semana Espírita de Vitória da Conquista (Bahia), em setembro de 2017, focalizou as influências espirituais negativas que rondam os espíritas. Entre outros fatos cita alguns excessos normativos que dificultam a prática da mediunidade, a proliferação de livros que não estão sintonizados com as obras do Codificador e a disputa pelo “poder” no interior das instituições e do movimento espírita.(1)

Em outubro de 2017, no Congresso Espírita Colombiano realizado em Bogotá (Colômbia), Divaldo desenvolveu o seminário “Desafio dos trabalhadores espíritas”. Na oportunidade, fez referência à falta de cuidados na seleção de expositores que são convidados em vários países e que disseminam práticas estranhas. Comentou também a sua não concordância e citou alguns projetos que têm sido divulgados e implementados no movimento espírita brasileiro.(2)

Durante o citado evento na Colômbia, o expositor compareceu à reunião da Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional e, pessoalmente, e em nome de espíritos que foram fundadores do CEI, inclusive registrando a presença deles, apresentou um grave alerta sobre decisões relacionadas com a Entidade, o respeito aos que a dirigiram e, ao final, houve psicofonia com mensagem de Bezerra de Menezes, convidando-os para uma ação fraternal, lembrando que “Jesus Cristo é amor e o Espiritismo é caridade.”(3)

Há informações de que em atividades do CFN da FEB, em novembro de 2017, Divaldo manteve diálogo sobre problemas e riscos do movimento espírita e, atendendo a questionamento específico, opinou que deve haver esclarecimentos sobre dúvidas relacionadas com traduções de A Gênese, de Kardec.

Entendemos que as observações de Divaldo naturalmente estão fundamentadas na sua fidelidade às obras da Codificação nessa sua longa trajetória de 70 anos de ações espíritas e como profundo conhecedor do movimento espírita do Brasil e de muitos países. Divaldo Pereira Franco está apontando fatos que devem merecer reflexão, estudo e análise cuidadosa por parte dos dirigentes e lideranças espíritas.

Por oportuno, transcrevemos trecho de recente mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes, pelo citado médium, intitulada “Vigilância e fidelidade da última hora”:

“Algo temos que fazer e o Mestre Incomparável pede-nos fidelidade da última hora. A noite desce e a treva não se faz total porque as estrelas do amor brilham no cosmo das reencarnações. Este é momento grave, filhas e filhos do coração, e vós tendes a oportunidade de O servir como dantes não lograstes. […] Mantende-vos em paz e amai, ajudando-vos uns aos outros nas suas debilidades e fraquezas, pois que são eles que precisam do vosso auxílio para também atingirem a meta.”(4)

A propósito, recordamos de antiga mensagem de Joanna de Ângelis, intitulada “Os novos obreiros do Senhor”, incluída no livro Após a Tempestade, que teve sua 1a edição no ano de 1974:

“Depois de tudo consumado, porém, conforme acentua o Mestre: ‘Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos Céus.’ Não será fácil. Nada é fácil. O fácil de hoje foi o difícil de ontem, será o complexo de amanhã. Quanto adiemos agora, aparecerá, depois, complicado, sob o acúmulo dos juros que se capitalizam ao valor não resgatado. Aclimatados à atmosfera do Evangelho, respiremos o ideal da crença… E unidos uns aos outros, entre os encarnados e com os desencarnados, sigamos. Jesus espera: avancemos!” (5)

Referências [*]:

1) Acesso: https://www.youtube.com/watch?v=n8WB4JtN5aU;

2) Acesso: https://www.youtube.com/watch?v=NryRJMdckXU&feature=youtu.be;

3) Gravação em áudio em whatsapp;

4) Acesso – Facebook de Jorge Moehlecke: https://www.facebook.com/search/top/?q=jorge%20henrique%20moehlecke;

5) Acesso: http://grupochicoxavier.com.br/os-novos-obreiros-do-senhor/;

[*] Sugerimos o acesso aos links relacionados.

(Ex-presidente da USE-SP e da FEB)

Valorização da vida e prevenções de enfermidades

Valorização da vida e prevenções de enfermidades

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

A prevenção de enfermidades na mulher e homem foram convencionadamente marcadas, respectivamente, como: “Outubro rosa – prevenção do câncer da mama” e “Novembro azul – prevenção do câncer da próstata”.

A abordagem de ações preventivas oferecidas pela Doutrina Espírita para a defesa da vida¬ com ações de renovação interior, na família e círculo social, é extremamente oportuna em nossos dias.

A certeza de que somos espíritos reencarnados e em processo de aprimoramento é de fundamental importância para a melhor compreensão dos valores e da oportunidade da vida corpórea.

O velho conceito romano “mente sã em corpo são” (“mens sana in corpore sano”) prossegue atual. O apóstolo Paulo anotou em sua 1ª. Epístola aos Coríntios: “Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”(1) O espírito André Luiz, pelo recurso da psicografia, define com clareza em dois comentários: “O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne.”(2) “[…] temos necessidade da luta que corrige, renova, restaura e aperfeiçoa. A reencarnação é o meio, a educação divina é o fim.”(3)

A partir dessas fundamentações cristãs e espíritas, torna-se interessante considerarmos o que representa o Espírito nos contextos íntimo e social; o equilíbrio entre corpo/espírito e melhores condições de vida. Esta última também inclui, evidentemente, o respeito com o corpo físico e a valorização da vida corpórea. Aí se inserem as medidas preventivas para se evitar enfermidades e também aquelas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, evitando-se que elas sejam reconhecidas em situações tardias e danosas.

Em texto de parente nosso – que exerceu a medicina -, psicografado por Divaldo Pereira Franco, destacamos: “Saúde e doença – binômio do corpo e da mente – são conquistas do ser, que deve aprender e optar por aquela que melhor condiz com as aspirações evolutivas, desde que a harmonia ideal será alcançada, através do respeito à primeira ou mediante a vigência da segunda.”(4)

O evangelista João registra assertiva do Mestre que assinalam a valorização da vida, sem dúvida, no sentido material e espiritual: “[…] eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” – João.(5)

Referências:

1). I Cor., 6.20.

2) Vieira, Waldo. Pelo espírito André Luiz. Conduta Espírita. Cap. 34. Brasília: FEB.

3) Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito André Luiz. Missionários da Luz. Cap.12. Brasília: FEB.

4) Franco, Divaldo Pereira; Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelo espírito Lourival Perri Chefaly. Em Louvor à vida. 1.ed. Cap. AIDS e profilaxia. Salvador: LEAL.

5) João, 10.10-11.

(*) – Ex-presidente da USE-SP e da FEB.

Jovem espírita: seu dia?

Jovem espírita: seu dia?

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Nas décadas de 1950 e 1960, comemorava-se no dia 13 de novembro, o “dia do jovem espírita”. Havia evocação da efeméride, em reuniões, poesias, citações em jornais espíritas, e havia citação no então tradicional Calendário Espírita que o prof. José Jorge (do Rio de Janeiro) produzia anualmente.

A origem da data comemorativa está relacionada com desdobramentos do chamado “Pacto Áureo”, de 1949, que criou o Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira. No dia 13 de novembro de 1949 os dois únicos organismos do Movimento Espírita Juvenil do país resolveram aderir de pronto ao Pacto e foi assinado o “Ato de unificação das mocidades e juventudes espíritas”, dando início ao então Departamento de Juventude da Federação Espírita Brasileira. (1,2)

Naquela época havia muito dinamismo no âmbito das mocidades espíritas. O ano de 1948 registra importantes fatos: surgiu a Concentração de Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo – COMBESP, reunindo jovens de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e depois o Distrito Federal (Brasília). Este certame foi um celeiro de formação de expositores e lideranças. Em julho de 1948, ocorreu no Rio de Janeiro o 1º. Congresso Brasileiro de Mocidades Espíritas, liderado por Leopoldo Machado. Em 1956, surgiu o primeiro evento regional do Estado de São Paulo, a “Concentração de Mocidades Espíritas da Noroeste do Estado de São Paulo” (COMENOESP), e logo depois das regiões Nordeste, Leste e Capital do mesmo Estado. Sob os auspícios dos Conselhos Regionais da região do Triângulo Mineiro surgiu em 1964 a COMETRIM – Confraternização de Mocidades Espíritas do Triângulo Mineiro. À época, por sugestão de Chico Xavier passou incluir também os adultos e acrescentou mais um “M” na sigla. Em 1965 ocorreu a I Concentração de Mocidades e Juventudes Espíritas do Brasil, em Marília. (2)

Por razões várias, incluindo a orientação impressa à institucionalização nacional da ação dos jovens espíritas, a partir dos anos 1970 houve um crescente descompasso entre a expansão do movimento espírita em geral e das mocidades e juventudes espíritas. (2)

Como oportuna iniciativa pessoal de Ivan Franzolim (de São Paulo), foi efetivada entre 1º e 31 de julho de 2017, a pesquisa nacional para espíritas, sem nenhuma participação ou apoio de instituições, e é inédita no Movimento Espírita por sua abrangência nacional e pela preocupação em conhecer como pensam e atuam os espíritas. Foi utilizada a internet e as redes sociais como veículo de distribuição do formulário eletrônico do Google e acesso ao público espírita, estimados em 2% da população brasileira, segundo o Censo 2010. Foram recebidas 2.616 respostas válidas, excluindo aquelas em duplicidade. Os respondentes são residentes em 451 cidades e todos os estados foram representados. (3,4) Sobre o item relação dos filhos com o centro espírita – com filhos entre 3 e 12 anos: não participam da Evangelização Infantil/Juvenil (20,5%); não tenho filhos (64,0%); com filhos acima de 12 anos: não tenho filhos (43,2%); não se consideram espíritas (20,3%); Se consideram espíritas e não frequentam o grupo de jovens/mocidade (23,1%). (2) Estes dados, na generalidade das faixas etárias também já vinham sendo apontados pelos Censos do IBGE dos anos 2.000 e 2.010 e, a nosso ver, representam um alerta para urgentes estudos e providências para se diagnosticar as causas dessa situação e para se favorecer a integração real da criança e do jovem no centro espírita. (4)

É urgente a conscientização dos centros espíritas – base do movimento espírita – para o efetivo apoio e abertura de espaços para a integração dos jovens. Esta foi uma preocupação constante nossa no período em que presidimos o CFN da FEB.

Por oportuno, transcrevemos trecho de Emmanuel: “O apóstolo da gentilidade conhecia o teu soberano potencial de grandeza. A sua última carta, escrita com as lágrimas quentes do coração angustiado, foi também endereçada a Timóteo, o jovem discípulo que permaneceria no círculo dos testemunhos de sacrifício pessoal por herdeiro de seus padecimentos e renunciações. Paulo sabia que o moço é o depositário e realizador do futuro.” (5)

Independentemente de se ter uma data para a comemoração do “dia do moço espírita”, o fato é que esta efeméride já foi muito cultivada, ou seja, havia dinamismo, espontaneidade e evidentes manifestações de idealismo por parte dos jovens.

Referências:

1) http://grupochicoxavier.com.br/13-de-novembro-o-dia-do-jovem-espirita/;

2) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Centro espírita. Prática espírita e cristã. Cap. 2.1, 2.2, 3.1. Matão: O Clarim. 2016.

3) http://franzolim.blogspot.com.br/;

4) http://grupochicoxavier.com.br/pesquisa-nacional-para-espiritas-2017-alguns-comentarios/;

5) Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Segue-me. Cap. Página do Moço Espírita Cristão. Matão: O Clarim.

(Ex-presidente da FEB e da USE-SP).

O Espiritismo pelo mundo

O Espiritismo pelo mundo

Os congressos e encontros mundiais estimulam a confraternização, o intercâmbio, a união dos espíritas e, sem dúvida, contribuem para a difusão do Espiritismo.

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O Espiritismo se espalhou pelo mundo desde a publicação das Obras Básicas de Allan Kardec em vários idiomas, ainda no século XIX.

O Codificador faz referências significativas sobre fatos e eventos na Revista Espírita. Allan Kardec também deu início ao movimento espírita ao realizar visitas e estabelecer contatos diretos com as primeiras sociedades espíritas, que começavam a ser fundadas no interior da França.

No livro Viagem espírita em 1862 ele relatou essas experiências, que podem ser consideradas a primeira ação concreta de intercâmbio e união dos espíritas. O tradutor Wallace Leal V. Rodrigues estabelece “a comparação com o livro dos ‘Atos’, essa crônica de viagem, durante a qual os inúmeros personagens têm, o tempo todo, os lábios entreabertos (…)”[1].

Em outubro de 1888 realizou-se em Barcelona o I Congresso Internacional Espírita, com a liderança de José María Fernández, Torres-Solanot e Amalia Domingo Soler. Léon Denis, um dos principais continuadores de Allan Kardec, fez conferências por toda a França e atuou em quase todos os congressos internacionais, a partir do segundo e até próximo à sua desencarnação. É conhecido como o “consolidador do Espiritismo”.

Depois das grandes guerras e final dos regimes autoritários europeus, que comprometeram a situação do Espiritismo na Europa, começaram a ressurgir grupos e ações espíritas por iniciativa de valorosos companheiros dos próprios países daquele continente.

Após visitar alguns países europeus e sentindo o interesse de lideranças espíritas da Europa pela expansão do Espiritismo no Brasil, o então presidente da FEB, Francisco Thiesen, liderou a realização do 1º Congresso Espírita Internacional, em Brasília, em outubro de 1989. A convite do presidente Thiesen, participamos de reuniões preparatórias desse Congresso, no final de 1988 e início de 1989, com a presença de: Altivo Ferreira, Cecília Rocha, João Nasser, Nestor João Masotti e Paulo Roberto Pereira da Costa. Em seguida foram constituídas comissões específicas.

Durante o congresso, foram recebidas solicitações de representantes de vários países, como o representante da Itália, Antonio Rosaspina, para que se criasse uma organização espírita mundial. A FEB iniciou articulações com instituições de vários países e depois de reuniões realizadas em Liège (Bélgica) e em São Paulo, foi criado o Conselho Espírita Internacional (CEI), durante o Congresso Nacional de Espiritismo da Espanha, em Madrid, em novembro de 1992. Nessas etapas, pelo Brasil, tiveram atuações Juvanir Borges de Souza, Nestor João Masotti, Paulo Roberto Pereira da Costa e Altivo Ferreira.

Por outro lado, um episódio histórico ocorreu no ano 2000, pois a Legião da Boa Vontade – que mantinha uma dependência em Nova York –, intermediou e facilitou as presenças das representações da FEB e do CEI no “Millennium World Peace Summit”, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), na passagem entre agosto e setembro daquele ano, reunindo representantes de várias religiões.

Fato marcante foi a liberação do movimento espírita em Cuba, a partir de 2004, culminando com o Congresso Mundial de Espiritismo ali realizado em 2013. Com a criação do CEI, este promoveu trienalmente os Congressos Espíritas Mundiais: Brasília (1995), Lisboa (1998), Cidade da Guatemala (2001), Paris (2004), Cartagena de Índias (2007), Valencia (2010), Havana (2013) e Lisboa (2016).

Nos últimos eventos têm crescido a presença de espíritas da África, Oceania e Ásia. Nos preparativos e na execução dos Congressos Mundiais, até o de Valencia, foi marcante o entusiasmo e a dedicação do então secretário geral do CEI Nestor João Masotti.

Na condição de assessoria do dirigente da FEB e do CEI, Nestor João Masotti, tivemos a oportunidade de participar dos preparativos dos Congressos Mundiais até o efetivado em Havana. Inclusive, com reuniões preparatórias nos países e entre estas, momentos sensíveis e marcantes ocorreram em Cuba, com a presença de companheiros do CEI. Os Congressos Espíritas Mundiais estimulam a confraternização, o intercâmbio, a união dos espíritas e, sem dúvida, contribuem para a difusão do Espiritismo.

O CEI contou com a atuação dos secretários gerais Rafael Molina (Espanha), Roger Perez (França), Nestor João Masotti (Brasil) e Charles Kempf (França). Nestor Masotti estimulou a formação de órgãos federativos nacionais em vários países, ampliando a representatividade do CEI, a promoção sistemática dos Congressos Mundiais e de muitas visitas e seminários em vários países, a criação da TVCEI e da EDICEI, com a publicação de livros em vários idiomas.

Entre muitas representações do amigo, estivemos em seu lugar no histórico lançamento dos primeiros livros editados pelo CEI em francês, do espírito André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier: Nosso lar, Os mensageiros, Missionários da luz, Obreiros da vida eterna e No mundo maior, em Paris no ano de 2005; da versão em inglês da Revista Espírita – The Spiritist Magazine – em Nova York, em abril de 2008; e lançamento dos livros da EDICEI em russo, em Minsk, Belarus, em novembro de 2009[2].

Desde a viagem histórica de Chico Xavier e Waldo Vieira aos EUA e Europa em 1965, que gerou o livro Entre irmãos de outras terras, já traduzido para o inglês[3], e logo depois o início de maratonas de viagens de Divaldo Pereira Franco a dezenas de países, muitos companheiros têm colaborado com atuações no movimento espíritas de diversos países. A Associação Médico-Espírita Internacional tem realizado importante trabalho na área acadêmica e profissional.

Em agosto de 2015, o CEI promoveu no Rio de Janeiro o 12º Colóquio França-Brasil, com o tema “Espiritismo: Elo de duas culturas”, em comemoração aos 150 anos de O céu e o inferno, e lá estivemos como um dos conferencistas convidados. O tema central do evento é muito significativo.

A produção de livros em vários idiomas, desde abril de 2013, prossegue descentralizada com edições e distribuições feitas pelas EDICEIs da Europa e da América. O CEI também edita a Revista Espírita, iniciada por Kardec, em francês e em inglês.

O movimento espírita tem se expandido em países de todos os continentes. Destacamos o valor e a dedicação de espíritas nativos dos diversos países que souberam superar inúmeros obstáculos, mantendo acesa a chama do ideal espírita e daqueles que se somaram a eles ao se tornarem residentes em outras plagas. O importante é sempre o ambiente fraterno e solidário, de respeito à diversidade e à autonomia das instituições de cada país.

Emmanuel lembrou em Paulo e Estêvão: “Jesus afirmou que seus discípulos viriam do Oriente e do Ocidente”.[4]

Bibliografia:

1. KARDEC, Allan. Viagem espírita em 1862. Trad. Rodrigues, Wallace Leal Valentim. 4.ed. Matão: O Clarim.

2. CARVALHO, Antonio Cesar Perri. Em ações espíritas. 1.ed. Araçatuba: Editora Cocriação.

3. XAVIER, Francisco Cândido. Entre irmãos de outras terras. Espíritos diversos. FEB; Idem. Among brothers of other lands. Trad. Anseloni, Vanessa. EDICEI.

4. XAVIER, Francisco Cândido. Paulo e Estêvão. Pelo espírito Emmanuel. 2a parte, cap.1, FEB. Extraído de: Carvalho, Antonio Cesar Perri. O espiritismo pelo mundo. Revista internacional de espiritismo. Ano XCIII. No. 10. Novembro de 2017.

Acesse: https://www.oclarim.org/oclarim/materias/5475/revista/2017/Novembro/o-espiritismo-pelo-mundo.html

Finados: alguns lembretes

Finados: alguns lembretes

A literatura espírita é muito rica de informações sobre a imortalidade da alma, incluindo as comemorações relacionadas com o chamado “dia dos mortos”.

A título de lembrança, é sempre oportuno recorrer-se a obras do Codificador Allan Kardec. Assim, na obra inaugural “O Livro dos Espíritos” há registros no item – COMEMORAÇÃO DOS MORTOS. FUNERAIS (1):

Perg. 320. Sensibiliza os Espíritos o lembrarem-se deles os que lhes foram caros na Terra? R – “Muito mais do que podeis supor. Se são felizes, esse fato lhes aumenta a felicidade. Se são desgraçados, serve-lhes de lenitivo.”

Perg. 321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos? R – “Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”

a) Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas? R – “Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento. Porém, cada Espírito vai lá somente pelos seus amigos e não pela multidão dos indiferentes.”

b) Sob que forma aí comparecem e como os veríamos, se pudessem tornar-se visíveis? R – “Sob a que tinham quando encarnados.”

Perg. 322. E os esquecidos, cujos túmulos ninguém vai visitar, também lá, não obstante, comparecem e sentem algum pesar por verem que nenhum amigo se lembra deles? Que lhes importa a Terra?

R – “Só pelo coração nos achamos a ela presos. Desde que aí ninguém mais lhe vota afeição, nada mais prende a esse planeta o Espírito, que tem para si o Universo inteiro.”

Perg. 323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?

R – “Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração.”

No seu último discurso – dia de finados do ano de 1868 -, Kardec comenta:

“Ofereçamos aos que nos são caros uma boa lembrança e o penhor de nossa afeição, encorajamentos e consolações aos que deles necessitem. Façamos de modo que cada um recolha a sua parte dos sentimentos de caridade benevolente, de que estivermos animados, e que esta reunião dê os frutos que todos têm o direito de esperar.”(2) 

Entre centenas de manifestações espirituais, destacamos o alerta de Eurípedes Barsanulfo para nós, os encarnados, sobre os valores eternos:

“O espírito deve ser conhecido por suas obras. É necessário viver e servir. É necessário viver, meus irmãos, e ser mais do que pó!”(3)

Fontes:

1. Kardec, Allan. O livro dos espíritos. 2ª. parte. Cap. VI.

2. Kardec, Allan. Revista Espírita, dezembro de 1868. (Acesse: http://grupochicoxavier.com.br/dia-dos-mortos/)

3. Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. O Espírito da Verdade. Lição nº 12. FEB. (Acesse: http://grupochicoxavier.com.br/em-plena-era-nova/) (Síntese de A.C.Perri de Carvalho)

A primeira grande TV espírita

        

 

Antonio Cesar Perri de Carvalho

A recente inauguração no dia 16 de outubro da retransmissora da TV Mundo Maior em Araçatuba (SP), como TV aberta, canal 36, é mais um movimento da expansão da Rede Boa Nova de Comunicação da Fundação Espírita André Luiz. Como convidado senti-me realizado em presenciar a conquista da terra natal. Houve apresentação de vídeo do vastíssimo trabalho assistencial junto a excepcionais das Casas André Luiz, de Guarulhos (SP) e das múltiplas atividades de comunicação.

O trabalho em Araçatuba é devido a Sirlei Nogueira, presidente da USE Regional de Araçatuba, que foi o responsável pelas providências para concessão do canal e de implantação da torre e equipamentos. Contou com o apoio dos dirigentes espíritas de Araçatuba que inclusive se manifestaram no dia da inauguração com um vídeo contendo as saudações de todos eles.

O canal espírita de Araçatuba é vinculado à TV Mundo Maior da Fundação Espírita André Luiz (FEAL), de Guarulhos. Tem por lema: “Levando a vida até você!”

A Fundação Espírita André Luiz tem por objetivo contribuir para a transformação da sociedade por meio de conteúdo instrutivo. Engloba cinco meios de difusão da informação: Rede Boa Nova de Rádio, Editora e Distribuidora Mundo Maior, Rede Mundo Maior de Televisão, Mundo Maior Filmes e Uniespírito.

Todo este trabalho foi iniciado pelo Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz, no bairro Santana, em São Paulo. Ainda numa fase inicial, em 1975, o médium Chico Xavier apoiou o projeto da Rádio, declarando: “Essas emissoras são o coração da cultura brasileira.”

A FEAL tem feito parcerias com instituições espíritas e promove também Encontro de Amigos da Boa Nova.

A “Mundo Maior Filmes” já lançou nos cinemas brasileiros: “O Filme dos Espíritos”, “Nos Passos do Mestre Jesus segundo o Espiritismo”; e para 2018 prepara o lançamento de “Paulo de Tarso”.

A TV Mundo Maior da FEAL é aberta e também contando com canal no principal satélite de comunicação do país – Brasilsat C2 (digital). A banda digital deste satélite tem uma abrangência possível de seis milhões de lares. É o mesmo satélite utilizado pela TV Globo.

Como TV aberta, utilizando retransmissores, funciona além da região de Guarulhos e Capital, em sete cidades de três Estados.

Como TV fechada, canais a cabo por assinatura, atinge cerca de 1.8 milhão de pessoas, em mais de 40 cidades de 13 Estados.

Ainda tem a opção WEB + Youtube + Facebook, com um fluxo mensal de 200 mil internautas.

Desde a sua estreia, em 2006, a TV Mundo Maior vem aprimorando seus programas. Atualmente transmite para todo o país com 24 horas diárias de programação.

Com sua rede aberta e as diversas opções citadas, todas em expansão, a TV Mundo Maior está se consolidando como a primeira grande TV espírita do país e do mundo. 

É possível acompanhar a programação completa no site: www.tvmundomaior.com.br; e no Youtube, conseguir-se o acesso a mais de cinco mil vídeos sobre a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec: www.youtube.com/tvmundomaior

 

Fonte: folder da TV Mundo Maior/FEAL; www.tvmundomaior.com.br

(Ex-presidente da FEB e da USE-SP)

TOMAR VERGONHA

Richard Simonetti

1 –    A Doutrina Espírita nos ajuda a identificar nossas falhas. Mesmo assim, não mudamos nossa forma de agir. Por que isso acontece?

                     Ocorre que essa postura é superficial, jogo de cena conosco mesmos. Falta aquele cair em si, de que trata Jesus, na Parábola do Filho Pródigo (Lucas, 15:11-24), em que o indivíduo reconhece a extensão de sua miséria moral, o quão distanciado está de Deus, e dispõe-se a caminhar ao Seu encontro. Minha avó traduzia isso dizendo que é preciso tomar vergonha.

2 –    Sabemos que a Vida vem sendo comprometida no planeta em face da poluição produzida pelo Homem, que não respeita a Natureza. Por que agimos assim?

                     Falta tomar vergonha em relação ao assunto, assumindo uma consciência ecológica que nos leve a vigiar nosso comportamento nos contatos com a Natureza, tanto quanto devemos vigiar nossas iniciativas no relacionamento com o próximo.

3 –   Considerando o clima de violência na atualidade, podemos dizer que muitos Espíritos estão fracassando em sua última oportunidade de renovação, despedindo-se da Terra, que já estaria deixando a condição de Mundo de Provas e Expiações e sendo promovida a Mundo de Regeneração?

                     Corremos sérios riscos se isso estiver acontecendo, porquanto, como ensinava Jesus no Sermão da Montanha (Mateus, 5:5), ficarão na Terra os que houverem conquistado a mansuetude. Para uma Humanidade sem vergonha, o vocábulo manso tem uma conotação pejorativa. Usá-lo ao nos dirigirmos a alguém soa ofensivo.

4 –    Como você definiria a expressão manso, sob o ponto de vista evangélico?

                     É alguém que venceu a agressividade, guardando as raízes de sua estabilidade emocional em si mesmo, não nos outros. Não reage aos estímulos externos. Age, conforme o ajuste interno efetuado à luz dos ensinamentos de Jesus, a partir do momento em que tomou vergonha.

5 –    A condição de Mundo de Regeneração, de que falam os Espíritos, estaria, então, distante?

                     Tão distante quanto nos encontramos da agressividade para a mansuetude. Creio que muita água vai rolar no rio do tempo até que tomemos vergonha, superando estágios primários de evolução que nos situam perto da taba.

6 –    Poderíamos dizer que a Misericórdia Divina exercita a paciência nesse sentido?

                     Deus não tem pressa.  Obviamente haverá o momento em que os recalcitrantes deixarão nosso planeta e serão confinados em mundos inferiores, onde a mestra Dor atuará com mais rigor. Chega o momento em que um pai, até por amor ao filho, será compelido a dar-lhe umas boas palmadas, a fim de que tome vergonha.

7  –   Qual a importância da religião em favor desse objetivo?

                     A religião é o estímulo para que cultivemos o aspecto sagrado da existência, buscando cumprir os compromissos que assumimos ao reencarnar. Ajuda-nos nessa empreitada, mas pouco valerá se não estivermos dispostos a tomar vergonha.

8 –    Considerando os esclarecimentos que nos oferece a respeito da vida espiritual, onde colheremos as consequências das ações humanas, podemos dizer que o Espiritismo nos ajuda a lidar melhor com os desafios da existência?

                     Sem dúvida! Quem sabe de onde veio, por que vive na Terra e para onde vai, certamente estará mais bem orientado nesse sentido. Não obstante, ainda aqui, a mudança de rumo, em favor do melhor, o tomar vergonha na cara é muito mais uma questão de acordar do que de aprender. Usando uma expressão popular, seria ligar o desconfiômetro, muito mais cumprir a sinalização da Vida, do que simplesmente conhecer seus regulamentos.