Mensagem de União

    Filhos, o Senhor nos abençoe.

    Solidários, seremos união.

    Separados uns dos outros, seremos pontos de vista.

    Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.

    Distanciados entre nós, continuaremos à procura do trabalho com que já nos encontramos honrados com a Providência Divina.

    Crede! A humildade e a paciência no mecanismo de nosso relacionamento são as energias de entrosagem de que não podemos prescindir, na execução de nossos compromissos.

    Roguemos, pois, a Deus a força indispensável para nos sustentar fiéis aos nossos compromissos de união em torno do Evangelho de Cristo, a fim de concretizar-lhe os princípios de amor e luz.

    Mantenhamos unidos, em Jesus, para edificar e acender Kardec no caminho de nossas vidas, porque unicamente assim, agindo com a fraternidade e progredindo com o discernimento, é que conseguiremos obter    os valores que nos erguerão na existência em degraus libertadores de paz e ascensão.

    Bezerra de Menezes

 

(No dia 23 de abril de 1976, portanto há mais de quatro anos, os companheiros da União Municipal Espírita de Marília-SP, receberam, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, uma significativa mensagem do dr. Bezerra de Menezes. Considerando a íntima relação do conteúdo dessa mensagem com o movimento de unificação dos espíritas, e, também pelo fato de ter sido pouco divulgada, tomamos a liberdade de publicá-la, nesta edição, para conhecimento dos leitores – Comentários de dirigentes da USE-SP).

Transcrito de:

Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Bezerra de Menezes. Mensagem de união. Unificação. USE. São Paulo. Ano XXVII. No. 309. São Paulo. Novembro-dezembro de 1980.

Chico Xavier, a USE e a união

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

Por ocasião do 17o Congresso Estadual de Espiritismo, em que a União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, comemora 70 anos de sua fundação, há muitos fatos históricos que merecem ênfase. Todavia, destacaremos alguns episódios ligando Chico Xavier e suas psicografias, com a USE-SP.

Um ano após a fundação da USE-SP, esta promoveu o 1o Congresso Brasileiro de Unificação Espírita de 31 de outubro a 05 de novembro de 1948, em São Paulo. Chico Xavier foi convidado, e como não poderia comparecer, enviou a mensagem assinada por Emmanuel – “Em nome do Evangelho” -, e dirigida aos participantes do citado Congresso, psicografada no dia 14 de setembro de 1948, em Pedro Leopoldo (MG). Enfatizamos que foi a primeira psicografia de Chico Xavier sobre união e unificação! E de conteúdo marcante comentando João (17, 22):

“Para que todos sejam um…” Emmanuel destaca: “[…] espírito de serviço e renunciação, de solidariedade e bondade pura que Jesus nos legou.”1

Na obra USE – 50 anos de unificação2 aparecem registros de outros acompanhamentos de Chico Xavier. Temos conhecimento que o ex-presidente da USE Luiz Monteiro de Barros era ligadíssimo ao médium Spártaco Ghilardi, um grande amigo de Chico Xavier, frequentador assíduo das reuniões de Chico, em Uberaba, e fundador do Grupo Espírita Batuíra, em São Paulo.

Texto de Bezerra de Menezes, aliás pouco divulgado, foi psicografado por Chico Xavier no dia 23 de abril de 1976, em função de visita de companheiros da União Municipal Espírita de Marília (atual USE de Marília, SP). Em “Mensagem de União”, Bezerra:

“[…] Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. […] Mantenhamos unidos, em Jesus, para edificar e acender Kardec no caminho de nossas vidas, porque unicamente assim, agindo com a fraternidade e progredindo com o discernimento, é que conseguiremos obter    os valores que nos erguerão na existência em degraus libertadores de paz e ascensão.”3

          No ano de 1977 os diretores da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, Merhy Seba, Antonio Schilliró e Nestor João Masotti (presidente) entrevistaram Chico Xavier, em Uberaba, por ocasião do cinquentenário de suas atividades mediúnicas, de onde extraímos os trechos:

          “P – Caro Chico, gostaríamos de levar sua mensagem aos nossos irmãos da USE que prestam sua colaboração, em várias áreas de trabalho que o Centro oferece.

          R – Caro amigo, o seu desejo muito me honra, mas sinceramente, a meu ver, não temos qualquer mensagem maior que o convite à divulgação e ao conhecimento da Doutrina Espírita, vivendo-a com Jesus, interpretada por Allan Kardec. Penso que, nesse sentido, deveríamos refletir em unificação, em termos de família humana, evitando excessos de consagração das elites culturais na Doutrina Espírita, embora necessitemos sustentá-las e cultivá-las com respeitosa atenção, mas nunca em detrimento dos nossos irmãos em Humanidade, que reclamam amparo, socorro, esclarecimento e rumo. […] Não consigo entender o Espiritismo, sem Jesus e sem Allan Kardec para todos, a fim de que os nossos princípios alcancem os fins a que propõem".1

          Em diversos diálogos, inclusive conosco, em visitas a Uberaba e em eventos no Centro Espírita União, em São Paulo, Chico Xavier sempre externou ponderações cuidadosas a propósito de algumas maneiras de se operacionalizar a unificação.

    O entendimento de Chico Xavier e de seus orientadores espirituais sobre união e unificação devem merecer nossa atenção em cotejo com observações de Allan Kardec sobre os laços morais.4

Referências:

  1. Carvalho, Antonio Cesar Perri. Centro espírita. Prática espírita e cristã. São Paulo: Ed. USE, 2016.

  2. Monteiro, Eduardo Carvalho; D’Olivo, Natalino. USE – 50 anos de unificação. São Paulo: Ed. USE. 1997.

  3. Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Bezerra de Menezes. Mensagem de união. Unificação. USE. Ano XXVII. No. 309. São Paulo. Novembro-dezembro de 1980.

  4. Kardec, Allan. Trad. Noleto, Evandro Bezerra. O Espiritismo é uma religião? Revista Espírita. Dezembro de 1868. Ano XII. Rio de Janeiro: FEB. 2005.

 

(*) – Ex-presidente da USE-SP e da FEB.

Aeroporto de São Paulo homenageia vulto espírita

 

O jornal "Folha Espírita" (FE), fundada por José de Freitas Nobre, regozija-se com a notícia do último dia 25 de maio acerca da aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 89/2012, de autoria do também espírita e ex-deputado João Bittar, que deu ao Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, o nome de Aeroporto Internacional de Congonhas Deputado Freitas Nobre. Após a aprovação por unanimidade nas duas casas legislativas, o presidente da República sancionou a Lei no dia 19/06/2017.

Esse jornal foi fundado em abril de 1974, por orientação do médium Chico Xavier. Freitas Nobre cumpriu uma trajetória  digna de reconhecimento. Além de político, José Freitas Nobre (1921-1990) foi advogado, jornalista, escritor e professor, atuando em diferentes instituições. Atuando como jornalista em grandes jornais de alcance nacional, destacou-se na condução do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo por três vezes e na Federação Nacional dos Jornalistas por duas vezes. Em 1954, em eleição para a Câmara Municipal paulistana, Freitas Nobre obteve votação suficiente para deixá-lo como suplente de vereador, o que permitiu que assumisse a cadeira de titular nos últimos dois anos de mandato. Foi reeleito em 1958 como vereador em São Paulo; vice-prefeito da cidade de São Paulo (1961-1965), tendo como prefeito, Prestes Maia. Como deputado federal (1970-1986), Freitas Nobre foi, inegavelmente, um dos parlamentares mais atuantes na redemocratização de nossa pátria, sendo um dos líderes do movimento pelas "Diretas Já".

Escreveu mais de 20 livros, entre os quais o célebre Comentários à Lei de Imprensa. Freitas Nobre era esposo da dra. Marlene Severino Nobre, com quem compartilhou intensas atividades espíritas, e amizade com Chico Xavier.

A verdadeira edificação

Izabel Vitusso

Como é bom lembrar que no Brasil podemos contar com um sem- -número de casas espíritas, oferecendo socorro espiritual, acolhimento fraterno, oportunidade de estudo e orientação. Quem já precisou de socorro neste quesito fora do país entende o valor desta grande oferta de núcleos espíritas ao nosso dispor.

A forma como cada um deles teve iní- cio é a mais variada. Alguns surgiram ainda no século 19. Os registros apontam para o ano de 1865 o marco da fundação da primeira casa espírita do Brasil, o Grupo Familiar de Espiritismo, na cidade de Salvador, BA. Hoje, somam-se cerca de 15 mil em todo o Brasil (1) .

Os vínculos espirituais também são os mais variados. Frequentemente eles acontecem pela identificação do centro com um grupo de assistência do plano espiritual, capitaneado por trabalhadores expoentes do movimento espírita e sua equipe, missionários que abraçaram a causa e se mantêm incansáveis na tarefa de assistência na crosta terreste.

Quando não, o inverso. O planejamento da fundação da casa espírita vem como consequência dos anseios da espiritualidade maior. Impossível generalizar.

Mas o que importa é saber da grande responsabilidade que envolve a fundação de uma casa espírita, de mais um foco de luz na grande ciranda da fraternidade.

O que aconteceu com o casal Francisco e Nena Galves a partir de 1959 ilustra isso muito bem e evidencia todo o cuidado dispensado pela espiritualidade maior junto ao núcleo que se forma para servir na seara do Jesus.

Nena e Francisco Galves já frequentavam algumas casas espíritas na cidade de São Paulo e tiveram derpertada a vontade de conhecer o médium mineiro Chico Xavier. Partiram os dois com um grupo de vinte frequentadores e dirigentes espíritas para Uberaba, MG. Só não imaginavam o impacto que teriam e um novo mundo que se abriria depois daquela viagem.

É Nena quem conta:

“Maio de 1959 é data que recordamos com imensa alegria. O encontro com o médium fez florescer na memória atual reencarnações passadas na Espanha e na França. Chico nos confidenciou que nos reconheceu imediatamente. Galves e eu sentimos uma atração imensa, uma grande afeição, e quando Chico tomou as mãos de Galves e as minhas entre as suas e as beijou, tivemos a certeza de que elas já haviam estado unidas num passado distante.”(2)

“A força do amor materializava-se em forma de homem de pequena estatura e de gestos lentos, ensinando-nos a andar certos e seguros, sem tropeços. (…) Está- vamos longe de imaginar que aquela aten- ção representava trabalho e alegria futuros. (…) Nesse dia, senti-me mais esposa, mais mãe, mais filha. Um ser que renascia diante de um pai espiritual que acabava de reencontrar, enfim.”

Nas visitas constantes de Nena e Francisco Galves ao médium (acabaram se tornando amigos íntimos), as orientações da espiritualidade foram chegando, com o respeito próprio da espiritualidade superior à condição de cada um, observando o tempo de maturação do casal e de todo o grupo que aos poucos se estruturava.

Em 1965, Bezerra de Menezes orientaria:

“A ideia do grupo íntimo com a finalidade de desobsessão é um plano feliz, para cuja execução rogamos o amparo da providência divina”.

“O conjunto pequeno, como é necessário à formação de corações fraternos, poderá reunir-se uma vez por semana, à noite, e pouco a pouco as diretrizes virão, de vez que é aconselhável dar tempo ao tempo e verificar o desenvolvimento da nova planta de amor fraternal na terra do Cristo.”

Em outra mensagem, Bezerra atenta para o esforço necessário no desenvolvimento moral e no sentimento de fraternidade para a sustentação de uma obra para o bem. Antes de erguidas as paredes da casa espírita, há que se ter a edificação mental:

“É preciso nos decidamos levantar a construção íntima, aquela que se baseia no ajuste dos corações fraternos em uma obra de elevação espiritual em comum.”

“Continuemos na tarefa da edificação mental, na certeza de que já podemos contar com o amparo da construção externa.”

E, por fim, a orientação que revela a sutileza da presença da espiritualidade na base dos trabalhos de uma casa espírita, que nos apoia de maneira incondicional, mas que respeita sempre o direito de fazermos nossas escolhas.

“Através da inspiração, trocaremos ideias todos juntos acerca dos alicerces espirituais do conjunto em via de se formar.”

Dois anos depois, o Centro Espírita União (3) abriria suas portas no bairro Jabaquara, com um significativo trabalho de assistência social e espiritual, e até hoje, cinquenta anos depois, o laborioso casal continua à frente, junto com o grande tarefeiro, dr. Bezerra de Menezes, assistindo necessitados e despertando corações para a verdadeira ciranda de amor e de luz.

Referências:

 1) Estimativa segundo a FEB.

2) Até sempre, Chico Xavier, Nena Galves, CEU, 2008.

3) www.centroespiritauniao.org

(Transcrito de Correio Fraterno do ABC. Ano 50. No. 475. Edição maio-junho de 2017, p. 7)

BRASIL

(I)

Pergunta: Com relação à situação do Brasil, em termos gerais, em que a Espiritualidade Maior pode instruir-nos a respeito?

Resposta: Estamos, hoje, em meio a uma crise moral de grandes proporções, o que de modo geral ampliaria os problemas cotidianos de uma nação qualquer, assim como se faz conosco. A conscientização de nossa condição de co-responsáveis por tudo que se passa ao nosso redor é o que deve prevalecer. Passamos por um momento de revisão de conceitos morais e éticos e, nesse momento, o esforço de cada membro da nossa sociedade deve estar orientado no sentido de melhor cumprir os deveres e obrigações de cidadão, com muita disciplina, vontade de melhora geral, trabalho e muita, mas muita, oração. O pensamento cristão deve prevalecer sempre.

(II)

Pergunta: Se os Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário fossem dirigidos por pessoas espíritas e evoluídas, teríamos um país melhor?

Resposta: Não se trata de somente termos dirigentes espíritas, se tivéssemos dirigentes mais evoluídos certamente já teríamos hoje um país melhor. Entretanto, não se pode esquecer que uma nação não é formada apenas de dirigentes, existe em número maior o povo. E nosso povo, como um todo, precisa realmente buscar sua evolução 11 moral e intelectual a fim de construir uma nação mais fraterna e cristã por excelência.

(III)

Pergunta: O Brasil continua sendo o “Coração do mundo e Pátria do Evangelho?” E atualmente, no Brasil, existe algum espírito superior que possa levar o país ao desenvolvimento global?

Resposta: Essa denominação foi dada ao Brasil por Jesus e não lhe será tirada. Espíritos de escol têm reencarnado em todas as partes, no seio de todos os povos, para o progresso geral. O Brasil não está desprovido dessas almas. Cabe a cada um de nós o aperfeiçoamento íntimo, que é a obrigação primeira de todo espírito encarnado e, juntos, fazendo de nossos corações e lares recantos de paz, terão um país de grandes realizações.

 

(Xavier, Francisco Cândido/ Emmanuel. Plantão de Respostas. Pinga Fogo II. São Paulo: Ed. CEU)

Filme em DVD sobre Humberto de Campos

Encontra-se em processo de finalização o filme “Humberto de Campos: o imortal da Boa Nova”, uma produção da Versátil Vídeos, que tem previsão de lançamento para julho deste ano, em DVD.

A película deve sair junto com os 30 capítulos da Rádio Novela Boa Nova em CD, uma adaptação do livro de mesmo título, de autoria de Humberto de Campos e psicografia de Chico Xavier. Os direitos foram cedidos pela FEB.

A rádio novela tem a participação de 72 atores em estúdio. A narração do prefácio é do ator Lima Duarte. Participam também Saulo Cesar Ribeiro da Silva, Haroldo Dutra Dias e Cezar de Souza Carneiro. A renda das vendas dos DVDs e CDs será destinada ao Hospital Espírita de Uberaba (MG).


Já estão programados lançamentos em algumas cidades. Na região de Londrina, PR, e Lorena,SP.

Informações:
https://www.facebook.com/search/top/?q=oceano%20vieira%20de%20melo

45 anos da Campanha Comece pelo Começo

Essa campanha teve início após a presença de Chico Xavier no programa Pinga-Fogo, em julho de 1971, após o quê a USE, por meio do CME – Conselho Metropolitano Espírita, então órgão regional na Capital, detectou uma janela estratégica para popularizar as Obras da Codificação Espírita ao grande público, em função do interesse dos temas mencionados por Chico Xavier na TV. Aprovada em nível estadual pela USE-SP, em 1975, e, no ano de 2014 pelo Conselho Federativo da FEB. Atualmente a campanha tem visibilidade em todas entidades federativas estaduais e até por alguns países no exterior.

No anúncio anexado, o criador da Campanha – Merhy Seba -, reuniu todas as peças utilizadas ao longo desse período.