Cristianismo nos séculos iniciais

Cristianismo nos séculos iniciais

Novo livro de Cesar Perri foi lançado no C. E. O Clarim

A Casa Editora O Clarim lançou, no dia 19 de junho último, mais um livro para sua coleção de obras doutrinárias. Trata-se do livro Cristianismo nos séculos iniciais: Aspectos históricos e visão espírita, de autoria de Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE-SP) e da Federação Espírita Brasileira (FEB).

Autor de vários livros e articulista atuante na imprensa espírita, Cesar Perri é bastante conhecido no movimento espírita nacional e internacional. Este é o quarto livro de Perri publicado pela Casa Editora O Clarim. Precederam-no Os sábios e a Sra. Piper (1986), Entre a matéria e o espírito (1990) e Epístolas de Paulo à luz do Espiritismo (2016).

[…] Em sua introdução, o expositor lembrou as obras e os 150 anos de Cairbar Schutel, que serão completados em 22 de setembro deste ano, e o livro A Esquina de Pedra, de Wallace Leal V. Rodrigues, que serviram de base e inspiração para seu livro. Destacou que os primeiros cristãos passaram por inúmeras dificuldades após a crucificação de Jesus, devido a perseguições que sofriam daqueles que não desejavam ver ameaçados os conceitos religiosos tradicionais da época. A coragem e a determinação dos apóstolos para a continuidade do trabalho cristão veio com as aparições de Jesus, que mostrou-se 11 vezes em apenas 40 dias, dando provas irrefutáveis da imortalidade da alma e corroborando, na prática, o fundamento e a realidade dos novos ensinamentos.

Na sequência, o expositor destacou o trabalho da Casa do Caminho, que reuniu o primeiro grupo de pessoas interessadas em estudar e reproduzir os ensinamentos do Cristo, inclusive a prática de curas – o que muito os surpreendia quando conseguiam êxito, sustentados pela fé sincera. Os discípulos da Casa do Caminho eram liderados por Pedro, Paulo e João, que definiram prioridades para organizar as atividades. Criou-se, assim, a figura do diácono, que deveria ser o propagador dos ensinamentos cristãos. O primeiro deles foi Jeziel, que adotou o nome Estêvão depois de converter-se ao cristianismo.

Nesse contexto, Cesar relembrou de Saulo de Tarso, fariseu ortodoxo, que defendia firmemente os princípios do judaísmo. Ele, ao tomar conhecimento das atividades de Estêvão, considerando uma afronta ao Torá, livro sagrado do judaísmo, e a Moisés, iniciou perseguição atroz aos cristãos, o que culminou na condenação de Estêvão ao apedrejamento. Estêvão foi, assim, o primeiro mártir do cristianismo e Saulo o primeiro algoz. Saulo continuava obstinado em dizimar as atividades cristãs. Dirigindo-se a Damasco para prender Ananias e seus seguidores, reconhece Cristo na estrada, cuja luz fúlgida o cega. Naquele momento, ele direcionava todas as suas energias e vigor para a propagação cristã. No terceiro dia após o episódio, Saulo é procurado justamente por Ananias, por instrução espiritual, e este o cura da cegueira que o acometera. Agora tecelão, adotando o nome Paulo de Tarso, o antigo Doutor da Lei se dedica a ajudar na fundação e estabelecimento de grupos cristãos. Paulo define sua ação: a gentilidade (os gentios eram judeus não reconhecidos pelos ortodoxos), ou seja, falaria a todos, sem nenhuma exigência ou distinção.

O princípio do cristianismo era, assim, simples e sem rituais. Mas a Igreja Católica Apostólica Romana acabou por adotar muitos ritos do Império Romano, afastando-se do cristianismo primitivo. Dessa forma, destaca o expositor, em meados do século XIX surgiu um movimento que traria novamente à vida o cristianismo em sua essência.

Allan Kardec, sensibilizado inicialmente pelo magnetismo, faz brotar os conceitos espirituais, trazendo uma visão imortalista, simples e vencedora de Jesus. Kardec traz novamente à tona os ensinos espirituais, codificando a Doutrina Espírita, o cristianismo redivivo, o consolador prometido, cujo objetivo é orientar, esclarecer, dar apoio e consolar.

DE: Redação (trechos):

https://www.oclarim.org/noticias/144/cristianismo-nos-seculos-iniciais.html

Cristianismo nos séculos iniciais. Análise histórica e visão espírita

Cristianismo nos séculos iniciais. Análise histórica e visão espírita

Severino Celestino da Silva (*)

É sempre uma alegria muito grande encontrar um livro que recorde e ratifique historicamente estes acontecimentos no primeiro, segundo e terceiro século, depois do Cristo.

Como professor de Judaísmo e Cristianismo Primitivo, posso avaliar a importância deste trabalho do Dr. Cesar Perri sobretudo, porque ele ressuscita o Evangelho de Jesus sob a visão científica da história, relacionando-a com a ciência Espírita. As nossas pesquisas nos levam a afirmar que entre todas as religiões constituídas com seus postulados e corpo filosófico, a que mais se aproxima do cristianismo dos primeiros séculos é o Espiritismo.

Por isso, o Espiritismo pode ser chamado de o cristianismo redivivo de Jesus. O papel principal do Espiritismo é ressuscitar a mensagem original do Evangelho de Jesus, que se desvirtuou, se perdeu no tempo e continua tão esquecida pelos que se intitulam cristãos.

Neste trabalho, o Dr. Cesar Perri traz riquíssimas informações históricas, que nos levam a sentir todo o calor daquela época tão repleta das energias reconfortadoras de Jesus, testemunhadas pelos apóstolos. O autor utiliza uma bibliografia muito pertinente ao que ele se propõe realizar, desde o início do livro.

O livro inicia com as aparições de Jesus a partir do domingo da ressurreição, a Maria de Madalena, depois aos apóstolos e por último, a Paulo de Tarso e nos faz reviver a importância daqueles momentos de luzes trazidos por ele. Todas as aparições de Jesus foram importantíssimas para soerguer o ânimo daqueles homens tristes e deprimidos pela morte do seu líder. Por último, Jesus aparece a Paulo de Tarso convocando-o para a tarefa missionária. No cristianismo primitivo, o papel de Paulo é retratado com muita realidade e reflete toda a importância que ele representou com o seu apostolado na Anatólia ou antiga Ásia Menor, atual Turquia. Os cristãos dos primeiros séculos respiravam, testemunhavam e viviam o amor de Jesus em sua plenitude e aqui é retratado com muito realismo.

O autor utiliza uma bibliografia que vai desde historiadores do Cristianismo Primitivo como Corbin, Rops, Chevitarese, Gibbon, Lopes, Blayney e o Patrístico Eusébio de Cesareia formando uma ligação com autores espíritas como Leon Denis, Kardec e Chico Xavier. Este último corpo de autores são utilizados como suporte para o objetivo do trabalho que é apresentar a visão Espírita do Cristianismo Primitivo. O autor visitou muitos dos locais onde ocorreram os fatos narrados no livro e isto faz com que o trabalho consiga unir história, geografia, Evangelho e Ciência Espírita com riqueza de detalhes e muita realidade.

A proposta do livro foi bem cumprida no sentido de que o autor conseguiu narrar historicamente o cristianismo nos quatro primeiros séculos. Iniciando com os evangelistas, trazendo na sequência a importância e o papel de Paulo de Tarso, como principal divulgador da mensagem de Jesus. Analisa o papel de Simão Pedro, de Inácio de Antioquia e Clemente de Roma, como as primeiras lideranças do cristianismo, no primeiro século.

Um levantamento histórico é realizado em relação aos imperadores romanos e suas influências e perseguições aos seguidores de Jesus e mártires do cristianismo. Desde Galba (68 e 69 d.C.) até Galério Maximiano (305-311), Maximino Daia (305-313) e Constantino (306-337), foram cerca de 30 biografias levantadas com suas importantes influências no início do cristianismo. Uma busca de fôlego e uma contribuição histórica de grande marco para os pesquisadores do cristianismo.

O trabalho ainda se estende ao período do século IV, época em que foi lançado o edito de Milão e as polêmicas que envolveram o Concílio de Niceia (325), o Arianismo e outras polêmicas, terminando com a expansão e os desvios do cristianismo. A visão Espírita, alicerçada e projetada por entre os fatos históricos, enriquecem o livro e nos entrega uma exegese histórica de grande valor para o entendimento dos fatos.

Conclui o autor, com esta citação benéfica da mesma obra de Kardec O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XI, item 8, nos fazendo refletir e compreender a nossa responsabilidade frente a necessidade de resgatar a cristalinidade do Evangelho de Jesus e procurar viver a sua essência em nossa vida quotidiana:

“[…] A história da cristandade fala de mártires que se encaminhavam alegres para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para serdes cristãos, não se vos faz mister nem o holocausto do martírio, nem o sacrifício da vida, mas única e exclusivamente o sacrifício do vosso egoísmo, do vosso orgulho e da vossa vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e vos sustentar a fé.”

A literatura sobre Cristianismo e Espiritismo fica muito enriquecida com esta obra.

(*) Severino Celestino da Silva – Trechos do "Prefácio" para a obra citada. Prof. Titular da Universidade Federal da Paraíba-UFPB. Pós-doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiânia-Go. Prof. Fundador do Curso de Ciências das Religiões da UFPB. Prof. de Judaísmo e Cristianismo Primitivo no Curso de graduação a nível Bacharelado e Licenciatura em Ciências das Religiões da UFPB.

Obra:

Carvalho, Antonio Cesar Perri. Cristianismo nos séculos iniciais: aspectos históricos e visão espírita. 1.ed. Matão: O Clarim. 2018. 286p.

O livro que nos faltava

O livro que nos faltava!

União dos Espíritas. Para onde vamos?

Samuel Cunha de Aguiar (*)

Deleitei-me nestes últimos dias na leitura leve e instigante da obra “União dos Espíritas – para onde vamos?” do autor Cesar Perri (SP), pela editora EME, e deparei-me com informações inolvidáveis e inadiáveis para reflexões profundas por parte daqueles que fazemos o Movimento Espírita.

De modo ético, verdadeiro, sem redundâncias e achismos, embasado na sua vasta caminhada pelo movimento espírita, Cesar Perri não se ocupa em atacar ou acusar, mas apresenta de forma lúcida e clara onde existem equívocos, defasagem e até mesmo caduquice (grifo meu) em concepções e práticas presentes no seio do movimento espírita, ou de instituições que o representam.

É um passeio por aspectos históricos, análises de pontos pouco trabalhados nas discussões espiritistas – quiçá até nos espaços onde isso dever-se-ia se dar – e também uma imersão nos valores que não podem se perder no movimento. De modo muito particular, o capítulo 6 da referida obra foi o que mais me impactou, especialmente o item 6.1 quando o digno autor aponta 14 pontos marcantes existentes nos mais diferentes cenários do movimento espírita, como que o extrato do pensamento de um espírita que possui, sem controvérsias, porque vem da base em seus primórdios, legitimidade para identificar, apontar, mensurar e propor.

Cesar Perri fundou mocidade espírita, Centro Espírita, presidiu União Espírita em esfera local e estadual, foi diretor e Presidente da Feb, atuou no Conselho Espírita Internacional e, como poucos, conhece o Brasil Espírita de ponta a ponta. Seu livro faz referência a 37 obras consultadas e resgata extraordinárias memórias pessoais. A cada capítulo lido um aprendizado e reflexão; e como não haveria de ser diferente, ao final da obra,

Cesar conclui seus raciocínios de modo brilhante, fazendo alusão a expressiva frase latina, a qual tentei aplicar a mim mesmo, e que não mais deixarei de pensar sobre e ainda propor a outros confrades que façam o mesmo: “Quo vadis?” (para onde vais?).

O livro culmina com uma sugestão atual e urgente: “A nosso ver, o movimento espírita deve manter propostas e ações – “Para onde vais” – que efetivamente visem facilitar-se a disseminação dos ensinos do “Espírito da verdade”, compreendendo que surgirão aflições, mas com o alerta de consolo e apoio do Mestre: ‘tenham ânimo! Eu venci o mundo’”.

(*) Presidente da União Municipal Espírita de Parnaíba (Piauí); um dos dirigentes do Centro Espírita Caridade e Fé, de Parnaíba (Piauí). Transcrito do Facebook, em 01/08/2018.

Cartas do Evangelho

Cartas do Evangelho

O livro recém lançado Cartas do evangelho é uma psicografia de Vinícius Lara, pelo espírito Estevão, editado pela Sociedade Espírita Primavera, de Juiz de Fora (MG). O prefácio foi assinado por um docente do curso de Ciência da Religião da UFJF. O objetivo do autor espiritual é promover o “reencontro sincero com o Cristo na união de nossos corações”. Em 50 capítulos, de maneira leve e didática, são feitas abordagens sobre temas evangélicos à luz do Espiritismo, como: Receita da superação, A regra áurea, Entendendo a salvação, Credenciais, Reconhecer o Cristo, A última lição de Pedro, laços, Espelho divino. Estevão é o pseudônimo de um espírito que homenageia o mártir do cristianismo primitivo. Os direitos autorais foram cedidos para a Sociedade Espírita Primavera.

Informações:

Sociedade Espírita Primavera – E-mail: falecomasep@outlook.com;

Candeia Distribuidora: livros@candeia.com;

https://mail.google.com/mail/u/0/#spam/164de41544f3f6ef

A gênese, tradução da original de Kardec – Ed.CELD

A gênese, tradução da original de Kardec – Ed.CELD

A Editora do Centro Espírita Léon Denis, do Rio de Janeiro, lançou a obra A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo, de Allan Kardec, traduzida por Albertina Escudeiro Sêco, em julho de 2008. Já foi reeditada várias vezes.

A referida tradução foi feita com base na 4ª edição feita por Allan Kardec, datada de 1868. Importante a informação de que as quatro edições providenciadas por Kardec e efetivadas enquanto o mesmo se encontrava encarnado, não têm nenhuma alteração de conteúdo, conforme documentos registrados junto ao Ministério do Interior e Biblioteca Nacional da França.

Portanto, pode-se afirmar que as edições francesas, de 1ª à 4ª, providenciadas por Allan Kardec são as originais. A obra A gênese, editada pelo Centro Espírita Léon Denis do Rio de Janeiro está disponibilizada nas modalidades impressa e digital, esta acessível pela internet.

Link sobre o livro:

http://www.edicoesleondenis.com.br/a-genese.html

Link para download do livro digital:

http://www.celd.org.br/wp-content/uploads/2015/08/a_genese.pdf

Verbete Allan Kardec em Enciclopédia Internacional

Verbete Allan Kardec em Enciclopédia Internacional

O verbete Allan Kardec agora consta numa Enciclopédia internacional de religiões. O texto foi elaborado por André Ricardo de Souza:

Allan Kardec

André Ricardo de Souza (UFSCar, Brasil)

Palavras-chave: espiritismo; filosofia, ciência, religião, cristianismo

Definição: Allan Kardec é quem fundou na França o espiritismo, doutrina a um só tempo: filosófica, científica e religiosa. Mediante a sistematização de mensagens ditadas por espíritos superiores através de diferentes pessoas denominadas médiuns, ele publicou livros e também uma revista de estudos e divulgação da comunicação com o mundo espiritual. O espiritismo se diferencia de outras correntes espiritualistas, também surgidas no século XIX, pela ênfase: na reencarnação e no culto a Jesus Cristo, com a decorrente prática caritativa. Didaticamente, Kardec elaborou suas obras e desenvolveu suas atividades, procurando se basear principalmente no princípio cristão: “Fora da caridade não há salvação”. Deixou como legado uma doutrina cujo seguimento parece ter como maior desafio o equilíbrio entre a dimensão científica e a religiosa.

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Kardec, Allan

André Ricardo de Souza

Department of Sociology, Federal University of São Carlos, São Carlos, Brazil

Keywords: Spiritism; Philosophy; Science; Religion; Christianity

Definition: Allan Kardec founded Spiritism in France. It is a doctrine which is all at once: philosophical, scientific, and religious. Through the systematization of messages dictated by superior spirits through various people known as mediums, he published books and a journal on the study and dissemination of communication with the spiritual world. Spiritism differs from other spiritualist branches which also emerged in the nineteenth century due to its emphasis on reincarnation and the worship of Jesus Christ which result in charitable practice. Didactically, Kardec developed his works and activities seeking to be based mainly on the Christian principle: “Outside of charity there is no salvation”. His legacy is a doctrine whose greatest challenge is the balance between the scientific and the religious dimension

Texto completo da publicação: https://link.springer.com/referenceworkentry/10.1007/978-3-319-08956-0_526-1

Recomendações da USE-SP sobre A Gênese

Recomendações da USE-SP sobre A Gênese

A União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo divulgou manifesto com sua posição e recomendações sobre o livro A gênese, que completa 150 anos de publicação por Allan Kardec. O documento foi assinado pelo presidente Aparecido José Orlando e pela ex-presidente Júlia Nezu Oliveira. Vide figura anexa e o texto abaixo:

NOTA OFICIAL – Edições do livro A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo

Considerando fatos históricos e documentos levantados e apresentados pela pesquisadora Simoni Privato Goidanich, envolvendo alterações ocorridas na 5ª edição francesa da obra A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo e publicadas, recentemente, no livro de sua autoria intitulado O Legado de Allan Kardec e, ainda, análises realizadas pela USE SP, a Diretoria Executiva, em reunião ordinária realizada em sua sede na data de 07 de abril de 2018, deliberou:

I) Recomendar a todos os dirigentes e ao público em geral a adoção da 4ª edição francesa (cujo conteúdo é idêntico às três edições anteriores) e suas respectivas traduções do livro A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo como a obra de referência doutrinária, cuja autoria pode ser atribuída, sem qualquer dúvida, a Allan Kardec.

II) Recomendar às editoras e distribuidoras que privilegiem a publicação e comercialização da 4ª edição francesa e suas respectivas traduções do livro A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo, uma vez que a 5ª edição contém elementos de autoria duvidosa e doutrinariamente distorcidos ou fragilizados decorrentes das alterações sofridas em comparação à 4ª edição.

III) Recomendar a todos os estudiosos espíritas e não espíritas que promovam análises comparativas entre as quatro primeiras edições (idênticas) com a 5ª edição francesa e suas traduções.

IV) Adequar documentos e orientações formais a serem emitidos pela USE SP no sentido de apontarem como referência bibliográfica e fonte de consulta a 4ª edição francesa desta obra e suas respectivas traduções.

V) Promover encontros, seminários e outros meios de interação com os dirigentes e colaboradores de instituições espíritas em geral objetivando o esclarecimento sobre os fatos históricos e documentos que justificam a adoção da 4ª edição francesa e suas respectivas traduções desta obra como referência.

São Paulo, 5 de junho de 2018.

Julia Nezu Oliveira – Ex-presidente.

A. J. Orlando – Presidente

União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo USE SP – 71 anos

A Gênese – Resenha da tradução da 1ª edição francesa

A Gênese

Resenha da tradução da 1ª edição francesa

Obra: A Gênese. Os milagres e as predições segundo o espiritismo;

Autor: Allan Kardec;

Tradução: da 1ª edição, de janeiro de 1868;

Tradutor: Carlos de Brito Imbassahy;

Equipe da Editora: edição e notas, revisão da tradução, revisão final, produção editorial, capa e projeto gráfico;

Páginas: 413.

Editora: Fundação Espírita André Luiz;

Local: São Paulo;

Data: maio de 2018;

Houve a atuação de uma equipe para a edição da presente obra traduzida.

Na Apresentação é transcrita mensagem de São Luís (Paris, 18 de dezembro de 1867); e há comentários sobre o valor e a fidedignidade da obra: O derradeiro e conclusivo livro de Allan Kardec, por Paulo Henrique de Figueiredo; Os fatos e as provas irrefutáveis, por Simoni Privato Goidanich; Obra original, atual e contemporânea, por Marcelo Henrique Teixeira, e, ainda: O direito moral e a garantia da integridade da obra, por Júlio Nogueira. Conta também com um Prefácio de autoria de Paulo Henrique de Figueiredo.

O prefaciador esclarece que não cabe “uma atualização dos conceitos e paradigmas científicos de nosso tempo diante das referências utilizadas por Allan Kardec de obras de seu tempo” e justifica que elaborou “notas explicativas para esclarecer ao leitor as expressões, termos e idéias citadas por Kardec, que pertencem aos paradigmas aceitos em sua época, pelas Ciências oficiais, contextualizando a obra em seu cenário cultural original”. Evidentemente que sem interferir no texto, há muitas notas de rodapé explicativas.

Como se trata da tradução da 1ª edição lançada por Allan Kardec em janeiro de 1868 e cujo conteúdo autorizado pelo Ministério do Interior e depositado na Biblioteca Imperial (Biblioteca Nacional da França) é o mesmo na 2ª, 3ª e 4ª edições publicadas pelo Codificador enquanto encarnado, representa um importante resgate histórico em língua portuguesa. Portanto é diferente das traduções da 5ª edição – “revista, corrigida e ampliada” – registrada e lançada em 1872.

A edição de A gênese, agora disponibilizada pela FEAL recompõe centenas de alterações que foram introduzidas na 5ª edição francesa, desde pontuações e alterações de palavras, a supressões e encaixes de trechos e de itens, com conceitos e redações que não conferem com o estilo de Allan Kardec, gerando em muitos pontos distorções doutrinárias. Como se trata de 1a. edição de uma tradução, naturalmente caberão revisões. Sugerimos que retirem ou refaçam a chamada da capa – "A primeira edição autêntica de Allan Kardec " -, pois falta clareza e dá margem a várias interpretações; trata-se da tradução de edição francesa autêntica de Kardec, enquanto encarnado, mas, não é a primeira tradução para o português publicada a partir de edições desta obra, feitas por Kardec, pois a Editora CELD publicou a tradução da 4a. edição francesa (mesmo conteúdo da 1a. edição) no ano de 2008.

Pela passagem dos 150 anos do lançamento de A gênese torna-se importante o estudo desta Obra Básica e para os que puderem, procederem à comparação da edição da FEAL com as demais traduções existentes, conferindo com os originais franceses publicados por Kardec, entre janeiro de 1868 e fevereiro de 1869. Estes se encontram facilmente disponíveis, na forma digital, em várias Bibliotecas européias.

O conteúdo trabalhado pelo Codificador no Capítulo 1 de A gênese é fortemente sugestivo para esse procedimento. Sem dúvida, trata-se de uma busca de fidelidade à obra de Allan Kardec.

Informações: 

https://mundomaior.com.br/catalogsearch/result/?q=a+genese+1+edi%C3%A7ao

(ACPC)

Livro União dos espíritas. Para onde vamos?

Livro União dos espíritas. Para onde vamos?

 

Autor: Antonio Cesar Perri de Carvalho; 

Editora EME;

O tema “União dos Espíritas”, é de fundamental importância para o futuro do movimento espírita, reclama por uma análise dos seus fundamentos considerando sua aplicabilidade no cotidiano do movimento espírita.

O autor comenta na apresentação que a elaboração de União dos espíritas. Para onde vamos? somente foi possível na conjuntura atual de sua existência e de vivência diversificada no movimento espírita. Uma análise, comprometida com fundamentos, exige experiência que garanta clareza de discernimento entre o que se propõe e o que se realiza concernente aos fundamentos que lhes dão suporte. A análise é realizada, valendo-se da exaustiva experiência no gerenciamento de trabalhos voltados para a unificação e apoiado na releitura atenciosa de documentos históricos, apresentando interessante abordagem sobre o sentido de “unificação” na atual conjuntura do movimento espírita, refletindo sobre alternativas de ações que ajudam a vislumbrar o caminho a percorrer.

Surgem questionamentos: Há algumas dúvidas e até eventuais desvios de caminhos que podem equacionados? Afinal de contas são sempre válidas algumas indagações: o que pretendemos? para onde vamos? O movimento requer reflexões continuadas. O autor utiliza a expressão "movimento espírita" para se referir às ações em geral, implementadas pelas diversas instituições espíritas, pressupõe-se movimentação, estudo de situações e diálogos.

O texto contempla a trajetória dos primeiros tempos do cristianismo sugerindo uma analogia com o movimento espírita considerando sua fundamentação em obras do Codificador e psicografias de Francisco Cândido Xavier, realçando a afirmação de Kardec de que “se a iniciativa pertence aos espíritos, a elaboração é fruto do trabalho do homem” (A Gênese, cap. I, item 13). O autor traz à tona registros históricos de livro esgotado do ex-presidente da FEB Leopoldo Cirne sobre vários fatos curiosos, a começar das situações por ele vividas, análogas aos contextos da atualidade.

De forma inédita analisa-se item a item o histórico “Pacto Áureo”, assinado pela FEB com representantes de algumas Entidades Federativas Estaduais no ano de 1949. No contexto emergem polêmicas com o destaque dado no citado “Pacto”, ao livro Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, deixando-se de citar as cinco Obras Básicas de Allan Kardec.

Há comentários sobre a queima de originais de psicografias de Chico Xavier e a alteração do destino de suas obras que deixaram de ser quase uma exclusividade de uma editora.

Pelo peso das décadas e das significativas e convulsionais experiências nos âmbitos social, político e religioso que conduzem ao fechamento de um período histórico, a revisão de algumas práticas, torna-se necessária, imprescindível, adotando-se reconhecidos valores para reflexões que podem orientar os novos caminhos. O conjunto dessas situações tem reflexos sobre o desenvolvimento das práticas de união dos espíritas.

O livro União dos espíritas. Para onde vamos? traz subsídios para muitas reflexões!

Maiores informações:

No link abaixo:

ficha catalográfica, arquivo em pdf de um capítulo, e a promoção de comercialização: https://editoraeme.com.br/estudo/514-uniao-dos-espiritas-para-onde-vamos.html

A Gênese – Apreço pela verdade

A Gênese

Apreço pela verdade

"O seminário “150 Anos de A Gênese — Um Resgate Histórico”, realizado no Teatro Gamaro, na Zona Leste da Capital, reflete o posicionamento firme da USE frente as revelações apresentadas na obra de Simoni Privato Goidanich.

Conforme asseverou a presidente Júlia Nezu Oliveira, “a verdade deve vir à lume, porque estamos convictos de que houve, nessa quinta edição, um desvirtuamento da obra de Allan Kardec”. Uma posição que, felizmente, não é isolada, como se pôde constatar nas manifestações no painel que se seguiu à exposição de Simoni Privato, coordenado por Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da USE e da FEB. Além dos pronunciamentos feitos na tribuna, outras vozes se levantaram, vindas da plateia e dos que acompanhavam pela Internet das várias partes do Brasil.

As reações ganham repercussões não só no campo doutrinário, já que a maioria das traduções de A Gênese se baseia na edição adulterada (com exceção da publicada pela CELD Editora), mas também no campo jurídico. “O trabalho que nos foi apresentado é inquestionável. Documentos que vieram à tona provam que houve realmente uma manipulação da obra escrita por Allan Kardec. Originais foram destruídos”, anota o advogado e palestrante de Niterói, Hélio Loureiro Ribeiro, presidente da AJE-RJ.

[…] Além dos desdobramentos doutrinários, há também repercussões no campo jurídico, como aponta o Promotor de Justiça Manoel Felipe Menezes da Silva Júnior, vice-presidente da Federação Espírita do Amapá e membro do Ministério Público naquele Estado. “Esta é uma questão moral, mas também uma questão legal. E ela sofre controle de apreciação por um tribunal”.

[…] Apesar da perplexidade geral, esse não parece ser o caminho escolhido pelos espíritas brasileiros, que devem seguir o caminho tomado por Argentina, Colômbia, Uruguai e Panamá, que já adotaram a edição publicada pela CEA, traduzida pelo próprio Gustavo Martínez. Na Europa, o Movimento Espírita Francofônico liderado por Charles Kempf e Jean-Paul Evrard lançou no mês de fevereiro uma edição comemorativa ao sesquicentenário da obra, resgatando texto original de La Genèse — Les Miracles et Les Predictions Selon Le Spiritisme."

Trechos de:

“Suplemento Literário”, Dirigente Espírita, março-abril de 2018.

Acesse: https://app.associatec.com.br/upload/organizacao_000000000000037/noticia/documento/195/10486.pdf