Convite ao Futuro – Pesquisa junto aos Centros Espíritas do Estado do Espírito Santo

Convite ao Futuro – Pesquisa junto aos Centros Espíritas do Estado do Espírito Santo

O projeto “Convite ao Futuro – Diagnóstico e Prognóstico do Movimento Espírita Capixaba” é um marcante trabalho realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo no ano de 2018 e concluído em 2019 para conhecer “mais profundamente seu público: dirigentes, trabalhadores e frequentadores das Casas Espíritas – com o objetivo de construir cenários que vão ao encontro de suas expectativas e demandas”.

O Documento/Relatório final do “Convite ao Futuro” conta com Introdução esclarecedora pelo presidente da FEEES Fabiano Santos e apresentação de Simoni Privato. Os resultados da pesquisa foram analisados por uma equipe de 15 especialistas do movimento espírita nacional, de vários Estados, escolhidos pela FEEES.

Os vários temas contam com os resultados da pesquisa estadual e as análises feitas pelos convidados. Eis os temas tratados:

GESTÃO DOUTRINÁRIA: 1. Abordagem de temas da atualidade à luz da Doutrina Espírita 2. O papel da Casa Espírita como escola, oficina de trabalho e hospital 3. Estudo continuado da Doutrina Espírita 4. Divulgação da Doutrina Espírita para o público não-espírita 5. Auxílio específico a dependentes químicos, alcoólatras e pessoas com ideação suicida.

GESTÃO DE PESSOAS: 1. Acolhimento de novos trabalhadores 2. Engajamento de trabalhadores 3. Família na Casa Espírita 4. Gestão de conflitos 5. Protagonismo infanto-juvenil.

GESTÃO ADMINISTRATIVA: 1. Inserção da Casa Espírita na Comunidade 2. Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores 3. Sustentabilidade Financeira 4. Gestão Integrada da Casa Espírita 5. Processo de sucessão na Casa Espírita

Vale a pena conhecer-se a experiência marcante da FEEES, que reúne um material muito rico e atualizado, e, também se pensar como anda o centro e movimento espírita em atuamos.

O arquivo pdf completo da pesquisa está disponível na página eletrônica da Federação Espírita do Estado do Espírito Santo.

ACESSE (copie e cole): https://www.dropbox.com/s/cs6nfbqh6fyaaf3/Convite%20ao%20futuro.pdf?dl=0

O espiritismo da França ao Brasil: estudos escolhidos

O espiritismo da França ao Brasil: estudos escolhidos

 

O tema de 2019 para o 15o. Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo-ENLIHPE, realizado nos dias 24 e 25 de agosto pp em Fortaleza, foi "Allan Kardec: 150 anos depois". Ele visava obter trabalhos que tratassem como surgiu o espiritismo na França e como ele foi difundido pelo Brasil.

Os trabalhos poderiam ser históricos ou de pesquisa, desde que bem escritos.Texto organizado por Jáder Sampaio, um dos Coordenadores do 15º EnLihpe.

O evento foi promovido pelo CCDPE-ECM – Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo – Eduardo Carvalho Monteiro (São Paulo), Lihpe-Liga de Pesquisadores do Espiritismo, USE-SP-União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, FEEC-Federação Espírita do Estado do Ceará e FEEES-Federação Espírita do Estado do Espírito Santo.

Quatro trabalhos foram escolhidos para compor o presente livro e apresentados no 15º Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo. O livro foi lançado no 15º ENLIHPE e já se encontra disponível para compra no Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo – Eduardo Carvalho Monteiro (CCDPE-ECM). Pode ser pedido pela internet na livraria do CCDPE-ECM no seguinte endereço: http://www.ccdpe.org.br/livraria/

Outro parceiro do CCDPE-ECM é a distribuidora Candeia, que vende e distribui não apenas esse mas todos os outros oito livros da Série Pesquisas Brasileiras do Espiritismo.

Ficha do Livro:

Título: O espiritismo da França ao Brasil: estudos escolhidos

Organizadores: Jáder Sampaio e Marco Milani

Autores: Jáder Sampaio, Joselita Nobre, Lenara Nunes, Luana Poltronieri, Luís Jorge Lira Neto, Raphael Carneiro

Editoras: CCDPE-ECM, USE Estadual e LIHPE

128 páginas

Agosto de 2019

ISBN: 978-85-64907-10-2

Pesquisa sobre o estudo do Novo Testamento pelos espíritas

Pesquisa sobre o estudo do Novo Testamento pelos espíritas

Resenha da Dissertação de Mestrado: “Jesus a porta, Kardec a chave”: a apropriação do Novo Testamento pelo segmento espírita.

O estudo do Novo Testamento pelos espíritas foi objeto de pesquisa desenvolvida por Natália Cannizza Torres. Trata-se da Dissertação de Mestrado “Jesus a porta, Kardec a chave”: a apropriação do Novo Testamento pelo segmento espírita, defendida e aprovada no 1o Semestre de 2019 junto ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos para obtenção do título de Mestra em Sociologia. Este trabalho acadêmico foi orientado pelo Professor Doutor André Ricardo de Souza, do Departamento de Sociologia da UFSCar.

Nesse estudo fez-se o registro histórico desde a chegada do espiritismo no Brasil, comentando-se que muitas foram as correntes adotadas pelos seus adeptos em função de conceitos relacionados com aspectos religioso, filosófico e científico. Evidente que o tema foi tratado com fundamento em autores das ciências sociais, notadamente vinculados à sociologia da religião.

A pesquisa de Natália Cannizza Torres focalizou o aspecto religioso do Espiritismo, em que realça o papel significativo das obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier, notadamente de autoria do espírito Emmanuel. Inclusive, no final, apresenta Tabelas sobre os livros de Emmanuel que comentam versículos do Novo Testamento.

A autora anota que o processo de estudo em pauta surgiu em meados do século XX, mas ganhou impulso de propagação nesta 2a. década do século XXI: o estudo interpretativo do Novo Testamento, o qual começou em Belo Horizonte e que principalmente a partir da criação do NEPE (Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho), junto à Federação Espírita Brasileira em 2012 e que mesmo após sua desativação em 2015, a prática se expandiu pelo país. Tal pesquisa aponta que o estudo bíblico vem, aos poucos, tornando-se uma nova prática estrutural espírita.

A autora entende que este processo de estudo constitui-se como um fator contribuinte para o grande crescimento espírita na atual década. Em face dessa modalidade de estudo em curso e do processo de criação de organizações espíritas abarcando os chamados NEPEs (Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho), Miudinho (designação de estudo detalhado do Novo Testamento notabilizado por Honório Abreu) e EMEJs (Estudo Minucioso do Evangelho de Jesus), nota-se o mesmo efeito sociológico que o culto do Evangelho no Lar acarretou a partir dos anos 1960, porém agora em relação ao estudo do Novo Testamento, ou seja, admite que centros espíritas podem estar começando a surgir a partir de tais grupos, tal como surgiram no passado a partir de familiares grupos dedicados ao chamado “Evangelho no Lar”.

A Dissertação apresenta dados muito interessantes e até sintetiza-os em Tabelas. Atualmente, existem 59 NEPEs em diferentes centros espíritas, espalhados por 14 unidades federativas do país, sendo um na região Norte, vinte e dois no Nordeste, quatro no Centro-Oeste, vinte e um no Sudeste e onze no Sul. Os EMEJs, por sua vez, não são contabilizados pela União Espírita Mineira, enquanto a prática do denominado “Miudinho” (stricto sensu) somente foi localizado na cidade mineira de Uberaba.

A investigação foi feita junto a coordenadores de grupos de estudo bíblico, principalmente de Minas Gerais, em São Carlos, município do interior paulista que tem se destacado por tal atividade espírita e onde foi feita pesquisa de campo. A autora também entrevistou diversos dirigentes espíritas vinculados ao objeto de sua pesquisa e os relaciona na Dissertação.

Natália opina: “A melhor maneira de entender a importância desse movimento foi perceber que, ao ser instituído na FEB, o NEPE ganhou status de prática oficial e ganhou força para se espalhar pelo Brasil, instalando-se nos centros espíritas. Mesmo depois que foi dissolvido na FEB, o NEPE manteve sua dinâmica em outros lugares, na capilaridade dos centros espíritas. O trabalho religioso espírita centrado no estudo bíblico teve como grande pioneiro Honório Abreu, a partir dos anos 1950.” E neste contexto do século XXI, destaca o “papel de seu seguidor Haroldo Dutra Dias, bem como de Wagner Gomes Paixão; registra o reforço pela participação da família de Antonio Cesar Perri no âmbito da FEB, no qual surgiu o primeiro NEPE”. Na opinião da autora “o trabalho religioso mais significativo foi a tradução de parte do Novo Testamento por Haroldo Dutra Dias”. Todavia, Natália comenta na Dissertação que este “prestígio de Haroldo Dias foi relativizado quando Frederico Lourenço, professor de literatura da Universidade de Coimbra publicou, em 2018, a tradução do Novo Testamento, direto do grego e completa, fazendo com que os atores espíritas considerassem-na também, quando de seus estudos e pesquisas.”

Nessa Dissertação de Mestrado a autora comenta que “o III Congresso Espírita Brasileiro (abril de 2010) e as produções de filmes e telenovelas espíritas, que surgiram a partir de 2010, foram os principais fatores que contribuíram para o crescimento demográfico espírita na segunda década do século XXI. Mas vale a pena fazer a contraposição, ou a comparação, entre esse movimento espírita de direcionamento e encaminhamento crescente ao culto da Bíblia e a dinâmica nacional de crescimento das igrejas evangélicas, simultaneamente à diminuição do catolicismo. A coincidência, nessa década, entre a aceleração do crescimento espírita e a disseminação da prática de estudos bíblicos em seu meio suscita uma questão sociológica pertinente.”

A Dissertação de Mestrado trata de maneira inédita o estudo do Novo Testamento no movimento espírita, com fundamentos acadêmicos, focaliza a visão espírita, relacionando dados e fontes obtidos na literatura acadêmica e espírita, nas entrevistas e nos contatos com dezenas de grupos de estudos espíritas do país. Esta pesquisa contribui com análises sociológicas e informações históricas.

Fonte:

Torres, Natália Cannizza. “Jesus a porta, Kardec a chave”: a apropriação do Novo Testamento pelo segmento espírita. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. 2019. 91p. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/11755/Dissertac%cc%a7a%cc%83o%20Nata%cc%81lia%20Cannizza%20Torres.pdf?sequence=1&isAllowed=y; Consulta em 30/08/2019.

(Síntese sobre a Dissertação elaborada por Antonio Cesar Perri de Carvalho)

Resenha-Encontrando Allan Kardec

Resenha

Encontrando Allan Kardec

Obra de autoria de Antonio Cezar Lima da Fonseca desenvolvida de uma forma diferente. Inicia com depoimento de um episódio de sua juventude sobre o contato inusitado com um fenômeno mediúnico, que ele desconhecia completamente e que, mais tarde, veio a saber que estava fora das características espíritas. A partir do fato dessa manifestação Fonseca desenvolve seu texto com estudos sobre a mediunidade, a origem do Espiritismo e o papel de Allan Kardec. De permeio relata suas buscas de respostas ao longo da vida. Depois do contato inicial inesperado com um médium, surgem as experiências com um Templo Budista e com a caminhada tradicional para Santiago de Compostela (na Espanha). Até o momento que sofre um grave acidente de motocicleta na Cordilheira dos Andes, onde falece um companheiro de aventura. Um chamamento muito forte para a compreensão dos fatos espirituais. A partir deste depoimento o autor discorre sobre as Obras Básicas da Codificação e os princípios do Espiritismo. Nos seus contatos com grupos espíritas, certo dia fica surpreso com a manifestação espiritual do seu amigo que desencarnou em acidente de motocicleta. Então o autor detalha estudos sobre temas como espírito, perispírito, morte e vida.

O autor emprega lúcida linha de raciocínio, com ponderado contraditório, e se fundamenta além das obras do Codificador em várias outras, de autores encarnados e de médiuns, com bastante descortínio e sem preconceito de radicalismos doutrinários, reunindo uma vasta bibliografia e também mais de 300 notas de rodapé. Tudo isso numa obra de 182 páginas, de leitura fácil e agradável. Assim, aparece como uma obra que faz juz ao título pois o resultado de sua trajetória de buscas existenciais realmente foi encontrar as obras de Allan Kardec. O novo livro poderá ser útil para principiantes interessados em iniciar os estudos espíritas. O livro de Fonseca é prefaciado por Milton Medran Moreira. Parece ser o primeiro trabalho literário espírita do autor que já publicou várias obras jurídicas e atua como Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

Informações:

Editora Evangraf. Contatos: aclfonseca55@gmail.com

(ACPC)

O que é o espiritismo – 160 anos

Resenha

O que é o espiritismo

- 160 anos de publicação –

O que é o espiritismo? ( Qu'Est-ce Que le Spiritisme em francês) é uma breve introdução ao Espiritismo escrita por Allan Kardec em 1859, que tem cerca de um quarto da extensão de O Livro dos Espíritos.

Esse livro é uma espécie de introdução ao estudo da Doutrina Espírita, como Kardec colocou como sub-título da obra; discorre sobre os pontos fundamentais do Espiritismo, em linguagem fácil e acessível a todas as inteligências.

Divide-se em três capítulos. O primeiro, sob a forma de diálogos com um crítico, um cético e um padre, traz respostas àqueles que desconhecem os princípios básicos da Doutrina, bem como apropriadas refutações aos seus contraditores.O segundo capítulo expõe partes da ciência prática e experimental caracterizando-se como um resumo de O livro dos médiuns. O terceiro capítulo é uma síntese de O livro dos espíritos, com a solução, apontada pela Doutrina Espírita, de problemas de ordem psicológica.

O livro é estruturado como uma série de conferências sobre o Espiritismo, destinadas a extinguir a curiosidade pública e desconsiderar falsas noções sobre a doutrina. Não pretende ser uma iniciação e não é visto pelos espíritas como estritamente canônico, mas é muito importante entender as próprias motivações e o compromisso de Kardec com a causa do Espiritismo, pois o livro foi inteiramente escrito por ele mesmo, sem incluir instruções espirituais. Edições modernas são ampliadas por uma breve biografia do autor, escrita por Henri Sausse, em 1896, que se concentra principalmente no papel do Codificador na História do Espiritismo.

No Brasil é publicado por várias Editoras.

Revue Spirite atual

Revue Spirite atual

Está circulando o exemplar de Revue Spirite, Ano 162, 1º Trimestre de 2019, editada por Le Mouvement Spirite Francophone. No Editorial, Jean-Paul Evrard comenta os principais temas abordados por esse número da revista fundada por Allan Kardec. Destaca as comemorações dos 160 anos da desencarnação de Kardec, o Simpósio da Francofonia promovido pela União Espírita Belga e transcrições e estudos de textos de Alexandre e Gabriel Delanne. A Revue divulga as obras básicas de Allan Kardec e entre os artigos destacam-se estudos sobre A criptestesia de Charles Richet e a hipnose, Casamentos acidentais, e o que é matéria de capa: “Allan Kardec, a ciência e o racismo”, tradução de matéria de autoria de Adolfo de Mendonça Júnior, de Franca (SP).

Informações:

https://www.lmsf.org/lire/revue-spirite/

Religião Cósmica

Religião Cósmica

O livro Religião Cósmica, de autoria do espírito Honório Abreu, foi psicografado por Wagner Gomes da Paixão e editado pelo Grupo Espírita da Bênção, de Mário Campos (MG).

Honório Abreu foi presidente da União Espírita Mineira, desencarnou no ano de 2007, e sempre foi muito envolvido com estudos sobre Novo Testamento, sendo um dos autores da proposta de estudo chamada de "miudinho", escreveu livros e proferiu inúmeras palestras em várias regiões do país.

O autor espiritual começa a obra relatando que sua memória profunda "se me descortinou após uns três anos de desencarnado, não como um florescer impetuoso, mas por um processo gradativo de recomposição de mim mesmo, livre dos condicionamentos impostos pelos mais de setenta e sete ano de existência física no mundo". A partir daí relata que foi levado por um amigo espiritual para conhecer o Instituto Celeste de Pitágoras, onde teve oportunidade de "ver e ouvir Sócrates, o grande Filósofo que sempre me impressionara o ser…" O assunto que desenvolve no livro são os esclarecimentos recebidos envolvidos no tema central "pensamento e vida" com o foco de que no ambiente dos sábios prevalecem os valores essenciais do Espírito. O espírito Honório Abreu faz referência a pensamentos de Allan Kardec e conceitos exarados pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz que, aliás, eram fontes de seus estudos e temas de suas palestras enquanto encarnado.

O desenvolvimento do livro caminha para o fecho e para o assunto fundamental: "Só o Amor vibra em poder real e eterno", e, no final, conclui sobre os efetivos esforços para "compreender a genuína Religião Cósmica da Vida: o Amor!"

Informações:

Grupo Espírita da Bênção – Departamento Editorial – Mário Campos (MG):

e-mail: atendimento1@grupodabencao.org.br;

fone (31) 99313-1304.

“Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões”

“Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões”

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Atendendo à sugestão da redação de A Senda para escrevermos sobre nossa recente obra, de início enfatizamos que o livro Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões é uma forma de demonstrarmos nossa gratidão e reconhecimento a Chico Xavier e de divulgarmos seu exemplo de vida.

Ao longo de nossa vida usufruímos das suas obras psicográficas e tivemos o feliz privilégio de contínuas visitas, juntamente com a esposa, durante mais de 20 anos ao notável médium nos dois centros em que ele atuou em Uberaba – a Comunhão Espírita Cristã e o Grupo Espírita da Prece -, e no Centro Espírita União, de São Paulo. Essa foi a motivação para elaborarmos o novo livro que também traz, e de forma inédita, a apreciação de episódios que vivemos durante o período de 16 anos após a desencarnação de Chico Xavier.

A 1a edição desta obra foi lançada em 1997, época em que Chico Xavier completava 70 anos de práticas mediúnicas. Foi editado pela União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Teve boa circulação, foi entregue em mãos ao homenageado e se encontra na Biblioteca de Obras sobre Chico Xavier na “Casa de Chico Xavier”, em Pedro Leopoldo.

Passado o tempo, estimularam-nos para a reedição deste livro e com eventual atualização. Nosso primeiro pensamento foi de não alterar o conteúdo da 1a edição. Valorizamos o fato do livro ter sido publicado enquanto Chico estava encarnado e que ele teve conhecimento de seu conteúdo. A partir dessa premissa mantivemos esse texto como sendo a Parte 1 da nova versão, com os registros relacionados com os aspectos humanos e a obra psicográfica de Francisco Cândido Xavier.

Conhecemos um Chico Xavier alegre e brincalhão nos ambientes reservados e sempre muito atencioso. Essas características estavam sempre presentes junto àqueles que privaram do contato mais próximo, notadamente em seu lar. Em nossos contatos com Chico, sempre acompanhado da esposa Célia, e em alguns momentos também de familiares e de amigos, repetiam-se as lembranças e referências a nossos filhos, nossa genitora e um tio sobre quem relatamos o episódio notável da visita do médium a seu lar. Como ele solicitava que acompanhassemos de perto os seus diálogos nos prolongados atendimentos no centro e na peregrinação, pudemos aprender muito com os exemplos fraternos e solidários a todos que o procuravam e as suas orientações nobilitantes. Selecionamos alguns desses momentos, sempre com algumas observações doutrinárias. Fizemos uma síntese de matérias alusivas ao cinquentenário de sua prática mediúnica (1977), principalmente de artigo que publicamos na época reunindo opiniões de lideranças espíritas a respeito das marcantes obras psicográficas de Chico Xavier. Como amigo de Chico e de Divaldo Pereira Franco registramos o reencontro de ambos nos idos de 1978. Sobre a obra psicográfica de Chico, destacamos temas relacionados com família, assistência social, prática mediúnica, unificação e, ao final, sintetizamos a projeção de sua obra psicográfica em várias áreas da sociedade.

Profundo admirador da vida e da obra de Chico Xavier nesses 16 anos após sua desencarnação vivemos momentos excepcionais acompanhando históricas repercussões sobre o médium, subsídios incluídos na Parte 2 que passa a ser inédita. Nas condições de diretor e presidente da Federação Espírita Brasileira e membro da Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional tivemos empenho em valorizar os exemplos de vida e os livros psicográficos de Chico Xavier em vários níveis de atuação no Brasil, nas Américas, na Europa e na África. Realçamos o primeiro lançamento de livros de Chico traduzidos para o francês e editados pelo Conselho Espírita Internacional, ocorrido em Paris em 2005.

Como desdobramento das versões em francês ocorreram as traduções para o russo e acompanhamos o impactante lançamento dessas obras na cidade de Mink (Bielorrússia), no final de 2009. Sobre as traduções de obras de Chico, destacamos o papel meritório e ímpar executado pelo venezuelano Alípio Gonzales que criou uma editora específica, a Mensaje Fraternal, disponibilizando versões em espanhol e de cortesia para todos os países do idioma hispânico, e, contando com o apoio do IDE de Araras. Como preparativos para o Centenário de Chico Xavier, relatamos sobre providências para as remodelações físicas na Fazenda Modelo e a construção do Memorial do Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo.

Nos ambientes em que Chico atuou em Pedro Leopoldo e em Uberaba, tivemos a oportunidade de conhecer vários de seus colaboradores e de entrevistá-los. Por ocasião das comemorações do Centenário de nascimento de Chico Xavier, ocorreram cerca de 600 eventos em todo o país, tendo como ponto alto o 3º Congresso Espírita Brasileiro efetivado em Brasília. Os dois filmes lançados em 2010 – “Chico Xavier” e “Nosso Lar” -, assumiram o lugar entre os filmes brasileiros com maiores frequências nos cinemas. E os eventos sobre o Centenário de Chico se espraiaram para diversos países, com temas em congressos e seminários, em eventos do Conselho Espírita Internacional e um histórico “Tributo a Chico Xavier” na sede da ONU, em Nova York.

Livros sobre Chico Xavier foram elaborados e divulgados por cidadãos britânico e francês e que de nossa parte mereceram alguns comentários. Fatos marcantes vivemos em Moçambique ao conhecermos instituição espírita fundada pelo capista Jô (Joaquim Alves), muito amigo de Chico Xavier, e que a denominou Comunhão Espírita Cristã, em homenagem à instituição em que Chico atuava na época em Uberaba. Episódio emocionante vivemos nos altiplanos da Guatemala em evento espírita nacional, basicamente frequentado por descendentes dos maias. Humildes e simples, todos receberam gratuitamente livros de Chico vertidos para o espanhol, ofertados pela editora dirigida por Alípio Gonzales. As repercussões e influências de suas obras psicográficas são apontadas em vários estudos e ações em andamento no movimento espírita.

Passados vários anos após a partida de Chico Xavier para o mundo espiritual, seus exemplos e obras psicográficas prosseguem bem vivos no seio na seara espírita e junto à população brasileira. O nome de Chico Xavier está presente em logradouros, instituições, comendas e eventos. Pedro Leopoldo – sua terra natal – dispõe da Praça Chico Xavier, incluindo um monumento. Em Uberaba, em rotatória defronte ao Grupo Espírita da Prece há um busto de Chico Xavier. Nesta cidade funciona o Memorial Chico Xavier e há placas de trânsito indicando a direção do Grupo Espírita da Prece. O trecho da rodovia federal BR-050, entre a divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e a divisa dos Municípios de Uberaba com Uberlândia, recebeu o nome de Chico Xavier. Instituída pelo Governo do Estado de Minas Gerais, a “Comenda da Paz Chico Xavier” é uma condecoração destinada a pessoas físicas ou jurídicas que trabalham pela paz e pelo bem estar social. As homenagens culminaram em 2012 quando em disputa promovida pela TV SBT, Chico foi eleito “o maior brasileiro de todos os tempos”!

No livro destacamos algumas repercussões que vivenciamos. Continuadamente somos convidados para abordamos temas sobre a vida e a obra de Chico Xavier em várias partes do Brasil. Ao refletirmos sobre a vida e a obra do notável vulto espírita e as repercussões que se ampliam vêm à nossa mente a cena belíssima que assistimos nas comemorações dos 100 anos de seu nascimento, defronte ao Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo: o voo em autêntico bailado das pombas brancas e cinzentas, com o comentário do mestre de cerimônias de que o voo das pombas libertas simboliza “[…] a libertação das almas iluminadas pelo Evangelho à luz do Espiritismo, que por aqui estiveram, ao se desprenderem do corpo físico”.

Passado uns anos após sua desencarnação, tivemos oportunidade de refletir várias vezes sobre a vida e a obra do notável medianeiro. Em nossa tela mental sempre repassam os tempos em que seus livros eram lançados e enviados como “novidades” pela Editora da FEB, com a sensação de alegria e de expectativas e a cada livro de Emmanuel e de André Luiz que chegava ao Grupo de Estudos – que apesar de nossa idade precoce, participávamos ativamente em Araçatuba (SP). Mais à frente acompanhamos as históricas entrevistas na TV Tupi, em 1968 e a série dos “Pinga Fogo”. A leitura de suas obras mediúnicas, desde nossa adolescência e as releituras continuadas sempre ensejam momentos de novas descobertas ou compreensões aprofundadas. E, sem dúvida, os exemplos que presenciamos e os diálogos com Chico, em visitas assíduas, ou seja, a concretude de seus exemplos de dedicação, simplicidade, humildade e amor ao próximo.

Em nossas atuações na USE-SP, na FEB e no CEI procuramos estimular a difusão e o estudo das obras psicografadas por Chico Xavier, como apoio à compreensão das Obras Básicas de Allan Kardec. Sempre repetimos que Chico Xavier é um “divisor de águas” no movimento espírita brasileiro. Reunimos esses episódios e todos os relatos estão fundamentados em publicações, como livros e periódicos espíritas do período do ano de 2002 até nossos dias. Assim surgiu nosso livro editado conjuntamente pela EME e USE-SP.

O nosso livro tem um fio condutor, pois entendemos que se faz necessário um forte chamamento que emana da análise da vida e da obra de Chico Xavier, a saber: a valorização do estudo dos livros de Allan Kardec e de Chico Xavier; a coerência entre tais obras; a humildade e dedicação de Chico; a simplicidade do cristianismo primitivo como foi descrito nos romances históricos de Emmanuel; subsídios para se repensar o formalismo e alguns focos em aparências, vigentes na atualidade. Recordamos que Chico sempre colocou em prática a orientação inicial de seu orientador Emmanuel, à beira do açude de Pedro Leopoldo, de ser fiel a Jesus e a Kardec!

Certamente não seria o desejo do médium, pois simples e humilde se colocava como um “cisco”, mas as repercussões de sua vida e as homenagens de que é alvo representam o reconhecimento à história de vida de um homem voltado ao bem, do “homem amor”! Para concluir, transcrevemos frase de nosso livro, proferida por Chico nos idos de 1977: “Sou sempre um Chico Xavier lutando para criar um Chico Xavier renovado em Jesus e, pelo que vejo, está muito longe de aparecer como espero e preciso…”

(Carvalho, Antonio Cesar Perri. Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões. Capivari/São Paulo: EME/USE-SP. 2019. 224p.)

DE: Revista A Senda. FEEES. Ano 97. N. 198. Jul-ago 2019. P. 12-14.

Kardec. A história por trás do filme

Resenha

Kardec. A história por trás do filme

Durante a exibição do filme “Kardec” foi lançado o livro Kardec. A história por trás do filme, de autoria de Wagner de Assis, diretor e roteirista do filme, e Marcel Souto Maior, autor da obra Kardec (Editora Record, 2013) em que o filme se fundamenta.

O livro tem Introdução por Eliana Soárez, produtora do filme, e depois se desenvolve em três partes.

Na Parte 1, Wagner de Assis discorre sobre “Da ideia à tela” com significativos depoimentos e até emocionados sobre o projeto e a execução do filme. Como se reproduz cenas de época – o século XIX – mostra os preparativos e adequações para cenas que foram filmadas em Paris e em ambientes antigos do Rio de Janeiro. Inclui muitas fotos coloridas sobre as filmagens.

Na Parte 2, Marcel Souto Maior tece considerações sobre sua visão jornalística sobre o Codificador, tratando do tema “De Rivail a Kardec: A saga de uma transformação”. Focaliza aspectos humanos de Kardec e os grandes desafios que enfrentou.

Na Parte 3, os dois co-autores trocam entrevistas entre si. Wagner focaliza o filme e Marcel destaca seu trabalho na elaboração de sua biografia mais jornalística sobre Kardec e a sensação de agora contar com o filme sobre seu livro. Ambos apresentam suas visões sobre o Codificador.

Todavia, o livro não traz esclarecimentos sobre algumas cenas que geram dúvidas nos espíritas. De passagem, Wagner comenta que empregou algumas “licenças dramáticas”.

O novo livro contribui para os estudos e reflexões sobre a vida e obra de Allan Kardec.

(Assis, Wagner; Souto Maior, Marcel. Kardec. A história por trás do filme. 1.ed. Rio de Janeiro: Record. 2019. 138p.)

A Bíblia traduzida do grego para o português

A Bíblia traduzida do grego para o português

A chamada Bíblia Grega é a versão mais importante do «Livro dos Livros». Além de se tratar de uma nova e mais rigorosa tradução do original grego (sem preconceitos ou fins religiosos – o que leva, em algumas passagens, a sublinhar diferenças em relação às versões hoje mais correntes), Frederico Lourenço eleva o texto bíblico a uma condição literária que até hoje este nunca teve em português, incluindo notas que esclarecem e contextualizam o texto original.

Será, assim, a Bíblia mais completa que jamais existiu em português, contando com tradução do Grego, com apresentação, notas e comentários de Frederico Lourenço. Este é o mais importante e rigoroso dos tradutores do Grego clássico; é pesquisador e professor de Estudos Clássicos, Grego e Literatura Grega da Universidade de Coimbra, de Portugal; tradutor de várias obras a partir do grego e um dos grandes especialistas de nossa época sobre a Bíblia em versão grega. Detentor de Prêmios por traduções do grego.

A nova tradução está disponível já completa em Portugal em seis volumes.

No Brasil, a editora Companhia das Letras (São Paulo) vem lançando volumes anualmente, desde 2017. Em dois volumes já surgiu o Novo Testamento e agora vem a lume o primeiro volume do Antigo Testamento. No Volume I – Novo Testamento: Evangelhos, traz o texto dos quatro Evangelhos canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João). O Volume II – Novo Testamento. Apóstolos, Epístolas, Apocalipse, contém Atos dos Apóstolos, as Epístolas e Apocalipse. O mais recente, Volume III – Antigo Testamento. Os Livros Proféticos, que contêm desde o belo livro de Daniel até Isaías, passando por Lamentações, e ainda três livros não incluídos na versão canônica das Bíblias católica e protestante: a Epístola de Jeremias, o livro de Susana e o texto de Bel e o Dragão.

Uma nova tradução da Bíblia, na sua forma mais completa – a partir da Bíblia Grega, ou seja, contendo o Novo Testamento e todos os livros do Antigo Testamento. Em suma, quando estiver completa a publicação no Brasil a presente tradução dará a ler os 27 livros do Novo Testamento e os 53 do Antigo Testamento grego (em lugar dos 39 do cânone protestante, ou dos 46 do cânone católico).

Cada livro da Bíblia conta com uma Nota Introdutória muito oportuna de autoria do tradutor e depois no transcorrer dos textos muitas Notas esclarecedoras.

A tradução rigorosa de Frederico Lourenço, marcada pela busca do sentido mais profundo das palavras originais, ressalta a dimensão literária deste que é o maior livro de todos os tempos.

Bíblia. Tradução de Frederico Lourenço. São Paulo: Editora Companhia das Letras:

Vol. I – Novo Testamento. Os Quatro Evangelhos. 2017. 421p;

Vol. II – Novo Testamento. Apóstolos, Epístolas, Apocalipse. 2018. 609p;

Vol. III – Antigo Testamento. Os Livros Proféticos. 2019. 1016p.

(Síntese de resenhas da própria Editora)