Correções

Correções

“Se suportais a correção, Deus vos trata como a filhos; pois que filho há a quem o pai não corrija?” Paulo (Hebreus, 12:7)

Bem­-aventurado o espírito que compreende a correção do Senhor e aceita-­a sem relutar.

Raras, todavia, são as criaturas que conseguem entendê-­la e suportá-­la.

Por vezes, a repreensão generosa do Alto – símbolo de desvelado amor – atinge o campo do homem, traduzindo advertência sagrada e silenciosa, mas, na maioria das ocasiões, a mente encarnada repele o aguilhão salvador, mergulha dentro da noite da rebeldia, elimina possibilidades preciosas e qualifica de infortúnio insuportável a influência renovadora, destinada a clarear-­lhe o escuro e triste caminho.

Muita gente, em face do fenômeno regenerativo, apela para a fuga espetacular da situação difícil e entrega-­se, inerme, ao suicídio lento, abandonando-se à indiferença integral pelo próprio destino.

Quem assim procede não pode ser tratado por filho, porquanto isolou a si mesmo, afastou­se da Providência Divina e ergueu compactas paredes de sombra entre o próprio coração e as Bênçãos Paternas.

Aqueles que compreendem as correções do Todo ­Misericordioso reajustam­-se em círculo de vida nova e promissora.

Vencida a tempestade íntima, revalorizam as oportunidades de aprender, servir e construir e, fundamentados nas amargas experiências de ontem, aplicam as graças da vida superior, com vistas ao amanhã.

Não te esqueças de que o mal não pode oferecer retificações a ninguém.

Quando a correção do Senhor alcançar­te o caminho, aceita­a, humildemente, convicto de que constitui verdadeira mensagem do Céu.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 88. FEB)

Chico Xavier e Apocalipse

Chico Xavier e Apocalipse

1

Respeito os estudos sobre o Apocalipse, mas não tenho largueza de pensamento para interpretar o Apocalipse como determinados técnicos o interpretam e situam. Mas, acima do próprio Apocalipse, eu creio na bondade eterna do Criador que nos insuflou de vida imortal. Então, acima de todos os Apocalipses, eu creio em Deus e na imortalidade humana, e essas duas realidades preponderarão em qualquer tempo da humanidade.

2

Dentro da visão espírita-cristã, céu, inferno e purgatório começam dentro de nós mesmos. A alegria do bem praticado é o alicerce do céu. A má intenção já é um piso para o purgatório e o mal devidamente efetuado, positivado, já é o remorso que é o princípio do inferno.

3

Acreditamos que para melhores esclarecimentos sobre médiuns e mediunidade, as obras de Allan Kardec devem ser consultadas e estudadas. Com todo o nosso respeito aos entrevistadores, devemos dizer que solicitar de nós uma explicação sobre Deus é o mesmo que pedir a um verme para que se pronuncie quanto à glória e a natureza do Sol, embora o verme, se pudesse falar, diria, com toda a certeza, da veneração e do amor que consagra ao Sol que lhe garante a vida.

Trechos do livro Palavras de Chico Xavier, item 1, Editado pelo IDE, de Araras.

MARCOS INDELÉVEIS

MARCOS INDELÉVEIS

Estudos e Dissertações sobre “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. Capítulo XVIII. Item 16. 

"As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de Mim." Jesus. João, 10:25.

Cada trecho do solo demonstra o seu valor na riqueza ou na fertilidade que apresenta…

Cada vegetal é tido na importância de seu cerne, de sua essência, de seus frutos…

Cada animal é conhecido pelas peculiaridades de importância em sua existência…

O Sol constitui para todos os seres fonte inexaurível de vida, calor e luz.

A água significa o sangue do organismo terrestre.

O fogo, no crepitar da lareira ou na devastação do incêndio, demonstra realmente o seu papel inconfundível no campo imenso da Criação.

O juiz é respeitado pela integridade de seus sentimentos ou temido pelas manifestações de venalidade a que se acolhe.

O professor é acatado, consoante o grau de competência que lhe é próprio.

O médico adquire confiança, conforme a sua atitude ao pé dos enfermos.

O coração materno revela a sua íntima excelsitude, no trato natural com os rebentos de seu carinho.

O filho oferece ao mundo, na experiência diária, a extensão de seu amor para com os próprios pais.

A criança, em suas expressões infantis, apresenta invariavelmente o esboço de caráter que plasmou em si mesma através das vidas passadas.

O usurário cria, em torno de si, gelada atmosfera de reprovação pelos sentimentos que nutre no imo do próprio ser.

O leviano carrega consigo constantemente os prejuízos da ociosidade ou do vício, complicando-se na intemperança dos próprios dias.

O céptico representa, onde estiver, a aridez da mente hipertrofiada pelo orgulho infeliz.

O crente, leal a si mesmo, evidencia o poder de sua fé, nas posições assumidas perante os chamamentos do mundo.

Enfim, todas as criações do Excelso Pai testemunham-Lhe a glória no campo infinito da vida e cada Espírito se afirma bem ou mal, aproveitando-as para subir à Luz ou delas abusando para descer às trevas.

Como aprendizes do Evangelho, portanto, cumpre-nos indagar à própria consciência: – Que tenho executado na vida como aplicação das bênçãos de Deus?

Não nos esqueçamos, segundo a lição do Senhor, que somente as obras que fizermos, em nome do Pai, é que serão marcos indeléveis de nosso caminho, a testificarem de nós.

Emmanuel

(Francisco Cândido Xavier. Pelo Espírito Emmanuel. O Espírito da Verdade. Lição nº 42. FEB)

ACORDA E SEGUE

ACORDA E SEGUE

Desde o primeiro instante da Boa Nova,

Jesus vem estimulando a mente das criaturas, anestesiadas nos convencionalismos da Terra, para a luminosa aquisição da glória divina.

Na Manjedoura, desperta o espírito popular induzindo-o à simplicidade edificante.

No Templo, desentorpece o ânimo dos doutores.

Nas bodas de Caná, transforma a água em vinho, inspirando indagações novas àqueles que o observam.

No Monte, multiplica pães e peixes, para que a multidão medite nos celeiros da eternidade.

No Poço de Jacob, pede água à mulher samaritana, instilando-lhe a sede das águas vivas.

Nas estradas comuns, reergue paralíticos e loucos, cegos e leprosos, imprimindo-lhes novo rumo à jornada terrestre.

Na desolada casa de Betânia, ressuscita um amigo morto, para que a idéia de imortalidade vibre no santuário familiar.

No Horto, acorda os discípulos adormecidos.

Na cruz, entrega o coração ao Pai Supremo, em dolorosa vigília, a fim de que os seguidores do Evangelho aprendam a morrer no trabalho e no testemunho.

Na Ressurreição, exorta Maria de Magdala a reavivar o bom ânimo, nos companheiros abatidos.

No caminho de Emaús, refaz a coragem e a confiança de dois apóstolos conturbados.

E ainda, nas repetidas reuniões em Jerusalém, ressurge materializado entre os aprendizes, revelando-lhes, nas chagas que Tomé examina, a continuidade do seu ministério de trabalho e renúncia até à perfeição final do mundo.

Meu amigo, se procuras o Cristo, acorda e segue para diante, trabalhando e amando, construindo para o bem e perdoando sempre.

Em verdade, todos os seres da Terra, desde o verme ao sábio, vivem e sentem, alimentam-se e se reproduzem, mas não te esqueças de que somente Jesus é o Doador da Vida Abundante.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Nosso livro. Cap. Acorda e segue. São Paulo: LAKE)

ESTÁS AFLITO?

ESTÁS AFLITO?

Está alguém entre vós aflito? Ore. (TIAGO, 5:13).

A maioria da pessoas inquietas pede alívio, apressadamente, como se a consolação real fosse obra de improviso, a impor-se de fora para dentro.

Se tens fé, meu amigo, aprende a orar nas situações difíceis.

Toda aflição tem uma causa.

Não é preciso, porém, que o médico ou o sacerdote venha indicá-la ao teus olhos.

Geralmente, nossas angústias se radicam em nossa própria leviandade no trato com a vida, quando não procede de reprováveis deslizes nas existências anteriores.

Se o erro é de hoje, reparemo-lo, enquanto respiramos no caminho daqueles que ofendemos; se as sombras chegam de ontem, demonstremos coragem e valor moral, desfazendo-as, através do trabalho perseverante no bem. Se a inquietação te bate à porta, busca a prece e medita.

Amigos espirituais, benfeitores da tua paz íntima, acudirão em teu socorro, inspirando-te o roteiro a seguir, com palavras consoladoras e reconstrutivas, em forma de pensamentos santificantes.

Humilhaste alguém?

Solicita desculpas e corrige o erro impensado.

Credores atormentam-te?

Habitua-te a comer e vestir, de acordo com as tuas possibilidades e paga os teus débitos com paciência.

O desânimo absorve-te o coração?

Lembra-te de que o tédio é um insulto à fraternidade humana, porque a dor e a necessidade, a tristeza e a doença, a pobreza e a morte não se acham longe de tí.

Há muito trabalho por fazer, além dos teus muros felizes.

Ajusta-te ao ideal de servir por amor, sem espírito de recompensa e as tuas horas estarão repletas de abençoado serviço aos semelhantes.

De qualquer modo, nas aflições, não atires a tua cruz sobre os companheiros de tarefa.

Ora, com serenidade, examina-te à claridade da verdadeira justiça e busca solucionar os problemas que te inquietam, usando os recursos divinos que o Senhor confiou a tí mesmo.

EMMANUEL

(Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Nosso livro. Cap. Estás aflito?. São Paulo: LAKE)

JESUS ESTÁ CHAMANDO

JESUS ESTÁ CHAMANDO

Desde a primeira hora do Apostolado Divino, Jesus está chamando cooperadores para os serviços de extensão do Reino de Deus na Terra.

A princípio, buscou Pedro e André, os pescadores humildes, à tarefa de salvação.

Convocou Mateus, o administrador de impostos, à coleta de bens do Céu.

Trouxe Maria de Magdala, a obsidiada de vários demônios, à necessária renovação.

Convocou Joana, a esposa admirável de ilustre funcionário do bem público, ao concurso fraterno.

Chamou Zaqueu, o mordomo da fortuna, do alto de um sicômoro, ao esforço de benemerência.

Exaltou em Maria da Betânia o valor da meditação.

Requisitou Marta, a preocupada servidora doméstica, às obras do pensamento sublime.

Acordou Nicodemos, o mestre intelectual de Israel, para o ministério da santificação…

Ergueu Lázaro, no sepulcro, para a manifestação do Divino Poder.

E ainda, no último dia e na derradeira hora, despertou um ladrão crucificado para a divina esperança.

Em todos os vinte séculos de Cristianismo que estamos vivendo, o Senhor está chamando colaboradores para a sua obra excelsa de redenção e aprimoramento.

Há serviço para cada um e degraus iluminativos para todos.

Para onde segues, irmão?

Jesus, por nós, imolou-se na cruz.

Que fazemos nós por ele?

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Nosso livro. Cap. Jesus está chamando. São Paulo: LAKE)

ACORDA E SEGUE

ACORDA E SEGUE

Desde o primeiro instante da Boa Nova, Jesus vem estimulando a mente das criaturas, anestesiadas nos convencionalismos da Terra, para a luminosa aquisição da glória divina.

Na Manjedoura, desperta o espírito popular induzindo-o à simplicidade edificante.

No Templo, desentorpece o ânimo dos doutores.

Nas bodas de Caná, transforma a água em vinho, inspirando indagações novas àqueles que o observam.

No Monte, multiplica pães e peixes, para que a multidão medite nos celeiros da eternidade.

No Poço de Jacob, pede água à mulher samaritana, instilando-lhe a sede das águas vivas.

Nas estradas comuns, reergue paralíticos e loucos, cegos e leprosos, imprimindo-lhes novo rumo à jornada terrestre.

Na desolada casa de Betânia, ressuscita um amigo morto, para que a idéia de imortalidade vibre no santuário familiar.

No Horto, acorda os discípulos adormecidos.

Na cruz, entrega o coração ao Pai Supremo, em dolorosa vigília, a fim de que os seguidores do Evangelho aprendam a morrer no trabalho e no testemunho.

Na Ressurreição, exorta Maria de Magdala a reavivar o bom ânimo, nos companheiros abatidos.

No caminho de Emaús, refaz a coragem e a confiança de dois apóstolos conturbados.

E ainda, nas repetidas reuniões em Jerusalém, ressurge materializado entre os aprendizes, revelando-lhes, nas chagas que Tomé examina, a continuidade do seu ministério de trabalho e renúncia até à perfeição final do mundo.

Meu amigo, se procuras o Cristo, acorda e segue para diante, trabalhando e amando, construindo para o bem e perdoando sempre.

Em verdade, todos os seres da Terra, desde o verme ao sábio, vivem e sentem, alimentam-se e se reproduzem, mas não te esqueças de que somente Jesus é o Doador da Vida Abundante.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Nosso livro. Cap. Acorda e segue São Paulo: LAKE)

Para vencer tempestades da vida

Para vencer tempestades da vida

Se procuras ensejo para realizar-te, em matéria de paz e felicidade, age e serve sempre.

No trabalho não somente surpreenderás o caminho do aprimoramento próprio, mas igualmente a ginástica do espírito conferindo-te sustentação e segurança.

Lembra as águas estagnadas, o arado ocioso sob a ferrugem, a terra de qualidade quando entregue ao mato inculto e os móveis abandonados que a poeira consome.

Mantém-te na melhor forma de auxiliar e socorrer, elevar e construir.

No mundo, o inesperado vigia sempre. Indispensável afiar os instrumentos da emoção para fazer os imprevistos que apareçam quando as ocorrências sejam de molde a espaçar-te a sensibilidade.

O trabalho é a única força capaz de adestrar-nos para vencer nos encargos que a vida nos imponha.

Sem atividade que as dignifique, a própria riqueza amoedada assemelha-se à múmia emparedada no cofre, tanto quanto a cultura que não ampara os outros é uma luz escondida sem proveito para ninguém.

Não te iludas.

Por muito serenas se mostrem as águas em que navegamos, a tempestade virá, um dia, testar-nos a resistência e a coragem, a criatividade e a compreensão.

Necessário exercitar as próprias energias, aprender algo mais, aperfeiçoar o que se sabe e caminhar adiante. Seja qual for a estrada em que te encontres não marginalizes.

Age e serve.

Se dificuldades maiores te alvejam o espírito, não te detenhas porque as circunstancias te hajam colocado num labirinto de problemas dos quais ainda não conheces a estrutura.

Prossegue trabalhando e a mais difícil de todas as soluções te surgirá.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Ação, Vida e Luz. Cap.1. São Paulo: CEU).