Nos corações

Nos corações

“Recebei-­nos em vossos corações.” Paulo (II Coríntios, 7:2)

Os crentes e trabalhadores do Evangelho usam diversos meios para lhe fixarem as vantagens, mas raros lhe abrem as portas da vida.

As palavras de Paulo, de Pedro, de Mateus ou de João são comumente utilizadas em longos e porfiados duelos verbais, através de contendas inúteis, incapazes de produzir qualquer ação nobre.

Recebem outros as advertências e luzes evangélicas, à maneira de negociantes ambiciosos, buscando convertê­las em fontes econômicas de grande vulto.

Ainda outros procuram os avisos divinos, fazendo valer princípios egolátricos, em polêmicas laboriosas e infecundas. No imenso conflito das interpretações dever­se­ia, porém, acatar o pedido de Paulo de Tarso em sua segunda epístola aos Coríntios.

O apóstolo da gentilidade roga para que ele e seus companheiros de ministério sejam recebidos nos corações.

Muito diversa surgirá a comunidade cristã, se os discípulos atenderem à solicitação.

Quando o aprendiz da Boa Nova receber a visita de Jesus e dos emissários divinos, no plano interno, então a discórdia e o sectarismo terão desaparecido do continente sublime da fé.

Em razão disso, meu amigo, ainda que a maioria dos irmãos de ideal conserve cerrada a porta íntima, faze o possível por não adiar a tranqüilidade própria.

Registra a lição do Evangelho no édito do ser.

Não te descuides, relegando­ a ao mundo externo, ao sabor da maledicência, da perturbação e do desentendimento.

Abriga-­a dentro de ti, preservando a própria felicidade.

Orna­-te com o brilho que decorre de sua grandeza e o Céu comunicar­-se-­á com a Terra, através de teu coração.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Vinha de luz. 1.ed.esp. Cap. 147. Brasília: FEB)

ANTE O EVANGELHO

ANTE O EVANGELHO

Realmente, por séculos sucessivos, temos realizado a transliteração do Evangelho em todos os climas culturais.

Na senda de todos os povos, as Boas Novas de Salvação surgem por florilégio religioso, revelando sentenças inimitáveis pelo seu conteúdo de beleza e sabedoria. Indubitavelmente, não possuímos na Terra outra forma de plantação primária do conhecimento, que não essa, através da letra que constitui a base da instrução clareando o pensamento.

Contudo não basta nos detenhamos na fraseologia brilhante, no gesto sutil ou nas aparências elogiáveis para demonstrar assimilação do ensinamento transformador. Cristianismo não é somente a forma da civilização que nos propomos construir com Jesus.

É, acima de tudo, essência dela mesma, com que devemos plasmar o mundo novo em que as relações humanas representem o alicerce do Reino de Deus.

Urge, pois, configurar a revelação não apenas no tesouro verbalístico que nos lastreia as conquistas filosóficas e artísticas de quase dois milênios.

É indispensável que o apelo do Grande Renovador encontre resposta na consciência e no coração, em nossas idéias e em nossos sentimentos, a fim de que a fé se exprima em trabalho incessante na extensão do bem.

Até hoje, a maioria das escolas cristãs tem adorado santos e apóstolos nos altares de pedra, mas, como nunca, necessitamos presentemente dos heróis do cristianismo nos tribunais e nas escolas, nos templos e nos hospitais, nos lares e nas oficinas, nos escritórios e nos campos, nos divertimentos e nas ruas.

Almas valorosas e decididas que disponham a romper com os impedimentos do próprio egoísmo e da própria vaidade, entusiasmadas com a visão do porvir e libertas do pessimismo que negreja, na volúpia da destruição por onde passa…

Considerando, qual aconteceu à mulher sofredora na praça pública, somos passíveis de condenação pela ociosidade com que vimos congelando as nossas melhores oportunidades de serviço.

Todos nos encontramos à face do julgamento, pelo delito de lesa consciência, de vez que temos adulterado a mensagem do Divino Benfeitor de mil modos, em cada romagem no mundo. Jesus, porém, tolera-nos compassivo e reforma-nos o empréstimo de tempo e de valores novos…

Mas, se é verdade que nenhum de nós está em condições de atirar a primeira pedra no irmão de caminho, cabe-nos a todos ouvir o Mestre Inesquecível em sua amorosa e segura advertência: – “Vai e não peques mais”.

Renovemo-nos oferecendo ao mundo e à vida o que possuamos de melhor, porquanto se a ignorância era a nossa furna de sombra até ontem, pelo conhecimento de agora, podemos avanças para futuro, em companhia de Jesus, desde hoje.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Construção do amor. Cap. Ante o Evangelho. São Paulo: CEU)

CONFIAREMOS

CONFIAREMOS

"E se sabemos que ele nos ouve, quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito". – João (I João, 5:15)

Em nos dirigindo ao Senhor, rogando alguma concessão, condicionemo-nos ao Critério Divino.

Digamos no íntimo do ser:

"Se julgardes, Senhor, que isso nos ajudará a ser melhores para os nossos irmãos, em louvor dos vossos desígnios…"

"Se considerardes que assim poderemos ser mais úteis em vossa obra…"

E façamos dentro de nós o silêncio preciso, emudecendo qualquer indisciplina mental.

Sintonizemos o coração em ponto certo, ou, melhor, liguemos o pensamento para a Infinita Sabedoria, tendo o cuidado imprescindível para que a estática de nossas paixões e sensações não interfira com a recepção da bênção que nos advirá da Divina Bondade.

Oremos, unindo-nos aos planos do Senhor, sem exigir que os planos do Senhor se submetam aos nossos, e aprenderemos a ver e a aceitar o que seja melhor para nós, asserenando o coração.

Não gritarmos "eu quero…" mas afirmar, em nossa condição de espíritos imperfeitos: “se posso querer”…

Em qualquer setor de organização humana, o benefício solicitado se divide em duas fases essenciais – o pedido e a solução. Forçoso, porém, reconhecer que, se todo pedido é livre, qualquer solução exige exame.

Empregadores não atendem às requisições dos subordinados sem analisar-lhes a ficha de mérito, sob pena de prejudicarem a máquina administrativa.

Professores não satisfarão exigências de alunos sem, antes, lhes observar o aproveitamento, se não querem perturbar as funções educativas da escola.

É licito rogar ao Senhor tudo aquilo de que carecemos e até mesmo tudo quanto quisermos, porquanto na maioria das ocasiões não passamos de crianças caprichosas, mas saibamos implorar dele a compreensão necessária para recebermos as respostas do Alto, sem prejuízo para a harmonia da vida, porque, se sabemos o meio exato e amplo de pedir, somente Deus – pelos Mensageiros Divinos que o representam, junto de nós – sabe, em nosso favor, como, onde e quando nos atender.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Segue-me. Cap. Confiaremos. Matão: O Clarim).

ESPERANÇA

ESPERANÇA

“Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” – Paulo. (Romanos, 15:4.)

A esperança é a luz do cristão.

Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.

Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.

A dor costuma agitar os que se encontram no “vale da sombra e da morte”, onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o “ranger de dentes”, nas “trevas exteriores”, mas existe a luz interior que é a esperança.

A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.

A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir…

O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro. Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor. Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior.

Não nos percamos em lamentações.

Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o “Vinde a mim…” Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Vinha de luz. Cap. 75. FEB)

AO CLARÃO DA VERDADE

AO CLARÃO DA VERDADE

“Mas quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda verdade…” – Jesus (João 16:13)

De que maneira vencerá o Espiritismo os obstáculos que se lhe agigantam à frente?

Há companheiros que indagam: — “Devemos disputar saliência política ou dominar a fortuna terrestre?”

Enquanto isso outros enfatizam a ilusória necessidade da guerra verbal a greis ou pessoas.

Dentro do assunto, no entanto, transcrevemos a Questão Nº 799 de “O Livro dos Espíritos”. Prudente e claro, Kardec formulou, aos orientadores espirituais de sua obra, a seguinte interrogação: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso”” E, na lógica de sempre, eis que eles responderam: “Destruindo o materialismo que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses.

Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro.

Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos”.

Não nos iludamos com respeito às nossas tarefas.

Somos todos chamados pela Bênção do Cristo a fazer luz no mundo das consciências — a começar de nós mesmos — , dissipando as trevas do materialismo ao clarão da Verdade, não pelo espírito da força, mas pela força do espírito, a expressar-se em serviço, fraternidade, entendimento e educação.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Segue-me. Cap.Ao clarão da verdade. Matão: O Clarim)

Divulgação Espírita

Divulgação Espírita

Quanto mais se aperfeiçoam no mundo as normas técnicas da civilização, mais imperiosas se fazem as necessidades do intercâmbio espiritual.

À vista disso, nos mecanismos de propaganda, em toda parte, os mostruários do bem e do mal se misturam, estabelecendo facilitários para a aquisição de sombra e luz.

Nesse concerto de forças que se entrechocam nas praias da divulgação, em maré crescente de novidades ideológicas, através das ondas de violentas transformações, a Doutrina Espírita é o mais seguro raciocínio, garantindo a alfândega da lógica destinada à triagem correta dos produtos do cérebro humano com vistas ao proveito comum.

Daí a necessidade da divulgação constante dos valores espirituais, sem o ruído da indiscrição, mas sem o torpor do comodismo.

Serviço de sustentação do progresso renovador.

Quanto puderes, auxilia a essa iniciativa benemérita de preservação e salvamento.

Auxilia a página espírita esclarecedora, a transitar no veículo das circunstâncias, a caminho dos corações desocupados de fé, à maneira de semente bendita que o vento instala no solo devoluto e que amanhã se transformará em árvore benfeitora.

Ampara o livro espírita em sua função de mentor da alma, na cátedra do silêncio.

Prestigie o templo espírita com o respeito e a presença, com o entendimento e a cooperação, valorizando-lhe cada vez mais a missão de escola para a Vida Superior.

Como possas e quanto possas relaciona as bênçãos que já recebeste da Nova Revelação, reanimando e orientando os irmãos do caminho.

Disse-nos Jesus: – “Não coloques a lâmpada sob o alqueire”.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Cura. Cap. 10. São Bernardo do Campo: GEEM).

Ciência e temperança

Ciência e temperança

“E à ciência, a temperança; à temperança, a paciência; à paciência, a piedade” (II Pedro, 1:6)

Quem sabe precisa ser sóbrio.

Não vale saber para destruir.

Muita gente, aos primeiros contactos com a fonte do conhecimento, assume atitudes contraditórias.

Impondo idéias, golpeando aqui e acolá, semelhantes expositores do saber nada mais realizam que a perturbação.

É por isso que a ciência, em suas expressões diversas, dá mão forte a conflitos ruinosos ou inúteis em política, filosofia e religião.

Quase todos os desequilíbrios do mundo se originam da intemperança naqueles que aprenderam alguma coisa.

Não esqueçamos.

Toda ciência, desde o recanto mais humilde ao mais elevado da Terra, exige ponderação.

O homem do serviço de higiene precisa temperança, a fim de que a sua vassoura não constitua objeto de tropeço, tanto quanto o homem de governo necessita sobriedade no lançamento das leis, para não conturbar o espírito da multidão.

E não olvidemos que a temperança, para surtir o êxito desejado, não pode eximir­se à paciência, como a paciência, para bem demonstrar­se, não pode fugir à piedade, que é sempre compreensão e concurso fraternal.

Se algo sabes na vida, não te precipites a ensinar como quem tiraniza, menosprezando conquistas alheias.

Examina as situações características de cada um e procura, primeiramente, entender o irmão de luta.

Saber não é tudo.

É necessário fazer.

E para bem fazer, homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira dileta do amor.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Vinha de luz. Cap. 112. FEB)

Guias espirituais

Guias espirituais

"194 –Devemos contar, de maneira absoluta, com o auxílio dos guias espirituais em nossas realizações humanas?

- Um guia espiritual poderá cooperar sempre em vossos trabalhos, seja auxiliando-vos nas dificuldades, de maneira indireta, ou confortando-vos na dor, estimulando-vos para a edificação moral, imprescindível à iluminação de cada um; entretanto, não deveis tomas as expressões fraternas por promessa formal, no terreno das realizações do mundo, porquanto essas realizações dependem do vosso esforço próprio e se acham entrosadas no mecanismo das provações indispensáveis ao vosso aperfeiçoamento.

195 – Como poderemos encontrar, dentro de nós mesmos, o elemento esclarecedor de qualquer dúvida, quanto à qualidade fraternal e excelente do ato que pretendamos realizar nas lutas cotidianas da vida de relação?

- Aqui, somos compelidos a recordar o antigo preceito do “amar o próximo como a nós mesmos”. Em todos os seus atos, o discípulo de Jesus deverá considerar se estaria satisfeito, recebendo-os de um seu irmão, na mesma qualidade, intensidade e modalidade com que pretende aplicar o conceito, ou exemplo, aos outros. Com esse processo introspectivo, cessariam todas as campanhas levianas dos atos e das palavras, e a comunidade cristã estaria integrada, em conjunto, no seu legítimo caminho.

196 – Como encaram os guias espirituais as nossas queixas? 

- Muitas são consideradas verdadeiras preces dignas de toda a carinhosa atenção dos amigos desencarnados. A maioria, porém, não passa de lamentação estéril, a que o homem se acostumou como a um vício qualquer, porque, se tende nas mãos o remédio eficaz com o Evangelho de Jesus e com os consoladores esclarecimentos da doutrina dos Espíritos, a repetição de certas queixas traduz má-vontade na aplicação legítima do conhecimento espiritista a vós mesmos."

Emmanuel

(Trechos da obra O CONSOLADOR, pelo espírito: EMMANUEL, psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER; FEB)

QUE TEMOS COM O CRISTO?

QUE TEMOS COM O CRISTO?

“Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.” — (MARCOS, capítulo 1, versículo 24.)

Grande erro supor que o Divino Mestre houvesse terminado o serviço ativo, no Calvário. Jesus continua caminhando em todas as direções do mundo; seu Evangelho redentor vai triunfando, palmo a palmo, no terreno dos corações.

Semelhante circunstância deve ser lembrada porque também os Espíritos maléficos tentam repelir o Senhor diariamente. Refere-se o evangelista a entidades perversas que se assenhoreavam do corpo da criatura. Entretanto, essas inteligências infernais prosseguem dominando vastos organismos do mundo.

Na edificação da política, erguida para manter os princípios da ordem divina, surgem sob os nomes de discórdia e tirania; no comércio, formado para estabelecer a fraternidade, aparecem com os apelidos de ambição e egoísmo; nas religiões e nas ciências, organizações sagradas do progresso universal, acodem pelas denominações de orgulho, vaidade, dogmatismo e intolerância sectária.

Não somente o corpo da criatura humana padece a obsessão de Espíritos perversos. Os agrupamentos e instituições dos homens sofrem muito mais.

E quando Jesus se aproxima, através do Evangelho, pessoas e organizações indagam com pressa: “Que temos com o Cristo? que temos a ver com a vida espiritual?”

É preciso permanecer vigilante à frente de tais sutilezas, porqüanto o adversário vai penetrando também os círculos do Espiritismo evangélico, vestido nas túnicas brilhantes da falsa ciência.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Caminho, verdade e vida. Cap. 144. FEB)

COUSAS MÍNIMAS

COUSAS MÍNIMAS

“Pois se nem ainda podeis com as coisas mínimas, porque estais ansiosos pelas outras?” – Lucas: – 12-26

 

Pouca gente conhece a importância da boa execução das cousas mínimas.

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Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura.

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Um sábio não poderá esquecer que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.

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Além disso nenhuma obra poderá ser perfeita, se os detalhes não foram considerados e compreendidos.

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De um modo geral, o homem está sempre atarefado com as situações de grande evidencia, com os destinos dramáticos e empolgantes.

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Destacar-se, entretanto, exige sempre muitos cuidados.

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Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.

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Convirá, desse modo, atender-se a todas as cousas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que nossa ação se destaque com real proveito à vida.

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A sinfonia estará perturbada, se faltou uma nota; o poema é confuso quando se omite um verso.

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Cuidemos das cousas pequeninas. Elas são partes integrante e inalienável dos grandes feitos.

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Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda com as cousas mínimas, porque estais ansiosos pelas outras?”

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Luz no caminho. São Paulo: CEU).