O gestor com 50 anos de ‘registros’ de presidente na ‘carteira’ de trabalho espírita

Antonio Cesar Perri de Carvalho: o gestor com 50 anos de ‘registros’ de presidente na ‘carteira’ de trabalho espírita

Sirlei Nogueira (*)

Em ano de Centenário do Espiritismo em Araçatuba, no interior paulista, terra natal de Cesar Perri, a Trilogia Espírita ‘Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões’ registra ideias, projetos e ações ao longo de sete décadas da vivência do autor: sobre a família, atividades profissionais e – principalmente – espíritas. E suas correlações. Educação é a principal conexão, traço marcante de um gestor moderno, cuja sigla inglesa CEO (Chief Executive Officer) pode até ser emprestada.

O cinquentenário remete ao período entre o primeiro cargo em 1964, como presidente de Mocidade Espírita até à Presidência da Federação Espírita Brasileira (FEB), entre 2012 e 2015, passando por três gestões de presidente da USE-SP e integrante da Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional (CEI).

De lá para cá – a partir de 2016 – os filhos literários voltaram a ‘encarnar’… Araçatuba, região Noroeste do Estado de São Paulo, Brasil. 2021 está sendo um ano histórico na cidade que surgiu quando corajosos trabalhadores desbravaram – fisicamente – o interior paulista para construir a malha ferroviária da Noroeste do Brasil (N.O.B.): a partir de Bauru com destino inicial a Campo Grande, atual capital do Mato Grosso do Sul.

Era o ano de 1908. A adolescente unidade urbana via surgir 13 anos depois, em 1921, outro grupo de corajosos que desbravariam – espiritualmente – aquele contexto em formação para fundar a primeira Casa Espírita: a União Espírita Paz e Caridade. Era o dia 21 de abril de 1921. 2021 está sendo um ano histórico por esse motivo: Centenário do Espiritismo em Araçatuba. Muitos são os pioneiros para reverenciar. As duas edições do livro Obra de Vultos (1999 e 2000), coordenadas por Ismael Gobbo, então presidente da USE Regional de Araçatuba, prestam justas homenagens a 80 deles: 33 no primeiro volume e 47 no segundo. Um trabalho de fôlego, cuja continuidade está em andamento com a produção do terceiro volume para lançamento nesse ano.

Dentre os desencarnados, a maior projeção nacional e internacional, a partir da Araçatuba Espírita, é Benedita Fernandes: a mulher, negra, pobre, quase analfabeta, que superou pertinaz obsessão espiritual para liderar a fundação da Associação das Senhoras Cristãs, em 6 de março de 1932. Em apenas 15 anos de trabalho árduo foi possível assegurar educação formal para centenas de crianças pobres e amenizar dores das almas com atendimento em saúde mental. Era 9 de outubro de 1947. Com a desencarnação dela, os 15 anos de pioneirismo no interior do Estado de São Paulo terminavam: para surgir o ícone. Ainda levaria outros 35 anos para que a projeção de Benedita Fernandes efetivamente começasse, e justamente na comemoração dos 50 anos de história da associação, coordenada por um novo personagem na história do Espiritismo em Araçatuba. Um pioneiro contemporâneo.

OLHARES À ‘DAMA DA CARIDADE

A comemoração dos 75 anos de Proclamação da República foi o momento histórico em que o protagonismo do jovem de apenas 16 anos aflorou: era 15 de novembro de 1964 quando Antonio Cesar Perri de Carvalho liderou a fundação da Mocidade Espírita Irma Ragazzi Martins, sendo o primeiro presidente. Surgia novo departamento da Instituição Nosso Lar, inaugurada três anos antes pelo tio Rolandinho (Rolando Perri Cefaly), a mãe Bebé (Josefina Perri Cefaly de Carvalho) e Emília Santos, colaboradora efetiva de Benedita Fernandes. A partir daí ele se vincularia às várias iniciativas internas da Instituição Nosso Lar. Dois exemplos: fundação do Centro Espírita Luz e Fraternidade, exatos oito anos depois, em 15 de novembro de 1972; pioneirismo no Estado de São Paulo na adoção da metodologia teórico-prática do Centro de Orientação e Educação Mediúnica (COEM), elaborado pelo Centro Espírita Luz Eterna, de Curitiba, capital do Paraná.

O jovem também se vincularia – e muito mais – às ações de fora, do crescente Movimento Espírita de Araçatuba, especialmente a partir do final dos anos 1960. Vale citar três eventos marcantes: início de Jornadas sobre Mediunidade (1976), o 1o Encontro de Delegados de Polícia Espíritas (1980) e o começo da Confraternização de Espíritas da Alta Noroeste (Conean), em 1981. O ano seguinte seria um dos mais representativos para o dirigente espírita, então com 34 anos de idade. Foi em março de 1982, nas comemorações do cinquentenário de fundação da Associação das Senhoras Cristãs, que ele finalizaria um trabalho de pesquisa de anos. Ali surgiria a referência ‘Dama da Caridade’, com o lançamento da biografia de Benedita Fernandes, que pode ser considerado o primeiro passo para a projeção do autor.

OLHARES COM CHICO E DIVALDO

Cesar Perri bebeu nas duas fontes mais representativas da Doutrina Espírita no século passado e até aos atuais 21 anos do Século 21, no Brasil e exterior. Chico Xavier iniciou o Mandato Mediúnico aos 17 anos, em 1927 e desencarnou em 30 de junho de 2002.

Divaldo Pereira Franco continua em atividade aos 94 anos, que acabou de completar no dia 5 de maio. As primeiras experiências na vida são inesquecíveis. Em 1955, Divaldo foi a Araçatuba pela primeira vez. Atraso no horário de chegada do avião fez com que o grupo de dirigentes à espera dele retornasse ao Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes. Ele chegou e ficou meio perdido. Mas foi ‘achado’ e recepcionado calorosamente por uma senhora negra, sorridente, que o orientou pegar um táxi para chegar ao destino. Não ‘percebeu’ de imediato a condição de Espírito de Benedita Fernandes. Anos mais tarde, a partir da década de 1970, Divaldo seria hóspede da família Perri nas inúmeras vezes que retornou à cidade. Nos momentos iniciais na casa de dona Bebé, mãe de Cesar Perri. Posteriormente, na residência do casal Cesar e Célia, até à mudança para São Paulo, no final da década de 1980.

Simultaneamente, no início dos anos 1970, Cesar Perri começou a visitar a mineira Uberaba e a manter contatos periódicos com Chico Xavier. Foram anos de aprendizados para a vida, que gerariam rica experiência para as futuras gestões de presidente, incluindo a vivenciada naquele período, na USE Municipal de Araçatuba, além de conteúdo para três frutos literários: Chico Xavier. O homem. A obra. (1997); Chico Xavier. O homem, a obra, as repercussões (2019); Emmanuel. Trajetória espiritual e atuação com Chico Xavier (2020).

OLHARES PARA FORA: USE ESTADUAL

A mudança para a capital paulista, em 1989, foi motivada por funções administrativas na Unesp (Universidade Estadual Paulista). Graduado em odontologia e doutor em ciências, Perri é professor-titular aposentado da instituição, onde exerceu o cargo de Pró-Reitor de Graduação. Naquele período, ele foi convidado pelo ex-presidente da USE-SP (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), Attílio Campanini e pelo diretor Joaquim Soares a concorrer à presidência. Em julho de 1990 foi eleito, após quatro anos (desde 1986) integrando a diretoria na primeira gestão de Nedyr Mendes da Rocha no órgão paulista. Nesse mesmo ano (1986), Cesar Perri passou a acompanhar as reuniões do Conselho Federativo Nacional (CFN) da FEB em companhia do presidente Nedyr Mendes.

Portanto, outro ano representativo na história cinquentenária em funções de presidente.

Há 35 anos… O destaque sobre família no novo projeto literário ganha ênfase nas narrativas do autor sobre mais um momento histórico. “Em 1992, a USE foi proponente junto ao CFN da FEB da Campanha ‘Viver em Família’, aprovada em 1993 e lançada nacionalmente em São Paulo, em janeiro de 1994, originando o livro Laços de família, editado pela USE.” Também em 1992, Perri foi reeleito para um período de dois anos de gestão. Após um mandato fora da diretoria, mas colaborando em departamento e assessoria junto ao presidente Attílio Campanini, ele retornou como presidente para último período: 1997/2000.

OLHARES PARA FORA: FEB

Com relação à FEB, vou fazer um ‘Ctrl C – Ctrl V’ da autobiografia ‘Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões’: “Lembramos de nossa primeira visita à então sede, na Av. Passos, no Rio de Janeiro, em julho de 1965 e, cinco anos depois, a primeira visita ao Cenáculo, prédio pioneiro da FEB em Brasília. Atuamos como articulista da revista Reformador desde meados dos anos 1970. Proferimos nossa primeira palestra na sede da FEB, no Rio, no ano de 1982, época em que também comparecemos como convidado à reunião do Grupo Ismael. Mantivemos relações cordiais de amizade com os presidentes da FEB, desde Armando de Oliveira Assis”. O autor continua: “Passamos a integrar as reuniões do Conselho Federativo Nacional da FEB no ano de 1986, na representação da USE-SP. No final de 1987, a convite do presidente Francisco Thiesen, integramos uma comissão precursora para a preparação do Congresso Espírita Internacional (efetivado em 1989), juntamente com Nestor João Masotti, Altivo Ferreira, Cecília Rocha, Paulo Roberto Pereira da Costa e João Nasser. A partir daí, sempre com base no CFN, nossa atuação no Movimento Espírita brasileiro e internacional é bem conhecida de todos”.

No ano de 2004, Antonio Cesar Perri de Carvalho foi eleito diretor da Federação Espírita Brasileira, assumindo compromissos junto à secretaria-geral do Conselho Federativo Nacional da FEB. Em 2012, ele completou o 21º mandato na história da instituição (interino), em substituição ao amigo Nestor Masotti, afastado por problemas de saúde. De 2013 a 2015 foi o presidente no 22º mandato.

OLHARES ‘PELOS CAMINHOS DA VIDA’…

“A partir daí, sempre com base no CFN, nossa atuação no Movimento Espírita brasileiro e internacional é bem conhecida de todos”. A essa afirmação do dirigente é possível fazer duas considerações iniciais: pode ser que sim, pode ser que não. Para eliminar essa dúvida é que acaba de ser lançada (19 de junho) a Trilogia Espírita Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. O objetivo não foi o de simplesmente reunir informações nem de romancear fatos, mas relatar experiências – ao longo de sete décadas da encarnação e 57 anos desde o primeiro cargo de presidente – sempre ensejando espaços para análises na ótica espírita. O livro é uma autêntica contribuição à História, com episódios de Araçatuba, do Estado de São Paulo, do Brasil e com momentos internacionais.

Abre aspas: Assim, o leitor terá a oportunidade de vivenciar fatos de grande êxito e importância para a divulgação da Doutrina Espírita. E, claro, como somos todos ainda Espíritos dotados de tanta carência de conhecimento, alguns tantos episódios descritos são narrados a partir da visão de quem esteve nos “porões” da gestão espírita. Neste pormenor, o livro deixa bastante claro as mazelas humanas que ainda norteiam os bastidores das diretorias espíritas; as chagas de nosso orgulho, vaidade e egoísmo são expostas, ao longo das páginas […]. Fecha aspas. Trecho da apresentação feita por André Marouço, cineasta e ex-gerente de Comunicações da Fundação Espírita André Luiz, de São Paulo.

Divaldo Pereira Franco comenta à guisa de Prefácio: “Acabo de ler o seu maravilhoso trabalho sobre nossa longa e abençoada convivência. Não pude deixar de chorar. Quanta pureza e entusiasmo em nossas almas e vidas!”

Nos últimos seis anos pós-FEB (desde 2016), as contribuições literárias de Cesar Perri floresceram, com os lançamentos de oito títulos e relançamento de um. A Trilogia Espírita seria o nono. Como são 3 livros em 1 volume, a conta é simples: 9ª, 10ª e 11ª publicações. Dentre os mais de 30 filhos literários gerados desde a década de 1970. 

TRILOGIA ESPÍRITA DE CESAR PERRI

A autobiografia Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões registra ideias, projetos e ações ao longo de sete décadas da vivência de Antonio Cesar Perri de Carvalho: sobre a família, atividades profissionais e espíritas. E as correlações. O autor rememora desde os primeiros tempos de vida unindo registros e reflexões. O objetivo não foi de simplesmente reunir informações nem de romancear fatos, mas relatar experiências, sempre ensejando espaços para análises na ótica espírita. Nessa trajetória destaca o papel e valor da família desde a etapa inicial vivenciada em Araçatuba, no interior paulista, e o desenvolvimento de intensas atividades profissionais e espíritas com abrangência no país e no exterior. Dezenas de capítulos enfeixados em três livros, com temas centrais: definições do roteiro de existência, educação como laço, ações nacionais e internacionais, a experiência na FEB e os momentos após esse período, homenagens a vultos locais e nacionais que o influenciaram. Há casos de fenômenos medianímicos vividos na infância e que o conduziram ao Espiritismo, relatos sobre manifestações mediúnicas explícitas com vários médiuns, como Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco, e episódios de induções e inspirações de ordem espiritual. Também constam abordagens inusitadas sobre as relações com a Maçonaria e Legião da Boa Vontade, manifestações de Espíritos como indígenas e, em alguns países, as reações ao Cristianismo. No exercício de cargos profissionais e espíritas aparecem situações vinculadas ao poder político, em níveis e locais diferentes. A Educação, no sentido amplo da palavra, é um traço em comum, um laço de união entre as tarefas de gestão acadêmica e espírita. A trilogia tem apresentação por André Marouço (SP), carta à guisa de prefácio por Divaldo Pereira Franco (BA) e prefácios dos três livros: Ismael Gobbo (SP), Manuel Felipe Menezes da Silva Júnior (AP) e Hélio Ribeiro Loureiro (RJ). Abre aspas: Assim, o leitor terá a oportunidade de vivenciar fatos de grande êxito e importância para a divulgação da Doutrina Espírita. E, claro, como somos todos ainda Espíritos dotados de tanta carência de conhecimento, alguns tantos episódios descritos são narrados a partir da visão de quem esteve nos “porões” da gestão espírita. Neste pormenor, o livro deixa bastante claro as mazelas humanas que ainda norteiam os bastidores das diretorias espíritas; as chagas de nosso orgulho, vaidade e egoísmo são expostas, ao longo das páginas […]. Fecha aspas. Trecho da apresentação feita por André Marouço, cineasta e ex-gerente de Comunicações da Fundação Espírita André Luiz, de São Paulo. Divaldo Pereira Franco comenta, à guisa de Prefácio: “Acabo de ler o seu maravilhoso trabalho sobre nossa longa e abençoada convivência. Não pude deixar de chorar. Quanta pureza e entusiasmo em nossas almas e vidas!” A obra é uma autêntica contribuição à história, com episódios de Araçatuba, do Estado de São Paulo, do país e de momentos internacionais. Autobiografia que vai ficar para ‘as histórias’…

SERVIÇO:

Trilogia Espírita (3 livros em 1 volume) Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões Lançamento: Cocriação Editora Araçatuba.SP | Junho de 2021 INFO:18 99709.4684 (ZAP) – 18 3519.0191

(*) Sirlei Nogueira é jornalista, presidente da USE (União das Sociedades Espíritas) Regional de Araçatuba e gestor da Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

Extraído da revista digital O Consolador, Ano 15 – N° 730 – 18 de Julho de 2021; acesso: http://www.oconsolador.com.br/ano15/730/especial2.html

FILHO E CENSOR

FILHO E CENSOR

“Mas, respondendo ele, disse ao pai: “eis que te sirvo, há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos…” – Jesus (LUCAS,15:29.)

Na parábola do filho pródigo, não encontramos somente o irmão que volta experiente e arrependido ao convício do lar.

Nela, surge também o irmão correto, mas egoísta, remoendo censura e reclamação.

Ele observa a alegria paternal, abraçando o irmão recuperado; entretanto, reprova e confronta.

Procede como quem lastima o dever cumprido, age à feição de um homem que desestima a própria nobreza. É fiel aos serviços do pai; contudo, critica-lhe os gestos.

Trabalha com ele; no entanto, anseia escravizá–lo aos próprios caprichos.

]Atende-lhes aos interesses, vigiando-lhe o pão e a prata.

Guarda lealdade, mergulhando-se na idéia de evidência e de herança.

Se o coração paterno demonstra grandeza de sentimento, explode em ciúme e queixa.

Se perdoa e auxilia, interpõe o merecimento de que se julga detentor, tentando limitar-lhe a bondade.

Perde-se num misto de crueldade e carinho, sombra e luz.

É justo e injusto, terno e agressivo, companheiro e censor.

Deseja o pai somente para si, a fazenda e o direito, o equilíbrio e a tranqüilidade somente para si.

No caminho da fé, analisa igualmente a tua atitude.

Se te sentes ligado à Esfera Superior por teus atos e diretrizes, palavras e pensamentos, não te encarceres na vaidade de ser bom.

Não te esqueças, em circunstância alguma, de que Deus é Pai de todos, e, se te ajudou para estares com ele, é para que estejas com ele, ajudando aos outros.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Palavras de vida eterna. Cap. 98. Uberaba: CEC)

 

Rede Boa Nova-Mundo Maior entrevista Perri

Rede Boa Nova-Mundo Maior entrevista Perri

Na manhã do dia 23 de julho em transmissão conjunta da rede Boa Nova de emissoras e a TV Mundo Maior, no programa “Manhã Boa Nova” entrevistaram Antonio Cesar Perri de Carvalho sobre seu livro “Pelos caminhos da vida. Momentos e reflexões” há lançado pela Editora Cocriação (junho de 2021). Esse livro está disponível na Distribuidora Mundo Maior. Nesses dias comemoram 21 anos do Clube Amigos da Boa Nova. A entrevista foi conduzida por Vanessa Cavalcanti, com a participação de Edson Figueiredo.

“Filho Pródigo” e a Paternidade Divina

“Filho Pródigo” e a Paternidade Divina

Na reunião virtual de vibrações de equipe do Grupo Espírita Casa do Caminho, de São Paulo, na tarde do dia 22 de julho, Rosalba Rietwaun desenvolveu os comentários evangélicos sobre a Parábola do Filho Pródigo, mas focalizando a vertente do outro filho que é abordada por Emmanuel no livro Palavras de vida eterna (FCX, Ed. CEC): “Não te esqueças, em circunstância alguma, de que Deus é Pai de todos, e, se te ajudou para estares com ele, é para que estejas com ele, ajudando aos outros”. As vibrações foram feitas por Lúcia Migliori Menezes; a prece pela dirigente do grupo Alcina Ribas e a coordenação por Glória Martins Miranda. Margarida Helena Garabedian apresentou músicas ao piano no início e no final da reunião.

A “túnica” e a riqueza espiritual

A “túnica” e a riqueza espiritual

A Parábola do Festim de Bodas incluída no capítulo XVIII de “O Evangelho segundo o Espiritismo” – Muitos os chamados e poucos os escolhidos, foi comentada no dia 21 de julho por Cesar Perri no programa “EVANGELHO À LUZ DO ESPIRITISMO”. Comenta Kardec, Emmanuel e pesquisadores bíblicos para concluir que “vestir uma túnica apropriada para o festim” pode ser interpretada como consolidação da riqueza espiritual do Ser. Essa série é apresentada pela Rede Amigo Espírita semanalmente por Perri todas 4as. feiras às 9 horas.

Acesse pelo link:

Arrependimento e o homem de bem

Arrependimento e o homem de bem

Na reunião virtual da Instituição Nosso Lar, de Araçatuba (SP), na manhã do dia 18 de julho, ocorreram exposições com apresentações de Guilherme Fernandes sobre “Expiação e arrependimento” (“O Livro dos Espíritos”, questões 990-1002) e sobre “Sede Perfeitos” (“O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. 17) por Paulo Sérgio Perri de Carvalho. A reunião é transmitida pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

Link para acesso:

50 anos do “Pinga-Fogo” com Chico Xavier em foco

50 anos do “Pinga-Fogo” com Chico Xavier em foco

 

Na tarde do dia 17 de julho, o canal Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes – que completou um ano -, focalizou o cinquentenário do “Pinga-Fogo” com Chico Xavier, promovido pela TV Tupi, de São Paulo, na passagem do dia 27 para 28 de julho de 1971, e uma segunda entrevista em dezembro do mesmo ano. O convidado Antonio Cesar Perri de Carvalho abordou a história do evento e fez uma síntese dos temas tratados.

A Revista Internacional de Espiritismo – RIE -, da Casa Editora O Clarim, na sua edição de julho de 2021, destaca na sua capa o artigo “50 anos depois dos Pinga-Fogos”, de autoria de Perri (Para a matéria da RIE, acesse: https://assinaturas.oclarim.com.br/materias_rie/50-anos-depois-dos-pinga-fogos/?idRevista=7225)

O convidado, com Flávio Rey de Carvalho – que esteve presente na transmissão da Estação -, juntamente com Célia Maria Rey de Carvalho serão expositores do estudo virtual “Atualidades de Chico Xavier nos ‘Pinga-Fogos’”, que será iniciado no dia 03 de agosto promovido pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, de São Paulo (inscrições pelo e-mail: ese-grupocx@ccdpe.org.br).

O evento comemorativo da Estação Dama da Caridade sobre os 50 anos dos “Pinga-Fogos” contou com coordenação do programa por Renata Cunha Melo e atuação de Fátima Mantelo. Acesse o programa pelo link:

116 anos de Centro fundado por Cairbar Schutel

15 de julho – 116 anos de Centro fundado por Cairbar Schutel

De Carrara:1

“Fundado em 1905 por Cairbar Schutel em Matão, SP, a instituição surgiu como Grupo Espírita Amantes da Pobreza, tendo seu nome alterado para o atual no início dos anos 2000. Foi o primeiro empreendimento de Schutel em seu dedicado e nobre trabalho de divulgação do Espiritismo.

Cairbar era um católico atuante e convicto, porém tornara-se espírita em razão dos sonhos que tivera com seus pais, desencarnados quando ele ainda não contava 10 anos de idade. Os sonhos, vívidos, pareciam encontros, e não meras lembranças. Buscando respostas no Catolicismo e com o padre local, recebeu como retorno que era melhor "não mexer com essas coisas".

Assim, tomando conhecimento que em Matão eram realizadas sessões mediúnicas de tiptologia, passou a frequentar essas reuniões e convenceu-se da imortalidade da alma e da justiça consoladora da lei de causa e efeito, só possível com a reencarnação.

Após ser presenteado com uma edição da revista Reformador, decide estudar as obras básicas da Codificação Espírita, encantando-se com a proposta racional de Allan Kardec.

Tornando-se espírita, pouco depois decide fundar o Amantes da Pobreza, com o objetivo de levar a mais mentes e corações as realidades da imortalidade da alma.

Um mês após a fundação do centro espírita, no dia 15 de agosto de 1905, seria publicada a primeira edição do jornal O Clarim.

E 20 anos mais tarde, em fevereiro de 1925, surgia a Revista Internacional de Espiritismo (RIE). Tanto O Clarim quanto a RIE continuam em circulação até os dias atuais.”1

De Perri:2

“As instituições criadas por Schutel, sempre contando com dedicada equipe de dirigentes e colaboradores, passaram por guerras, crises políticas e econômicas e superaram a intolerância e o preconceito. Realmente as ‘clarinadas’ de divulgação de Schutel e ‘som da trombeta’ de Paulo são toques inspiradores para a cadência de ações!

Uma das frases de sua autoria tornou-se célebre e está registrada na lápide em seu túmulo: ‘Vivi, vivo e viverei porque sou imortal’.”2

Fontes:

1) Carrara, Cássio. 15 de julho, comemoram-se 116 anos de fundação do Centro Espírita O Clarim. Site de Casa Editora O Clarim: www.oclarim.com.br. Extraído do Boletim Notícias do Movimento Espírita: http://www.noticiasespiritas.com.br/2021/JULHO/15-07-2021.htm

2) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. Cap. 2.10. Araçatuba: Cocriação. 2021.

PAZ EM CASA

PAZ EM CASA

…e em qualquer casa onde entrardes,dizei antes: “paz seja nesta casa” – Jesus (Lucas 10:5)

Compras na terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.

Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranqüilidade de espírito.

Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa: "paz seja nesta casa".

A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.

No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.

Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.

Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações. Recebe a refeição por bênção divina. Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.

Não movas objetos, de arranco.

Foge à gritaria inconveniente.

Atende ao culto da gentileza.

Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime.

Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.

Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.

Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Palavras de vida eterna. Cap. 108. Uberaba: CEC).