Sugestão de Evangelho no lar em tempos quarentena

Sugestão de Evangelho no lar em tempos quarentena

O casal Deusa Samu e Eduardo Romero, integrantes do grupo de estudo de "O Evangelho segundo o Espiritismo" do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa Espírita, de São Paulo (ela expositora e autora de livros,colaboradora da Seara Bendita Instituição Espírita, da Capital) sugerem que, em tempos de isolamento social em decorrência da pandemia de coronavírus, diariamente se reúna a família para o momento do Evangelho no lar, durante uns 15 minutos. O objetivo  é estimular a reflexão sobre os porquês de estarmos passando por uma provação coletiva; o que temos a aprender com essa situação vivida, por exemplo: "O que Deus quer conosco?"; e, também propiciar a participação ativa das crianças. Deve-se lembrar que elas são espíritos encarnados. Concluindo-se com uma oração, como o "Pai Nosso", feito pelas crianças presentes. O ideal seria superar-se esta fase difícil, saindo-se melhor do entramos nessa etapa complexa da Humanidade.

Evangelho e Individualidade

Evangelho e Individualidade

Efetivamente, as massas acompanhavam o Cristo, de perto, no entanto, não vemos no Mestre a personificação do agitador comum.

Em todos os climas políticos, as escolas religiosas, aproximando-se da legalidade humana, de alguma sorte partilham da governança, estabelecendo regras espirituais com que adquirem poder sobre a multidão.

Jesus, porém, não transforma o espírito coletivo em terreno explorável.

Proclamando as bem-aventuranças à turba no monte, não a induz para a violência, a fim de assaltar o celeiro dos outros.

Multiplica, Ele mesmo, o pão que a reconforte e alimente.

Não convida o povo a reivindicações.

Aconselha respeito aos patrimônios da direção política, na sábia fórmula com que recomendava seja dado “a César o que é de César”.

Muitos estudiosos do Cristianismo pretendem identificar no Mestre Divino a personalidade do revolucionário, instigando os seus contemporâneos à rebeldia e à discórdia; entretanto, em nenhuma passagem do seu ministério encontramos qualquer testemunho de indisciplina ou desespero, diante da ordem constituída.

Socorreu a turba sofredora e consolou-a; não se mostrou interessado em libertar a comunidade das criaturas, cuja evolução, até hoje, ainda exige lutas acerbas e provações incessantes, mas ajudou o Homem a libertar-se. Ao apóstolo exclama: “vem e segue-me.”.

À pecadora exorta: “vai e não peques mais”.

Ao paralítico fala, bondoso: “ergue-te e anda”.

À mulher sirofenícia diz, convincente: “a tua fé te curou”.

Por toda parte, vemo-lo interessado em levantar o espírito, buscando erigir o templo da responsabilidade em cada consciência e o altar dos serviços aos semelhantes em cada coração.

Demonstrando as preocupações que o tomavam, perante a renovação do mundo individual, não se contentou em sentar-se no trono diretivo, em que os generais e os legisladores costumam ditar determinações…

Desceu, Ele próprio, ao seio do povo e entendeu-se pessoalmente com os velhos e os enfermos, com as mulheres e as crianças.

Entreteve-se em dilatadas conversações com as criaturas transviadas e reconhecidamente infelizes.

Usa a bondade fraternal para com Madalena, a obsidiada, quanto emprega a gentileza no trato com Zaqueu, o rico.

Reconhecendo que a tirania e a dor deveriam permanecer, ainda, por largo tempo, na Terra, na condição de males necessários à retificação das inteligências, o Benfeitor Celeste foi, acima de tudo, o orientador da transformação individual, o único movimento de liberação do espírito, com bases no esforço próprio e na renúncia ao próprio “eu”.

Para isso, lutou, amou, serviu e sofreu até à cruz, confirmando, com o próprio sacrifício, a sua Doutrina de revolução interior, quando disse: “e aquele que deseja fazer-se o maior no Reino do Céu, seja no mundo o servidor do todos.”

 

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Roteiro. Cap. 15.FEB)

Existem efeitos positivos na pandemia?

Existem efeitos positivos na pandemia?

Almir Del Prette (*)

Não obstante o título, não adotamos um otimismo ingênuo, do personagem Panglos de Cândido/Voltaire. Entretanto, governos e sociedades se mobilizam para enfrentar na atualidade, os graves efeitos causados pela disseminação do covid-19. A OMS, após estudos sobre a propagação do covid-19 comunicou a todos os países que o mundo vive situação de pandemia. A China havia sido o primeiro país afetado e se valeu de medidas drásticas, controlando rigidamente o ir e vir, objetivando diminuir os efeitos da propagação viral. Sabe-se hoje, que o mundo inteiro será afetado e que a propagação do vírus ocorre em progressão geométrica.

Para se ter ideia da propagação geométrica basta recordarmos da história de Malba Tahan, em “O homem que calculava”. Vamos resumi-la: um monarca, grato pelo jogo de xadrez que lhe foi ofertado por um visitante (Sassa), lhe ofereceu, como recompensa, um grande prêmio à sua escolha. Entretanto, a oferta foi polidamente recusada, mas o monarca insistiu, pois era senhor de grande riqueza e se sentiria ofendido com a recusa. O visitante, seguindo as regras, aceitou o presente, desde que lhe fosse dado em trigo. Para selar o acordo pediu que considerassem o tabuleiro de xadrez como recurso para calcular o montante, disposto: a grão na primeira casa (à esquerda), dois logo na de cima, quatro grãos de trigo na terceira casa, oito na sequência e assim sucessivamente, O montante foi: 18.446.744.073.709 toneladas. Impossível de ser honrado pelo monarca.

O covid-19 também se espalha, conforme os especialistas, de forma geométrica, porém não exatamente como no cálculo para o trigo, uma vez que existem pessoas auto imunes, as que praticam excelente medidas higiênicas e aquelas com maior ou menor número de contatos. As medidas de higienização pessoal e do ambiente, o isolamento social e o distanciamento mínimo de 1,5 metro em caso de contato, podem exercer algum controle sobre o contágio. Entretanto, existem setores de serviços que precisam funcionar e lidam com pessoas contaminadas ou suspeitas de contaminação, caso dos médicos, enfermeiros e pessoal de apoio. Além desses, temos os que atuam nas farmácias, supermercados etc. E os garis que realizam trabalhos muito importante.

Em vários países, as pessoas, ainda que perplexas e amedrontadas buscam estratégias de autocuidado e igualmente de solidariedade. Na Itália por exemplo, os moradores das cidades turísticas, agora esvaziadas, abrem as janelas de suas casas e conversam com os outros. Também cantam suas árias, para acalmar e demostrar otimismo. Aqui, entre nós, são formados grupos de apoios à idosos ajudando-os em suas compras. Na imprensa e redes sociais verifica-se um aumento considerável de programas com especialistas visando esclarecimentos sobre o problema. Além dessas estratégias é importante ainda a divulgação de providencias para a diminuição do estresse, que acometem pessoas que são retiradas de suas rotinas e não sabem como ocupar o tempo repentinamente disponível.

O sofrimento social pelo isolamento é porta escancarada para a depressão e conflitos domésticos. As pessoas precisam aprender a usar de maneira produtiva o tempo, adotando algumas formas de ocupações por exemplo:

(a) costurar, fazer jardinagem, experimentar novos pratos e trocar de receitas;

(b) praticar jogos à distância como o xadrez;

(c) completar leituras deixadas de lado ou reler livros encontrados na própria residência; (d) selecionar e assistir novos filmes ou series dando preferência para conteúdos construtivos para evitar estresse e recomendar para amigos via internet;

(e) fazer distribuição das tarefas domésticas, para não sobrecarregar um ou outro;

(f) injetar nos grupos de redes sociais dos quais participa, uma boa dose de bom ânimo;

(g) fazer buscas localizando antigos contatos, provendo informações sobre o paradeiro de outros…

Lembramos que estamos no começo do isolamento social. Conforme relato de uma brasileira que viveu essa situação na Itália, as duas primeiras semanas são mais toleráveis. Ela recomenda uma alternativa bem interessante a de planejar e executar atividades mais duradouras que envolvam uma rotina. Por exemplo, os pais proverem, atividades escolares das crianças de maneira organizada, com horário, tarefas, avaliações etc.

Outra possibilidade para os espíritas, mas não somente é a de se inscrever em um curso sobre espiritismo, on line. São várias as opções nesse sentido. Pode ser um bom momento para ler A Gênese, baseada na terceira edição. E, finalmente, exercitar a prece como remédio salutar em benefícios de todos. Pensemos nisso!

(*) Da Sociedade Espírita Obreiros do Bem, São Carlos (SP); Grupo Relações Interpessoais e Habilidades Sociais da Universidade Federal de São Carlos (Website: www.rihs.ufscar.br)

Extraído do "Boletim Notícias do Espiritismo":

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/MARCO/28-03-2020.htm

Reunião virtual de vibracoes da Casa do Caminho

Reunião virtual de vibrações da Casa do Caminho

Na tarde do dia 26 de março foi iniciada a reunião virtual – a distância, cada um em seu lar -, dos integrantes da equipe mediúnica IV do Grupo Espírita Casa do Caminho, de São Paulo. Inicialmente foi disponibilizada de uma gravação sobre "O Evangelho segundo o Espiritismo", feita por Cesar Perri – que integra o grupo -, com base em trechos de "Bem aventurados os aflitos" e "Prece pelos doentes", seguindo-se as vibrações feitas por Leila, e a coordenação da dirigente Alcina.

Associação Médico-Espírita orienta sobre coronavírus

ASSOCIAÇÃO MÉDICO ESPÍRITA DO BRASIL

NOTA OFICIAL – Posicionamento perante a evolução da pandemia pelo novo coronavírus

27 de março de 2020

A Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil) vem, através desta nota, se posicionar perante a evolução da pandemia pelo novo coronavírus (SARS-cov-2) no Brasil.

Reiteramos as orientações já emitidas no documento prévio, quanto às medidas e cuidados a serem tomados com o objetivo de controlar a disseminação do vírus no país. Permanecemos apoiando os órgãos técnicos tais como Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde do Brasil e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em suas recomendações no enfrentamento da pandemia.

Até o presente momento, duas estratégias de controle da disseminação do vírus foram identificadas no âmbito coletivo. Uma delas é testar toda a população e promover o isolamento social apenas dos casos positivos, tal como experimentado na Coréia do Sul.

Deve-se considerar que para esta estratégia é necessário uso do teste molecular, por Protein Chain Reaction (PCR), utilizado para detecção viral em espécimes respiratórios. Os testes rápidos não permitem a execução desta medida, pois sua positividade é tardia.

A outra estratégia é promover o isolamento social para a população geral, reduzindo consecutivamente a transmissão, e testar apenas as pessoas com sintomas respiratórios. Essa medida foi adotada em países como China e Japão e também evidenciaram elevada capacidade de controle da pandemia.

Na atual condição que nos encontramos no Brasil, sem possibilidade de testagem em massa da população, as medidas de isolamento social se mostram como opção estratégica. Sem dúvida, esta intervenção acarreta diversos danos colaterais, com prejuízos na economia e nos recursos financeiros para muitas pessoas.

No entanto, até o presente momento, esta é a única medida factível para o país. Ainda não se tem definido o tempo para se manter o isolamento social. A avaliação contínua é necessária para se encontrar um equilíbrio entre os benefícios e prejuízos que esta estratégia oferece.

Ressaltamos a necessidade de revisar essas medidas ao longo dos dias, podendo haver mudanças a partir de novos avanços que ciência médica vem alcançando sobre SARS-cov-2. Gostaríamos de reforçar que as estratégias de contenção não garantem que a pandemia ocorra em determinada localidade, mas desacelera seu processo de entrada, causando uma incidência mais gradual e permitindo que os serviços de saúde garantam o atendimento médico. Por isso, este esforço torna-se necessário.

Também é de grande importância relembrar que este tipo de fenômeno é ferramenta para acelerar o progresso da humanidade, que neste momento encontra-se em processo de transição. Estamos passando por uma experiência nova, na qual ainda temos muito que aprender.

Que possamos vibrar positivamente, mantendo a fé e a esperança e aproveitar a oportunidade para desenvolver em nós inteligência, paciência, resignação, abnegação e o amor ao próximo.

Diretoria da AME-Brasil Dr. Gilson Luis Roberto – Médico homeopata e presidente da AME-Brasil. Dr. Vicente Pessoa Jr – Médico infectologista e vice-presidente da AME Goiânia (GO). Dr. Ricardo de Souza Cavalcante – Médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP e presidente da AME Botucatu (SP).

Adiados Congressos e eventos espíritas

Adiados Congressos e eventos espíritas

Em virtude da pandemia do coronavírus, as Entidades Federativas adiaram a realização de Congressos Espíritas e os centros espíritas em geral suspenderam atividades.

Várias instituições estão fazendo transmissões ao vivo e reuniões virtuais. O período de quarentena poderá ensejar várias reflexões para as práticas espíritas, como a valorização e ampliação das formas de difusão utilizando redes sociais e video conferências.

Com relação aos Congressos, que estavam previstos no território brasileiro em quantidade aparentemente exagerada, poderia caber um estudo e reflexão sobre os mesmos.

Alguns aspectos poderiam ser considerados: a praticidade dos mesmos, abstração de eventuais interesses comerciais ou de subsistência de instituições, mais ênfase à seleção de expositores que abordam temáticas doutrinárias, valorização de expositores das várias regiões e se evitar a ênfase na centralização de convidados que parecem ser escolhidos em função de atraírem público. Claramente nota-se a repetição de uns pouquíssimos nomes nos vários Congressos. E o movimento espírita brasileiro é imenso e conta com muitos valores. 

Talvez alguns Congressos poderiam ser substituídos por seminários regionais e com temas de apoio direto aos centros e ao movimento espírita e também por seminários e palestras a distância, com acesso público e gratuito.

Evangelho em tempos de epidemia

Evangelho em tempos de epidemia

 

Prosseguem as reuniões virtuais de estudos de "O Evangelho segundo o Espiritismo" do grupo do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa Espírita de São Paulo. Na noite do dia 24 de março foi estudado o item "Aliança da Ciência e da Religião" do Capítulo I. A reunião foi conduzida pelo Célia e Cesar Perri e Flávio Carvalho. O pessoal se esforçando para utilizar a tecnologia a distância e havendo interação no grupo.

Perante a Enfermidade

Perante a Enfermidade

Sustentar inalteráveis a fé e a confiança, sem temor, queixa ou revolta, sempre que enfermidades conhecidas ou inesperadas lhe visitem o corpo ou lhe assediem o lar.

Cada prova tem uma razão de ser.

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Com o necessário discernimento, abster-se do uso exagerado de medicamentos capazes de intoxicar a vida orgânica. Para o serviço da cura, todo medicamento exige dosagem.

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Desfazer idéias de temor ante as moléstias contagiosas ou mutilantes, usando a disciplina mental e os recursos da prece. A força poderosa do pensamento tanto elabora quanto extingue muitos distúrbios orgânicos e psíquicos.

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Sabendo que todo sofrimento orgânico é uma prova espiritual, dentro das leis cármicas, jamais recear a dor, mas aceitá-la e compreendê-la com desassombro e conformação. A intensidade do sofrimento varia segundo a confiança na Lei Divina.

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Aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo proteção e responsabilidade exclusivas dos médicos desencarnados. A Eterna Sabedoria tudo dispõe em nosso proveito.

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Afirmar-se mentalmente em segurança, acima das enfermidades insidiosas que lhe possam assaltar o organismo, repelindo os pensamentos e as palavras de desespero ou cansaço, na fortaleza de sua fé. A doença pertinaz leva à purificação mais profunda.

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Aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação dos valores alusivos à convicção religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé.

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“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Jesus. (MATEUS, capítulo 11, versículo 28.)

André Luiz

(Vieira, Waldo. Pelo espírito André Luiz. Conduta Espírita. Cap. 35. FEB)