Seminário “União dos espíritas” em Campinas

Seminário "União dos espíritas" em Campinas

Na tarde do dia 15 de setembro as USE SE Regional e Intermunicipal de Campinas promoveram seminario com Antonio Cesar Perri de Carvalho sobre o tema de seu livro "União dos Espíritas. Para onde vamos? " (Ed.EME ), autografando-o em seguida. Presentes dirigentes da cidade e de Americana. O evento realizado no Centro Espírita Apóstolo Paulo foi dirigido por Marco Milani.

Livros e Família na Casa do Caminho

Livros e Família na Casa do Caminho

O Grupo Espírita Casa do Caminho, de Vila Clementino de São Paulo, promoveu sua 20ª Feira do Livro Espírita, com vários expositores e autores de livros, apresentações musicais e grande quantidade de livros. No dia 12 de setembro, Antonio Cesar Perri de Carvalho proferiu palestras nas duas reuniões públicas, no período da tarde e da noite, versando sobre o tema “A família, o espírito e o tempo”. Em seguida autografou seus livros. Entre os frequentadores, Perri e a esposa Célia se encontraram com antiga amiga da família, filha de um dos pioneiros espíritas de Araçatuba, a profa. Áurea Pires do Rio Penteado.

 

Na manhã do dia 15 de setembro Clara Lila Gonzalez de Araújo (ex diretora da FEB; colaboradora do Centro Espírita Allan Kardec, de Campinas) proferiu palestra sobre o tema de seu livro recém lançado Apelo aos pais (Ed.CEAK), seguindo-se autógrafos no referido livro, contando com a presença de amigos. O evento prosseguiu até o dia 16.

Informações: https://www.casadocaminho.com.br/eventos.html

União: histórico e visão de futuro

União: histórico e visão de futuro

 

A União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo realiza nos dias 20 e 21 de outubro de 2018, no Instituto Espírita de Educação, rua Atílio Innocenti, 669, no Itaim Bibi, em São Paulo, o evento "Para que todos sejamos um – 70 anos do 1º Congresso Brasileiro de Unificação Espírita".

No sábado, das 19 às 21 horas, Antonio Cesar Perri de Carvalho historia o Congresso, sua contextualização e seu conteúdo temático e suas conclusões. Em seguida, haverá momento de confraternização entre os presentes.

No domingo, dia 21 de outubro, haverá duas rodas de conversa. A primeira com o tema “O legado do 1º Congresso” e a segunda, “Reflexão para o futuro”. As exposições contarão com dirigentes espíritas dos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e da Federação Espírita Brasileira. Ao final, teremos almoço de confraternização.

O tema do evento faz parte de mensagem de Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, que a enviou aos espíritas participantes do Congresso, com o título "Em nome do Evangelho", que comunica que “compreendendo a responsabilidade da grande assembleia de colaboradores do espiritismo brasileiro, formulamos votos ardentes para que orientem no Evangelho quaisquer princípios de unificação, em torno dos quais entrelaçam as esperanças”.

O 1º Congresso Brasileiro de Unificação Espírita aconteceu na cidade de São Paulo, de 31 de outubro a 5 de novembro de 1948.

Faça sua inscrição: site da USE, na aba de Eventos: http://www.usesp.org.br/

Antuza – médium e exemplo de vida em Uberaba

Antuza – médium e exemplo de vida em Uberaba

Uma das páginas mais luminescentes da Doutrina Espírita em Uberaba e também em toda a vasta região do Triângulo Mineiro, chamava-se Antuza Ferreira Martins. Filha de Manoel Ferreira Martins e D. Júlia Maria do Espírito Santo, nasceu em uma fazenda nos arredores de Uberaba, no dia 09 de setembro de 1902.

Aos 4 anos, acometida de meningite, foi desenganada por muitos médicos, tendo, em conseqüência, ficado surda e perdido o sentido da fala.

Posteriormente, mudou-se com a família para Uberaba. Antuza, segundo Erenice sua irmã a quem carinhosamente chamávamos de Nice, desde pequena via os espíritos. Cresceu dentro de um clima psíquico que não compreendia, nem mesmo os familiares, posto que ninguém na família era espírita. Quando completou 15 anos, em 1917, a família transferiu-se para Sacramento, cidade que, desde 1904, se transformara em ponto central do Espiritismo em todo o Brasil, pelo trabalho que vinha desempenhando o inesquecível EURÍPEDES BARSANULFO. Em lá chegando Antuza foi levada pela mãe à presença de Eurípedes, o qual, ao vê-la, foi logo dizendo da tarefa que deveria desempenhar no campo da mediunidade. Tornaram-se, a partir daí, espíritas.

Durante alguns meses, quase dois anos, Antuza trabalhou lado a lado de Eurípedes Barsanulfo, ora ajudando na limpeza da farmácia, ora auxiliando na manipulação dos medicamentos homeopáticos. Com esse estágio espiritual , junto ao grande Missionário da Caridade, Antuza equilibrou-se, aprendeu a viver dentro de suas limitações, a comunicar-se por meio de sinais e as suas faculdades psíquicas ampliaram-se dando-lhe extraordinária lucidez. Quando Eurípedes desencarnou, em 1918, ela e a família mudaram-se definitivamente para Uberaba.

Mas, antes disso, ainda em Sacramento, Antuza encontrava-se desconsolada com a partida do Benfeitor para o Plano Espiritual e chorava muito. Através da mímica e de algumas poucas palavras que com o tempo aprendeu a articular, conta-nos ela que, certo dia, quando, em prantos, ouviu uma voz a chamar-lhe: – “Antuza, Antuza!..” Ela, assustada, ao voltar-se, percebeu Eurípedes pairando no ar a dizer-lhe ainda: – ;Não chore. Você precisa trabalhar muito! . .

Quando ainda morava em fazenda, uma criança foi levada pela mãe até Antuza para ser “benzida”. a criança estava muito mal, com o abdome muito dilatado. Antuza conversou com os espíritos (via-se que ela estava ouvindo e respondia, com gestos e com balbucios a alguém invisível), estendeu as mãos com as palmas para cima e da espiritualidade desceu uma quantidade grande de fluido esverdeado e luminoso (a irmã mais velha de Antuza era médium e viu essa massa fluídica). Antuza modelou essa massa com as mãos e colocou sobre o abdome da criança, massageando de leve. O abdome da criança foi diminuindo e em poucos dias ela estava saudável.

Quando a família se instalou em Uberaba, contava ela 17 anos e começou a frequentar o tradicional Ponto ;Bezerra de Menezes , em casa de Da Maria Modesto Cravo. Numa das reuniões do Ponto, Antuza recebeu instruções sobre a sua missão do espírito de Santo Agostinho que seria, durante toda a sua vida, seu protetor. Note-se que através da psicofonia de Da Maria Modesto, todos os presentes ouviram a comunicação, inclusive Antuza que, apesar de surda, ouvia os espíritos. Por essa época, Antuza começou a transmitir passes, cuja mediunidade curadora, coadjuvada pela vidência, audição, desdobramento e efeitos físicos, foi empregada para ajudar aos necessitados com raro discernimento evangélico.

Antes de passar a atender em sua própria casa, num galpão construído nos fundos, trabalhou como médium no C. E. Uberabense, Sanatório Espírita e na Comunhão Espírita Cristã, logo que Chico Xavier se transferiu para Uberaba. A seu respeito, o nosso estimado Chico já se pronunciou em diversas ocasiões, tendo, inclusive, afirmado trazer Antuza o remédio nas mãos. Quando homenageado na Capital do Estado, Chico disse que existia em Uberaba uma senhora que, no anonimato de seu trabalho em favor dos que sofrem, deveria ali estar sendo alvo das homenagens prestadas a ele, que reconhecia não as merecer, de forma alguma, e citou o nome de Antuza Ferreira Martins!

Em sua própria casa e depois no “Barracão”, recebia extensa fila de pessoas, entre crianças e adultos. Quantas vezes, após exaustiva concentração, Antuza nos descrevia o problema orgânico, ou espiritual, de quem lhe buscava o concurso carinhoso e abnegado! Uma senhora obsedada foi trazida amarrada para a casa onde morava Antuza. Era necessário, mesmo assim que várias pessoas a segurassem, ela se debatia e retorcia constantemente. Antuza entrou em prece e daí a pouco uma médium vidente presente viu uma luz vinda de muito alto descer e tomar a forma de Eurípedes Barsanulfo. Este, incorporado na médium, disse “boa noite, irmãos” e os espíritos que subjugavam aquela senhora afastaram-se imediatamente. Aí Eurípedes pediu que desamarrassem e soltassem a mulher. Ela se tornou imediatamente lúcida e curada daquela obsessão. Uma moça vinda do estado de Mato Grosso chegou até a casa da Antuza andando de “quatro”, isto é como um quadrúpede, sem falar e sem consciência de si mesmo. A família já havia procurado inúmeros médicos sem resultados. Antuza “conversou” com o espírito que a obsedava, fez gestos indicando a ele que se retirasse, fosse embora e em alguns minutos a moça se levantou e perguntou ao pai que a acompanhava: onde estamos? O que estamos fazendo aqui? Na sessão de desobsessão que ocorria à noite, no Barracão, dois espíritos vingadores da moça foram doutrinados: haviam sido torturados e mortos por ordem dela, quando eram seus escravos e a perseguiam desde então. Faziam-na ficar como um animal e montavam sobre ela, fazendo-a conduzi-los no “lombo”, entre outras coisas.

Além das atividades mediúnicas Antuza ajudava nas tarefas da casa, ao lado de sua irmã Erenice, irmãos e de seus sobrinhos que vieram morar com eles. Fazia tapete de crochê usando cordões cortados de malhas; esses tapetes eram vendidos e o dinheiro era usado para comprar algumas coisas para seu uso pessoal, presentes, brinquedos e outras necessidades.

Conta-nos Nice (intérprete de Antuza para os que não se familiarizam com a sua maneira de; falar com as pessoas) que, certa vez, uma mulher, chorando muito e extremamente desesperada, ao receber o passe, é indagada pela médium se tinha bebido alguma coisa corrosiva, pois o interior dela estava parecendo Ainda em lágrimas, a infeliz irmã lhe diz que, tempos atrás, havia ingerido soda cáustica (!) e ainda sentia fortes dores, encontrando dificuldade de alimentar-se normalmente. Para que tenhamos uma idéia da presença dos espíritos na vida de Antuza, vejamos o que ocorreu quando ainda era criança. Ela e a mãe, morando na fazenda, foram até a horta colher legumes e sua mãe a deixou um pouco para trás; nisto, surge uma cobra prestes a picar a menina. Ela ficou como que hipnotizada e, como não falava, não tinha como gritar por socorro. Eis quando, ao seu lado, um espírito, com aspecto de padre, a pega pelos braços e lhe dá um violento impulso, distanciando-a, assim, do peçonhento réptil. Antuza começa a chorar e sua mãe, correndo, chama alguns lavradores, os quais dão cabo da enorme serpente.

Dr. Henrique Krüger, médico uberabense, Agostinho, Eurípedes Barsanulfo e muitos outros a quem não conhece pelo nome, são os espíritos que lhe assistem o trabalho cristão ao qual devotou a própria vida.

Por volta de 1979, Antuza que ainda enxergava, porém surda e muda, vivia em Uberaba na companhia dos irmãos Euphranor e Erenice; e, aos domingos, como de costume, almoçava na casa do sobrinho Antônio Carlos, o qual possuía um piano francês. Antuza era capaz de ver dentro do corpo das pessoas, a doença que tinha ou não tinha; fazia curas à distância, especialmente à noite. Após a refeição, Antuza se dirigia para a sala onde se encontrava o piano, e acomodando-se em uma poltrona, permanecia imóvel por mais de uma hora. Depois, levantando-se, vinha dizer em seu modo característico (gestos e fala precária) que Frederico, um rapaz muito bonito, estava tocando piano para ela; e que sua música era maravilhosa. Tai fato se repetiu por anos, e era de conhecimento de toda a família. Certa vez, em visita a outro sobrinho: Euphranor Jr., que era professor de História e possui uma bela biblioteca em sua casa; este entregou à Antuza um belo exemplar de um livro sobre os maiores compositores da musica clássica (nota-se que tal livro continha fotografias de todos compositores, os quais, já haviam desencarnado). Enquanto Antuza folheava o livro, Euphranor Jr. ia lhe perguntando se ela conhecia as pessoas das fotos, o que lhe era negado: “Não…,não…, não!” Em dado momento, diante da foto do grande músico Frederico Chopin ela se manifestou por gestos: É ele! Frederico, o moço que toca piano para mim”.

Como Eurípedes, Antuza igualmente casou-se com os mais pobres doando-se inteiramente ao serviço cristão, na edificação do Reino de Deus no coração das criaturas. Em seus lábios, a palavra ;trabalhar (uma das poucas que conseguia articular com certa nitidez) soava de maneira diferente: é imperiosa e definitiva! Por mais de 70 anos ela exerceu seu legítimo mandato mediúnico E não são poucos os que, através de suas abençoadas mãos, receberam o amparo do Mais Alto. Antuza foi um dos expoentes do Espiritismo em Uberaba. Muitos artistas de televisão vinham visitá-la, inclusive Dercy Gonçalves. Em seu humilde recanto de trabalho, sobre tosca mesa de madeira, cujos pés estão fincados no piso, um único livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo o qual, de quando em quando, solicitava a um dos colaboradores ler uma página.

Nos últimos seis anos de existência física, Antuza ficou cega, agravando as suas limitações físicas e no dia 30 de julho de 1996, aos 94 anos incompletos, desencarnou em Uberaba, em decorrência de complicações naturais da idade avançada. Antuza, uma baixinha; de um metro e alguns quebrados de altura, mas um espírito gigante na seara evangélica foi, sem dúvida alguma, uma das mais legítimas representantes da mediunidade com Jesus! Um exemplo a ser seguido pelos espíritas de hoje e de amanhã!…

Texto baseado no livro “O Espiritismo em Uberaba”, no “Anuário Espírita 1997", em um “Boletim Informativo” da AME Uberaba e em informações pessoais de parentes. Texto divulgado por Donda.

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(Nota: tivemos a oportunidade de ir à casa de Antuza algumas vezes, em momentos que visitávamos Chico Xavier, nos anos 1970 e 1980. Cesar Perri)

TENDE FÉ EM DEUS

TENDE FÉ EM DEUS

"E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em Deus." – (Marcos, 11:12.)

Bastas vezes, as dificuldades na concretização de um projeto elevado se nos afiguram inamovíveis.

Começamos por reconhecer-lhes o peso inquietante e estimáveis companheiros acabam por destacar-nos a importância delas, como a dizer-nos que é preciso renunciar ao bem que pretendemos fazer.

Tudo, aparentemente, é obstáculo intransponível…

Mas Deus intervém e uma porta aparece.

Há circunstâncias, nas quais o problema com que somos defrontados, numa questão construtiva, é julgado insolúvel.

Passamos a inquietar-nos e, não raro, especialistas no assunto comparecem junto de nós, apontando-nos a impraticabilidade da solução.

As obscuridades crescem por sombras indevassáveis…

Mas Deus interfere e desponta uma luz.

Em certas ocasiões, uma pessoa querida, ao perturbar-se de chofre, fornece a impressão de doente irrecuperável.

Afligimo-nos ao vê-la assim em desequilíbrio e, quase sempre, observadores amigos comentam a inexequibilidade de qualquer melhoria, induzindo-nos a largá-la ao próprio infortúnio.

Avoluma-se a prova que lembra angústia inarredável…

Mas Deus determina e surge um remédio.

Ocorrem-te no mundo as mesmas perplexidades, em matéria de saúde, família, realizações.

Salientam-se fases de trabalho em que a luta é suposta invencível, com absoluto desânimo daqueles que te rodeiam, mas Deus providencia e segues, tranqüilo, à frente.

Por mais áspera a crise, por maior a consternação, não percas o otimismo e trabalha, confiante.

Ouçamos, nós todos, a indicação de Jesus: –

"Tende fé em Deus".

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Palavras de vida eterna. Cap. 162. Uberaba: CEC)

André Trigueiro e a prevenção do suicídio

André Trigueiro e a prevenção do suicídio

O mês é chamado "Setembro Amarelo", para caracterizar uma campanha internacional de prevenção do suicídio. Trigueiro vai mostrar em cinco aulas várias questões interessantes sobre o assunto, e você vai conhecer realmente por que chegou a hora desse tabu ser encarado com coragem e seriedade. Você sabia que a cada 45 minutos alguém se suicida no Brasil? Afinal, o suicídio pode ser evitado? Quem fala que vai se matar deve ser levado a sério? “Do ponto de vista científico, já se sabe que, em aproximadamente 90% dos casos, o autoextermínio está associado a patologias de ordem mental diagnosticáveis e tratáveis, razão pela qual não é mais possível dizer que alguém com o ímpeto suicida esteja irremediavelmente condenado a cometê-lo”, garante Trigueiro.

Copie o link para ver a primeira aula:

www.correiofraterno.com.br/viver/aula1

E também: “Confiança na vida”, com André Trigueiro:

https://mundosustentavel.com.br/p…/confianca-prevencao-vida/

Cristianismo nos séculos iniciais

Cristianismo nos séculos iniciais

Novo livro de Cesar Perri foi lançado no C. E. O Clarim

A Casa Editora O Clarim lançou, no dia 19 de junho último, mais um livro para sua coleção de obras doutrinárias. Trata-se do livro Cristianismo nos séculos iniciais: Aspectos históricos e visão espírita, de autoria de Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE-SP) e da Federação Espírita Brasileira (FEB).

Autor de vários livros e articulista atuante na imprensa espírita, Cesar Perri é bastante conhecido no movimento espírita nacional e internacional. Este é o quarto livro de Perri publicado pela Casa Editora O Clarim. Precederam-no Os sábios e a Sra. Piper (1986), Entre a matéria e o espírito (1990) e Epístolas de Paulo à luz do Espiritismo (2016).

[…] Em sua introdução, o expositor lembrou as obras e os 150 anos de Cairbar Schutel, que serão completados em 22 de setembro deste ano, e o livro A Esquina de Pedra, de Wallace Leal V. Rodrigues, que serviram de base e inspiração para seu livro. Destacou que os primeiros cristãos passaram por inúmeras dificuldades após a crucificação de Jesus, devido a perseguições que sofriam daqueles que não desejavam ver ameaçados os conceitos religiosos tradicionais da época. A coragem e a determinação dos apóstolos para a continuidade do trabalho cristão veio com as aparições de Jesus, que mostrou-se 11 vezes em apenas 40 dias, dando provas irrefutáveis da imortalidade da alma e corroborando, na prática, o fundamento e a realidade dos novos ensinamentos.

Na sequência, o expositor destacou o trabalho da Casa do Caminho, que reuniu o primeiro grupo de pessoas interessadas em estudar e reproduzir os ensinamentos do Cristo, inclusive a prática de curas – o que muito os surpreendia quando conseguiam êxito, sustentados pela fé sincera. Os discípulos da Casa do Caminho eram liderados por Pedro, Paulo e João, que definiram prioridades para organizar as atividades. Criou-se, assim, a figura do diácono, que deveria ser o propagador dos ensinamentos cristãos. O primeiro deles foi Jeziel, que adotou o nome Estêvão depois de converter-se ao cristianismo.

Nesse contexto, Cesar relembrou de Saulo de Tarso, fariseu ortodoxo, que defendia firmemente os princípios do judaísmo. Ele, ao tomar conhecimento das atividades de Estêvão, considerando uma afronta ao Torá, livro sagrado do judaísmo, e a Moisés, iniciou perseguição atroz aos cristãos, o que culminou na condenação de Estêvão ao apedrejamento. Estêvão foi, assim, o primeiro mártir do cristianismo e Saulo o primeiro algoz. Saulo continuava obstinado em dizimar as atividades cristãs. Dirigindo-se a Damasco para prender Ananias e seus seguidores, reconhece Cristo na estrada, cuja luz fúlgida o cega. Naquele momento, ele direcionava todas as suas energias e vigor para a propagação cristã. No terceiro dia após o episódio, Saulo é procurado justamente por Ananias, por instrução espiritual, e este o cura da cegueira que o acometera. Agora tecelão, adotando o nome Paulo de Tarso, o antigo Doutor da Lei se dedica a ajudar na fundação e estabelecimento de grupos cristãos. Paulo define sua ação: a gentilidade (os gentios eram judeus não reconhecidos pelos ortodoxos), ou seja, falaria a todos, sem nenhuma exigência ou distinção.

O princípio do cristianismo era, assim, simples e sem rituais. Mas a Igreja Católica Apostólica Romana acabou por adotar muitos ritos do Império Romano, afastando-se do cristianismo primitivo. Dessa forma, destaca o expositor, em meados do século XIX surgiu um movimento que traria novamente à vida o cristianismo em sua essência.

Allan Kardec, sensibilizado inicialmente pelo magnetismo, faz brotar os conceitos espirituais, trazendo uma visão imortalista, simples e vencedora de Jesus. Kardec traz novamente à tona os ensinos espirituais, codificando a Doutrina Espírita, o cristianismo redivivo, o consolador prometido, cujo objetivo é orientar, esclarecer, dar apoio e consolar.

DE: Redação (trechos):

https://www.oclarim.org/noticias/144/cristianismo-nos-seculos-iniciais.html

Valorização da vida

Valorização da vida em Setembro

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

Internacionalmente o mês de Setembro é chamado amarelo! Em geral, a cor amarela remete a ideias de sol, verão, prosperidade e felicidade. É considerada uma cor inspiradora e que desperta a criatividade. Daí a relação com a vida e sua valorização.

A certeza de que somos espíritos reencarnados e em processo de aprimoramento é de fundamental importância para a melhor compreensão dos valores e da oportunidade da vida corpórea.

O velho conceito romano “mente sã em corpo são” (“mens sana in corpore sano”) prossegue atual.

O apóstolo Paulo anotou em sua 1ª Epístola aos Coríntios (6,20): “Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”1

O espírito André Luiz, pelo recurso da psicografia, define com clareza o valor da vida corpórea em dois comentários: “O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne” (livro Conduta Espírita, Cap. 34.); “[…] temos necessidade da luta que corrige, renova, restaura e aperfeiçoa. A reencarnação é o meio, a educação divina é o fim” (livro Missionários da Luz, cap. 12).1

A partir dessas fundamentações cristãs e espíritas, torna-se interessante considerarmos o que representa o Espírito nos contextos íntimo e social; o equilíbrio entre corpo/espírito e melhores condições de vida. Esta última também inclui, evidentemente, o respeito com o corpo físico e a valorização da vida corpórea.

Aí se inserem as medidas preventivas para se evitar quaiquer formas de interrupção da vida, incluindo o suicídio, as enfermidades e também aquelas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, evitando-se que elas sejam reconhecidas em situações tardias e danosas.

Recentemente, foi relançado o livro Em Louvor à Vida, que elaboramos em parceria com Divaldo Pereira Franco, com base em textos espirituais de autoria de nosso tio Lourival Perri Chefaly.2

Do texto desse livro com nossa parceria, em relançamento, destacamos um trecho: “Saúde e doença – binômio do corpo e da mente – são conquistas do ser, que deve aprender e optar por aquela que melhor condiz com as aspirações evolutivas, desde que a harmonia ideal será alcançada, através do respeito à primeira ou mediante a vigência da segunda.”

Evidentemente que as causas que favorecem o suicídio muitas vezes estão ligadas às questões de falta da compreensão da vida imortal, de distonias mentais e influências espirituais. Daí a importância dos estudos, palestras e seminários que possam chamar atenção a tais questões no sentido de se valorizar a existência corpórea e o processo de educação espiritual. Ou seja, implementar-se Campanhas Em Defesa da Vida.1

O autor espiritual Lourival Perri Chefaly (1927-1976), conhecido pelo apelido familiar Lôlo, foi médico na cidade do Rio de Janeiro. Como médico atuou como pediatra, cardiologista e finalmente cancerologista. Sempre manteve clínica particular e foi médico do Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro. Teve intensa atuação na Campanha Nacional de Combate ao Câncer e foi presidente do Centro de Estudos do Instituto Nacional do Câncer. Atuou na Igreja Anglicana de Botafogo. Como membro do Lyons Club-Gávea, fazia palestras educativas sobre saúde. Tornando-se espírita colaborou com a Seara dos Servos de Deus, no mesmo bairro carioca, junto à médium Dolores Bacelar. A nosso convite fez palestras espíritas em Araçatuba e região e manteve contatos pessoais com Chico Xavier e de Divaldo Pereira Franco. Lutou durante 10 anos contra insidiosa enfermidade, demonstrando fé e serenidade. Seu nome designa a Sala de Leitura e o Centro de Estudos do Instituto Nacional do Câncer. O livro Em louvor à vida traz informações nossas sobre o autor espiritual, e, comentários sobre as mensagens do Espírito, psicografadas por Divaldo Pereira Franco.

Referências:

1) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Em ações espíritas. 1.ed. Cap. Defesa da vida. Brasil sem aborto. Araçatuba: Ed.Cocriação/USE Regional. 2017.

2) Franco, Divaldo Pereira; Chefaly, Lourival Perri; Carvalho, Antonio Cesar Perri (Org.). Em louvor à vida. 2.ed. Salvador: LEAL. 2017, p.52.

(*) Foi dirigente de instituições espíritas em Araçatuba (SP) e também presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo e da Federação Espírita Brasileira.

Não falta

Não falta

E, se os deixar ir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe. – Jesus. (Marcos, 8:3.)

A preocupação de Jesus pela multidão necessitada continua viva, através do tempo.

Quantas escolas religiosas palpitam no seio das nações, ao influxo do amor providencial do Mestre Divino?

Pode haver homens perversos e desesperados que perseveram na malícia e na negação, mas não se vê coletividade sem o socorro da fé.

Os próprios selvagens recebem postos de assistência do Senhor, naturalmente de acordo com a rusticidade de suas interpretações primitivistas.

Não falta alimento do céu às criaturas.

Se alguns espíritos se declaram descrentes da Paternidade de Deus, é que se encontram incapazes ou enfermos pelas ruínas interiores a que se entregaram.

Jesus manifesta invariável preocupação em nutrir o espírito dos tutelados, através de mil modos diferentes, desde a taba do indígena às catedrais das grandes metrópoles.

Nesses postos de socorro sublime, o homem aprende, em esforço gradativo, a alimentar-se espiritualmente, até trazer a igreja ao próprio lar, transportando-a do santuário doméstico para o recinto do próprio coração.

Pouca gente medita na infinita misericórdia que serve, no mundo, à mesa edificante das idéias religiosas. Inclina-se o Mestre ao bem de todos os homens.

Cheio de abnegação e amor sabe alimentar, com recursos específicos, o ignorante e o sábio, o indagador e o crente, o revoltado e o infeliz.

Mais que ninguém, compreende Jesus que, de outro modo, as criaturas cairiam, exaustas, nos imensos despenhadeiros que marginam a senda evolutiva.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 124. FEB)