Divergências Doutrinárias

Divergências Doutrinárias

Richard Simonetti

1 – Há na atualidade grande quantidade de médiuns que recebem informações sobre a vida espiritual. São, não raro, surpreendentes e assustadoras. Como lidar com essa situação? A Terra é morada da opinião. O mesmo ocorre com o mundo espiritual, nas esferas próximas à Terra. Espíritos falam da vida além-túmulo conforme sua visão, sua maneira de ser, suas fantasias.

2 – Não têm todos os Espíritos acesso à realidade espiritual? Em planos mais altos, no infinito, sim. Nas vizinhanças do planeta, os Espíritos guardam uma visão compatível com sua cultura e discernimento. Imaginemos uma pirâmide. Perto da base, há espaço para a diversidade. No topo atinge-se a unidade.

3 – Isso explica por que vemos Espíritos que continuam ligados a movimentos religiosos e idéias que caracterizaram sua atividade, quando encarnados? Exatamente. Sempre imaginamos que todos os Espíritos convertem-se automaticamente aos princípios espíritas, ao desencarnar. Não é o que vemos no processo mediúnico, com católicos que continuam católicos, evangélicos que continuam evangélicos, muçulmanos que continuam muçulmanos, vinculados às suas igrejas.

4 – E quanto ao Espiritismo? Não confirmam, “in loco”, os desencarnados, princípios como a Reencarnação, a Lei de Causa e Efeito, a Mediunidade? Depende de seu estágio de entendimento e dos condicionamentos a que se submeteram na Terra. Na Inglaterra, por exemplo, temos grupos que cultivam o intercâmbio com o Além e não aceitam a reencarnação, o mesmo acontecendo com os Espíritos que ali se manifestam.

5 – É surpreendente! Lembro a história hindu sobre cegos seis cegos examinando um elefante. Cada qual teve uma ideia segundo a parte apalpada. O que tocou na tromba imaginou ser uma serpente; o que tocou nas orelhas concebeu imensas ventarolas; o que tocou no corpo pensou numa montanha a se mover… Cada Espírito vê a dimensão espiritual conforme seu “tato”, quando não tenha evolução suficiente, olhos de ver, como diria Jesus, para encarar a realidade.

6 – O médium podem exercer influência nesse processo? Sem dúvida. Se, por exemplo, o médium não aceita a reencarnação, um Espírito que queira explicar como se processa o retorno à carne terá grande dificuldade, esbarrando nas suas concepções. Esse problema só seria resolvido com um médium psicografo mecânico, Neste tipo de mediunidade a interferência do médium é praticamente nula.

7 – E quanto à possibilidade de mistificação? Pode um médium fazer “revelações” a partir de um Espírito mistificador? Acontece com frequência. Por isso o Espírito Erasto, um dos mentores da Codificação Espírita, adverte, em O Livro dos Médiuns, que é preferível negar dez verdades a aceitar uma só mentira. Há, ainda, algo mais grave: o próprio médium mistificar para adquirir notoriedade com “revelações.”

8 – Considerando os “cegos a descrever o elefante”, como podemos apreciar a informações que chegam da espiritualidade, buscando separar a realidade da fantasia? Em princípio, cotejando-as com a Codificação.

Não obstante o caráter progressista da Doutrina, desdobramentos não podem colidir com elementares princípios doutrinários. Paralelamente, observando a universalidade dos ensinos, como propõe o próprio Codificador. Se vários mentores espirituais, manifestando-se por intermédio de médiuns respeitáveis, que não têm contato entre si, informam que há muitas cidades no plano espiritual, tipo Nosso Lar, é bem provável que estejam reportando-se a uma realidade.

Atendendo a esse mesmo princípio, informações solitárias sobre a vida espiritual pedem prudência em sua apreciação e aceitação.

Extraído de: http://ismaelgobbo.blogspot.com/2011/01/divergencias-doutrinarias.html

 

PAZ DE ESPÍRITO

PAZ DE ESPÍRITO

Temos hoje, em toda parte da terra, um problema essencial a resolver, a aquisição da paz de espírito, em que se desenvolvem todas as raízes da solução aos demais problemas que sitiam a alma.

Que diretrizes, porém, adotar na obtenção de semelhante conquista?

Usar a força, impor condições, armar circunstâncias?

Não desconhecemos, no entanto, que a tensão apenas consegue impedir o fluxo das energias criadoras que dimanam das áreas ocultas do espírito, agravando conflitos e mascarando as realidades profundas de nossa vida íntima, habitualmente imanifestas.

A paz de espírito, ao contrário, exclui a precipitação e a inquietude, para deter-se e consolidar-se na serenidade e no entendimento.

Para adquiri-la, por isso mesmo, urge entregar as nossas síndromes de ansiedade e de angústia à providência invisível que nos apóia.

As ciências psicológicas da atualidade nomeiam esse recurso como sendo "o poder criativo e atuante do inconsciente", mas, simplificando conceitos, a fim de adaptá-los ao clima de nossa fé, chamamos-lhe "o poder onisciente de Deus em nós".

Render-nos aos desígnios de Deus, e confiar a Deus as questões que nos surjam intrincadas no cotidiano, é a norma exata da tranqüilidade suscetível de garantir-nos equilíbrio no mundo interno para o rendimento ideal da vida.

Colocar à conta de Deus a parte obscura de nossa caminhada evolutiva, mas sem desprezar a parte do dever que nos compete.

Trabalhar e esperar, realizando o melhor que pudermos.

Fé e serviço, calma sem ócio.

Pensemos nisso e alijemos o fardo dos agentes destrutivos de ódio, ressentimento, culpa, condenação, crítica ou amargura que costumamos arrastar no barro da hostilidade com que tratamos a vida, tanta vez arruinando tempo e saúde, oportunidade e interesses.

Fundamentemos a nossa paz de espírito numa conclusão clara e simples: "Deus que nos tem sustentado, até agora, nos sustentará também de agora em diante."

Em suma, recordemos o texto evangélico que nos adverte sensatamente: "Se Deus é por nós, quem poderia ser contra!"

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido.Pelo Espírito Emmanuel. Alma e Coração. Lição nº 37. São Paulo: Ed.Pensamento)

Palestras de Perri em Guarujá, São Vicente e Santos

Palestras de Perri em Guarujá, São Vicente e Santos

Em roteiro de palestras organizado pela Editora EME e contando com a presença de Arnaldo Camargo, Antonio Cesar Perri de Carvalho fez uma série de palestras por cidades da Baixada Santista, lançando também seu livro “União dos Espíritas. Para onde vamos?”. O ex-presidente da USE e da FEB falou em centros do Guarujá, no dia 17 de julho na Casa Esperança Centro Espírita; no dia 19 na Casa Espírita Maria Modesto Cravo. A USE de Guarujá conta com 14 centros unidos.

 

Na noite do dia 18 de julho Perri fez palestra na Associação Espírita Sementes de Luz, em São Vicente.

Na tarde do dia 18 de julho esteve no Lar Espírita Caminho do Cristo, dirigido por Eulália Bueno. Na noite do dia 20, falou no Lar Espiritual Seara de José, onde além dos dirigentes e visitantes, compareceu antigo médium da casa, Sr. Sadao, com 92 anos de idade. Em todos os locais autografou suas obras “União dos Espíritas. Para onde vamos?” e “Cristianismo nos séculos iniciais. Aspectos históricos e visão espírita”, este da Editora O Clarim.

A gênese em espanhol é apresentada na Colômbia e Perú

A gênese em espanhol é apresentada na Colômbia e Perú

Gustavo Martínez, presidente da Confederação Espírita Argentina, que traduziu a 1a. edição francesa de A gênese para o espanhol e publicou o livro Legado de Allan Kardec, de Simoni P. Goidanich, encontra-se em viagem doutrinária de sete dias à Colômbia, com uma série de conferências e seminários. Proferiu, no Centro Espírita Juana de Ángelis, de Cartagena, a conferência "La génesis en sus 150 años", transmitida ao vivo. Tem palestras programadas para o Perú.

O vídeo pode ser visto em:

https://www.youtube.com/watch?v=G45BGpFRZQc&feature=push-u-sub&attr_tag=cXlDTaiHjKN9dHoI-6

Livros de Chico Xavier em Bibliotecas Públicas

Livros de Chico Xavier em Bibliotecas Públicas

A Editora GEEM. de São Bernardo do Campo, prossegue com seu projeto de colocar gratuitamente os livros de Chico Xavier nas bibliotecas públicas do país. Até junho de 2018 já foram atendidas 1.600 bibliotecas em 1.100 municípios. Muitos municípios foram atendidos em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, e, todos os municípios de Pernambuco. Informações: www.geem.org.br

A gênese, tradução da original de Kardec – Ed.CELD

A gênese, tradução da original de Kardec – Ed.CELD

A Editora do Centro Espírita Léon Denis, do Rio de Janeiro, lançou a obra A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo, de Allan Kardec, traduzida por Albertina Escudeiro Sêco, em julho de 2008. Já foi reeditada várias vezes.

A referida tradução foi feita com base na 4ª edição feita por Allan Kardec, datada de 1868. Importante a informação de que as quatro edições providenciadas por Kardec e efetivadas enquanto o mesmo se encontrava encarnado, não têm nenhuma alteração de conteúdo, conforme documentos registrados junto ao Ministério do Interior e Biblioteca Nacional da França.

Portanto, pode-se afirmar que as edições francesas, de 1ª à 4ª, providenciadas por Allan Kardec são as originais. A obra A gênese, editada pelo Centro Espírita Léon Denis do Rio de Janeiro está disponibilizada nas modalidades impressa e digital, esta acessível pela internet.

Link sobre o livro:

http://www.edicoesleondenis.com.br/a-genese.html

Link para download do livro digital:

http://www.celd.org.br/wp-content/uploads/2015/08/a_genese.pdf

“Cristianismo e Espiritismo” foi tema em Barretos

“Cristianismo e Espiritismo” foi tema em Barretos


A 57ª Semana Espírita de Barretos contou com palestra na noite do dia 9 de julho, proferida por Antonio Cesar Perri de Carvalho (ex-presidente da USE-SP e da FEB), abordando o tema “Cristianismo e Espiritismo”. Também houve lançamento de seu livro “Cristianismo nos tempos iniciais. Análise histórica e visão espírita” (Ed. O Clarim). Na oportunidade, o expositor recebeu a visita de familiares da cidade de Ribeirão Preto. O movimento espírita de Barretos (SP) vive uma semana de palestras – sempre com grande público-, a 57ª Semana Espírita da USE Intermunicipal Barretos, com programa de palestras nas cidades da região e em Barretos e, nesta cidade, sempre na sede do Lar da Criança. O evento foi iniciado no dia 8 com palestra de Artur Valadares e prosseguiu até o dia 14.

Mensagem de união

Mensagem de união

“Filhos, o Senhor nos abençoe.

Solidários, seremos união.

Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.

Distanciados entre nós, continuaremos à procura do trabalho com que já nos encontramos honrados com a Providência Divina.

Crede! A humildade e a paciência no mecanismo de nosso relacionamento são as energias de entrosagem de que não podemos prescindir, na execução de nossos compromissos.

Roguemos, pois, a Deus a força indispensável para nos sustentar fiéis aos nossos compromissos de união em torno do Evangelho de Cristo, a fim de concretizar-lhe os princípios de amor e luz.

Mantenhamos unidos, em Jesus, para edificar e acender Kardec no caminho de nossas vidas, porque unicamente assim, agindo com a fraternidade e progredindo com o discernimento, é que conseguiremos obter os valores que nos erguerão na existência em degraus libertadores de paz e ascensão.

Bezerra de Menezes"

(Originalmente publicada em: Unificação. USE. Ano XXVII. No. 309. São Paulo. Novembro-dezembro de 1980; extraido de: Carvalho, Antonio Cesar Perri. União dos espíritas. Para onde vamos? 1.ed. Capivari: EME. 2018. 144p).

Doutrina Espírita com base na Bíblia

Doutrina Espírita com base na Bíblia

José Reis Chaves

- Resposta a um comentário de uma coluna no portal do jornal

O Tempo -

Abordaremos um comentário, no ‘espaço dos comentários’ dessa coluna, no Portal de O TEMPO. Como as matérias dela demonstram o que é a doutrina espírita com base na Bíblia, ela incomoda muito os adversários do espiritismo. Quero esclarecer que não sou um aventureiro nas minhas abordagens bíblicas, pois estudei para padre Redentorista e, para fazer o trabalho que faço hoje, procurei me aprofundar mais ainda no estudo da Bíblia e da Teologia Cristã, mas sem as ideias preconcebidas sobre as interpretações de ambas.

Os paradigmas novos sempre incomodam os adeptos conservadores dos antigos, principalmente os religiosos. Mas a verdade religiosa se concretiza exatamente com a sua evolução. E ninguém consegue barrar a evolução. E, por causa dessa coluna em O TEMPO, desde o ano de 2.000, meus livros, programas na Rádio Boa Nova e na TV Mundo Maior, ambas em SP, tenho feito palestras e seminários, em vários Estados do Brasil, e em Portugal. Alegro-me muito, por ela ser muito lida não só pelos espíritas, mas também, por padres, bispos e pastores e que frequentam também aquele espaço dos comentários do citado fórum na Internet.

E repito que não sou um aventureiro que fala sobre a Bíblia sem ter dela um estudo sério, mas sem os abusos comuns de suas interpretações pelos estudiosos dela, ora alegóricas, ora literais, que tanto dividem os cristãos. E falo com convicção que a Bíblia não é a palavra de Deus, pois nela há muitos erros e contradições que é até uma blasfêmia atribuí-los à autoria de Deus. Aplaudo o que diz hoje a Igreja Católica: a Bíblia é a palavra de Deus escrita por homens.

No espiritismo encontramos também ensino semelhante a esse da rainha das igrejas cristãs. Com relação à coluna “A modernização da Bíblia é para tirar dela as ideias espíritas”, de 18/6/2018, esclareço que quando a Bíblia fala que Deus castiga, premia ou perdoa, na verdade é a lei de causa e efeito que funciona. Colhemos o que semeamos!

Na citada coluna, entre outros exemplos, citei Êxodo 20: 5, em que se lê, nas Bíblias antigas até a década de 1930:

“Visito a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira (netos) e quarta (bisnetos) gerações,” como está também na Vulgata Latina de são Jerônimo. Isso significa que é o mesmo espírito do pai pecador (primeira geração) que paga o pecado reencarnando nos seus descendentes, o que sugestiona a ideia da reencarnação. É que o autor bíblico do texto vê como pecador o espírito do pecador e não o seu corpo e os corpos descendentes dele. E os tradutores modernos, percebendo essa ideia da reencarnação do espírito pecador que retorna, passaram a traduzir a preposição ‘em’ mais o artigo ‘a’ (na) por ‘até’ mais o artigo ‘a’ (até a). Aí sim, é que aparece a ideia de descendentes pagarem os pecados de um seu antepassado, o que é contra a Bíblia. A alma que pecar é que paga seu pecado. (Ezequiel 18: 20).

E um comentarista evangélico radical, no fórum citado, na internet, para despistar a ideia da reencarnação do texto antigo mencionado, teve a ousadia de dizer que o pecado é de idolatria. Ora, na coluna, não interessa o tipo de pecado, mas o pagamento pelo mesmo espírito pecador do passado, do ponto de vista espiritual bíblico e não material, ou seja, dos corpos! Esse comentarista evangélico, em vão, engana seus seguidores, tentando esconder mais uma ideia da reencarnação na Bíblia!

(J.Reis Chaves, Belo Horizonte: jreischaves@gmail.com)