Comunicações

COMUNICAÇÕES


“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.” — (1 JOÃO, capítulo 4, versículo 1.)

Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além.

Se muitas vezes aparecem fracassos, nesse particular, se as experimentações são falhas de êxito, é que, na maioria dos casos, o indagador obedece muito mais ao egoísmo próprio que ao imperativo edificante.

O propósito de exclusividade, nesse sentido, abre larga porta ao engano.

Através dela, malfeitores com instrumentos nocivos podem penetrar o templo, de vez que o aprendiz cerrou os olhos ao horizonte das verdades eternas.

Bela e humana a dilatação dos laços de amor que unem o homem encarnado aos familiares que o precederam na jornada de Além-Túmulo, mas é inaceitável que o estudante obrigue quem lhe serviu de pai ou de irmão a interferir nas situações particulares que lhe dizem respeito.

Haverá sempre quem dispense luz nas assembléias de homens sinceros,

O programa de semelhante assistência, contudo, não pode ser substancialmente organizado pelas criaturas, muita vez inscientes das necessidades próprias.

Em virtude disso, recomendou o apóstolo que o discípulo atente, não para quem fale, mas para a essência das palavras, a fim de certificar-se se o visitante vem de Deus.

Emmanuel

 

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Caminho, verdade e vida. Cap. 69. FEB)

O filme “Divaldo – O Mensageiro da Paz”

O filme “Divaldo – O Mensageiro da Paz”

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

Lançado nos cinemas no dia 12 de setembro, o filme "Divaldo – O Mensageiro da Paz” focaliza as primeiras décadas da trajetória do médium e orador Divaldo Pereira Franco.

O filme foi produzido pela Estação da Luz e dirigido por Clóvis Mello. Três atores – uma criança, um jovem e um adulto jovem – fizeram o papel de Divaldo desde sua infância em Feira de Santana até aproximadamente o final dos anos 1960.

Focaliza o início do fenômeno mediúnico ainda na infância, o apoio que recebeu de uma médium de Salvador e, na sua adolescência, ele se muda para Salvador, é levado a um Centro Espírita onde aprende a lidar com sua mediunidade. A partir daí surge a fundação do Centro Espírita Caminho da Redenção, no bairro da Calçada. O filme destaca o início das atividades de oratória e exibe as ações filantrópicas junto a comunidades carentes e a implantação da ação educacional na criação de crianças abandonadas e órfãs. Em função disso foi criada a Mansão do Caminho, ainda anexa ao Centro. O filme encerra após a desencarnação de sua genitora dona Ana Franco, momentos em que Divaldo já havia iniciado a publicação de livros psicográficos, a partir da obra “Messe de Amor”.

Esse filme desenvolve oportunas considerações doutrinárias e dá foco no papel da orientadora espiritual Joanna de Ângelis.

Após cumprirmos roteiro de viagens para palestras, juntamente com a esposa e casal amigo, conseguimos assistir ao filme neste final de semana, justamente para prestigiar os primeiros dias exibição.

Apreciamos o enredo e a filmagem e nos recordamos de muitas informações da época retratada.

Conhecemos Divaldo Pereira Franco num evento jovem interestadual – a COMBESP -, sediado em nossa terra natal, Araçatuba (SP), em abril de 1962. A partir do encontro inicial tivemos seguidos contatos pessoais e por correspondência com Divaldo. Durante 30 anos Divaldo se hospedou em Araçatuba na residência de nossa genitora e no nosso lar.

Acompanhamos o surgimento dos livros desde o inicial – “Messe de Amor” (1964). Visitamos suas obras em Salvador em várias oportunidades. Na primeira delas, em 1972, o Centro Espírita Caminho da Redenção funcionava no bairro da Calçada, próximo ao centro da cidade. A Mansão do Caminho era muito menor do que a atual e ainda existiam as casas com as crianças e as tias.

Em função desses momentos, acompanhamos as notícias sobre os últimos anos da existência física de sua genitora.

Em parceria com Divaldo elaboramos uma obra com frases – em ordem alfabética – do espírito Joanna de Ângelis – “Repositório de Sabedoria”, em dois volumes – e também “Em Louvor à Vida”, com mensagens de um tio nosso e recentemente reeditado pela Editora LEAL. Como presidente da USE-SP participamos da organização do livro editado por esta Entidade: “Diálogo com Dirigentes e Trabalhadores Espíritas”; na condição de diretor da FEB, atuamos como um dos organizadores do livro “Em Nome do Amor. A Mediunidade com Jesus”, editado pela FEB.

Depois desses períodos, estivemos com Divaldo em inúmeros eventos no Brasil e no exterior, culminando com as homenagens que ele recebeu na Câmara dos Deputados, inclusive com o lançamento do movimento “Você e a Paz” naquele recinto e na sede da FEB, inauguração de exposição sobre Divaldo na FEB, em momento em que éramos o presidente da Federação Espírita Brasileira, em novembro de 2014.

O filme sobre Divaldo deve ser prestigiado pelo movimento espírita.

(*) Ex-presidente da USE-SP e da FEB.

“Lícito mas não convém” no Encontro da Primavera em São Paulo

“Lícito mas não convém” no Encontro da Primavera em São Paulo

O Encontro Espírita da Primavera aconteceu no dia 14 de setembro (sábado), das 8h30 às 15h30, no Teatro APCD em São Paulo; evento promovido pela USE Regional de São Paulo. Teve como tema central: "Tudo me é lícito mas nem tudo me convém." (Paulo, Cor. 6:12), com exposições de: Alberto Almeida (Cuidando da sua criança interior), Antonio Cesar Perri de Carvalho (Paulo e contexto da Epístola com a recomendação para o que convém) e André Marouço (Paulo de Tarso e a história do cristianismo. Primitivo; apresentando o trailer do filme . Estreia deste filme marcada para o dia 3/10/2019 nos cinemas). Em seguida os expositores atenderam a perguntas do plenário, com mediação de Paulo Francisco.

Durante o evento houve apresentação musical por Andréa Bien e por Lirálcio Ricci. No ambiente do Teatro ocorreram momentos de lanche, de almoço e espaço para exposição de livros. O encontro contou com boa presença de público e com grande número de colaboradores coordenados por Júlia Nezu, presidente da USE Regional da Capital.

Houve transmissão vivo pelo canal do Youtube da USE-SP – Acessos: https://www.youtube.com/watch?v=h8VmZzW6R7U;

https://youtu.be/XNGXG9TUMCc

Comemoração de Centro com Perri em Parnaíba, Piauí

Comemoração de Centro com Perri em Parnaíba, Piauí

Os 63 anos de fundação do Centro Espírita Humberto de Campos, de Parnaíba (Piauí), foram comemorados na noite do dia 12 de setembro, com palestra de Antonio Cesar Perri de Carvalho (ex-presidente da FEB e da USE-SP e Cidadão Honorário de Parnaíba). O expositor discorreu sobre o tema "Paulo de Tarso e Humberto de Campos: dois arautos da Boa Nova". O evento aconteceu no auditório da Universidade Federal, coordenado por Samuel Cunha Aguiar e tendo à mesa: a presidente da Federação Espírita Piauiense Cristina Miranda; dirigentes do Centro Rosário Lira e Eliete Freitas, e, um dos fundadores Cláudio Souza. Houve apresentação musical e de vídeo sobre o Centro, e o tradicional bolo de aniversário.

Palestras de Perri em Fortaleza

Palestras de Perri em Fortaleza, Ceará

O tema "Vidas de superação: de Bezerra a Chico Xavier" foi o tema abordado por Antonio Cesar Perri de Carvalho (ex-presidente da FEB e da USE-SP) noite do dia 10 de setembro no Centro Espírita Bezerra de Menezes em Fortaleza (Ceará). Início das comemorações dos 86 anos deste Centro, que foi totalmente reconstruído após um desabamento anos atrás. O visitante estava acompanhado de Luciano Klein, presidente da Federação Espírita do Estado do Ceará. Em seguida autografou seu livro "Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões" (Ed. EME e USE-SP). No dia seguinte, Perri abordou o tema "Chico Xavier e a libertação espiritual" no Centro Espírita João, o Evangelista, em Fortaleza. O Centro estava lotado na noite do dia 11 de setembro; houve apresentação do Coral Bezerra de Menezes e no final o expositor autografou seu livro sobre Chico Xavier. Presentes dirigentes da Federação Espírita do Estado do Ceara, inclusive o presidente Luciano Klein.

Como vivem os espíritos em palestra

Como vivem os espíritos em palestra

O tema “Quem são os Espíritos, como são e como vivem” foi abordado por Antonio Cesar Perri de Carvalho em palestra no Instituto Espírita de Educação, São Paulo, na noite do dia 9 de setembro. Este Instituto, fundado pela USE-SP, completará 70 anos. Funciona e sede mais recente no bairro Itaim Bibi, limite com Vila Olimpia.

CONFIEMOS ALEGREMENTE

CONFIEMOS ALEGREMENTE

“Regozijai-vos sempre.” – Paulo. (I Tessalonicenses, 5:16.)

Lembra-te das mercês que o Senhor te concede pelos braços do tempo e espalha gratidão e alegria onde estiveres…

Repara as forças da Natureza, a emergirem, serenas, de todos os cataclismos.

Corre a fonte cantando pelo crivo do charco…

Sussurra a brisa melodias de confiança após a ventania destruidora…

A árvore multiplica flores e frutos, além da poda…

Multidões de estrelas rutilam sobre as trevas da noite…

E cada manhã, ainda mesmo que os homens se tenham valido da sombra para enxovalhar a Terra com o sangue do crime, volve o Sol, em luminoso silêncio, acalentando homens e vermes, montes e furnas.

Ainda mesmo que o mal te golpeie transitoriamente o corarão, recorda os bens que te compõem a riqueza da saúde e da esperança, do trabalho e do amor, e rejubila-te, buscando a frente…

Tédio é deserção…

Pessimismo é veneno…

Encara os obstáculos de ânimo firme e estampa o otimismo em tua alma para que não fujas aos teus próprios compromissos perante a vida.

Serenidade em nós é segurança nos outros.

O sorriso de paz é arco-íris no céu de teu semblante.

“Regozijai-vos sempre” – diz-nos o apóstolo Paulo.

E acrescentamos: – Rejubilemos-nos em tudo com a Vontade de Deus, porque a Vontade de Deus significa Bondade Eterna.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Palavras de Vida Eterna. Lição nº 50. Uberaba: CEC).

UNIÃO – MAIS DE UM SÉCULO DE EXPERIÊNCIAS

UNIÃO – MAIS DE UM SÉCULO DE EXPERIÊNCIAS

O mundo conturbado pede, efetivamente, ação transformadora

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O presente artigo sintetiza nossa palestra na abertura do Encontro Comemorativo dos 70 anos do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita (São Paulo, 20/10/2018).1

Bezerra de Menezes alimentou o ideal de união. Após sua desencarnação (11/04/1900) surgem marcantes ações do presidente Leopoldo Cirne (gestão 1900-1913), eficiente administrador e impulsionador da divulgação das obras do Codificador.1,2

Cirne reformulou os estatutos da FEB, em assembleia realizada em 05/11/1901, retirando os poderes discricionários concedidos a Bezerra, pois este assumiu em época de crise no ano de 1895, e eliminando a cláusula que recomendava o estudo das obras de J.B. Roustaing. Cirne considerava que esta cláusula prejudicava a união da família espírita em torno da FEB.1,3

Leopoldo Cirne promoveu o I Congresso Espírita, em homenagem ao Centenário de nascimento de Allan Kardec, com a participação de mais de duas mil pessoas, de 1o a 3/10/1904, quando apresentou o trabalho Bases da Organização Espírita, que passou a orientar a ação de união dos espíritas, estimular a fundação de Federações Estaduais e filiar diretamente os centros. A nosso ver este é o marco dos esforços institucionais iniciais de união. Em 1904, existiam apenas duas federativas: a do Paraná e a do Amazonas.2,3

A primeira entidade federativa paulista, a União Espírita do Estado de São Paulo, fundada por Antônio Gonçalves da Silva – Batuíra, em 24/5/1908, foi inspirada no documento Bases da Organização Espírita.1 Com a saída de Cirne da FEB em fevereiro de 1914 ocorreram revisões e um certo retrocesso em relação às ações do citado presidente. Distanciado de instituições, Cirne defendia Kardec como ponto de união e lamentava que muitas lideranças não estariam compreendendo uma nova fase do movimento espírita.2,3

Em face das crescentes insatisfações desenvolveu-se um movimento para se discutir o Espiritismo no Brasil e efetivou-se o Congresso Constituinte Espírita Nacional em março de 1926, no Rio de Janeiro, criando-se uma federativa nacional, a Liga Espírita do Brasil, tendo como órgão máximo a Assembleia Espírita do Brasil.1,2

Naquela época ocorria intensa movimentação no Estado de São Paulo, com experiências no interior: aos 15/03/1931, em reunião realizada em São Carlos (SP) Cairbar Schutel fundou a Associação Espírita de Propaganda do Estado de São Paulo, com finalidade claramente federativa, contando com representantes de 83 instituições4; Benedita Fernandes, aos 30/08/1942 criou a União Espírita Regional da Noroeste em Araçatuba (SP).5

Na Capital formaram-se quatro instituições federativas: Sinagoga Espírita Nova Jerusalém, União Federativa Espírita Paulista, Federação Espírita do Estado de São Paulo e Liga Espírita do Estado de São Paulo. Nesse contexto, aconteceu o 1o Congresso Espírita do Estado de São Paulo, realizado em São Paulo de 1o a 5/6/1947, com a presença de 551 instituições. As entidades patrocinadoras acima citadas abriram mão da ação federativa e foi criada a União Social Espírita; depois denominada União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, a única federativa fundada como decisão plenária de um Congresso Estadual.1,6,7

O ano de 1948 registrou importantes eventos jovens: a Concentração de Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo – COMBESP, reunindo jovens de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e depois o Distrito Federal (Brasília); um certame autônomo que foi um celeiro para formação de expositores e lideranças e repetido anualmente em rodízio por várias cidades destes Estados até 1966.1,2 Liderado por Leopoldo Machado, de Nova Iguaçú (RJ), foi realizado o 1o Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil (Rio de Janeiro, 17 a 25/7/1948), constituindo-se o Conselho Consultivo de Mocidades Espíritas do Brasil.1,2

A essa altura já se planejava por idealistas da USE-SP a realização do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita. Ocorreu em São Paulo de 31/10 a 5/11/1948, com apoio e atuação de dirigentes das Federações Espíritas do Rio Grande do Sul, Paraná e a Catarinense; União Espírita Mineira; Liga Espírita do Brasil; Conselho Consultivo das Mocidades Espíritas do Brasil; Lar de Jesus de Nova Iguaçú (RJ); Centro Espírita de Cuiabá; pessoas com procurações de instituições de Sergipe, Bahia, Pará, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte e várias lideranças.1,7

Para esse evento foi destinada a primeira psicografia de Chico Xavier sobre união, “Em nome do Evangelho”, por Emmanuel, dirigida aos seus participantes e organizadores. O último parágrafo é marcante: “O mundo conturbado pede, efetivamente, ação transformadora. […] unamo-nos no mesmo roteiro de amor, trabalho, auxílio, educação, solidariedade, valor e sacrifício que caracterizou a atitude do Cristo em comunhão com os homens, servindo e esperando o futuro, em seu exemplo de abnegação, para que todos sejamos um…” 1,2,7

A Comissão de Teses do Congresso, entre outros itens, concluiu: “Promover entendimentos com as entidades máximas e federativas dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, ao sentido de consertar a forma de unificação direcional do Espiritismo; […] O poder legislativo nacional será exercido por um Conselho Confederativo, sediado na Capital da República, e composto de um representante de cada Estado, do Distrito Federal e dos Territórios, eleitos pelas uniões ou federações dessas circunscrições, com mandato de cinco anos.”1,7

A proposta não foi recepcionada pelo presidente da FEB. Por ocasião do 2o Congresso da Confederação Espírita Pan-americana, realizado pela Liga Espírita do Brasil em outubro de 1949, no Rio de Janeiro, compareceram líderes de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pará, e do Rio de Janeiro (então Distrito Federal), e, repentinamente ocorreram entendimentos com o presidente da FEB, Wantuil de Freitas. Alguns líderes que participavam deste Congresso compareceram à sede da FEB, para uma reunião com seu presidente e diretores. Após reiterarem a proposta para uma Confederação ou Conselho Superior do Espiritismo, novamente rejeitada por Wantuil de Freitas e por diretores da FEB, este apresentou outra proposição com dezoito itens, com os princípios para a união e unificação do Movimento Espírita, e com detalhamentos complementares para o funcionamento do Acordo. Houve aceitação da proposta pelos presentes.1,2,7 Esse Acordo foi registrado como Grande Conferência Espírita do Rio de Janeiro, também chamado “Acordo de Cavalheiros” e cognominado por Lins de Vasconcellos como “Pacto Áureo”.2

Com base nesse “Pacto” foi instalado em 1o/1/1950 o Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira (CFN), dirigido pelo presidente da FEB e que vem funcionando ininterruptamente, com representantes das federativas de todos Estados.1,2 Ainda em 1950, efetivou-se a “Caravana da Fraternidade” com a finalidade de divulgar os objetivos da unificação e colher adesões de onze estados do Norte e do Nordeste ao “Pacto Áureo”. Era integrada por representantes de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro; depois juntando-se um representante de Pernambuco. Ao final visitaram Chico Xavier, em Pedro Leopoldo (MG), e receberam duas mensagens psicográficas. Leopoldo Machado fez todos registros, publicados na forma de livro: A caravana da fraternidade.1,2

Vários anos depois, Carlos Jordão da Silva relembrou os bastidores do “Pacto Áureo” em entrevista para o Anuário Espírita 1974: “Após as reuniões do Congresso Pan-americano e recolhidos todos os participantes das delegações em seus respectivos hotéis, cerca de uma hora da manhã, resolvemos sair para tomar um pouco de ar e dirigimo-nos para determinada praça próxima ao nosso hotel e para a nossa surpresa todas as delegações foram chegando ao mesmo local, como que convocadas por forças invisíveis. Achamos graça por ter o Plano Espiritual nos reunido daquela forma e aquela hora da madrugada e ali mesmo marcamos uma reunido para as 8 horas da manhã, no Hotel Serrador, onde estávamos hospedados, eu e minha Senhora, e, realizada tal reunido, incumbiu-se Artur Lins de Vasconcellos Lopes a tarefa de aproximar-se da FEB para promover o encontro.”1,2,7

Ao analisar, item a item, o “Pacto Áureo” em nosso livro União dos espíritas1,2 concluímos que o “Pacto” deve ser revisto pois seu texto está superado, devendo-se citar explicitamente a fundamentação em todas obras básicas de Allan Kardec e eliminar vários itens operacionais que podem ter sido adequados para os momentos iniciais, mas atualmente não são aceitáveis. Em nosso entendimento e experiência, o “Pacto Áureo” é importante referencial histórico, mas deve ser revisto para aplicação mais adequada, considerando-se o contexto atual do movimento espírita, os textos sobre o tema alinhavados pioneiramente pelo Codificador e outros de autoria dos espíritos Bezerra e Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier.2

Ao finalizar, cabe a reflexão com que encerramos o livro União dos espíritas2, tendo como sub-título: Para onde vamos?

Referências:

1) Palestra – 70 anos do CBUE e Anais do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita. Arquivos digitais no site: www.usesp.org.br (em Documentos/Documentação histórica).

2) Carvalho, Antonio Cesar Perri. União dos espíritas. Para onde vamos? 1.ed. Capivari: Ed. EME. 2018.

3) Cirne, Leopoldo. Antichristo. Senhor do Mundo. 1.ed. 2a Parte. Rio de Janeiro: Bedeschi. 1935. Edição digital: http://luzespirita.org.br/leitura/pdf/L163.pdf

4) Monteiro, Eduardo Carvalho; Garcia, Wilson. Cairbar Schutel – o bandeirante do Espiritismo. Matão: O Clarim. 1986.

5) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Benedita Fernandes – a dama da caridade. Araçatuba: Ed.Cocriação/USE Regional de Araçatuba. 2017.

6) Anais do 1o Congresso Espírita do Estado de São Paulo. São Paulo: USE. 1947.

7) Monteiro, Eduardo Carvalho; D’Olivo, Natalino. USE – 50 anos de unificação. São Paulo: USE. 1997.

— O autor foi presidente da FEB, da USE-SP e membro da Comissão Executiva do CEI.

 

(Transcrito de: Revista Internacional de Espiritismo. Matão, Setembro de 2019.P. 404-406).

Grande Encontro sobre Paulo de Tarso na Capital Paulista

Grande Encontro sobre Paulo de Tarso na Capital Paulista

- Encontro Espírita da Primavera -

Data: 14 de setembro de 2019 – sábado – das 8h30 às 15h30

Local: Teatro APCD – Rua Voluntários da Pátria, 547 -Santana. São Paulo -SP (30m do metrô Tietê)

Realização: USE Regional de São Paulo, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo

PROGRAMAÇÃO – Tema central: "Tudo me é lícito mas nem tudo me convém." – Paulo, Cor. 6:12.

8h00 Recepção e café

Apresentação Musical: Andréa Bien; 9h00

Abertura e prece inicial 9h15 Alberto Almeida – tema: Cuidando da sua criança interior

10h30 Intervalo

11h00 Antonio Cesar Perri de Carvalho – tema: Paulo e contexto da Epístola com a recomendação para o que convém.

11h40 André Marouço – Filme Paulo de Tarso e a história do cristianismo. primitivo. Estreia marcada para o dia 3/10/2019 nos cinemas.

12h20 Mesa Redonda com Alberto Almeida, Cesar Perri e André Marouço. Perguntas do público.

13h15 Encerramento com Andrea Bien e Lirálcio Ricci

Almoço em 2 turnos 13h30 e 14h – Haverá almoço no local: strogonoffs de frango e vegetariano, com batatas palhas e saladas

14h00 Autógrafos com Alberto Almeida e Cesar Perri na área da livraria.

Expositores:

ALBERTO ALMEIDA – de Belém-PA, médico homeopata, com formação em terapia Regressiva e Vivências Passadas, Psicologia Transpessoal, Terapia Familiar. Colabora com a União Espírita Paraense e é diretor da Associação Médico-Espírita do Pará e do Jardim das Oliveiras. Livros publicados: Arte do Reencontro – casamento, O perdão como caminho… o caminho do perdão, O amor pede passagem, Pais e Filhos…fortalecendo vínculos, Cuidando da sua criança interior, entre outros. (www.albertobelem.blogspot.com e www.jardimdasoliveiras.org)

ANTONIO CESAR PERRI DE CARVALHO, de São Paulo-SP, professor titular aposentado da UNESP, Ex-presidente da Federação Espírita Brasileira, ex-diretor do Conselho Espírita Internacional, ex-presidente da USE-SP, palestrante e escritor com mais de 30 livros. Publicações recentes: Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões, União dos Espíritas: para onde vamos?, Cristianismo nos séculos iniciais – análise histórica e visão espírita, Epístolas de Paulo a Luz do Espiritismo, Centro Espírita – prática espírita e cristã, entre muitos outros. Atualmente atua em São Paulo: no Centro Cultural, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro e no Grupo Espírita Casa do Caminho.

ANDRÉ MAROUÇO, de São Paulo-SP, Diretor da TV Mundo Maior e da Rede Boa Nova de Rádio, jornalista, cineasta, formado em marketing pela UNIP, conferencista, apresentador de programas Mundo Maior, diretor executivo de 8 curtas metragens, roteirizou e dirigiu os filmes Causa e Efeito, o Filme dos Espíritos, o documentário Nas Pegadas do Mestre e lançará um novo filme Paulo de Tarso e a história do cristianismo primitivo, no próximo dia 3 de outubro, no cinema.(www.tvmundomaior.com.br)

ANDREA BIEN, de São Paulo-SP, cantora lírica, soprano, formada em música pela Universidade Livre de Música, conhecida nacionalmente. LIRÁLCIO RICCI, de São Paulo-SP, cantor, compositor, Diretor do Departamento de Arte da USE-SP e palestrante espírita.

*Convite: R$40,00 incluindo almoço – Informações pelo e-mail: use@usesp.org.br. A renda será em prol da reforma do Centro Cultural da USE, da rua Brigadeiro Machado, 269 – Brás Os convites podem ser adquiridos nas USEs da Capital que são distritais da sua região, nas USEs de Osasco, Carapicuiba, Embu das Artes, Guarulhos, Alto Tietê (Mogi das Cruzes), Cotia, na secretaria da USE, na rua Dr. Gabriel Piza, 433 – Santana, informações pelo e-mail: use@usesp.org.br.*

Repercute a pesquisa inédita sobre estudo do Novo Testamento pelos espíritas:

Repercute a pesquisa inédita sobre estudo do Novo Testamento pelos espíritas 

Muitos comentários e acessos sobre o estudo do Novo Testamento pelos espíritas foi objeto de pesquisa desenvolvida por Natália Cannizza Torres: a Dissertação de Mestrado “'Jesus a porta, Kardec a chave': a apropriação do Novo Testamento pelo segmento espírita", defendida e aprovada no 1o Semestre de 2019 junto ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos para obtenção do título de Mestra em Sociologia. Este trabalho acadêmico foi orientado pelo Professor Doutor André Ricardo de Souza, do Departamento de Sociologia da UFSCar.

A pesquisadora realça o papel significativo das obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier, notadamente de autoria do espírito Emmanuel; destaca as propostas de meados do século XX, mas com impulso de propagação nesta 2a. década do século XXI: o estudo interpretativo do Novo Testamento, o qual começou em Belo Horizonte e que principalmente a partir da criação do NEPE (Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho), junto à Federação Espírita Brasileira em 2012 e que mesmo após sua desativação em 2015, a prática se expandiu pelo país.

A Dissertação apresenta dados muito interessantes e até sintetiza-os em Tabelas. Atualmente, existem 59 NEPEs em diferentes centros espíritas, espalhados por 14 unidades federativas do país.

A Dissertação de Mestrado trata de maneira inédita o estudo do Novo Testamento no movimento espírita, com fundamentos acadêmicos, focaliza a visão espírita, relacionando dados e fontes obtidos na literatura acadêmica e espírita, nas entrevistas e nos contatos com dezenas de grupos de estudos espíritas do país. Esta pesquisa contribui com análises sociológicas e informações históricas.

Acesso à Dissertação de Mestrado:

Torres, Natália Cannizza. “Jesus a porta, Kardec a chave”: a apropriação do Novo Testamento pelo segmento espírita. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. 2019. 91p. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/11755/Dissertac%cc%a7a%cc%83o%20Nata%cc%81lia%20Cannizza%20Torres.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Acesso à Resenha:

Pesquisa sobre o estudo do Novo Testamento pelos espíritas