Da viúva Kardec às questões da atualidade em Dirigente Espírita

Da viúva Kardec às questões da atualidade em Dirigente Espírita


A revista digital Dirigente Espírita, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, na edição de janeiro/fevereiro de 2026, a presidente Julia Nezu destaca o 19o Congresso Estadual de Espiritismo em junho, sob o tema “O centro espírita no novo tempo”, que promoverá reflexões sobre a atuação das casas espíritas na atualidade.
Entre as matérias, Antonio Cesar Perri de Carvalho discute “Novas perspectivas para o movimento espírita”, propondo uma estrutura baseada no colegiado para enfrentar os desafios do século XXI. Marco Milani contribui com uma análise sobre a tríade “arrependimento, expiação e reparação” na justiça divina e oferece um alerta essencial sobre a manutenção da coerência doutrinária diante da ampla exposição digital e de práticas estranhas à Codificação. Também assina artigo sobre “Entre a tolerância e a coerência doutrinária”.
Adriano Calsone biografa “Madame Kardec, a mulher forte do Espiritismo”; “A trajetória de 77 anos do Instituto Espírita de Educação (IEE)” foi relembrada por Maurício Romão.
Artigos sobre: “Ansiedade e de pressão na assistência espiritual”, “Reflexões sobre a necessidade de clareza e compro misso na comunicação institucional”, “Um estudo sobre as causas da desmotivação e afastamento de tarefeiros em grupos mediúnicos”. Informações sobre o 1o Encontro de Ciência e Pesquisa Espírita (EnCPE); e homenagens a seareiros que desencarnaram: Sirlei Nogueira e José Antonio Vecchi.
Em “Fatos e vidas da história do espiritismo”, há uma relação de efemérides do bimestre.
Há várias notícias sobre eventos promovidos por Departamentos da USE-SP.
(Resenha GEECX)
Acesse Dirigente Espírita pelo link (copie e cole):

https://usesp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/RDE-210-1.pdf

Livro Movimento Espírita Internacional e o nó histórico no Brasil

Livro Movimento Espírita Internacional e o nó histórico  no Brasil

Artigo "O nó histórico da organização espírita no Brasil", de Wilson Garcia

O livro Movimento Espírita Internacional, lançado em novembro último pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro (CCDPE-ECM), reúne os depoimentos de Antonio Cesar Perri de Carvalho, Charles Kempf e Elsa Rossi. Trata-se de uma obra de história e de histórias: um livro-depoimento em que os autores não apenas registram sua participação na criação e no desenvolvimento do Conselho Espírita Internacional (CEI), mas também examinam suas “origens, ideais e experiências”, conforme anuncia o subtítulo.

Não é um volume que caiba no espaço estreito de uma simples resenha. Reduzi-lo a algumas linhas seria correr o risco de oferecer ao leitor uma visão empobrecida de um capítulo recente da história do Espiritismo no Brasil e no exterior. Por isso, antes de comentar diretamente o conteúdo do livro, propomos um breve percurso histórico que permita situar melhor o leitor — sobretudo aqueles que, de algum modo, participam das atividades do movimento espírita brasileiro.

Da centralização federativa ao esvaziamento do movimento internacional

Por mais de um século, a organização do Espiritismo no Brasil construiu-se sobre um fio permanente de tensão: o desejo de unificação, de um lado, e o impulso centralizador, de outro. O resultado foi um movimento fértil em iniciativas, mas marcado por fraturas doutrinárias e disputas de poder que se estendem até o presente. Das raízes pluralistas à centralização federativa Na segunda metade do século XIX, o Espiritismo brasileiro era essencialmente plural. Existiam grupos kardecistas estritos, associações de estudo filosófico, núcleos voltados à investigação dos fenômenos mediúnicos e círculos dedicados à prática assistencial. A chamada “unificação” era então apenas uma ideia em disputa — não um consenso. Fundada em 1884, a Federação Espírita Brasileira (FEB) nasce nesse ambiente diverso. Seus primeiros anos foram marcados por debates sobre autoridade doutrinária, pelas relações com o catolicismo e o protestantismo emergentes e pela difícil tarefa de construir alguma unidade em meio às diferentes leituras da obra de Kardec.

O ponto de inflexão ocorre quando Adolfo Bezerra de Menezes assume, pela segunda vez, a presidência da instituição — após ter renunciado a um primeiro mandato cerca de um ano depois de iniciado. Duas decisões de sua gestão moldariam profundamente os rumos do Espiritismo organizado no país. A primeira foi equiparar, na orientação doutrinária da FEB, Allan Kardec e João Batista Roustaing, autor de Os Quatro Evangelhos, obra de caráter revelacionista e forte cunho religioso. Não se tratava apenas de uma escolha editorial, mas de um gesto político e cultural: institucionalizavam-se as ideias roustainguistas e, com elas, introduzia-se no cerne do movimento espírita brasileiro uma perspectiva místico-cristã que tensionava o projeto filosófico-científico concebido por Kardec. A segunda decisão foi assumir que a FEB não seria apenas mais uma entidade, mas a condutora do Espiritismo no Brasil. A partir daí, consolidou-se uma estrutura hierárquica sustentada por autoridade moral e organizacional, voltada a falar “em nome do movimento”. Construiu-se, assim, um Espiritismo institucional de perfil religioso-cristão, distinto da matriz original kardeciana, e uma FEB que:

• não inventa a estrutura federativa, mas a consolida;

• transforma a opção Roustaing–Kardec em eixo de disputas que atravessariam todo o século XX;

• assume um papel de coordenação nacional que produz unidade administrativa, mas restringe o pluralismo doutrinário.

1949: o Pacto Áureo e a legitimação formal do poder

Meio século depois, em 1949, um episódio pouco analisado fora dos meios especializados redefiniria o mapa institucional do Espiritismo brasileiro: o Pacto Áureo, firmado no Rio de Janeiro durante o 2º Congresso Espírita Pan-Americano, realizado sob a bandeira da então CEPA-Confederação Espírita Panamericana, hoje CEPA-Associação Espírita Internacional. No contexto do pós-guerra, a retórica da união e da organização ganhava força em todo o mundo. A FEB soube assimilar aquele momento histórico e convocou lideranças das federações estaduais a assinar um documento que, sob a aparência de um pacto fraterno, formalizava sua posição como centro coordenador do movimento espírita nacional.

O Pacto Áureo:

• transformou a FEB de polo influente em polo oficialmente reconhecido;

• instituiu uma hierarquia tácita, alinhando federações estaduais ao eixo do então Distrito Federal;

• consolidou a visão do Espiritismo como religião cristã, reforçando um viés já delineado desde Bezerra de Menezes. A centralização e a autoridade doutrinária, cultivadas desde o século XIX, recebiam enfim sua legitimação formal. Desde então, a arquitetura federativa privilegiaria convergência e uniformidade em detrimento da diversidade inicial.

Anos 1970: Thiesen e a engenharia política da FEB

Na década de 1970, em pleno regime militar, a FEB entra em nova fase sob a presidência de Francisco Thiesen. Seu projeto manteve rigorosamente a linha doutrinária consolidada: preservar a condução do Espiritismo brasileiro sob o eixo Roustaing/Kardec. Paralelamente, porém, Thiesen inaugura um movimento peculiar: um distensionamento político em relação ao restante do movimento espírita. Buscando ampliar a base federativa de apoio, passa a incorporar lideranças de outros estados à estrutura dirigente da FEB. Entre elas destacam-se Nestor João Masotti e Antonio Cesar Perri de Carvalho, então ex-presidentes da USE-SP, entidade historicamente crítica das posições roustainguistas da FEB. A aproximação tinha forte valor simbólico. O resultado é claro: amplia-se o apoio institucional, mas sem qualquer alteração do núcleo ideológico. A década passa a ser caracterizada por três marcas centrais:

1. reafirmação doutrinária do eixo Roustaing/Kardec;

2. centralização em ambiente político autoritário;

3. cooptação estratégica de lideranças regionais. A FEB saía mais robusta organizacionalmente, porém cada vez mais homogênea em termos doutrinários.

A era Masotti: ambição global e bloqueio interno

A ascensão de Nestor João Masotti à presidência da FEB coroa sua trajetória na USE e posteriormente na própria Federação. Sua gestão representa o encontro entre ambição internacional e impasse doméstico. Três movimentos a definem: O primeiro é o estímulo à democratização interna do Conselho Federativo Nacional (CFN), órgão de articulação entre as federações estaduais. O segundo é a consolidação do Conselho Espírita Internacional (CEI) — antigo sonho da FEB de projetar-se como referência mundial do Espiritismo. Com investimento financeiro e articulação política, o CEI ganha representatividade, estabelece encontros internacionais e se torna, ainda que brevemente, a maior experiência de organização espírita global da história. O terceiro movimento é o mais sensível: a tentativa de reduzir a presença explícita de Roustaing nos estatutos da FEB. Não se trata de reforma doutrinária, mas de estratégia política: modernizar a imagem institucional e reduzir resistências kardecistas. A reação interna, porém, é intensa, e a proposta recua. O CEI avança; a reforma estatutária estanca. Fica exposto o limite estrutural de uma direção incapaz de atualizar sua identidade sem gerar rupturas.

Perri: continuidade interrompida e “golpe democrático”

Com a desencarnação de Masotti, Antonio Cesar Perri de Carvalho assume interinamente e depois é eleito presidente da FEB. Tudo apontava continuidade: fortalecimento do CEI, valorização do CFN e modernização administrativa. A estabilidade, contudo, era apenas aparente. Nos bastidores, forma-se um movimento silencioso de oposição ligado aos setores mais conservadores. Na renovação da diretoria, outro nome é eleito. Formalmente regular, o episódio foi interpretado por muitos como um “golpe democrático”: um rearranjo de forças que interrompeu abruptamente o projeto de abertura institucional.

As consequências foram imediatas:

• esvaziamento de iniciativas federativas;

• retração do apoio ao CEI;

• refluxo do protagonismo internacional brasileiro.

Ambiguidade estrutural e fraturas aprofundadas

Dos períodos Thiesen–Masotti–Perri emerge o grande paradoxo federativo: ampliação política e fechamento doutrinário. Quanto maior a rede de alianças institucionais, mais restrito se tornava o campo de interpretações aceitas. Consolida-se, sobretudo na gestão Masotti, a tríade “filosofia, ciência e religião”, inviabilizando qualquer convergência com outras correntes legítimas do movimento espírita, como, por exemplo, a representada pela CEPA, defensora do Espiritismo constituído por filosofia, ciência e moral, sem caráter religioso formal. Essas duas matrizes tornam-se, explicitamente e definitivamente, inconciliáveis. O livro Movimento Espírita Internacional: testemunho e emoção É nesse contexto que se situa Movimento Espírita Internacional – Origens, ideais e experiências. Mais que análise histórica, a obra é testemunho vivo da trajetória do CEI.

Os autores registram:

• sonhos de integração mundial;

• expectativas de amadurecimento do movimento;

• projetos sustentados pelo ideal de fraternidade internacional;

e também:

• as decepções provocadas pelas mudanças institucionais;

• e as mágoas daqueles que dedicaram esforços a um projeto que se viu esvaziado.

Sonhos, esperanças, decepções e mágoas não são apenas palavras-chave do livro: descrevem um ciclo inteiro da história recente do Espiritismo organizado. Um mapa para compreender o presente Da consolidação promovida por Bezerra de Menezes ao Pacto Áureo, da engenharia política de Thiesen à ambição internacional de Masotti, da continuidade interrompida de Perri à denúncia do livro Movimento Espírita Internacional, desenha-se um mapa revelador:

• a FEB ampliou sua influência política, mas estreitou seu horizonte doutrinário;

• afrouxou Roustaing no plano formal, mas preservou a matriz religiosa dele derivada;

• fortaleceu a estrutura nacional, mas inviabilizou pontes com correntes de livre-pensamento.

É nesse cruzamento entre expansão institucional e retração ideológica que se situa o nó histórico da organização espírita no Brasil — um nó que Kempf, Rossi e Perri ajudam a iluminar, ainda que sua superação permaneça, por ora, aberta.

DE:

Expediente on line (copie e cole): https://expedienteonline.com.br/o-no-historico-da-organizacao-espirita-no-brasil/

 

Artigos e divulgações em inglês em revista americana

Artigos e divulgações em inglês em revista americana

 

Na edição de janeiro-março de 2026, a revista The Spiritist Magazine, editada pela Spiritist Society of Virginia – SSVA (Sociedade Espírita da Virgínia, EUA) está no 17o ano de contínua publicação.

Nessa edição, número 72, como matérias de capa anunciam artigos sobre: Amor puro ilimitado, de Stephen Post; Passageiros da eternidade, de Elsa Rossi; Desenvolvimento da mediunidade, de Roberto Watanabe; Mensagens espirituais de apoio, de Cesar Perri. Há textos de autorias espirituais sobre “as três principais causas de doenças”, do espírito Morel Lavallée; do espírito Joseph pela psicografia de Vanessa Anseloni, como sobre o conhecimento da colônia Nosso Lar, e outras extraídas de obras de Chico Xavier.

O recente livro “Movimento Espírita Internacional. Origens, ideais e experiências”, dos autores Perri, Kempf e Rossi (Ed. CCDPE, 2025) foi comentado.

Informa sobre evento “campanha de Natal no metrô”, pelo segundo ano, com voluntários da SSVA distribuindo a edição em inglês do livro “Pensamento e vida”, de Emmanuel (FCX), em estações de metrô da área metropolitana de Washington DC/Virgínia/Maryland.

A SSVA divulga vários livros em inglês para adultos e crianças, disponibilizados pela Amazon.

Desde o início – ano 2008 -, com autorização do Conselho Espírita Internacional a Revista Espírita (The Spiritist Magazine) é editada em inglês, nos Estados Unidos, sendo Vanessa Anseloni a editora-chefe, publicada pela SSVA e Kardec Radio.

Informações: https://www.spiritistmagazine.org/

Benedita Fernandes em idioma internacional

Benedita Fernandes em idioma internacional

Artigo sobre Benedita Fernandes foi publicado em esperanto no “Almanako Lorenz” do Jubileu, em dezembro de 2025.

A matéria é de autoria de Izaura de Azevedo Hart, traduzida para o esperanto por Affonso Soares. O conteúdo, com ilustrações, está baseado no livro “Benedita Fernandes. A dama da caridade”, de Antonio Cesar Perri de Carvalho (Ed. Cocriação).

Trata-se de Almanaque em esperanto, idioma internacional empregado em viagens, correspondência, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio e na atualidade principalmente na Internet.

O tradicional Almanaque conta com a colaboração de eminentes esperantistas estrangeiros, com riquíssimo conteúdo e nesta edição traz uma grande novidade: totalmente colorido. A Editora Lorenz, que publica o Almanaque, dispõe de grande quantidade de livros espíritas traduzidos para o esperanto, de dicionários e de obras de ensino do idioma.

Informações sobre a Editora Lorenz, copie e cole: https://www.editoralorenz.com.br/esperanto

Movimento Espírita Internacional. Origens, ideais e experiências – Comentários iniciais

Movimento Espírita Internacional. Origens, ideais e experiências – Comentários iniciais

Os autores atuaram como dirigentes de instituições, de entidades federativas nacionais e do Conselho Espírita Internacional. Essa obra reúne depoimentos e informações fundamentadas em documentos e registros fotográficos sobre a vivência de Kempf, Elsa e Perri, em momentos prévios e principalmente durante o desenvolvimento do Conselho Espírita Internacional nas gestões de Nestor João Masotti e de Charles Kempf como secretários-gerais do CEI.

Em função dessas vivências, fazem análises, reflexões e apresentam ideias para se repensar o movimento espírita de forma diferente, tirando as lições do passado para construir um futuro melhor.

De trechos de prefácios:

“A história do Movimento Espírita Internacional é, acima de tudo, a história da perseverança de ideais universais que transcendem fronteiras, idiomas e culturas. Desde os primeiros passos da codificação espírita, Allan Kardec acentuou a vocação do espiritismo para a universalidade, firmando-o como uma doutrina destinada ao progresso moral e intelectual de toda a humanidade. Este livro, Movimento Espírita Internacional: origens, ideais, experiências, apresenta-se como um testemunho eloquente dessa vocação. Sob a escrita lúcida e serena de Charles Kempf, Elsa Rossi e Antonio Cesar Perri de Carvalho, somos conduzidos através das origens, dos princípios e das experiências que moldaram o esforço de união entre os espíritas de diversos países, culminando na criação do Conselho Espírita Internacional, em 1992. […] Cada experiência relatada neste livro ilumina a certeza de que a missão espírita é coletiva, progressiva e fundamentada no amor pela verdade. A unidade de princípios, a diversidade de expressões e a convergência moral dos espíritas são os alicerces sobre os quais se edifica, com perseverança, o Movimento Espírita em escala planetária. Esta obra, portanto, é mais do que um registro de fatos; é um convite a todos nós, espíritas de diferentes origens, para que, inspira dos pela universalidade do ensino dos Espíritos e pela grandeza do ideal kardequiano, continuemos na edificação de uma comunidade internacional, baseada no estudo, na caridade e na fé raciocinada.” – Júlia Nezu de Oliveira.

“Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que o objetivo deste livro não é recriminar ninguém. Pretende, acima de tudo, ser um compêndio histórico do trabalho realizado por nossos antecessores e por aqueles que os seguiram no trabalho de unificação do Movi mento Espírita em nível mundial. […] É claro que ainda levará muito tempo até que tenhamos um Movimento Espírita unido, porque não esqueçamos, ele é composto apenas pela soma de todos os humanos que somos e que aderem às ideias da filosofia. Existem muitas vias, caminhos variados. Muitas vezes perdemos o rumo, hoje ainda, mas tenho certeza de que um dia construiremos um mundo melhor. Obrigado aos autores deste livro por me permitirem me expressar! Jean Paul Évrard.”

Alguns dos comentários iniciais:

C. Reis: "Excelente. Tive o privilégio de conviver com Nestor. Participar de algumas ações do Conselho, ver os esforços de Elsa, Charles e a, sua generosa participação. Conheci Jean Paul e muitos bons e dedicados companheiros. Acompanhei as questões ligadas à Revista Espírita, viajamos juntos com Roger. Também gostei de suas considerações a respeito das atualidades, das mudanças na legislação, nas questões tecnológicas que envolvem as atividades das casas espíritas. Parabéns pela Excelente apresentação. Muito obrigado "

L.Rocha: "Gratidão Professor pela abordagem e exemplos citados, sempre nos enriquecendo, nos ofertando conhecimentos tão oportunos".

O.M.Filho: "Parabéns por mais esse trabalho".

N. Guimarães: "Parabéns!"

Em redes sociais, vários com o sinal: 👍👍👍

Informações sobre o livro (copie e cole): https://ccdpe.org.br/produto/movimento-espirita-internacional-origens-ideais-e-experiencias/

O Evangelho segundo o Espiritismo e a afirmação espírita

Resenha

O Evangelho segundo o Espiritismo e a afirmação espírita

André Ricardo de Souza & Aíla Luzia Pinheiro de Andrade (*)

O Evangelho segundo o Espiritismo, um dos cinco fundamentais livros espíritas publicados por Allan Kardec, tem papel central na afirmação do espiritismo como parte da religião cristã, algo que é feito também através do amplo trabalho assistencial gratuito realizado pelos espíritas no Brasil. Partindo de análise bibliográfica e pesquisa de campo, o artigo mostra que tal livro espírita compõe uma necessidade de reinterpretação bíblica. O artigo acadêmico aborda a longa trajetória das interpretações bíblicas e a propagação do estudo do referido livro assim como das práticas religiosas disseminadas a partir dele no âmbito do espiritismo brasileiro, enquanto parte de sua afirmação cristã.

A valorização de ESE se fez e prossegue importante no processo de afirmação religiosa cristã do espiritismo. Tal processo de valorização ganharia grande impulso a partir de uma prática iniciada por Francisco Cândido Xavier, o chamado Culto do Evangelho no Lar, que consiste no estudo semanal da referida obra de Kardec no ambiente familiar doméstico.

Os autores citam livros e artigos publicados por cientistas sociais, inclusive do próprio André Ricardo de Souza, de diversos sociólogos, obras de Kardec, psicográficas de Chico Xavier, de Antonio Cesar Perri de Carvalho e Flávio Rey de Carvalho.

(*) André Ricardo de Souza é Doutor e Mestre em Sociologia pela USP; docente da UFSCar. Aíla Luzia Pinheiro de Andrade possui Licenciatura em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará; pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia é Bacharel em Teologia, Mestre e Doutora.

Publicação em: Horizonte (PUC – Minas), v. 22, n. 67, e226712, jan./abr. 2024.

Reflexões necessárias

Resenha

Reflexões necessárias

Obra de Nina Terra que atua no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo. Conta com prefácio de Antonio Cesar Perri de Carvalho.

No conteúdo dessa obra, há registros cultos, elaborados com simplicidade, fundamentação doutrinária e o que é indispensável, assentados na vivência, e, consolidados com redação agradável e simples. Subsídio excelente para orientação de voluntários.

Oportuno, pois as ações no ambiente espírita devem ser concretizadas com a valorização do trabalho em equipe, com compartilhamento e parceria de experiências.

A autora reflete sobre sua vivência de quarenta anos em trabalhos voluntários. Emprega como ponto de partida questões como: “o que leva alguém a se associar ou voluntariar a atividades beneficentes? Qual a sua motivação? O que a faz se afastar descontente?”

Daí valorizar a necessidade de conscientização dos integrantes de equipes de voluntários: “estar consciente de onde se está, porque está e se realmente quer permanecer”. Emergem comentários sobre o trabalho de equipe, com sentimento de segurança, de apoio e a sensação de aceitação, de inclusão e identidade com o grupo.

Reflexões necessárias é um bom subsídio para orientação e estímulo ao trabalho de equipe em apoio ao próximo.

Informações (copie e cole): https://livraria.casadocaminho.com.br/produto/reflexoes-necessarias/

Temas atuais, orientações aos Centros, rumos para o movimento espírita

Temas atuais, orientações aos Centros, rumos para o movimento espírita

A revista digital “Dirigente Espírita”, tem por objetivo levar assuntos e artigos de interesse e importantes para dirigentes e trabalhadores de órgãos de unificação e de centros espíritas, com o objetivo de sempre ampliar e dinamizar o movimento espírita.

Há 36 anos é órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo.

Na edição setembro-outubro/2025, na seção Perfil, João Thiago de Oliveira Garcia, é o nosso entrevistado. Matéria relembra que sob coordenação da recém-criada União Social Espírita, era realizado em São Paulo, o Congresso que iria dar novos rumos ao movimento espírita brasileiro. De 31 de outubro a 5 de novembro de 1948, aconteceu o Congresso Brasileiro de Unificação Espírita. Dele, um ano depois, aconteceria o chamado Pacto Áureo. Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da USE e da FEB, traz sua contribuição com o questionamento sobre O Pacto Áureo é atual? Marco Milani escreve sobre “As características do verdadeiro espírita” e sobre “Um rumo possível do movimento espírita”.

Norberto Tomasini considera que está em alta no Brasil, o interesse pela espiritualidade. O tema “Atendimento espiritual e suicídio: mitos e verdades” é tratado em artigo elaborado por equipe.

Em Circuito Aberto, as informações dos Departamentos da Diretoria Executiva da USE sobre temas das diferentes funções do centro espírita.

Acesse a revista pelo link (copie e cole):

ttps://usesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/reDE-208.pdf

Revista francesa destaca o centenário da desencarnação de Camille Flammarion

Revista francesa destaca o centenário da desencarnação de Camille Flammarion

Na edição do 2o trimestre de 2025 a Revue Spirite editada em francês, fundada por Kardec, destaca na capa o artigo sobre o centenário de desencarnação de Camille Flammarion (1842-1925), contemporâneo de Kardec e autor de vários livros sobre a imortalidade, reencarnação e pluralidade dos mundos habitados; discursou no sepultamento de Kardec.

Contém vários artigos, como “A dificuldade de ajudar. O amor ao próximo está no coração de todo cristão”, sobre transcomunicação instrumental, e republicação de matéria sobre “a moral universal”.

Há nota alusiva à desencarnação de Divaldo Pereira Franco, citando suas ações na divulgação e médium que lançou mais 260 livros.

O livro Pão nosso, do espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, vertido para o francês, tem mais capítulos focalizados. A Revue divulga a edição de “La saga de l’ectoplasmie” de Michel Grangeur, e dá ênfase na divulgação de obras editadas pelo LMSF, principalmente as edições de obras de Kardec e de Léon Denis.

No Editorial, Jean-Paul Evrard sintetiza a história da Revue Spirite, fundada por Kardec em 1858, comentando as várias fases e gestões da Revista até os esforços de Roger Perez, a transferência para o Conselho Espírita Internacional, chegando na atualidade, resultado da ação conjunta de Roger Perez e Nestor Masotti por terem transferido para o Le Mouvement Spirite Francophone – LMSF em 2010 a propriedade da Revue Spirite, devidamente registrada em órgãos da França. Todos os números desde 1858 até 2010 estão digitalizados em disponíveis gratuitamente na página eletrônica da Encyclopédie Spirite (copie e cole: www.spiritisme.net).

Informações:

E-mail (copie e cole): info@lmsf.org; http://www.revue-spirite.org

(Resenha ACPC)

CONSCIÊNCIA ALÉM DA VIDA: A CIÊNCIA MODERNA E A VALIDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS ESPÍRITAS

CONSCIÊNCIA ALÉM DA VIDA: A CIÊNCIA MODERNA E A VALIDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS ESPÍRITAS

Wilson Garcia

“Se a morte fosse o aniquilamento absoluto, a vida não teria sentido.” (O livro dos espíritos, questão 957)

Seres humanos não morrem.

Seres humanos famosos por suas realizações na sociedade, também não. Mas o falecimento dos seus corpos costuma causar comoções e impactos diversos, reaproximando a verdade de que a vida no planeta é finita. Porém, nem por isso é menos extraordinária. Quando Allan Kardec sistematizou os princípios do Espiritismo, apoiou-se num método rigoroso: a observação, a comparação e a análise crítica dos fenômenos mediúnicos. A Doutrina Espírita, desde seus fundamentos, sustenta a tese da imortalidade da alma não como crença cega, mas como resultado da experiência, do estudo dos fatos, da reflexão racional e da observação científica.

No início do século XX, Ernesto Bozzano, um dos maiores pensadores da metapsíquica, publicou A crise da morte, uma obra monumental em que analisa centenas de casos de comunicações mediúnicas de Espíritos recém-desencarnados. Suas conclusões foram categóricas: os processos de desprendimento da consciência do corpo físico são universais, padronizados, e revelam que a morte não é um fim, mas uma transição.

Hoje, um século depois, pesquisadores das ciências da consciência e da medicina de emergência — muitos deles sem vínculos com qualquer tradição espiritualista — deparam-se com fenômenos que reproduzem quase exatamente aquilo que Bozzano, Kardec e os Espíritos já haviam revelado.

Os 12 pontos fundamentais de Ernesto Bozzano

No encerramento de A crise da morte, Bozzano resume os principais aspectos da experiência do desencarne em doze pontos, extraídos do cruzamento de centenas de relatos:

1. Desconhecimento do estado de morto: O Espírito frequentemente não percebe que morreu, crendo-se ainda vivo no mundo físico.

2. Busca por comunicação: Tenta dialogar com os presentes, sem compreender por que não é ouvido ou visto.

3. Surpresa e insistência: Persiste nas tentativas de ser notado, muitas vezes com angústia e perplexidade.

4. Percepção unilateral: Vê e ouve tudo o que ocorre no ambiente terreno, mas não é percebido pelos encarnados.

5. Desespero momentâneo: Experimenta medo, confusão e inquietação diante da situação desconhecida.

6. Visão do próprio corpo físico: Vê-se fora do corpo, observando-o inerte, seja no leito de morte, no local do acidente ou no velório.

7. Aparição de Espíritos socorristas: Gradualmente, percebe a presença de entidades espirituais — familiares, amigos, mentores.

8. Esclarecimento sobre a morte: Recebe orientação espiritual que lhe confirma a realidade de sua nova condição.

9. Alívio e aceitação: A angústia se dissipa à medida que entende que continua vivo, porém em outro plano.

10. Revisão panorâmica da vida: Surge, então, uma visão retrospectiva dos principais atos e escolhas da existência recém-encerrada.

11. Afastamento do ambiente físico: Progressivamente se desprende do local do desenlace, acompanhado por Espíritos benfeitores.

12. Entrada no mundo espiritual: Transita definitivamente para uma nova realidade, correspondente ao seu estado moral e espiritual.

A Ciência moderna e as EQMs: a validação empírica

Nas décadas recentes, a medicina de emergência e a neurociência começaram a acumular dados que, ainda que inicialmente desconcertantes para o paradigma materialista, reproduzem exatamente as descrições dos processos de desencarne observados por Bozzano.

As chamadas Experiências de Quase Morte (EQMs) ocorrem, na maioria, durante situações clínicas de parada cardíaca, acidente grave ou estados de coma profundo. Durante períodos em que não há atividade elétrica cerebral mensurável — portanto, segundo os critérios médicos, a consciência deveria estar apagada — os pacientes relatam:

• Desprendimento do corpo físico e visão do próprio corpo.

• Observação precisa do ambiente, muitas vezes corroborada por testemunhas (médicos e enfermeiros).

• Sensação de flutuação, paz e leveza.

• Passagem por túneis ou portais.

• Encontro com seres espirituais, familiares desencarnados ou entidades luminosas.

• Revisão panorâmica da vida, com ênfase nas escolhas morais e afetivas.

• Uma percepção clara de que “a vida não termina ali”.

• Por fim, o retorno ao corpo físico, frequentemente acompanhado de uma transformação espiritual profunda.

A consciência sobrevive à morte clínica?

O cardiologista holandês Pim van Lommel, em seu livro Consciência além da vida, defende que a consciência não é um produto do cérebro, mas uma entidade não-local, que utiliza o cérebro como um receptor-transmissor. Ele baseia-se em mais de vinte anos de pesquisa com pacientes de EQMs.

O psiquiatra Bruce Greyson, após sistematizar milhares de casos, desenvolveu a Escala de Greyson, ferramenta padrão na pesquisa de EQMs. Suas conclusões são claras: os relatos são consistentes, universais e não podem ser explicados por hipóxia cerebral, alucinações ou efeitos químicos.

O médico Sam Parnia, do projeto AWARE, conduziu estudos com milhares de pacientes em parada cardíaca, comprovando que alguns relataram percepções claras de procedimentos realizados enquanto estavam clinicamente mortos — percepções que foram verificadas como factuais.

Alexander Batthyány e a lucidez terminal: um desafio adicional ao materialismo Alexander Batthyánni

O austríaco Alexander Batthyány, psicólogo, professor e diretor do Instituto Viktor Frankl, introduz outro fenômeno surpreendente à discussão: a lucidez terminal. Se, para o paradigma materialista, a consciência depende integralmente do cérebro, como explicar que pacientes com Alzheimer avançado, com destruição maciça de neurônios, recuperem subitamente, nas horas ou dias finais, plena lucidez, podendo reconhecer familiares, dialogar e refletir com clareza, antes de falecer?

No livro Threshold (2023), Batthyány apresenta centenas de casos documentados que corroboram esse fenômeno, reforçando que a consciência não apenas resiste à falência do cérebro, como pode até se tornar mais lúcida quando o corpo se aproxima do desligamento definitivo. “Se a consciência emergisse do cérebro, deveríamos esperar que ela se apagasse proporcionalmente à sua falência. No entanto, o que observamos é exatamente o oposto.” — Alexander Batthyány

O Espiritismo e a Ciência: convergências notáveis

A Doutrina Espírita, desde O livro dos espíritos, estabelece claramente: “A alma não reside no cérebro, mas irradia-se em todo o corpo, sendo o cérebro seu instrumento mais aperfeiçoado.” — Questão 141. Essa concepção é perfeitamente compatível com a hipótese da consciência não-local, defendida hoje por estudiosos como Van Lommel, Greyson, Parnia e Batthyány.

Mais de um século antes, Ernesto Bozzano já defendia que a consciência é uma entidade autônoma, que sobrevive à morte do corpo, e que os relatos espirituais não são produtos da imaginação ou de processos psíquicos internos, mas evidências concretas de uma realidade extrafísica.

Reflexão final:

Ciência e Espiritualidade caminham juntas O que vemos emergir, lentamente, nas ciências da consciência, é uma ruptura com o paradigma reducionista que, durante séculos, tratou a mente como simples produto da química cerebral. O Espiritismo não se opõe à ciência. Ao contrário, é uma ciência espiritual em desenvolvimento, aberta às descobertas que confirmem, ampliem ou aprofundem seus princípios. As pesquisas sobre EQMs, lucidez terminal e consciência não-local não fazem mais do que confirmar aquilo que os Espíritos superiores, através da codificação kardequiana e dos trabalhos de estudiosos como Ernesto Bozzano, já revelaram: Repetindo: A vida continua. A morte não é o fim. Somos consciências imortais em viagem de aprendizado, progresso e evolução

Transcrito de (copie e cole):

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