OS ESPÍRITAS E A ELEIÇÃO

OS ESPÍRITAS E A ELEIÇÃO

Aylton Paiva

“Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensaram. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contato.” (Questão nº 917 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec )

Esclarecem os Espíritos, em O Livro dos Espíritos, que o progresso moral decorre do progresso intelectual, porém nem sempre a ele se segue ( Questão no. 780). Nós espíritas sabemos que temos um compromisso intransferível com a autoeducação: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações”.( Cap. XVII, item 4, “in fine” de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec )

Mas, esse aperfeiçoamento pessoal deve refletir-se em nossa atuação consciente para transformar a sociedade em uma sociedade justa e amorosa, pois advertem os Espíritos: “Numa sociedade organizada segundo as leis do Cristo, ninguém deve morrer de fome” e adita Allan Kardec: “… Quando praticar ( o homem) a Lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade e ele próprio será melhor”.( Questão 930 de O Livro dos Espíritos); Também no livro A Gênese, de Allan Kardec, encontramos o esclarecimento: “O Espiritismo não cria a renovação social: a madureza da humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade. Pelo seu poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de vistas, pela generalidade das questões que abrange, o Espiritismo é mais apto do que qualquer outra doutrina para secundar o movimento de regeneração; por isso, é ele contemporâneo desse movimento. Surgiu na hora em que podia ser de utilidade, visto que também para ele os tempos são chegados”.( in A Gênese, de Allan Kardec – ed. FEB ).

Destaca-se, então, o compromisso do espírita com uma nova ordem social, fundada no Direito e no Amor. Obviamente, essa transformação dependerá da ação consciente dos bons e ao lado deles, os espíritas atuando com uma “consciência política “, fundamentada nos princípios éticos das Leis Morais de O Livro dos Espíritos. Portanto, não pode o espírita alienar-se da sociedade e deve agir, com conhecimento e amor, nessa transformação, em importante momento histórico da civilização humana: “Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade”.(O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5).

Observando a ousadia da maldade e a confusão entre bondade e omissão, Allan Kardec indagou aos Espíritos: “Porque, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”. Os Mentores Espirituais responderam: “ Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”(Questão 932 de O Livro dos Espíritos – Ed. FEB ).

A resposta é clara e precisa, não permite dúvidas àqueles que pretendem ser bons. O mundo e, especificamente, a estrutura social brasileira, está precisando de transformações urgentes para coibir a ação dos maus que solapam os bons costumes, que semeiam a miséria, que se utilizam dos instrumentos da corrupção, da fraude e da mentira para atingirem seus objetivos egoísticos e antiéticos.

Momento significativo para a transformação da sociedade é a realização de eleições para os poderes Legislativo e Executivo.

Em breve seremos novamente chamados às urnas. O espírita precisa estar consciente da sua responsabilidade nesse momento, seja pleiteando cargos eletivos, seja simplesmente sinalizando o seu voto na urna. O voto é uma procuração que se passa ao candidato para que, se eleito, ele aja em nosso nome a bem da coletividade. É a maior manifestação de amor e respeito ao povo. Não votar, anular o voto, omitir-se é apoiar as forças do mal, é permitir que maus sobrepujem os bons.

Para que o espírita tenha critérios de avaliação do candidato, compare a sua conduta como membro da família, na atividade profissional, seu interesse e envolvimento com a comunidade e os princípios contidos em O Livro dos Espíritos – 3ª Parte – Das Leis Morais, onde estão os conceitos sobre: o Bem e o Mal, a Sociedade, o Trabalho, o Progresso e a Igualdade, Justiça e Amor. Não se deve levar as questões político-partidárias para dentro do Movimento, Centro ou Instituição Espírita. Estas devem ser debatidas no seio da sociedade, mas o espírita deve estar consciente e responsável nas aplicações dessas questões, visando sempre o bem comum. Vote consciente. VOTE COM AMOR!

O céu e o inferno: arrependimento, expiação e reparação

O céu e o inferno: arrependimento, expiação e reparação

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O Codificador Allan Kardec viveu no Século XIX, época de “grandes luzes”, com marcantes descobertas e teorias que modificaram o modo de vida do homem, a sua própria concepção e o papel que representa no planeta; um período de polêmicas em todos os setores da vida francesa, choques entre momentos de autoritarismo, de liberalismo e de democracia, convivendo com o surgimento de diversas propostas sociais e impasses no âmbito da religião.

O livro O céu e o inferno, tendo por subtítulo de “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo” é marcante!

Obra histórica e inédita lançada por Kardec há 161 anos, em agosto de 1865, em Paris.

Para fundamentar a nova visão, analisa estados de alma com base nas comunicações de espíritos desencarnados. No Prefácio, Kardec comenta: “O título desta obra indica claramente o seu objetivo. Nela reunimos todos os elementos destinados a esclarecer o homem quanto ao seu destino. Como em nossas publicações anteriores sobre a Doutrina Espírita, nada colocamos neste livro que seja produto de um sistema preconcebido ou de concepção pessoal, que aliás, não teria nenhuma autoridade. Tudo foi deduzido da observação e da concordância dos fatos”.

A 1a Parte do livro trata de Doutrina, com o exame comparado de diversas crenças sobre: O porvir e o nada; Temor da morte; O céu; O inferno; O purgatório; As penas futuras segundo o Espiritismo; Os anjos; Os demônios; Intervenção dos demônios nas modernas manifestações.

No ítem “código penal da vida futura”, Kardec esclarece que não “formula um código de fantasia no que respeita ao futuro da alma”, mas deduz “das observações de fatos”. Nessa visão caem naturalmente as penas eternas e os desdobramentos adoção de penitências, indulgências e complexos de culpa.

Como introdução aos textos das manifestações, Kardec acrescentou algumas informações sobre o espírito comunicante e até sobre o tipo de desencarnação que ocorreu, para sua melhor identificação e compreensão do teor da mensagem. Dessa maneira, elaborou uma classificação dos espíritos de acordo com as caraterísticas de seus estados de alma.

Trata-se de um marco oferecido pelo Codificador, rompendo com séculos de domínio de consciências, e descortinando uma nova visão sobre a Justiça Divina.

O livro contém análise de “Exemplos” e há numerosos casos que sustentam seu raciocínio. Sem pieguismo e com método de estudo, como em seus trabalhos em geral, analisa as manifestações dentro de uma classificação que estabeleceu de: Espíritos felizes; Espíritos em condições medianas; Espíritos sofredores; Suicidas; Criminosos arrependidos; Espíritos endurecidos; Expiações terrestres.

Há cinco mensagens de espíritos arrependidos. Destacamos a do espírito Verger. Eis a síntese do fato e da narrativa espiritual: no dia 03 de janeiro de 1857, o Monsenhor Sibour, arcebispo de Paris, ao sair da igreja de Saint-Étienne du Mont, foi ferido mortalmente pelo jovem padre Verger. O culpado foi condenado à morte e executado em 30 de janeiro. Sua narrativa: “Arrependo-me do que fiz e sofro por isso. Sou punido, porque reconheço meu erro e peço perdão a Deus. Sou punido pela consciência de minha falta de fé em Deus e porque sei agora que não devemos de forma alguma acabar com os dias de nossos irmãos”. Em seguida, o espírito comenta que se prepararia para uma nova existência…

A propósito, sobre o futuro da alma, deduzida das observações dos fatos, Kardec alinha algumas etapas ou momentos: “O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.”

O entendimento dessas distintas situações de espíritos desencarnados – diferentes estados de alma -, de encarnados ou de desencarnados, se enquadra no conceito de que “a Natureza não dá saltos”, e este raciocínio é válido num continuum de espírito encarnado/processo de desencarnação/espírito desencarnado. Fica claro que “a lei divina se encontra escrita na consciência” de cada um. O Espiritismo responde às dúvidas existenciais mais frequentes: “para onde vou após a morte?”, o livro O céu e o inferno indica a resposta clara e fundamentada!

Fonte:

Kardec, Allan. Trad. Quintão, Manuel. O céu e o inferno. A Justiça Divina segundo o espiritismo. Rio de Janeiro: FEB. 425p.

Atualidade da Revista Espírita de Kardec

Atualidade da Revista Espírita de Kardec

         

         

Antonio Cesar Perri de Carvalho

A "Revue Spirite", fundada por Allan Kardec em 1o de janeiro de 1858, prossegue em edições trimestrais.

Com diagramação e impressão bem elaboradas e colorida, busca ser inovadora, acompanhando os tempos, sem deixar de lado o rigor e os princípios fundamentais.

Garante a continuidade da Codificação Espírita, ao mesmo tempo que incorpora novos testemunhos e descobertas científicas. Mantém a divulgação das edições de obras de Kardec, Léon Denis, Camille Flammarion, Gabriel Delanne e de outros autores.

Depois de um período de restabelecimento em parceria da União Espírita Francesa e Francofônica com o Conselho Espírita Internacional, a importante responsabilidade para a realização da Revue Spirite foi oficialmente transferida ao Le Mouvement Spirite Francophone – LMSF em 2010, que a edita desde 2011.

Atualmente, o Comitê Editorial é composto por membros da França, Bélgica, Luxemburgo e Quebec (Canadá). O objetivo do comitê é conferir à "Revista Espírita" a profundidade e o alcance que ela merece e divulgá-la de forma ampla, tornando-a cada vez mais atraente e interessante, tanto para espiritualistas quanto para pessoas interessadas no mundo espiritual, incorporando artigos científicos, bem como artigos sobre temas atuais, à luz da filosofia espírita.

Traz informações sobre o movimento espírita em países francofônicos e mantém uma parceria com a União Espírita Belga.

Nos Editoriais das edições trimestrais da Revue Spirite, o editor Jean-Paul Évrard reitera homenagens e com fotos a Roger Perez (1928-2019) e Nestor João Masotti (1937-2014) por terem transferido a realização para Le Mouvement Spirite Francophone – LMSF.

O Grupo de Estudos Espírita Chico Xavier divulga resenhas das edições da Revue Spirite, em sua página eletrônica e em seu Boletim Informativo.

Referências:

- Acesso a Le Mouvement Spirite Francophone (copie e cole): https://www.lmsf.org/lire/revue-spirite/

- Carvalho, Antonio Cesar Perri; Kempf, Charles; Rossi, Elsa. Movimento espírita internacional. Origens, ideais, experiências. São Paulo: CCDPE. 2025. 246p.

- Acesso à última resenha de GEECX (copie e cole): https://grupochicoxavier.com.br/revista-francesa-noticia-encontro-espirita-europeu/

 

A resignação e a resistência

A resignação e a resistência

Aylton Paiva

“Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados” Jesus (Mateus, cap. V, v. 5).

No sentido em que Jesus ofereceu o consolo aos que choram depreende-se que esse choro é causado pela aflição do sofrimento; por algum tipo de dor, seja ela física ou moral.

Dificilmente haverá uma pessoa que ao atingir a maioridade não tenha sofrido algum tipo de dor.

Que, de alguma maneira, não tenha vertido o pranto dolorido. Diante da dor poderemos adotar dois tipos de comportamento: a resignação e a resistência.

No dicionário Aurélio encontramos a seguinte definição para resignação: “ 3. Submissão paciente aos sofrimento da vida” . Nele encontramos, também, com a definição para resistência: “3. Força que defende um organismo do desgaste de doença, cansaço, fome, etc.” No decorrer da vida, o ser humano depara-se com dores como: doenças, fracasso financeiro, fracasso amoroso, morte, entre outros tantos. Como reagir, então, ante os sofrimentos? Poderemos ter dois tipos de comportamento: resignação – comportamento passivo e resistência e o comportamento ativo que busca a solução para acabar ou diminuir o sofrimento.

No enfrentamento ao sofrimento deveremos ter as seguintes atitudes:

1. Ter uma percepção clara da fonte do sofrimento. Separar aquilo que é real da imaginação.

2. Analisar os possíveis recursos para superar a dor. Como deveremos agir com entendimento, bom senso e o que fazer para sobrepujar a dor.

3. Aceitar o que pode e o que não pode ser modificado, mudando a forma de enfrentamento para uma ação ou vivência mais adequada e que diminua o sofrimento. Compreensão realista para agir adequadamente.

4. Os fatos são importantes ( causas da dor ), porém o mais importante é a maneira como se enfrenta os fatos ( estado emocional), de modo realista ou fantasioso. Ter, dessa forma, a visão clara do foco da dor e da melhor forma de se comportar diante dele, procurando sentir a realidade e fugir da ilusão e da imaginação exacerbada. Seguindo esses passos poderemos enfrentar a dor melhor preparados para agir pelo caminho da resignação ou pela senda do enfrentamento. Estaremos, deste modo, aparelhados, com equilíbrio emocional, para calmamente atuarmos a fim de eliminar ou diminuir a dor que nos aflige.

É atribuída ao teólogo Reinhold Niebuhr a Oração da Serenidade, que assim propõem:

“Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”.

Consideremos, ainda, o Espiritismo nos ensina que a dor, seja ela qual for, não é um castigo divino, pois Deus não castiga, Ele educa e aprimora seus filhos, suas criaturas, pelos caminhos da evolução no sentido da felicidade.

Portanto, a dor tem um caráter educativo e precisamos, pois, retirar dela as experiências pedagógicas que nos oferece. Resignação e resistência são dois instrumentos importantes na construção da nossa felicidade.

Vamos treinar para usá-las sempre e, cada vez, de forma mais apropriada e eficiente e, assim, encontraremos o adequado consolo.

(Do: Boletim Notícias do Movimento Espírita, São Paulo, SP, segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018)

O “Luz Eterna” e o COEM – Ontem e hoje

O “Luz Eterna” e o COEM – Ontem e hoje

    

    

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Depois de duas décadas voltamos a visitar o Centro Espírita Luz Eterna, em Curitiba.

Desta vez para proferir duas palestras públicas relacionadas com o lançamento de nosso recente livro “Entre vidas. Cá e lá” (da Casa Editora O Clarim). O dr. Célio Costa, atuante nesse Centro, é um dos prefaciadores da obra.

No dia 07 de julho de 2026, em reuniões vespertinas e noturnas e a direção delas foi feita por Célio Costa. Presença da presidente do Centro, Márcia Wellner, e de Neuton Albach. Este, juntamente com Célio Costa e sua esposa Clarisse são nossos amigos há décadas.

Nossa ligação com a equipe do Luz Eterna, incluindo Alexandre Sech (já desencarnado) iniciou-se em 1972 em função do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica, método implantamos pioneiramente no Estado de São Paulo, em janeiro de 1974, no Centro Espírita Luz e Fraternidade, em Araçatuba. Participamos da fundação deste Centro e na oportunidade éramos seu vice-presidente.

A propósito, torna-se oportuna a rememoração. Ao longo do ano de 1973 levamos à reunião das diretorias da Instituição Nosso Lar e da Casa da Sopa Emília Santos a proposta da adoção do programa do centro de orientação e educação mediúnica (COEM) – originado no Centro Espírita Luz Eterna, em Curitiba (Pr).

O COEM é um programa de estudos que tem por base O livro dos médiuns e demais obras da Codificação, bem como algumas obras subsidiárias e utiliza o processo preconizado por Allan Kardec do aprendizado gradativo e sistemático, partindo do simples para o complexo. Julgamos muito interessante o programa porque mesclava reuniões teóricas e teórico-práticas sobre o tema em estudo e, gradativamente, monta-se etapa por etapa uma reunião mediúnica. Os bons resultados da aplicação do referido programa foram evidentes favorecendo a formação de equipe de trabalho e a expansão de atividades do Centro Espírita.

Nessa época já havíamos trazido a Araçatuba a equipe desse Centro curitibano e havíamos visitado o mesmo, juntamente com nossa esposa Célia.

No final de 1973, juntamente com Alexandre e Maderli e nossa esposa Célia, estivemos juntos em visita a Chico Xavier na Comunhão Espírita Cristã de Uberaba. E em vários eventos no Estado de São Paulo, Curitiba, Ponta Grossa e no Rio de Janeiro.

O programa do COEM foi implantado em janeiro de 1974 no Centro Espírita Luz e Fraternidade, de Araçatuba, tendo sido bem-sucedido e provocou repercussão na região e no Estado, sendo o local pioneiro em adotar o programa do COEM no Estado de São Paulo.

Em seguida esse programa de estudos foi adotado em vários locais do Estado de São Paulo, como o Grupo Espírita Batuíra, de São Paulo, e instituições de Santos, Bauru, Araraquara, Osasco, Rancharia e Franca; também de vários outros Estados e alguns países.

Em função disso foi a realizada a 1a Jornada sobre Mediunidade, de caráter regional, co-patrocinada pela União Municipal Espírita de Araçatuba (UMEA), que presidíamos, e pelo então 12o Conselho Regional Espírita, efetivada de 28/02 a 02/03/1976, nas dependências do Centro Espírita Luz e Fraternidade, de Araçatuba. Como convidados, os dirigentes do Luz Eterna: Maderli e Alexandre Sech, Clarisse e Célio Costa, e, Ney de Meira Albach. O evento foi um sucesso, com representantes da região e de várias partes do Estado. O programa foi fundamentado no COEM, transformando-se num momento de difusão do método para adoção em outros Centros da cidade e para o Estado.

Com a periodicidade de um ano e ampliando a participação regional, as Jornadas sobre Mediunidade passaram a ser uma referência no movimento espírita, e em 1980 foi transformada em uma confraternização regional, contando com a presença de adultos e de jovens. Surgiu a 1a Confraternização de Espíritas da Alta Noroeste (CONEAN), sob os auspícios da UMEA, reunindo adultos e jovens. O evento foi sediado no Centro Espírita Luz e Fraternidade nos anos de 1981 e 1982. Entre os expositores que atuaram nas duas primeiras CONEANs destacam-se Nestor João Masotti – então presidente da USE-SP -, Mário da Costa Barbosa, e companheiros proponentes do programa do COEM, de Curitiba: Alexandre Sech, Célio Trujilo Costa, Ney de Meira Albach e Neuton de Meira Albach.

Os contatos e ações com os amigos do Luz Eterna prosseguiram depois da época de disseminação inicial do COEM. Com Alexandre Sech estivemos em eventos nacionais e internacionais.

Alexandre Sech desencarnou em Curitiba em 2019, e na época elaboramos um artigo homenageando-o, publicado na Revista internacional de espiritismo. Em 2024 desencarnou a sua esposa Maderli.

Essas lembranças vieram à nossa mente por ocasião da recente visita ao Luz Eterna, que encontramos ampliado, bem ativo e com muitos colaboradores. Passadas várias décadas prosseguimos com a convicção de que o COEM é excelente método de estudo teórico-prático de mediunidade.

Fontes:

1) Centro Espírita Luz Eterna – copie e cole: https://cele.org.br/;

2) Centro de Orientação e Educação Mediúnica – COEM. Vol. 1. Curitiba: Centro Espírita Luz Eterna. 2010. 317p.

3) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Centro Espírita. Prática espírita e cristã. Cap. 5.4.4. São Paulo: USE. 2016.

4) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. Araçatuba: Cocriação. 2021. 632p.

AMOR À SOCIEDADE

AMOR À SOCIEDADE

Aylton Paiva

Disse Jesus: “amarás o teu próximo como a ti mesmo.”. ( Mateus,cap.22, vers. 39)

Geralmente essa afirmação de Jesus é vista como de aplicação individual. Apenas se referindo ao amor entre as pessoas. Todavia, essa afirmação de Jesus é mais abrangente, seu amor não foi, apenas, de forma individualizada a algumas pessoas, e sim o amor pela humanidade. Sob essa perspectiva considere-se que o Mestre Jesus concita a amar a sociedade em que vivemos.

O que seria amar a sociedade?

Inquestionavelmente fazer todo o bem nas ações em sociedade, através da família, da profissão, do lazer, nas ações voluntárias às organizações sociais e culturais, na participação em organizações não governamentais – ONGs – que visem melhorar as condições econômicas, sociais e culturais das pessoas.

“…Torna-se evidente que a pessoa tem um compromisso com a sociedade em que vive. Nela deve participar, dando sua contribuição, de acordo com suas possibilidades intelectuais e sentimentais.” (1) Há um momento específico, e muito importante, para a expressão desse amor quando, em um regime democrático representativo, participativo, como existente em nosso país, como seres políticos, cidadãos e cidadãs, em nossa missão de eleitores, escolher as pessoas que deverão representar o eleitor nos Poderes: Legislativo e Executivo, nos níveis: municipal, estadual e federal ou, então, candidatando-se ao exercício desses cargos.

Para se expressar efetiva e conscientemente esse amor à sociedade é preciso ter critérios éticos. O espírita encontra esses critérios éticos na Filosofia Espírita em O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua 3ª Parte – Das Leis Morais. (2)

Alguns desses critérios são: “ A verdadeira adoração a Deus é: “Fazer o bem e evitar o mal”.(Q. 654). “ O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens, que é consequente da necessidade de viver “.(Q.711). “ Perante Deus são iguais todos os homens? Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez suas leis para todos. (Q.803). “ As desigualdades sociais são obras dos homens”. (Q. 806). “ A igualdade absoluta das riquezas não é possível, a isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.” (Q.811). “ São iguais perante Deus os direito do homem e da mulher. A ambos Deus outorgou a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir.” (Q.817). “ Não há no mundo condições para o homem gozar da absoluta liberdade, porque uns precisam dos outros.” (Q. 826). “ O sentimento de justiça está na Naturezas e a ideia de injustiça gera revolta.” (Q. 873). “ A legitima propriedade é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.”.(Q.883). “ Para Jesus o verdadeiro sentido da caridade é: benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas”. ( Q.886).

Consequentemente, ao escolher um candidato para votar é fundamental verificar se a pessoa se aproxima pelas ideias e conduta desses valores éticos. Também aquela pessoa que pretenda concorrer aos cargos eletivos nos Poderes executivo e legislativo precisa avaliar quanto ela é coerente nos seus ideais e condutas com os mencionados critérios.

REFERÊNCIA BIBLIOFRÁFICA:

(1) Espiritismo e Política – Contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Aylton Paiva. Editora FEB.

(2) O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro, Editora FEB.

DE:

Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita – 04 de julho de 2026.

 

Benedita Fernandes – exemplo de superações e de caridade

Benedita Fernandes – exemplo de superações e de caridade

     

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Várias homenagens acontecem em homenagem a Benedita Fernandes – Dama da Caridade – em função da data de seu nascimento, dia 27 de junho.

Em 2025, conseguimos uma informação que era inédita. Obtivemos o documento e que confirma os dados biográficos de nosso livro Benedita Fernandes. A dama da caridade que ela nasceu em Campos Novos de Cunha (SP) aos 27 de junho de 1883. Esse documento, um Auto Registro, extraído do livro de Registros do Cartório, conta com assinaturas de Benedita e de duas testemunhas que a acompanharam.

Benedita Fernandes (1883-1947) é um exemplo de superações e de dedicação ao próximo. Na existência corpórea em Araçatuba (SP), dedicou-se a crianças abandonadas, portadores de transtornos mentais e todos aqueles que a procuravam em busca de apoio espiritual. Neste mês de junho, houve um início de recordações com artigo de nossa autoria, alusivo à Benedita no jornal Folha da Região (Araçatuba, 02/06/2026, p.2).

No dia 21, domingo, houve palestra de Paulo Sérgio Perri de Carvalho em homenagem à seareira, na reunião domingueira na Instituição Nosso Lar, em Araçatuba (copie e cole: https://www.youtube.com/watch?v=uUTHA27pmWQ).

Em Ipatinga (MG), foram lançados novos livros do espírito Benedita Fernandes, pela psicografia de José Francisco Gomes: Acolhimento Fraterno e Poder da coragem, editados pela Comunidade Espírita Amor, Luz, Esperança, da mesma cidade, onde já funciona a Escola Espírita de Evangelização Benedita Fernandes (ZAP: 31-8684-6311).

Em Macaé (RJ), o Centro Espírita Luz da Esperança e a Rede de Amparo a Gestação Inesperada, promovem desde o dia 20 de junho um Sarau Lítero-Musical em homenagem a Benedita. Foi iniciado com apresentação do filme “Benedita. O legado da superação”, e no encerramento, dia 27, palestra presencial com Antonio Cesar Perri de Carvalho, com autógrafos no livro Benedita Fernandes. A dama da caridade.

O filme “Benedita. O legado da superação”, lançado em cinema de Araçatuba em dezembro de 2023, e exibido em instituições de dezenas de cidades, agora está disponível para acesso livre no You Tube (copie e cole: https://www.youtube.com/watch?v=SB_ao91gw20&t=119s).

Neste ano, o aniversário de nascimento de Benedita está sendo assinalado em cidades de três Estados.

Mais no final deste ano, o livro Benedita Fernandes. A dama da caridade, de nossa autoria, estará sendo reeditado em versão atualizada e ampliada por editora paulistana.

Os registros de vida de Benedita Fernandes, marcado por transformações, superações e de prática da caridade, é difundido como exemplo para boas inspirações.

COMO O ESPÍRITA DEVE VER A SOCIEDADE

COMO O ESPÍRITA DEVE VER A SOCIEDADE

Aylton Paiva

A Vida social está em a natureza? – Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outra faculdades necessária à vida de relação. (1)

O espírita não deve ver a sociedade conforme suas opiniões , mas de acordo com os princípios da Filosofa Espiritualista Espírita, contida em O livro dos espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua 3ª Parte Das Leis Morais – Da Lei de sociedade. O ser humano não é um ser perfeito e completo, portando ele precisa da união social a fim de que um possa ajudar o outro, conforme informação dos Mentores Espirituais, acima citado. “ Não se justifica o isolamento social, seja por alegado fim religioso( asceta, ermitão, etc.) seja para usufruir os bens materiais sem que tenha de se relacionar com outras pessoas; residir em uma ilha isolada, por exemplo.” (2)

Assim, torna-se evidente que toda pessoa tem um compromisso com a sociedade em que vive. Deve compreender sua função nessa sociedade, dela participando e dando sua contribuição de acordo com suas possibilidades intelectuais, sentimentais e morais. “O espírita, pelo conhecimento que tem da Doutrina Espírita, especialmente Das Leis Morais, 3ª Parte do mencionado O livro dos espíritos tem o dever de participar ativa e conscientemente na sociedade em que vive, agindo para que os valores ético espíritas se realizem na sociedade humana.” (3)

Conforme já citado, os Mentores Espirituais da codificação do Espiritismo alertam firmemente que os seres humanos precisam uns dos outros, daí a necessidade de viver em sociedade. “ O homem tem necessidade de progredir, de desenvolver suas potencialidades e isso ele só pode fazer em sociedade e é necessário que a sociedade esteja estruturada a fim de que todos que a compõem tenham tal possibilidade. O progresso do homem, tanto em seu aspecto da vida material quanto da vida espiritual, é uma imposição do Criador à vida. Ele necessita relacionar-se com seu semelhante para criar os bens indispensáveis ao seu aprimoramento. Esse relacionamento social, no entanto, deve ser inspirado pelo amor entre os seres, pela fraternidade que implica no exercício da justiça.” (4).

Para essa convivência o espírita deve, portanto, buscar os valores morais contidos no Evangelho de Jesus, clarificados pela Filosofia Espiritualista Espírita contida na sua obra básica O livro dos espíritos, organizada por Allan Kardec. Para uma vivência coerente, o espírita precisa compreender e agir, na sociedade, conforme esses valores morais e não de acordo com doutrinas, filosofias materialistas, e mesmo suas opiniões e palpites pessoais, que confrontam tais valores. Por isso, é muito importante que em momentos como estamos vivendo no Brasil, época de eleição de candidatos aos cargos dos Poderes Legislativo e Executivo esse amor nos leve a escolher os pretendentes pelos critérios que a Ética da Filosofia Espírita nos indica, como os anteriormente citados.

Referência bibliográfica:

(1) O livro dos espíritos, de Allan Kardec, editora FEB, edição 87ª.

(2) O Espiritismo e a Política – Contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Capítulo 7, pág. 63.

(3) Idem, pág. 63.

(4) Idem, pág. 64.

DE:

Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita, 06 de junho de 2026 (copie e cole):

https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/06-06-2026.htm

Nos passos espíritas iniciais

Nos passos espíritas iniciais

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Ao participarmos das comemorações dos 65 anos de inauguração da Instituição Nosso Lar, em Araçatuba – nossa terra natal -, sintetizamos nas palestras alusivas à efeméride, os nossos primeiros passos espíritas.

Eis trechos de nosso livro Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões(*):.

“Com a inauguração da Instituição Nosso Lar aos 02 de junho de 1961, passamos a acompanhar o tio Rolandinho e nossa genitora que levava os três filhos nas atividades domingueiras naquele local: reunião pública sobre O livro dos espíritos, sobre o Evangelho com a participação, respectivamente, de Francisco Martins Filho e Lauro Bittencourt, manifestações espirituais pela médium Emília Santos e passes, seguindo-se a sopa para todos os frequentadores do bairro e para os residentes na Instituição que funcionava como um lar transitório para famílias de desempregados.

Naquele local, conhecemos muitos espíritas visitantes, da cidade, […] Inclusive, Divaldo Pereira Franco, que era um dos oradores convidados da 15a Concentração de Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo (COMBESP), que aconteceu em Araçatuba, de 19 a 22 de abril de 1962. A partir daí passamos a nos corresponder com Divaldo.

Mas foi no início do ano de 1964 que nos engajamos em ações específicas. A médium e também uma das fundadoras da Instituição Nosso Lar, Emília Santos, embora sexagenária, era responsável pelas Aulas de Moral Cristã Neio Lúcio. Dona Emília sabendo de nosso gosto pelo estudo e facilidade de desenho solicitou que elaborássemos mapas sobre as regiões bíblicas do Oriente Médio, para que ela utilizasse nas aulas. Quando entregamos os mapas ela nos surpreendeu: “- Agora peço que você mesmo apresente às crianças!”

Em março de 1964, ainda não havíamos completado 16 anos de idade, e apresentamos duas exposições sobre os mapas, para o público infanto-juvenil. E o desafio prosseguiu por parte dela: “- Você tem facilidade, precisa me ajudar…” E assim foi feito. Como se diz: “mordemos a isca…”

Repentinamente, em setembro do mesmo ano ela sofreu um enfarte e não sobreviveu. Acabamos substituindo-a como responsável pelas Aulas de Moral Cristã. Adquiríamos o Catecismo espírita, de autoria de Cairbar Schutel (Ed. O Clarim), para distribuir às crianças e adolescentes.

Como identificamos que vários jovens frequentavam a Instituição, acompanhando seus pais, a pedido de nosso tio Rolandinho, fundamos e organizamos a Mocidade Espírita Irma Ragazzi Martins, como uma atividade departamental de “Nosso Lar”. […] Era a segunda Mocidade Espírita da cidade e a primeira de natureza departamental, pois a pioneira era autônoma, não era vinculada a nenhum centro.

A citada Mocidade efetivou durante muitos anos a “Campanha do Quilo”, em ruas da cidade, angariando gêneros alimentícios para a Instituição Nosso Lar. Criamos o jornalzinho Mocidade, que duplicávamos em mimeógrafo caseiro a tinta, que montamos em nossa residência seguindo instruções da revista Diversões escolares, depois levado para copiadores profissionais. Era distribuído para as Mocidades da cidade e da região.

[…] Simultaneamente, nosso tio Rolandinho solicitou que começássemos a fazer rápidas exposições sobre O livro dos espíritos nas reuniões públicas de domingo, e rapidamente acabamos substituindo o Sr. Francisco Martins Filho que tinha esta incumbência. As explanações sobre o Evangelho eram feitas pelo Sr. Lauro Bittencourt e depois por José Rubens Braga da Silva e finalmente pelo tio Rolandinho.

(*) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. Araçatuba: Cocriação. 2021. 632p.

Filme sobre Benedita Fernandes disponível no You Tube

Filme sobre Benedita Fernandes disponível no You Tube

   

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O filme "Benedita, Uma Heroína Invisível" agora está disponível no You Tube.

Trata-se de um docudrama sobre a vida de Benedita Fernandes, pioneira em obras assistenciais espíritas na região de Araçatuba (SP).

"Benedita – Uma Heroína Invisível" mergulha na história de uma mulher que transformou a própria dor em um legado inestimável de amor e acolhimento. Foi curada da então chamada “loucura”, uma forma de obsessão no entendimento espírita, para a atuação dinâmica no atendimento ao próximo. A emocionante trajetória de superação, fé e dedicação ao próximo ganha vida neste documentário.

O filme focaliza a saga de Benedita Fernandes (1883-1947), que se notabilizou em Araçatuba com a fundação da Associação das Senhoras Cristãs, em 1932. Essa obra foi pioneira na assistência social espírita em toda a região e no seu desenvolvimento desdobrou-se em várias formas de atendimento a doentes mentais e crianças. O Hospital Psiquiátrico Benedita Fernandes foi um marco na cidade até poucos anos atrás, agora, em atendimento a normas governamentais da área da saúde, transformou-se em alguns CAPS. Na antiga sede do Hospital está montado um amplo Consultório de Psicologia que já prestava atendimento em outro bairro da cidade, oferecendo atendimento individual 60% gratuidade/SUS, à população do Município.

A vida de Benedita Fernandes é um exemplo de superação desde a transformação que aconteceu com ela, curando-se de autêntica “loucura”, uma forma de obsessão no entendimento espírita, para a atuação dinâmica no atendimento ao próximo. Esse exemplo de vida tornou-se conhecido e valorizado em várias regiões do país. Há instituições utilizando seu nome em várias regiões do país. O

enredo é inspirado no livro "Benedita Fernandes. A dama da caridade", de Antonio Cesar Perri de Carvalho, com produção em parceria de Cocriação e Lalucci Filmes. Esta obra em versão atualizada e ampliada está sendo preparada para nova edição.

No desenvolvimento do enredo há depoimentos e entrevistas, com Divaldo Pereira Franco, Sérgio Felipe de Oliveira, Ana Jaicy Guimarães, Luiz Carlos Barros Costa, Marilusa Moreira Vasconcelos, o biógrafo Cesar Perri e várias pessoas que a conheceram em Araçatuba. A encenação principal no papel de Benedita coube a Silvia Teodoro, de Araçatuba, que desencarnou há poucos anos, e tem a participação de Renato Prieto. A música é de Paula Zamp e do maestro Mário Henrique.

O filme foi lançado em cinema de Araçatuba em dezembro de 2023 e depois teve exibições em instituições de inúmeras cidades do Brasil e algumas do exterior.

O diretor do filme Sirlei Nogueira desencarnou em setembro de 2025 e o filme prossegue sendo divulgado pelo produtor Samuel Lalucci.

Acesso ao filme no You Tube: