Família na atualidade – filhos difíceis -FSF

Família na atualidade – filhos difíceis

Palestra virtual por Célia Maria Rey de Carvalho (de São Paulo), promovida pela Federação Espírita Francesa, dentro do Projeto SOS Família, coordenado por Cláudia Werdine, no final da tarde do dia 05 de janeiro. O tema foi tratado até questões do contexto atual. Houve apresentação de power point em francês e também tradução simultânea para o francês da fala da expositora, feita por Charles Kempf. Ocorreram várias mensagens ao vivo no chat.

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O “sal da Terra”

O “sal da Terra”

No primeiro dia do ano, na reunião pública, Régis Lang abordou o tema “Vós sois o sal da Terra”, com base em “O Evangelho segundo o Espiritismo”. O expositor é o presidente do Grupo Espírita Casa do Caminho. A palestra foi também transmitida pela internet.

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A Revista espírita em inglês – The Spiritist magazine

A Revista espírita em inglês – The Spiritist Magazine

 

No exemplar de janeiro-março de 2024 (16o ano), a Revista espírita em inglês – The Spiritist Magazine apresenta como matéria de capa, a “síndrome de Napoleão” e que inclui mensagem de Emmanuel sobre o vulto; há artigos: sobre espiritismo e ciência; doenças auto-imunes; educação de crianças; sobre livros mediúnicos. Desde o início – 2008 -, na época com autorização do Conselho Espírita Internacional, é editada em inglês, nos Estados Unidos The Spiritist Magazine, sendo Vanessa Anseloni a editora-chefe, editada por Spiritist Society of Virginia e Kardec Radio.

Informações:

Página eletrônica (copie e cole): https://www.spiritistmagazine.org

E-mail (copie e cole): spiritistmagazine@gmail.com

APROVEITEMOS

APROVEITEMOS

 

“E destas coisas sois vós testemunhas”. (Lucas, 24:48 48)


Jesus sempre aproveitou o mínimo para produzir o máximo.
Com três anos de apostolado acendeu luzes para milênios.
Congregando pequena assembleia de doze companheiros, renovou o mundo.
Com uma pregação na montanha inspirou milhões de almas para a vida eterna.
Converte a esmola de uma viúva em lição imperecível de solidariedade.
Corrigindo alguns espíritos perturbados, transforma o sistema judiciário da Terra, erigindo o “amai-vos uns aos outros” para a felicidade humana.
De cinco pães e dois peixes, retira o alimento para milhares de famintos.
Da ação de um Zaqueu bem-intencionado, traça programa edificante para os mordomos da fortuna material.
Da atitude de um fariseu orgulhoso, extrai a verdade que confunde os crentes menos sinceros.
Curando alguns doentes, institui a medicina espiritual para todos os centros da Terra.
Faz dum grão de mostarda maravilhoso símbolo do Reino de Deus.
De uma dracma perdida, forma ensinamento inesquecível sobre o amor espiritual.
De uma cruz grosseira, grava a maior lição de Divindade na História.
De tudo isso somos testemunhas em nossa condição de beneficiários. Em razão de nosso conhecimento, convém ouvirmos a própria consciência.
Que fazemos das bagatelas de nosso caminho?…
Estaremos aproveitando nossas oportunidades para fazer algo de bom?…
Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Caminho, Verdade e Vida. Lição nº 161. FEB)

“Viver em família” há 30 anos

“Viver em família” há 30 anos

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Há 30 anos, nos dias 29 e 30 de janeiro de 1994, houve o lançamento nacional da Campanha "Viver em Família" em São Paulo, com realização da USE-SP na sede do Centro Espírita Nosso Lar. O slogan “O melhor é viver em família. Aperte mais esse laço” ficou bem difundido.

Num final de semana foi desenvolvido o Seminário “Formação de equipes para a Campanha”, com atuação de diversos companheiros. Divaldo Pereira Franco proferiu a palestra de abertura e desenvolveu um seminário sobre o tema.

Este evento histórico originou o livro Laços de família, editado pela USE-SP1.

Essa Campanha nasceu por proposta da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, durante nossa gestão como presidente da Entidade. A USE-SP já havia promovido a "Campanha Integração da Família", em 1980. As ideias para a nova Campanha se consolidaram durante nossa gestão como presidente da USE, em função da realização de reuniões de estudo e seminários com coordenação de nossa esposa Célia, que motivaram os lançamentos de livros sobre família2,3. Nesse cenário, no ano de 1992, os diretores Sander Salles Leite e Joaquim Soares informaram que a Organização das Nações Unidas-ONU, preparava-se para promover o "Ano Internacional da Família", em 1994 – com o objetivo de "contribuir para construir a família, a menor democracia no coração da sociedade".

Pela oportunidade temática, a USE-SP definiu a elaboração de uma proposta de Campanha sobre Família e apresentou-a na reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB, em novembro de 1992. Foi formada uma Comissão, incumbida de elaborar uma proposta para a reunião do CFN da FEB do ano seguinte, integrada por representantes de São Paulo: Antonio Cesar Perri de Carvalho e Célia Maria Rey de Carvalho; Rio de Janeiro: Gerson Simões Monteiro e Lydiênio Barreto de Menezes: FEB: Nestor João Masotti e Paulo Roberto Pereira da Costa; havendo assessoria de Merhy Seba (SP). O feliz slogan da Campanha foi de autoria de Merhy Seba.

O projeto completo da Campanha "Viver em Família", foi aprovado pelo Conselho Federativo Nacional da FEB em suas reuniões de novembro de 1993. Naquela oportunidade a Campanha foi apresentada em evento público no Auditório do Senado Federal.

Dois meses depois houve o marcante lançamento nacional da Campanha "Viver em Família" em São Paulo. A propósito, recordamos de questões de O livro dos espíritos que inspiraram o título e o temário da Campanha:

"Os laços sociais são necessários ao progresso e os laços de família estreitam os laços sociais. […] Qual seria para a sociedade o resultado do relaxamento dos laços de família? ̶ Uma recrudescência do egoísmo."4

Entendemos que a família deve contar com um espaço integrado e conjunto nos centros espíritas, superando-se as ações pulverizadas e estanques – com barreiras etárias -, apenas em reuniões específicas para crianças, jovens e adultos.

Atualmente, numa época tão complexa, torna-se importante o incentivo para o cultivo de valores para o fortalecimento da família!

Referências:

1) Carvalho, Antonio Cesar Perri (Org.). Laços de família. 8.ed. São Paulo: Ed. USE. 150p.

2) Carvalho, Célia Maria Rey (Org.). Família & espiritismo. 6.ed. São Paulo: USE. 231p.

3) Carvalho, Antonio Cesar Perri (Org.). A família, o espírito e o tempo. 1.ed. São Paulo: USE. 140p.

4) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. O livro dos espíritos. Questões 774 e 775. Brasília: FEB.

Ananias. Um apóstolo do Cristo

Resenha

Ananias. Um apóstolo do Cristo

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O Centro Espírita Luz Eterna, de Curitiba, editou o livro Ananias. Um apóstolo do Cristo, no final de 2023. A nova obra reúne mensagens psicografadas por médiuns atuantes nesse Centro. Traz na capa a reprodução de tela histórica “Ananias restaurando a visão de Paulo”, do pintor Jean Restout (1719).

Na Apresentação, o autor espiritual esclarece: “Embora meu pseudônimo ao assinar as mensagens impressas seja o mesmo de personagem tão importante do início do Cristianismo, “Ananias”, de forma alguma posso ser confundido com aqueles Espírito Superior, que recebeu ordens diretas de Jesus para restituir a visão a Saulo de Tarso e dialogarem quanto à sublimidade da tarefa que o Mestre havia reservado a ambos”. Comenta que “os médiuns que serviram de instrumento para minhas inspirações e psicografias, seguindo a mesma linha que Allan Kardec utilizou nos livros espíritas por ele editados, preferiram não serem nomeados. A obra terá o valor pelo seu próprio conteúdo”.

Na extensa e profícua Introdução, o autor espiritual discorre sobre a vida de Ananias, iniciando com as informações da situação política e religiosa na época do nascimento de Jesus, sobre o Judaísmo, e, principalmente, as atuações de Saulo de Tarso e de Ananias. Esse capítulo, praticamente a metade da obra, é muito rico, trazendo detalhes dos diálogos de Ananias com Saulo, desde o atendimento inicial em Damasco até orientações para seu trabalho. Interessante que o Espírito pede desculpas a Ananias “por ter quebrado o seu anonimato, contando sua bela história que até Paulo de Tarso respeitou, […] não citando seu nome em suas missivas…”

O autor espiritual homenageia Allan Kardec e “os Espíritos pioneiros por todo o esforço dispendido para difundir os ensinamentos que o Cristo, personificado em Jesus de Nazaré, nos trouxe num ambiente espiritual tão conturbado”. Em vários momentos, sugeriu ao médium algumas consultas para inclusão em notas explicativas de rodapé, como obras de Kardec e Paulo e Estêvão, de Emmanuel. Ao final do capítulo, o médium indicou alguns livros: Bíblia, tradução de João Ferreira de Almeida; Paulo e Estêvão, Emmanuel-Francisco Cândido Xavier (FEB); Fé e razão. A teologia de Paulo e o Espiritismo, de Eduardo Guimarães (Ed.Nova Consciência); Paulo de Tarso. A vertente espiritual da montanha, de Antonio Cesar Perri de Carvalho (O Clarim).

A nosso ver, a Introdução já assinala o valor do novo livro.

Numa segunda parte, foram incluídas 48 mensagens desse Espírito, com temas de orientação, apoio e estímulo, com base na visão espírita dos ensinos morais de Jesus. Em linguagem simples e objetiva traz excelentes subsídios para reflexões profundas. Entre outras colocações destacamos alguns trechos esparsos:

“Qual o caminho para se chegar ao Pai? Não há caminho! Ele já está aí, dentro de ti. Só é necessário que deixes que Sua presença se faça em teus atos, palavras e situações. Ele está sempre presente. O que necessitamos é mudar nosso olhar e deixar de imaginarmos que estamos afastados do ‘Seu Céu’. Ele está em nós com toda a energia divina que designamos como felicidade, céu, bem-aventurança, alegria infinita e amor na sua maior expressão”.

“No mar da vida somos todos marinheiros-aprendizes. Aprender a escolher é a tarefa de todo o dia. Iluminemos o nosso coração com bons sentimentos pelos ‘nossos” e pelos outros”.

Da mesma forma que o autor espiritual desculpou-se para romper o anonimato de Ananias, pedimos escusas ao nosso amigo de várias décadas, Célio Trujilo Costa, espírita atuante e psiquiatra, um dos criadores do método COEM, sobre educação mediúnica, no mesmo Centro que editou o novo livro. Em missiva para nós, encaminhou a nova obra, em que ele, na nossa opinião, reconhecemos que teve expressiva contribuição como médium.

Em síntese, a obra destaca a ação do humilde sapateiro Ananias, que atendeu Saulo de Tarso, e as mensagens assinadas por espírito que adota pseudônimo em homenagem a esse vulto pioneiro dos seguidores de Jesus.

Trata-se de obra muito significativa para os estudiosos do Novo Testamento à luz do Espiritismo. Notadamente sobre o então pouco conhecido Ananias, inserido na saga de Paulo de Tarso.

Fonte:

Ananias. Um apóstolo do Cristo. Curitiba: Edições Luz Eterna. 2023. 179p.

Informações:

E-mail (copie e cole): grafica@cele.org.br

Bem sem ostentação

Bem sem ostentação

Na reunião vespertina no dia 28 de dezembro no Grupo Espírita Casa do Caminho, de São Paulo, Margarete Monteiro proferiu palestra presencial e transmitida pela internet, sobre o tema “Fazer o bem sem ostentação”, com base em capítulo de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. A reunião foi coordenada por Glória Martins Miranda e contou com a atuação do presidente Régis Lang.

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Parábolas desde a 1a Revelação com Celestino

Parábolas desde a 1a Revelação com Celestino

 

As parábolas utilizadas desde a 1a Revelação, surgem em live com Severino Celestino. A Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes, iniciou no dia 26 e seguirá até dia 30 de dezembro, o programa "Psicologia das Parábolas de Jesus: Para uma vida melhor". É coordenado por Elsa Rossi 9de Curitiba), tendo como convidado especial Severino Celestino (de João Pessoa), apresentado às oito horas. As gravações estão disponíveis no You Tube.

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Carta de Ano Novo

Carta de Ano Novo

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.

Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.

Novo Ano! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.

Não maldigas, nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes, nem te desconsoles. Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: – Ama e auxilia sempre.

Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Vida e caminho. Cap. Carta de Ano Novo. São Bernardo do Campo: GEEM).

A cada novo ano…

A cada novo ano…

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Nas passagens de anos são naturais as expectativas de melhorias em todos sentidos.

Afinal a esperança é indispensável para alimentar ideais.

A História demonstra e o Espiritismo esclarece que “a natureza não dá saltos” em todas suas nuances. O progresso ocorre passo a passo. Detalhe importante é que o Espiritismo não aceita a ideia de milagre.

Na obra de Allan Kardec há judiciosos comentários a propósito do aperfeiçoamento da Humanidade e até estabelecendo algumas relações entre passado, presente e futuro.

No capítulo “São chegados os tempos”, em A Gênese, o Codificador pondera: “A humanidade tem realizado, até o presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho”.1

Kardec deixa claro: “Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado. A geração futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, se achará possuída de ideias e de sentimentos muito diversos dos da geração presente, que se vai a passo de gigante”.1

Com base no raciocínio de Kardec, fundamentado nas informações espirituais presentes em suas obras, parece-nos que são incabíveis os exageros daqueles que fixam datas e até admitem que estaria próximo o chamado “mundo de regeneração”.

Haja vista a situação do povo em geral e das várias nações… O “bem-estar moral” destacado por Kardec dependerá da adoção na prática das leis morais apregoadas por Jesus, fundamentadas no respeito ao próximo como a si mesmo. O cenário geral ainda é sombrio, mas há cintilações de algumas réstias de luz.

Por outro lado, o conjunto se faz do esforço das partes. A sociedade somente estará mais equilibrada e harmônica quando parcela expressiva de seus integrantes estiverem animados por propósitos de aperfeiçoamento moral e social.

Portanto, outra análise de Kardec é pertinente: “Jesus não faz da caridade apenas uma das condições de salvação, mas a única condição. Se houvessem outras a preencher, Ele as mencionaria. Se Ele situa a caridade no primeiro patamar das virtudes, é porque ela encerra implicitamente todas as outras: a humildade, a mansidão, a benevolência, a indulgência, a justiça etc., e porque ela é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.”2

A cada ano que se inicia, torna-se interessante a auto-avaliação sobre nossos esforços em superar as expressões do orgulho e do egoísmo, dando condições para substituições por virtudes.

Assim, a cada novo ano, cabem os esforços para a superação de dificuldades e a concretização de uma prática moral assentada na mensagem de Jesus e robustecida pela certeza que somos espíritos imortais.

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“… paz na terra entre os homens de boa vontade” (Lucas 2,14)

Referências:

1) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. A gênese. Cap. XVIII. Itens 5 e 6. FEB.

2) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. XV. Item 3. FEB.