Transformação

Transformação

“Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados.” Paulo (I Coríntios, 15:51)

Refere­-se o apóstolo dos gentios a uma das mais belas realidades da vida espiritual.

Nos problemas da morte, as escolas cristãs, trabalhadas pelas cogitações teológicas de todos os tempos, erigiram teorias diversas, definindo a situação da criatura, após o desprendimento carnal.

É justo que semelhante situação seja a mais diversificada possível.

Ninguém penetra o circulo da vida terrena em processo absolutamente uniforme, como não existem fenômenos de desencarnação com analogia integral.

Cada alma possui a sua porta de “entrada” e “saída”, conforme as conquistas próprias.

Fala­-se demasiadamente em zonas purgatoriais, em trevas exteriores, em regiões de sono psíquico.

Tudo isso efetivamente existe em plano grandioso e sublime que, por enquanto, transcende o limitado entendimento humano.

Todos os que se abeberam nas fontes puras da verdade, com o Cristo, devem guardar sempre o otimismo e a confiança.

“Nem todos dormiremos” — diz Paulo.

Isto significa que nem todas as criaturas caminharão às tontas, nas regiões mentais da semi­inconsciência, nem todas serão arrebatadas a esferas purgatoriais e, ainda que tais ocorrências sucedessem, ouçamos, ainda, o abnegado amigo do Evangelho, quando nos assevera — “mas todos seremos transformados”.

Paulo não promete sofrimento inesgotável nem repouso sem fim. Promete transformação.

Ninguém parte ao chamado da Vida Eterna senão para transformar­se.

Morte do corpo é crescimento espiritual.

O túmulo numa esfera é berço em outra.

E como a função da vida é renovar para a perfeição, transformemo­nos para o bem, desde hoje.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Vinha de Luz. Cap.158. FEB)

Livro de Chico Xavier no Centro de Cultura

 

Livro de Chico Xavier no Centro de Cultura

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa Espírita Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo, contou com palestra por Antonio Cesar Perri de Carvalho, em sua reunião pública de 2ª feira, no dia 22 de abril. O expositor foi convidado para abordar o tema e lançar seu novo livro “Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões” (Ed.EME e USE-SP). A reunião foi conduzida por Pedro Nakano. Em seguida ocorreram autógrafos do autor. Este colabora no CCDPE com os estudos sobre as epístolas de Paulo.

Dois livros sobre Chico comemoram 90 anos de Centro e encerramento em Copacabana

Dois livros sobre Chico comemoram 90 anos de Centro e encerramento em Copacabana

Importante comemoração da Congregação Espírita Francisco de Paula, da Tijuca, no Rio de Janeiro, aconteceu na manhã do dia 28 de abril. Houve o seminário "Legado de Chico Xavier" contando com atuação de Antonio Cesar Perri de Carvalho (ex-presidente da FEB) e de Carlos Alberto Braga Costa (MG), com coordenação de Cosme Luiz Deolindo. Ambos fizeram exposições, atenderam a perguntas e autografaram livros que estavam lançando, respectivamente, "Chico Xavier- O homem, a obra e as repercussões" e "Chico Xavier – do calvário à redenção", ambos da Editora EME.  

O encerramento de roteiro de cinco dias por Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói, cumprido por Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da FEB, aconteceu na noite do dia 29 de abril. Na tradicional Comunidade Espírita Cristã Consolador, em Copacabana, dirigida por Gerson Sestini, o expositor abordou temas de seu livro "Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões" (Ed.EME e USE-SP), autografando-o na sequência.

Tradutor de Chico Xavier com Perri

Tradutor de Chico Xavier com Perri

 

Durante seminário de Antonio Cesar Perri de Carvalho sobre seu livro "Chico Xavier-o homem, a obra e as repercussões" no Centro Espírita Irmã Rosa, em Niterói, na tarde do dia 27 de maio,  houve rápida visita de Pierre Ethienne Jay que foi tradutor das obras de Chico Xavier para o francês, promovidas pelo Conselho Espírita Internacional (CEI). O lançamento inicial destas traduções  ocorreu em Paris em outubro de 2005. Esses episódios estão registrados no livro de Perri, agora lançado. Pierre estava em Niterói em programa do GEPAR.

PALESTRAS NO CENTRO DE BEZERRA, NO BATUÍRA E CENTRO ANTIGO DE NITERÓI

PALESTRAS NO CENTRO DE BEZERRA, NO BATUÍRA E CENTRO ANTIGO DE NITERÓI

Depois de atuar no CEJA na Barra da Tijuca, o expositor Antonio Cesar Perri de Carvalho prosseguiu em seu roteiro. Na tarde do 26 de abril o ex-presidente da FEB fez palestra no Grupo Espírita Regeneração, fundado por Bezerra há 128 anos na sede da FEB e tendo sede na Tijuca, Rio de Janeiro. Ali ha um Recanto Chico Xavier. O presidente do centro Walter e as ex-diretoras da FEB Tânia e Clara Lila estavam atentos. Na manhã do dia 27, esteve no Grupo de Apoio ao Menor-Casa de Batuira, de São Gonçalo (RJ), fazendo duas palestras. O dirigente da Casa Hélio Ribeiro leu mensagem psicografada. Entre os presentes a educadora Lúcia Moyses. Ao final houve almoço coletivo.

 

Na tarde do sábado Perri desenvolveu seminário na tradicional instituição de Niterói com 98 anos de fundação, o C.E. Irmã Rosa. Ambiente lotado, contando com visitantes como primos do expositor e Pierre Ethienne Jay, que foi tradutor de obras de Chico para o francês, cujo lançamento inicial ocorreu em Paris em outubro de 2005. Esses episódios estão registrados no livro de Perri. Pierre estava em Niterói em programa do GEPAR. Em todos locais Cesar Perri abordou temas do seu novo livro "Chico Xavier- O homem, a obra e as repercussões" (Ed.EME e USE-SP), seguindo-se autógrafos.

CEJA Barra no Rio recebe Perri

CEJA Barra no Rio recebe Perri

O Centro Espírita Joanna de Angelis, da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, recebeu no dia 25 de abril Antonio Cesar Perri de Carvalho. O expositor foi entrevistado para os programas de rádio e TV "Plenitude", proferiu palestra na reunião pública e autografou seu novo livro "Chico Xavier – o homem, a obra e repercussões". Recepcionado pelos dirigentes Iraci Campos e Clóvis Noronha. O expositor iniciava programa de cinco dias com palestras no Rio, São Gonçalo e Niterói.

A fraternidade no diálogo espiritual

A fraternidade no diálogo espiritual

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O Grupo Espírita Casa do Caminho, de São Paulo, tem promovido estudos continuados em que o seminário “papel dos esclarecedores nos grupos mediúnicos” tem sido repetido e aprofundado.

Trata-se de tema que deve merecer muita atenção nesses grupos dos centros espíritas.

O tema nos remete, de início, a Chico Xavier que atuou no Centro Espírita Luiz Gonzaga desde a fundação em 1927 até sua mudança para Uberaba, no início de 1959. Nesse local atendeu semanalmente muitos milhares de pessoas que o procuravam sedentos de consolo e esclarecimento espiritual. A partir desses diálogos com Chico Xavier com as pessoas, sempre solícito e fraternal, iniciava-se um atendimento que, sem dúvida, envolvia o tratamento espiritual dos encarnados e dos desencarnados que eram por eles atraídos. Alguns desses espíritos eram encaminhados para postos de acolhimento do Mundo Espiritual, outros eram envolvidos na esfera de atendimento do próprio Centro em função de suas reuniões. Nas reuniões mediúnicas Chico Xavier atuava não apenas como médium de espíritos esclarecidos e orientadores, mas também para manifestação de espíritos enfermiços. Ademais, um grupo de colaboradores do Centro Espírita Luiz Gonzaga, incluindo Chico Xavier, constituíu o Grupo Meimei, voltado ao atendimento de espíritos enfermiços.

O inesquecível médium mineiro transmitiu a Arnaldo Rocha, que era o coordenador desse Grupo, algumas recomendações: “[…] porque se deve dialogar com os Espíritos sem qualquer ideia de doutrinação. […] transmitiu-me as orientações iniciais de Emmanuel: nunca discutir com a entidade comunicante e nem falar que ela já ‘morreu’…”1

De início, a compreensão e a tradição religiosa do espírito comunicante deve ser respeitada. Entre muitos exemplos há a série de cartas familiares de espírito que desencarnou convicto das tradições do judaísmo.2,3

Há muitas obras que tratam da prática do diálogo com os espíritos enfermiços. Iremos nos restringir apenas a alguns, resultantes da mediunidade de Chico Xavier. Entre estes, Instruções psicofônicas, que é resultado das transcrições das gravações do já citado Grupo Meimei, coordenado por Arnaldo Rocha. Deste livro e da entrevista com Arnaldo destacamos a mensagem de Emmanuel: “Sem o carinho e a receptividade do coração, sofreremos o império do desespero. Sem o devotamento e a decisão do braço, padeceremos a inércia. Contudo, para que o trio funcione com eficiência, são necessários três requisitos na máquina de ação em que se expressam: Confiança. Boa-vontade. Harmonia.”4

Em outra obra que relaciona a prática mediúnica com a moral ensinada por Jesus, Emmanuel orienta: “Cultivar o tato psicológico, evitando atitudes ou palavras violentas, mas fugindo da doçura sistemática que anestesia a mente sem renová-la.”5

A essa altura cabem dois comentários sintéticos do espírito Emmanuel sobre o atendimento de espíritos enfermiços: “[…] com a mediunidade esclarecida, é fácil aliviá-los e socorrê-los.”5 “[…] Reunamo-nos nas bases a que nos referimos, sob a inspiração do Cristo, Nosso Mestre e Senhor, e as nossas reuniões mediúnicas serão sempre um santuário de caridade e um celeiro de luz. ”4

Os livros do Espírito André Luiz, conhecidos como série Nosso Lar, esclarecem magistralmente os processos de libertação espiritual. Todavia, em Desobsessão estão disponíveis várias recomendações práticas para uma reunião: “O médium de incorporação, como também o médium esclarecedor, não podem esquecer, em circunstância alguma, que a entidade perturbada se encontra, para eles, na situação de um doente ante o enfermeiro. […] O esclarecimento não será, todavia, longo em demasia”.6

Deve ficar claro que os espíritos citados em vários locais empregam as expressões: espíritos enfermiços; como parentes nossos enfermos; doente ante o enfermeiro… O membro da equipe mediúnica que atua como dialogador tem um papel muito importante e os orientadores espirituais comparam-no a um enfermeiro ante um doente, referindo-se aos espíritos necessitados, como enfermiços, como se fossem parentes nossos enfermos… Ou seja, o tom da fraternidade deve prevalecer no diálogo com os espíritos necessitados de acolhimento, apoio e esclarecimento.

A resultante dos esclarecimentos espirituais nos remete a um episódio significativo. No dia 2 de abril de 2010, exatamente no dia do Centenário de nascimento de Chico Xavier, houve a inauguração do Memorial do Luiz Gonzaga, anexo a centro de mesmo nome, em Pedro Leopoldo, a terra natal do médium. Na oportunidade representamos o presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) e estavam presentes representantes da Municipalidade, Banda da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, dirigentes da União Espírita Mineira (UEM), Arnaldo Rocha, Oceano Vieira de Melo, Terezinha de Oliveira (de Campinas), parentes e amigos de Chico Xavier. No final da cerimônia assistimos a um fato inesquecível e emocionante: o mestre de cerimônias solicitou que abrissem uns engradados cobertos, que se encontravam cheios de pombas, e estas iniciaram voos. Em comentário do cerimonial, fez-se uma comparação ao voo livre das pombas, em um belo bailado aéreo: “[…] a libertação das almas iluminadas pelo Evangelho à luz do Espiritismo, que por aqui estiveram, ao se desprenderem do corpo físico”.3

Essa frase é muito marcante! O exemplo no bem persistente de Chico Xavier, o seu amor em ação, fizeram dele um valoroso intermediário para a libertação de almas.

Referências:

1) Livros pioneiros obtidos de gravações de psicofonias. Reformador. Ano 129. N.2.190. Setembro de 2011. P. 329-331.

2) Xavier, Francisco Cândido; Muszkat, Roberto; Muszkat, David. Quando se pretende falar da vida. São Bernardo do Campo: GEEM. 1983.

3) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Chico Xavier. O homem, a obra e repercussões. Cap. 2.7. Capivari: Ed. EME. 2019.

4) Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Instruções psicofônicas. Cap. 59. Rio de Janeiro. FEB.

5) Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Seara dos médiuns. Cap. 55. FEB.

6) Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito André Luiz. Desobsessão. Cap. 37. FEB.

Transcrito de:

Revista Internacional de Espiritismo. Ano XCIV. N.3. Abril de 2019. P.140-141.

Não tiranizes

Não tiranizes


“E, com muitas parábolas semelhantes, lhes dirigia a
palavra, segundo o que podiam compreender.” (Marcos, 4:33.)


Na difusão dos ensinamentos evangélicos, de quando em quando encontramos pregadores rigorosos e exigentes.

Semelhante anomalia não se verifica apenas no quadro geral do serviço.

Na esfera particular, não raro, surgem amigos severos e fervorosos que reclamam desesperadamente a sintonia dos afeiçoados com os princípios religiosos que abraçaram.

Discussões acerbas se levantam, tocando a azedia venenosa.

Belas expressões afetivas são abaladas nos fundamentos, por ofensas indébitas.

Contudo, se o discípulo permanece realmente possuído pelo propósito de união com o Mestre, tal atitude é fácil de corrigir.

O Senhor somente ensinava aos que o ouviam, “segundo o que podiam compreender”.

Aos apóstolos conferiu instruções de elevado valor simbológico, enquanto que à multidão transmitiu verdades fundamentais, através de contos simples.

A conversação dEle diferia, de conformidade com as necessidades espirituais daqueles que o rodeavam. Jamais violentou a posição natural de ninguém.

Se estás em serviço do Senhor, considera os imperativos da iluminação, porque o mundo precisa de servidores cristãos e, não, de tiranos doutrinários.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 143. FEB)

AS CRIANÇAS SÃO ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS? | Parte 2

AS CRIANÇAS SÃO ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS? | Parte 2 

Em uma de suas parábolas, Jesus diz "Deixai vir a mim as criancinhas", mas como podemos interpretar essa passagem? Quais as características que carregamos durante a infância que deveríamos preservar? As crianças são espíritos mais evoluídos? Confira agora no programa da TV Mundo Maior “Evangelho e espiritismo em sua mais simples expressão”. Neste programa, com Antonio Cesar Perri de Carvalho e Célia Maria Rey de Carvalho.
ACESSE:

AS CRIANÇAS SÃO ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS? | Parte 1

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