“Manifesto Espíritas na Política”

“Manifesto Espíritas na Política”

O Brasil vive momentos extremamente delicados nos contextos: político, social, econômico e ético.

A maneira mais importante para o cidadão se manifestar dentro do arcabouço democrático é através do voto consciente. Os espíritas devem cumprir o dever como cidadãos, preocupados e comprometidos com os destinos da Pátria.

O espírita como cidadão – pessoa física -, pode contribuir para a solução dos problemas políticos e sociais vivenciados na atualidade, sem necessariamente comprometer-se com legendas ou organizações partidárias, mas ciente de que esse é também um direito que cabe a cada um.

Para se analisar a participação de espíritas na política, e especificamente como candidato a cargo eletivo, é sabido que o rótulo religioso não é garantia de integridade na vida pública. A trajetória de vida do cidadão na sociedade é o primeiro referencial a ser considerado pelo eleitor consciente.

O importante é que os anseios com um ideal sejam compatíveis os exemplos de vida.

O espírita tem conhecimento que O livro dos espíritos, obra básica e inaugural de Allan Kardec, contempla 405 perguntas e respostas sobre “As Leis Morais”, que envolvem questões sobre o relacionamento do homem com o Criador da vida, com o planeta em que vive, com seus semelhantes, com as sociedades de que participa, ao tratar das Leis de Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade, e Justiça, Amor e Caridade, da Perfeição, das Esperanças e Consolações.

Em “As Leis Morais” de O livro dos espíritos, o Espiritismo apresenta recomendações para a vida em sociedade pautadas na ética e na moral, autênticas normas políticas para o ideal de uma civilização espiritualista e cristã.

Referencial oportuno que merece destaque na atualidade foi registrado por Paulo de Tarso: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam" (I Coríntios 10, 23).

É recomendável que o cidadão analise a compatibilidade entre as propostas partidárias e as ações e ideias do candidato, com os princípios ético-morais e espíritas.

A análise prévia desses parâmetros deve superar e ser mais importante do que os critérios de amizades, expectativas de retribuições e de benefícios de ordem pessoal.

O momento é muito delicado para o Brasil e de grande importância para o consciente exercício da cidadania, destacando-se a ética e a moral fundamentada nos ensinos de Jesus, com conceitos ampliados com os subsídios oferecidos pela Doutrina Espírita.

(Manifesto aprovado no dia 4 de agosto de 2018, durante a Mesa Redonda “Espiritismo e Política”, realizado na Câmara Municipal de São Paulo, em São Paulo,

promovido pelo Grupo Espíritas na Política, de São Paulo).

Mesa redonda “Espiritismo e Política” e “Manifesto Espíritas na Política”

Mesa redonda “Espiritismo e Política” e “Manifesto Espíritas na Política”

Na manhã do dia 4 de agosto de 2018, no Plenarinho da Câmara Municipal de São Paulo, ocorreu a mesa redonda “Espiritismo e Política”, realizado pelo Grupo Espíritas na Política de São Paulo, que tem a coordenação Júlia Nezu e Paulo Francisco. Na mesa redonda houve mediação de André Marouço e Antonio Cesar Perri de Carvalho. Houve participação de Fernando Petiti (São José dos Campos), Marcos Papa (Ribeirão Preto), Dário Arantes (São Paulo), Miguel Sardano representando Edson Sardano (Santo André), Ana Paula Calvo representando Rubens Wagner Calvo (São Paulo). O plenário também se manifestou estando presentes espíritas da capital e do interior, inclusive de várias USE’s. Ao final foi aprovado o “Manifesto Espíritas na Política”.

Houve transmissão ao vivo:

https://web.facebook.com/ProgramaVivenciaEspirita/videos/1963387970388930/

https://youtu.be/0ZZTui3aQ4Y;

Livro Cristianismo no CEAK de Campinas

Livro Cristianismo no CEAK de Campinas

O tradicional Centro Espírita Allan Kardec, de Campinas, na manhã do dia 29 de julho contou com palestra de Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da FEB e da USE-SP, que abordou o tema de seu livro em lançamento pela Editora O Clarim: Cristianismo nos séculos iniciais. Aspectos históricos e visão espírita. Foi recepcionado por dirigentes do Centro e por Clara Lila Gonzalez de Araújo. A palestra foi transmitida ao vivo e será disponibilizada pelo site do CEAK.

Em seguida, autografou sua nova obras.

Informações: http://ceak.org.br

Apelo aos pais em São Paulo

Apelo aos pais em São Paulo

Na tarde do dia 28 de julho, Clara Lila Gonzalez de Araújo, ex diretora da FEB e atualmente colaboradora do C.E. Allan Kardec (Campinas) esteve em São Paulo no Espaço Cultural da Editora e Distribuidora Boa Nova, onde proferiu palestra sobre o tema de sua recente obra, autografando, em seguida para os presentes. O livro Apelo aos pais, editado pela CEAK, pode ser localizado:

Na Editora: www.allankardec.org.br; editora@allan kardec.org.br;

e também na Amazon, disponível em formato digital: https://www.amazon.com.br/dp/B07BJK36LC/

 

Evento “Aborto Diga Não!”

Evento “Aborto Diga Não!”

O evento “Aborto Diga Não!E saiba o porquê” foi realizado na sede da FEEGO, em Goiânia, no dia 28 de julho. Ocorreram palestras sobre: Descriminalização do aborto no Brasil Palestrante, por Jefferson Bellomo (DF); A quem interessa o aborto?, por Jorge Cecílio Daher; Direito à vida Palestrante, por Hélio Ribeiro Loureiro (RJ, AJE – BR) e Rede Renascer e Movimento Brasil Sem Aborto, por Jaime Ferreira Lopes (DF). Houve encerramento com perguntas e respostas aos expositores. O evento foi transmitido ao vivo. Entre os participantes estava Júlia Nezu, ex-presidente da USE-SP.

Informações: www.feego.org.br

ESPIRITISMO E LIBERDADE

ESPIRITISMO E LIBERDADE

 

É indispensável que o Espiritismo, na função de Consolador Prometido pelo Cristo de Deus, veio aos homens, sobretudo, para liberá-los da treva de espírito.

Que emancipação, porém, será essa?

Surpreenderíamos, acaso, a Nova Revelação procedendo à maneira de um louco que dinamitasse um cais antigo, à frente do mar, sem edificar, antes, um cais novo que o substituísse?

Claro que os princípios espíritas acatam os diques de natureza moral construídos pelas tradições nobres do mundo, destinados à segurança da alma, conquanto lhes observe a vulnerabilidade do fundo, vulnerabilidade essa sempre suscetível de favorecer os mais fortes contra os mais fracos e de apoiar os astutos em pre juízo dos simples de coração; embora isso, levantam barreiras de proteção muito mais sólidas, a benefício das criaturas, porquanto nos esculpem no próprio ser a responsabilidade de sentir e pensar, falar e agir, diante da vida.

Ninguém se iluda quanto à independência instalada pela Doutrina Espírita, nos recessos de cada um de nós, sempre que nos creiamos no falso direito de praticar inconveniências em regime de impunidade.

Muito mais que os preconceitos e tabus, instituídos pelos homens, como frágeis recursos de preservação dos valores espirituais na Terra, o Espiritismo Cristão nos entrega dispositivos muito mais seguros e sensatos, na garantia da própria defesa, de vez que não nos acena com céus ou infernos exteriores, mas, ao revés disso, nos faz reconhecer que o céu ou o inferno são criações nossas funcionando indiscutivelmente em nós mesmos.

Enfim, para não nos alongarmos em teorização excessiva, observemos tão – somente que o espírita é livre, não para realizar indiscriminadamente tudo quanto deseje, e sim para fazer aquilo que deve.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Doutrina de luz. São Bernardo do Campo: GEEM)

Mostra São Paulo de Teatro Espírita

Mostra São Paulo de Teatro Espírita

Várias peças espíritas estão sendo apresentadas em São Paulo: 

Local: Teatro Fernando Torres – Rua Padre Estevão Pernet , 588 – Próximo às estações de Metro: Tatuapé e Carrão

Informações / Bilheteria: (11) 2227-1025

"Andre Luiz – A Vida após a Vida" – Apresentação: 03/08/2018 – Sexta as 21hs;

"O Semeador de Estrelas" - Apresentação: 04, 05/08/2018 – sábado as 21hs – Domingo as 19hs;

"Lições do Pequeno Chico" – Apresentação: 10/08/2018 – Sexta as 21hs;

"A morte é uma piada 2 – Se a vida continua a morte é uma piada" – Apresentação: 11,12/08/2018 – sábado as 21hs – Domingo as 19hs;

"Laços Eternos" – Apresentação: 17,18,19/08/2018 – sexta e sábado as 21hs – Domingo as 19hs; 

"Violetas na Janela" – Apresentação: 24,25,26/08/2018 – sexta e sábado as 21hs – Domingo as 19hs;

“Allan Kardec – Um Olhar para a Eternidade” – Apresentação: 01,02/09/2018 – sábado as 21hs – Domingo as 19hs; 

"Emmanuel – A Luz de Chico Xavier" - Esta peça foi apresentada entre 06/07 e 29/07/2018.

Notícias da França e da francofonia

Notícias da França e da francofonia

A Revue Spirite, edição do 2º trimestre de 2018, destaca na capa e nos artigos o tema central “Medicina e Espiritualidade”, pelo fato de que este será o tema do 11º. Congresso Francofônico, que ocorrerá nos dias 20 e 21 de outubro de 2018 em Luxemburgo (Centre Sociétaire – 29, rue de Strasbourg, L-2560 Luxembourg-Gare). Há artigos de brasileiros e de europeus sobre: Neuropsicologia da mediunidade; Programa de reencarnação e genética espiritual; Problemas mentais e mediunidade e outros. Transcreve-se o discurso de Léon Denis no Congresso Espírita Mundial de Paris em 1925. Anuncia o lançamento do livro “Histoire familiale de Léon Denis”, editado por LMSF (jpp@lmsf.org) e se divulga a edição em francês de “A Gênese”, feita pela LMSF, “feita conforme os textos das quatro primeiras edições, publicadas durante a vida do autor”, ou seja as edições feitas por Allan Kardec em 1868. A Revue Spirite é uma continuação da Revista Espírita fundada por Allan Kardec em 1858; órgão oficial do Conselho Espírita Internacional editada por “Le Mouvement Spirite Francophone” .

Informações:

www.lmsf.org;

www.edicei.eu;

e-mails: info@lmsf.org; jpp@lmsf.org

FOCALIZANDO O TRABALHADOR ESPÍRITA-Entrevista

FOCALIZANDO O TRABALHADOR ESPÍRITA APPARECIDO BELVEDERE- MATÃO, SP

Entrevista feita por Ismael Gobbo

Nesta entrevista temos a oportunidade de conhecer facetas da vida do nosso companheiro de ideal espírita, Apparecido Belvedere, diretor da Casa Editora “O Clarim”, entidade fundada pelo inesquecível Cairbar de Souza Schutel. Apparecido nos fala também do Memorial Cairbar Schutel, local que abriga documentos, equipamentos antigos da gráfica de O Clarim e objetos que pertenceram a Cairbar.

P – Apparecido, você poderia apresentar-se aos leitores?

R – Eu vim de São Paulo para Matão, onde resido desde 1975, portanto há 43 anos. Nesta cidade me casei em segundas núpcias com Laodicéia, que já tinha dois filhos, Leliane e Eudes. Eles são os meus dois filhos adotivos muito queridos. Minha primeira esposa já é falecida. Gosto muito da cidade e sou feliz por ter a oportunidade de aproximar-me da obra legada por Cairbar Schutel, desencarnado em 1938, espírito de escol que conheci pela leitura dos livros, da Revista Internacional de Espiritismo, do jornal O Clarim e pela própria visitação in loco, para conhecer o parque gráfico e o centro espírita.

P – Como conheceu o Espiritismo e desde quando é espírita?

R – Ismael, eu fui batizado na Igreja Católica em Aparecida do Norte e cheguei a ser “coroinha”. Quando atingi meus 14-15 anos de idade, comecei a questionar o padre sobre certas coisas que achava esquisitas. Por exemplo, a chamada pena capital, segundo a qual, após a morte, a pessoa sofre eternamente no inferno que a igreja apregoa. Ele me respondia de forma evasiva, dizendo que as coisas eram assim mesmo; me mandava rezar o Pai Nosso e a Ave Maria e encerrava a conversa aconselhando que não me preocupasse e que não precisava perguntar sobre isso. Essa dubiedade fez com que me afastasse da igreja e me desinteressasse por assuntos religiosos, tornando-me naquele momento um ateu e,por que não dizer, à toa.

P – Apparecido, fale-nos um pouco mais sobre essa sua aproximação com a instituição fundada por Cairbar Schutel.

R – A história é longa, mas bonita. O primeiro centro espírita que comecei a frequentar foi o Centro Espírita Cairbar Schutel, no bairro Itaim Bibi em São Paulo. Este, aliás, foi o primeiro a adotar o nome do Bandeirante do Espiritismo após sua desencarnação. Interessante o fato de que amigos de Cairbar queriam fundar o centro com seu nome, objetivando homenageá-lo ainda em vida, proposta que ele não aceitou, justificando que enquanto estivesse vivo poderia fazer alguma coisa errada que pudesse vir a respingar no centro. Então para mim foi uma grande alegria começar no Espiritismo naquela casa espírita, onde estudei todas as obras básicas e as outras complementares, dentre as quais as de Cairbar. Como viajasse para a região a trabalho, visitando usinas de açúcar, numa delas no início da década de 1960, mais precisamente no mês de agosto, quando se comemora o aniversário de “O Clarim”, comecei a tomar contato com a instituição, sintonizando-me perfeitamente com o trabalho que ela desenvolvia, declarando a amigos que um dia me mudaria para a cidade com a finalidade dedar “in loco” aminha colaboração. E a vida me permitiu que em março de 1975 aportasse definitivamente em Matão, prestando meu trabalho pessoal ao centro e à Casa Editora O Clarim, nesta última de forma mais efetiva e em tempo integral.

P – Poderia nos resumir os trabalhos desenvolvidos pela instituição?

R – Bem, aqui no centro espírita desenvolvemos todos os trabalhos comumente realizados numa casa espírita. Além do estudo temos o atendimento fraterno, estudo e prática da mediunidade, transmissão de passes e assistência aos necessitados, tudo em conformidade como já acontecia nos tempos de Cairbar. Na editora, além do jornal O Clarim e da RIE, editamos livros impressos. Estamos nos aproximando de 200 títulos lançados desde a fundação da editora. E agora já contamos mais de 50 e-books,comercializados pela Amazon (a lista completa pode ser acessada pelo link: https://www.amazon.com.br/s… Ao longo do tempo fomos acumulando materiais históricos e ocorreu a ideia de fundar uma espécie de museu para homenagear Sr. Schutel que, por questões técnicas e de registro, recebeu a denominação de Memorial Cairbar Schutel. Cabe aqui salientar o progresso que as edições de O Clarim e da RIE alcançaram não só pelo crescimento do número de assinantes brasileiros como de residentes no exterior. Um fato digno de menção é que o jornal O Clarim, fundado em 1905, recebia muitas matérias do exterior, sobretudo matérias científicas, raras em nosso país, o que ensejou a fundação da revista 20 anos depois, com o nome de Revista Internacional do Espiritismo. Com o passar dos anos, houve uma sutil mudança no nome, passando a chamar-se Revista Internacional de Espiritismo. A fundação deste novo periódico foi possível pela contribuição de Luiz Carlos Oliveira Borges, fazendeiro de Dourado, cidade próxima a Matão, que era muito confiante em Cairbar. Sua foto está exposta no Memorial. Borges e Cairbar trocaram várias correspondências durante os primeiros números da RIE, mas infelizmente ele desencarnou em junho de 1925, não tendo muito tempo para prestigiar o alcance que a revista teria. Hoje em dia com a presença de Cássio Carrara, jornalista responsável pelos dois periódicos, a revista ganhou muito na qualidade de apresentação; atinge atualmente dezoito países com assinantes regulares e temos conseguido parcerias com outras editoras, muitos artigos do exterior publicamos aqui enquanto os daqui são publicados no exterior. Enfim, o trabalho de Cairbar Schutel se consolidou e se amplia cada vez mais.

P – O Espírito Cairbar Schutel se comunica mediunicamente?

R – Aqui no nosso centro espírita os médiuns percebem a sua presença, todavia não temos recebido pelas vias mediúnicas mensagens diretas do Sr. Schutel, o que já ocorreu através da psicografia de Divaldo Pereira Franco mais de uma vez em eventos dos quais estávamos presentes. Um fato interessante ocorreu em São Paulo, quando eu já era espírita e participava do movimento de unificação promovido pela USE. Certa feita estávamos numa casa espírita, que tinha um médium muito bom e de muitos recursos. Esse médium não sabia que eu estava presente, mas ao final do encontro chamou por Apparecido, que efetivamente era eu. Ele então disse que havia uma mensagem e me entregou a psicografia assinada por Cairbar Schutel, na qual me pedia paciência e perseverança no trabalho que desenvolvia, considerando que os pequenos percalços fazem parte da luta e com fé em Deus são todos contornados. A mensagem muito linda e incentivadora infelizmente se encontra extraviada. O fato é que, por essas e outras razões, me mudei para Matão e aqui estou há 43 anos, buscando dar o melhor de mim ao lado dos queridos companheiros de ideal espírita que servem com muito amor e carinho na Seara Espírita, inspirados por Cairbar.

P – Acompanhando a RIE, O Clarim e também os livros editados, percebe-se um grande número de colaboradores, sobretudo articulistas.

R – Isso realmente acontece. Temos uma gama muito grande de grandes articulistas que vêm nos ajudando a levar avante as tarefas iniciadas por Cairbar. Eles sabem da importância do trabalho e, por isso, esforçam-se nas pesquisas, trazendo ao público leitor matérias atualizadas de cunhos científico, filosófico e religioso, todos em consonância com a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec.

P – Como é feita a seleção ou mesmo rejeição de alguma matéria?

R – Reiteramos a necessidade de que estejam em perfeita sintonia com os princípios espíritas. Aliás, diga-se, são poucas as matérias descartadas justamente por não se amoldarem a esses princípios. Às vezes ocorrem algumas distorções doutrinárias conflitantes e nesse particular temos procurado ser bastante rigorosos. Recebemos muito mais matérias aproveitáveis que descartáveis. Para isso temos nossa participação pessoal ao lado de uma equipe que nos presta inestimável colaboração, apontando alguns desses problemas que mencionei. Além dos colaboradores encarnados, temos a espiritualidade sempre nos intuindo e alertando para não deixarmos passar deslizes doutrinários, o que tem sido objeto de nossa constante vigilância.

P – Apparecido, voltando ao tema Memorial Cairbar Schutel, fale-nos como surgiu a idéia de implantá-lo.

R – Bem, a ideia de criação de uma espécie de museu não é coisa nova. Algumas décadas atrás surgiu essa inspiração e fomos nos preparando. Inicialmente buscamos acumular e organizar objetos e documentos pessoais de Cairbar Schutel, livros de registros da Farmácia Schutel, que administrava e era proprietário, da editora e do seu parque gráfico. Também recebemos ajuda de amigos como da família de Franco Fusco, filho do Sr João Fusco que era de São José do Rio Preto, muito amigo de Cairbar e fundador do centro que leva seu nome em São Paulo. Através de Flávio Fusco, também já desencarnado, recebemos muito material que foi doado e que se encontram expostos. Muitas coisas da farmácia de Cairbar que já possuíamos foram complementadas pelo dono posterior, Sr. Albertinho, já desencarnado, endereçando equipamentos que Cairbar utilizava na manipulação de medicamentos. O tempo foi passando até o momento em que eu e minha esposa Laodicéia, que também é diretora na instituição, acordamos para o seguinte ponto: para tocar um projeto desses não basta apenas vontade, é preciso alguém especializado para organizar. Pensávamos que fosse uma bibliotecária ou coisa parecida, até que nossa filha nos alertou: “Bibliotecária, não. Para o Memorial é preciso quem entenda do assunto e vocês já têm essa pessoa muito perto de vocês.” Com efeito acabamos despertados para a presença de Larissa, formada na Unicamp e na época casada com meu neto, que organizou tudo isso. A empresa de publicidade Tg3 preparou os materiais gráficos e também as fotos, tudo de forma adequada como pode aqui ser constatado.

P – O Memorial está aberto a receber alguma doação de material que tem a ver com Cairbar?

R – Certamente. Como já disse recebemos muitos materiais em doação. Como o próprio relógio de parede que pertenceu ao Sr. Cairbar e que foi doado pelo Sr. Adail Pedro. Então se alguém dispor de alguma foto, documentos, objetos, que guardou com carinho ao longo do tempo e que queira doar serão muito bem-vindos.Mas evidentemente tem que ter esse vínculo com o homenageado. Os materiais serão somados a nossa reserva técnica que vez por outra são expostos, possibilitando um rodízio nas exposições.

P – Como é feita a visitação?

R – Normalmente pedimos que os interessados entrem em contato conosco através da Lúcia Helena, que é a vice-presidente e faz a coordenação das visitas. O agendamento se faz necessário pelo motivo principal de termos muito trabalho e não ser viável destacarmos uma ou mais pessoas para ficarem exclusivamente e o tempo todo no Memorial. Com a visita marcada antecipadamente nos preparamos para receber convenientemente as pessoas, muitas vezes em grandes caravanas. Com essa providência, companheiros previamente preparados para o trabalho fazem o acompanhamento e oferecem todas as explicações históricas e administrativas da casa, numa “visita guiada”. Aqui verão e receberão informações precisas sobre cada um dos objetos ou documentos, por exemplo a mesinha onde Cairbar realizava as experiências de tiptologia; o seu quarto de dormir com cama e guarda-roupas; a primeira impressora; livros de registros diversos; fotos interessantes; os primeiros exemplares da RIE e de O Clarim; dentre muitos outros. Enfim, estamos aqui para atender da melhor forma possível aos que se interessarem nessa importante visitação.

P – Lendo a RIE e O Clarim dos primeiros anos nos deparamos commuitos relatos e ilustrações de fenômenos mediúnicos que hoje não são comuns. Aqui parece que também aconteciam…

R – Sim, Ismael, relatos de acontecimentos no Brasil e muito mais do exterior. O jornal e sobretudo a revista tinham muitas matérias científicas. Mas aqui também eles aconteceram. Dona Antoninha, já desencarnada, participante das reuniões mediúnicas dirigidas por Cairbar Schutel, contava que em uma delas a hora avançou e todos ficaram com fome. Para surpresa geral, ao lado viram diversos salgadinhos cuja presença foi explicada pelo fenômeno de transporte, aliás um dos mais comuns à época. Se alimentaram e após o final da reunião foram à padaria para fazer o pagamento da conta, fato que não deixou de causar espanto ao proprietário.

P – Agradecemos ao querido amigo Apparecido por esta entrevista e a ele deixamos as palavras finais.

R – Queremos aqui externar os agradecimentos ao amigo Ismael Gobbo que, através do boletim diário de Noticias do Movimento Espírita, tem buscado divulgar ao longo dos anos a Doutrina Espírita com seriedade e persistência, alcançando o Brasil e países do exterior. Que possa continuar sua tarefa inspirado por Jesus e pelos amigos espirituais dentre os quais se insere Cairbar Schutel.

Extraído de:

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/JULHO/24-07-2018.htm

Cartas do Evangelho

Cartas do Evangelho

O livro recém lançado Cartas do evangelho é uma psicografia de Vinícius Lara, pelo espírito Estevão, editado pela Sociedade Espírita Primavera, de Juiz de Fora (MG). O prefácio foi assinado por um docente do curso de Ciência da Religião da UFJF. O objetivo do autor espiritual é promover o “reencontro sincero com o Cristo na união de nossos corações”. Em 50 capítulos, de maneira leve e didática, são feitas abordagens sobre temas evangélicos à luz do Espiritismo, como: Receita da superação, A regra áurea, Entendendo a salvação, Credenciais, Reconhecer o Cristo, A última lição de Pedro, laços, Espelho divino. Estevão é o pseudônimo de um espírito que homenageia o mártir do cristianismo primitivo. Os direitos autorais foram cedidos para a Sociedade Espírita Primavera.

Informações:

Sociedade Espírita Primavera – E-mail: falecomasep@outlook.com;

Candeia Distribuidora: livros@candeia.com;

https://mail.google.com/mail/u/0/#spam/164de41544f3f6ef