Feira do Livro de Rio Preto

Perri encerra a Feira do Livro de Rio Preto

A 42a. Feira do Livro Espírita de Rio Preto e região chegou ao final nos dias 13 e 14 de abril, no Rio Preto Shopping, com apoio da USE-SP Regional e Intermunicipal de São José do Rio Preto e da Distribuidora Candeia. O convidado para o encerramento foi Antonio Cesar Perri de Carvalho (ex-presidente da FEB e da USE-SP), que autografou os livros de sua autoria, principalmente o lançamento "Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões" (Ed.EME e USE-SP). Proferiu palestra sobre esta nova obra no cinema do Rio Preto Shopping. Entre os presentes, dirigentes, amigos, inclusive o prof. Benedicto Silva, tradutor para o Esperanto. Houve publicação de entrevista com o visitante no jornal local "Diário da Região". O expositor prossegue com roteiro de palestras em centros espíritas da cidade e região.

Desafio do momento

União…

Desafio do momento

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

Há muitas mensagens espirituais com conceitos e recomendações sobre união e unificação. Mas cabe aos encarnados a responsabilidade pelas ações e a análise sobre como está sendo praticada a união:

"[…] o que caracteriza a revelação espírita é o fato de sua origem ser divina, de a iniciativa pertencer aos Espíritos e de sua elaboração ser fruto do trabalho do homem.”1

Nessas condições são oportunas algumas devem merecer reflexões. Em mensagem pioneira, Emmanuel associa a prática da união com a vivência do Evangelho:

“Compreendendo a responsabilidade da grande assembleia de colaboradores do Espiritismo brasileiro, formulamos votos ardentes para que orientem no Evangelho quaisquer princípios de unificação, em torno dos quais entrelaçam esperanças.”2

Em 1975 Bezerra de Menezes aponta o foco e o envolvimento real:

“Mantenhamos unidos, em Jesus, para edificar e acender Kardec no caminho de nossas vidas, porque unicamente assim, agindo com a fraternidade e progredindo com o discernimento, é que conseguiremos obter os valores que nos erguerão na existência em degraus libertadores de paz e ascensão.”2

Nesses termos, devemos olhar para dentro de nossa seara com o objetivo de sentirmos os eventuais desafios: as obras da Codificação são a base das práticas? Como está o respeito ao próximo mais próximo? Como estão organizadas e como funcionam as instituições espíritas? Quais valores definem as indicações de companheiros para assumirem os encargos e cargos nas instituições? Em que ambiente se processam as escolhas de dirigentes nas instituições? Como os dirigentes e colaboradores de um centro interagem com os pares de outros centros? Como são tratadas as eventuais dificuldades e enganos doutrinários de instituições congêneres? Os líderes, expositores e médiuns são vistos com deslumbramento, como superiores ou mais evoluídos? Os temas da atualidade ou novos são tratados no ambiente espírita?

Cada questão deve ser refletida e sugerimos a analogia com as colocações de Emmanuel:

“O mundo conturbado pede, efetivamente, ação transformadora. […] se faz impraticável a redenção do Todo, sem o burilamento das partes, unamo-nos no mesmo roteiro de amor, trabalho, auxílio, educação, solidariedade, valor e sacrifício que caracterizou a atitude do Cristo em comunhão com os homens, servindo e esperando o futuro, em seu exemplo de abnegação, para que todos sejamos um…”2

No “mundo conturbado” de nossos dias – que se caracteriza por polêmicas, crescimentos, transformações e adequações-, e, na intimidade do espírita são perceptíveis sentimentos predominantes de união? Sem estas condições torna-se muito difícil a ideia de unificação entre sociedades espíritas. A palavra unificação pode significar “padronização”, ideia completamente antagônica aos princípios de união, por isso Emmanuel destacou “burilamento das partes” e união “no mesmo roteiro”.

A unificação no sentido de convergência e somatória de esforços é possível dentro da diversidade de situações, fundamentando-se no Codificador. Kardec define:

"O laço estabelecido por uma religião, seja qual for o seu objetivo, é, pois, essencialmente moral […], e não somente o fato de compromissos materiais, que se rompem à vontade, ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito. O efeito desse laço moral é o de estabelecer entre os que ele une, como consequência da comunhão de vistas e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas."3

Referências:

1) Kardec, Allan. Trad. Imbassahy, Carlos de Brito. A gênese. 1.ed. Cap. 1. São Paulo: FEAL. 2018.

2) Carvalho, Antonio Cesar Perri. União dos espíritas. Para onde vamos? Cap. 5. Capivari: Ed.EME. 2018.

3) Kardec, Allan. Trad. Noleto, Evandro Bezerra. O Espiritismo é uma religião? Revista Espírita. Dezembro de 1868. Ano XII. FEB. 2005.

(*) Ex-presidente da FEB e da USE-SP.

(Extraído de: Revista Senda, FEEES, N.196, Ano 97, mar.-abr.2019, p.9)

Centro orientado por Chico recebe novo livro

Centro orientado por Chico recebe novo livro

O Centro Espírita União, bairro Jabaquara, em São Paulo foi fundado há mais de 50 anos pelo casal Nena e Francisco Galves, com orientação e apoio de Chico Xavier. Ambos eram seus anfitriões na capital paulista e o médium comparecia anualmente num grande evento público naquele Centro. Também surgiu a editora Cultura Espírita União. Na noite do dia 8 de abril, ali houve palestra por Antonio Cesar Perri de Carvalho, abordando a síntese do livro agora lançado “Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões” (Ed.EME e USE-SP) e com autógrafos em seguida. Lá estavam o casal Galves, a ex-presidente da USE Júlia Nezu, a jornalista Eliana Haddad e a esposa do expositor, Célia. Houve visita ao museu anexo que contém peças, documentos e livros relacionados com as vindas de Chico Xavier a São Paulo.

NOS DOMÍNIOS DO BEM

NOS DOMÍNIOS DO BEM

"Mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse compor obrigação, mas espontâneo" – Paulo (Filemon, 1:14.)

É das Leis evolutivas que todos os agentes inferiores da Natureza sirvam em regime de compulsória.

Pedras são arrancadas ao berço multimilenário para que obedeçam nas construções.

Tombam vegetais, a duros lances de força para se fazerem mais úteis.

Animais sofrem imposições e pancadas, afim de se entregarem à prestação de serviço.

Alcançando, no entanto, a razão, por atestado de madureza própria, o espírito é chamado ao livre arbítrio, por filho do criador que atingiu a maioridade na criação.

Chegado a essa fase, ilumina-se pela chama interior do discernimento para a aquisição das experiências que lhe cabem realizar, de modo a erguer seus méritos, podendo, em verdade, escolher o caminho reto ou sinuoso, claro ou escuro, em que mais se apraza.

Reflete, pois, na liberdade íntima e pessoal de que dispões para fazer o bem, amplamente, ilimitadamente, constantemente …

Escrevendo a Filêmon, disse Paulo: "mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por obrigação, mas espontâneo".

Assim, também, o Divino Mestre para conosco.

Aqui e ali, propõe-nos, de maneira direta ou indireta, ensinamentos e atitudes, edificações e serviços, mas espera sempre por nossa resposta voluntária, de vez que a obra da verdadeira sublimação espiritual não comporta servos constrangidos.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel Palavras de vida eterna. Cap. 120. Uberaba: CEC)

Piracicaba teve eventos para lançamento de livro sobre Chico Xavier

Piracicaba teve eventos para lançamento de livro sobre Chico Xavier

A União Espírita de Piracicaba (SP) promoveu eventos com Antonio Cesar Perri de Carvalho, no dia 6 o seminário sobre seu novo livro "Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões", e, na manhã do dia 7 a palestra "As obras de Emmanuel". O editor Arnaldo Camargo, da Editora EME, compareceu nestes eventos em que foi lançado o novo livro de Perri. O autor também gravou entrevistas para o jornal da União e para a Editora. Nas fotos, Perri em seminário e momentos do lançamento do livro com o dirigente Luiz Dellabio e colaboradores da União e o editor Arnaldo Camargo.

Palestra de abertura do Congresso do Espírito Santo

Palestra de abertura do Congresso do Espírito Santo

Na noite do dia 5 de abril o 14o. Congresso Espírita do Estado do Espírito Santo foi aberto com apresentação do Coral da FEEES, saudação do presidente da Federação Fabiano Santos e palestra de Antonio Cesar Perri de Carvalho , ex-presidente da Feb. Este abordou o tema "A vida no Mundo Espiritual". Auditório lotado com duas mil pessoas e transmissão ao vivo pela Rádio Fraternidade e Redes Amigo Espírita e Mansão do Caminho. O expositor substituiu Divaldo Pereira Franco que por razão de enfermidade não pode comparecer.

Nos dias seguintes atuaram: Décio Iandoli Jr., Rossandro Klingey, André Trigueiro, Andrei Moreira, Nádia Matos, Alberto Almeida e Haroldo Dutra Dias. O evento contou com 1.850 inscritos e mais de 100 mil acessos de internet de 432 cidades.

Charles visita instituições em São Paulo

Charles visita instituições em São Paulo

O dirigente francês e ex-secretário geral do CEI Charles Kempf manteve visitas a instituições na cidade de São Paulo. Iniciou com visita à USE-SP, sendo recebido pelo presidente Aparecido José Orlando e os ex-presidentes Júlia Nezu e Antonio Cesar Perri de Carvalho. No dia 3 o programa foi intenso com participação em programas de entrevistas, durante duas horas, na TV Mundo Maior; visita ao Museu Espírita de São Paulo, e, ao Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa Espírita Eduardo Carvalho Monteiro, oportunidade em que se encontrou com pesquisadores como Adriano Calsone, equipe do CCDPE e do site Autores Espíritas Clássicos (www.autoresespiritasclassicos.com). À noite ainda houve confraternização com amigos: Júlia Nezu, Paulo Francisco, Pedro Nakano, Cesar Perri, Célia e Flávio.

Nos dias 4 e 5 visitou e conheceu detalhadamente a documentação do Instituto Canuto Abreu, junto à Fundação Espírita André Luiz.

Palestras em homenagem a Kardec no Grupo Espírita Batuíra

Palestras em homenagem a Kardec no Grupo Espírita Batuíra

Na primeira semana de abril o tradicional Grupo Espírita Batuíra, bairro de Perdizes, em São Paulo promove o 13º Ciclo de Palestras Espíritas, em homenagem aos 150 anos de desencarnação de Allan Kardec, com palestras diárias vespertinas e noturnas. Na noite do dia 4 de abril, Antonio Cesar Perri de Carvalho proferiu palestra sobre o tema “A prática da mediunidade com Kardec”, que foi transmitida ao vivo por várias web rádios. Ao final o expositor autografou seu recente livro “Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões”, editado numa parceria Ed.EME e USE-SP.

Novo livro sobre Chico Xavier chega no seu natalício

Novo livro sobre Chico Xavier chega no seu natalício

No dia 2 de abril – data de nascimento de Chico Xavier – ocorreu a primeira apresentação do livro Chico Xavier – O homem, a obra e as repercussões, de autoria de Antonio Cesar Perri de Carvalho, edição conjunta da EME e USE-SP. O fato aconteceu durante reunião de estudo sobre as epístolas de Paulo que o autor coordena no Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa Espírita em São Paulo. O novo livro contém fatos sobre a vida de Chico, comentários sobre sua obra psicográfica e as repercussões nacionais e internacionais, inclusive após a sua desencarnação, incluindo as comemorações sobre seu centenário de nascimento. Ao longo do mês de abril o autor estará lançando o livro citado em várias cidades do Estado de São Paulo, no Rio de Janeiro e Niterói.

Informações: https://editoraeme.com.br/

A REGENERAÇÃO NÃO É PALINGENESIA, É SÓ NESTA

A REGENERAÇÃO NÃO É PALINGENESIA, É SÓ NESTA

José Reis Chaves (*)

Vamos novamente ao assunto da reencarnação que, na Bíblia em grego, a língua original do Novo Testamento, aparece com o seu sinônimo “palingenesia”, que passou para o português com a mesma palavra ou “ipsis litteris”.

Por isso, insisto para que os queridos leitores dessa coluna consultem essa palavra palingenesia nos dicionários de português, em que verão que ela significa de fato retorno à vida, novo nascimento. E àqueles que conhecem a Língua Grega, recomendo também que a consultem nos dicionários gregos.

Segundo as estatísticas atuais, são mais de setenta e cinco por cento da população mundial que creem na reencarnação, independente de religião. E todas as crenças têm adeptos dela, inclusive o Islamismo, como se pode ver no Alcorão (Surate II, 26, e Surate XVII, 52; e o Sufismo).

Muitos falam que a palavra reencarnação não está na Bíblia. De fato não. Mas isso porque ela só foi criada por Kardec, na segunda metade do século dezenove, enquanto que os últimos escritos bíblicos datam do final do século um. A reencarnação ou palingenesia está sim, pois, na Bíblia em várias partes. (Para saber mais, recomendo meu livro A Reencarnação na Bíblia e na Ciência, lançado também em Inglês.) E a palingenesia pertenceu ao cristianismo até o Segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla em 553, quando foi retirada por influência do imperador Justiniano e sua esposa Teodora.

Dissemos numa coluna anterior que a palingenesia é o elo de ligação entre todas as religiões, exatamente porque ela conta com adeptos em todas as religiões. Mas não disse que é o único elo!

Vou citar apenas dois exemplos bíblicos da palingenesia: Jesus falava sobre a volta de Elias para preparar, como precursor, a vinda do Messias: “Então os discípulos entenderam que Jesus lhes tinha falado sobre João Batista”. (Mateus 17: 13). Ainda no Evangelho é dito: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E se se o quereis reconhecer, ele mesmo é o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos para escutar, que escute!” (Mateus 11: 13, 14 e 15). Tem, pois, que ser mesmo, como se diz, muito cara de pau, para negar que João Batista é reencarnação de Elias!

Que os tradutores da Bíblia, adversários da reencarnação, corrijam, portanto, seu erro de tradução da palavra bíblica palingenesia por regeneração, entre eles: Tito 3: 5, com o propósito claro de ocultar as várias vidas terrenas constantes da Bíblia. E não é Deus e Jesus que nos regeneram, pois Eles respeitam o nosso livre-arbítrio. Somos nós mesmos, através da vivência do Evangelho que nos regeneramos.

E é no período da palingenesia que ocorre a nossa lenta regeneração (evolução).

A regeneração, pois, apenas está na palingenesia, que não é a própria regeneração!

(*) coluna do jornal O Tempo, de Belo Horizonte.