As questões dos “mercadores” e dos “possessos”

As questões dos “mercadores” e dos “possessos”

 

Na reunião pública matinal no dia 30 de agosto, na Instituição Nosso Lar, em Araçatuba, Paulo Sérgio Perri de Carvalho discorreu sobre “mercadores expulsos do templo” do capítulo XXVI de “O Evangelho segundo o Espiritismo” e Vera Lúcia de Souza abordou questões sobre “possessos” de “O Livro dos Espíritos”.

Transmissão feita pela Instituição e pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

Acesse as palestras pelo link:

 

Como testemunhar

Como testemunhar

“Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samária, e até aos confins da Terra.” – (Atos, 1:8.)

Realmente, Jesus é o Salvador do Mundo, mas não libertará a Terra do império do mal, sem a contribuição daqueles que lhe procuram os recursos salvadores.

O Divino Mestre, portanto, precisa de auxiliares com atribuições de prepostos e testemunhas, em toda parte.

É impraticável o aprimoramento das almas, sem educação, e a educação exige legiões de cooperadores.

Contudo, para desempenharmos a tarefa de representantes do Senhor, na obra sublime de elevação, não basta o título externo, com vistas à escola religiosa. Indispensável é a obtenção de bênçãos do Alto, por intermédio da execução de nossos deveres, por mais difíceis e dolorosos. Até agora, conhecemos à saciedade, na Terra, o poder de dominar, governar, recusar e ferir, de fácil acesso no campo da vida.

Raras criaturas, porém, fazem por merecer de Jesus o poder celeste de obedecer, ensinando, de amar, construindo para o bem, de esperar, trabalhando, de ajudar desinteressadamente.

Sem a recepção de semelhantes recursos, que nos identificam com o Trabalhador Divino, e sem as possibilidades de refleti-Lo para o próximo, em espírito e verdade, através do nosso esforço constante de aplicação pessoal do Evangelho, podemos personificar excelentes pregadores, brilhantes literatos ou notáveis simpatizantes da doutrina cristã, mas não testemunhas d'Ele.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap, 173. FEB)

Humberto de Campos: de Parnaíba para a notoriedade

Humberto de Campos: de Parnaíba para a notoriedade

      

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Um dos mais conhecidos escritores brasileiros, Humberto de Campos Veras, nasceu em Miritiba – hoje Humberto de Campos – no Maranhão, aos 25 de outubro de 1886; desencarnou no Rio de Janeiro em 05/12/1934.

Na então Capital da República, Humberto de Campos tornou-se famoso como brilhante jornalista e cronista; suas páginas foram "colunas" em todos os jornais importantes do País. Dedicou-se inteiramente à arte de escrever. Ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1919. Exerceu o mandato de deputado federal pelo seu Estado natal, tendo seus mandatos sucessivamente renovados até ser cassado com a Revolução de 1930.

Escritor extremamente popular por atender a perguntas de missivistas e visitantes. Fez-se amado por todo o Brasil, especialmente na Bahia e São Paulo. Adotou vários pseudônimos, como o Conselheiro XX, que depois veio a ser adaptado para os livros espíritas, como Irmão X. Quando adoeceu, modificou completamente o estilo literário.

A obra O menino livre de Miritiba. Humberto de Campos1, oferece excelente oportunidade para se conhecer o escritor Humberto de Campos, com base em seus livros como encarnado e como espírito pela psicografia de Chico Xavier, e ainda com lances sobre sua vida desde a infância. O autor Cláudio Bueno da Silva focaliza momentos da vida de Humberto de Campos e relaciona suas obras como encarnado com as escritas pela psicografia de Chico Xavier.

Cláudio Bueno da Silva destaca que Humberto de Campos sempre focalizou a questão da morte: “Eu sou, ordinariamente, um homem que tem medo da morte” e o dilema “a certeza de que os outros aqui ficam e o morto não sabe para onde vai”. Num crônica sobre Finados, anotou: “Parece que a Morte, neste momento, se acha confundida com a Vida”. De outra feita, registrou o medo de “ter a sua memória enterrada com seu corpo”, e, ainda “espiando a morte, conhecer o engano da vida”.1

O autor citado não considera Humberto de Campos um materialista clássico: “se dizia cético, é curiosa a sua insistência em tratar dos assuntos transcendentais, místicos, religiosos, cuidando da vida e da morte. […] usava a ironia para disfarçar certo interesse recôndito. […] O ceticismo em Humberto de Campos talvez não tivesse raízes tão profundas”. O autor destaca que as crônicas do livro Sombras que sofrem, publicado no ano da desencarnação de Humberto de Campos, em 1934, mostram este último “preocupado em ajudar o próximo com as melhores ‘armas’ de que dispunha e que manejava muito bem: as palavras e as ideias”.1

Com frequência, o escritor maranhense fazia referência a textos bíblicos e casos relacionados com a Judeia. Escreve crônicas em forma de parábolas, com fundo moral e instrutivo e enaltece a caridade. Em Mealheiro de Agripa adverte: “Homens ricos e poderosos que vos banqueteais sobre miséria de Lázaro, escutai, se tendes ouvidos, a palavra dos profetas”. Em Notas de um diarista, comenta versículos de Mateus (19, 16-24): “Bom Mestre, que boas obras devo praticar para conseguir a vida eterna?”1

Fato interessante é que Humberto de Campos era amigo pessoal – de fazer visitas constantes -, do romancista Coelho Neto, maranhense e membro da Academia Brasileira de Letras. Soube que seu amigo quando se encontrava abatido era tratado, enquanto dormia, pela esposa e por uma doméstica que o “defumava com ervas prestigiosas”. Coelho Neto veio a se convencer do Espiritismo após um fato inusitado em que teve a certeza da sobrevivência espiritual de sua filha.

Passadas mais de nove décadas da desencarnação, a notoriedade de Humberto de Campos aumentou com as obras “do lado de lá”.

Após o lançamento das primeiras obras assinadas por Humberto de Campos surgiu o rumoroso processo movido por seus familiares, reclamando direitos autorais, em 1944. Chico Xavier e a FEB ganharam a causa no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O assunto ganhou destaque na imprensa leiga da época e transformou-se no tema do livro A psicografia ante os Tribunais, de Miguel Timponi, editado pela FEB. Em função disso que passou a adotar o pseudônimo Irmão X. Algumas preocupações e focos desenvolvidos em textos pelo escritor Humberto de Campos são identificáveis e são ampliados nas obras psicografadas por Chico Xavier.

Como espírito escreveu diversas obras pela psicografia do médium Chico Xavier, doze publicadas pela FEB (entre 1937 e 1969): Crônicas de além-túmulo; Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho; Novas mensagens; Boa nova; Reportagens de além túmulo; Lázaro redivivo; Luz acima; Pontos e contos; Contos e apólogos; Contos desta e doutra vida; Cartas e crônicas; Estante da vida; pela Editora CEU: Relatos da vida (1988), e, pela Editora Boa Nova: Histórias e anotações (2010).

Sempre admirador do notável literato, ficamos sensibilizados pelas repercussões de sua obra, depois de nossas continuadas visitas à cidade de Parnaíba (Piauí), onde há vários familiares pelo lado paterno.

Na cidade, na rua com o nome dele, existe a casa onde ele residiu a partir de 1894, com sua genitora viúva dona Ana. Ali viveu alguns anos de sua meninice e plantou um cajueiro, muito citado em seus livros como encarnado. O cajueiro, mais que centenário, originou um logradouro público e passou a ser um monumento vivo da cidade.

Na sede da Academia Parnaibana de Letras, há o Memorial Humberto de Campos que contém vários materiais do escritor: fardão como membro da Academia Brasileira de Letras; máquina de datilografia, bengalas de final de vida, textos originais, livros originais, fotos e caricaturas, e, jornais de época do Rio de Janeiro.2

Em livro que ofertamos àquela comunidade em 2018, Os frutos do cajueiro. Ações espíritas em Parnaíba3, adotamos como símbolo os frutos do cajueiro, relacionando com o movimento espírita de Parnaíba, com marcantes obras sociais, e, em função de visitas, reunimos textos de nossas palestras e entrevistas em eventos espíritas em Parnaíba, pois sempre enfatizamos a repercussão de suas obras espirituais, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier; destacamos um retrato de Humberto de Campos com carinhosa dedicatória de sua genitora, Ana de Campos Veras, que ainda vivia naquela cidade em 1938, endereçada a Chico Xavier – “dedicado intérprete espiritual de meu saudoso Humberto”.

As obras de Humberto de Campos – de cá e de lá – merecem estudos em nossos dias!

Referências:

1. Silva, Cláudio Bueno. O menino livre de Miritiba. Humberto de Campos. 1.ed. Araras: IDE. 2018. 319p.

2. Entrevista na Academia Parnaibana de Letras. Acesso em 02/09/2026 (copie e cole): https://youtu.be/Q00ddJ00AtE?is=t3v_hEfX4msJK_ZL

3. Carvalho, Antonio Cesar Perri. Os frutos do cajueiro. Ações espíritas em Parnaíba. Parnaíba: Ed. Centro Espírita Caridade e Fé. 2018. 94p.

Imortalidade significa “Amor sem adeus”

Imortalidade significa “Amor sem adeus”

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O título de livro – Amor sem adeus -, é muito sugestivo. Obra psicográfica de Chico Xavier reúne cartas escritas por um jovem desencarnado que, ao vencer a barreira da morte, voltou a conversar com entes queridos que ficaram na Terra.

Entre as dezenas de livros psicografados por Chico Xavier contendo as chamadas “cartas familiares”, essa obra reúne mensagens de Walter Peronne, com organização de Hércio Arantes, lançado pela editora IDE, de Araras, em 1979.

A tônica das mensagens espirituais e que identificam o espírito comunicante assinalam claramente que no contexto da imortalidade da alma caracteriza um típico amor sem adeus.

A certeza da imortalidade da alma propiciada pelo Espiritismo é fundamentada nas informações trazidas pelo intercâmbio mediúnico e que demonstram não apenas a sobrevivência espiritual após a morte do corpo, mas a preservação de sua individualidade e condições de identificação.

Desde o pioneiro estudo de casos efetuado por Allan Kardec na obra O céu e o inferno, esses aspectos são assegurados e sinalizam as diversas condições dos desencarnados, com diferentes estados de alma.

O Espiritismo assegura que os espíritos não estão condenados, mas estão submetidos à misericórdia de Deus, o Pai bom e justo.

Portanto as diversas gradações de conhecimento e de compreensão de seus estados de alma são suscetíveis a mecanismos de progresso espiritual.

Esses fatos claramente alteram o cenário alimentado por diversas tradições religiosas de cultuar os chamados mortos, como nas tradições do dia de Finados, com choros e lamentações muitas vezes em desequilíbrio. A melhor maneira de cultuar e homenagear os espíritos é com a oferta de preces, de pensamentos bons e harmonizados. E, sem dúvida, oferecendo o esforço vivo de melhoria de pensamentos, de intenções e de ações.

É a maneira mais gratificante para se lembrar de espíritos que mantém alguma relação conosco, inclusive no contexto familiar. Isso porque os elos familiares e de amizades não são interrompidos, apenas há uma transformação para as interrelações entre as dimensões corpóreas e as espirituais.

Os laços de amor não desaparecem, por isso que não há o adeus. Pelas alterações de dimensão – entre a corpórea e a incorpórea -, seria um até breve. Em lembranças sobre os que se foram, como em qualquer dia do ano, não nos fixemos na ideia do adeus, do choro e das lamentações.

Procuremos nos esforçar para ofertar pensamentos e sentimentos de gratidão, de homenagem sincera, de doação vibratória e de paz.

Esse conjunto supera o adeus e amplifica a ideia do amor real.

Fé racional e ativa

Fé racional e ativa

Na noite do dia 24 de agosto, o tema “a fé transporta montanhas”, do Capítulo XIX de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, foi desenvolvido por Cesar Perri no estudo semanal oferecido pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo-CCDPE, em São Paulo. A reunião é presencial e transmitida pela internet, às 2as feiras, 20 horas. Em seguida há passes.

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo localiza-se na Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista, São Paulo.

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Seleção de mensagens e orientações para práticas espiritas

Seleção de mensagens e orientações para práticas espiritas

O tema “Método de Kardec para seleção de mensagens; orientações a partir do livro Instruções psicofônicas (FCX)” foi desenvolvido por Cesar Perri, empregando projeção de power point, no dia 25 de agosto, dentro do programa do estudo virtual “Espiritismo: das obras básicas às vivências e visão de futuro”. O assunto foi desenvolvido com base em obras de Kardec e “Instruções psicofônicas” e “Vozes do grande além”, de Chico Xavier, organizadas por Arnaldo Rocha.

Houve a participação de Pedro e Mirna Nakano, perguntas de participantes e apoio técnico de Kátia Golinelli. Esse programa do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, de São Paulo, coordenado por Perri, mantém transmissões às 20 horas das 3as feiras, pelo canal do You Tube do CCDPE-SP, e com parcerias da Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes/RAETV e da WebRadio Portal da Luz.

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Confraternização na Casa do Caminho

Confraternização na Casa do Caminho

No final da tarde do dia 27 de agosto, no jardim interno do Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, houve confraternização do grupo mediúnico IV para comemoração dos aniversários do mês: Célia, Luzia, Maristela e Maria Alice. Anteriormente ocorreram as reuniões, a pública e as dos grupos mediúnicos.

Esse Grupo, localizado à rua Estado de Israel 59, Vila Clementino/Vila Mariana, mantém reuniões públicas diárias de 2as a 6as feiras, às 14 e às 19 horas; aos sábados, às 10 horas e aos domingos às 9 horas. Há vários cursos e estudos presenciais e virtuais.

Informações (copie e cole): https://casadocaminho.com.br/

A simbologia de Cesar e Deus, de Jesus a nossos dias

A simbologia de Cesar e Deus, de Jesus a nossos dias

Na reunião vespertina do dia 26 de agosto no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, Cesar Perri proferiu palestra sobre o tema “A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”, com base em O Evangelho segundo o Espiritismo (Cap. XI), trazendo a aplicação do ensino de Jesus para a atualidade. A reunião contou com direção, preces e passes orientados por colaboradoras desse dia.

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Sucesso de vídeo de Benedita Fernandes no Instagram

Sucesso de vídeo de Benedita Fernandes no Instagram

A gravação no Instagram sobre Benedita Fernandes é de autoria de Thiago Gomide, comunicador que conta com altíssima quantidade de seguidores. Foi feita a partir de um “Doc” gravado e enviado para o comunicador por Lalucci Filmes, de Araçatuba, produtora do filme “Benedita. Legado da Superação”. No vídeo do Instagram aparecem fotos reais e imagens de época criadas por IA, a partir do livro que foi base para o enredo do filme citado: “Benedita Fernandes. A dama da caridade”, de Antonio Cesar Perri de Carvalho.

Essa obra será reeditada pelo CCDPE-SP e lançada dentro de um mês, em versão atualizada e ampliada. Em função dessa biografia, do filme e palestras, atualmente o nome de Benedita Fernandes é lembrado e aparece em designações de instituições em várias partes do país.

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https://www.instagram.com/reel/DcSGZH3SWAc/?igsi=MWN6OXc1YjM2M3llaA

MANIFESTAÇÕES ESPIRITUAIS

MANIFESTAÇÕES ESPIRITUAIS

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 7.)

Com a revivescência do Cristianismo puro, nos agrupamentos do Espiritismo com Jesus, verifica-se idêntica preocupação às que torturavam os aprendizes dos tempos apostólicos, no que se refere à mediunidade.

A maioria dos trabalhadores na evangelização inquieta-se pelo desenvolvimento imediato de faculdades incipientes.

Em determinados centros de serviço, exigem-se realizações superiores às possibilidades de que dispõem; em outros, sonha-se com fenômenos de grande alcance.

O problema, no entanto, não se resume a aquisições de exterior. Enriqueça o homem a própria iluminação Intima, intensifique o poder espiritual, através do conhecimento e do amor, e entrará na posse de tesouros eternos, de modo natural.

Muitos aprendizes desejariam ser grandes videntes ou admiráveis reveladores, embalados na perspectiva de superioridade, mas não se abalançam nem mesmo a meditar no suor da conquista sublime.

Inclinam-se aos proventos, mas não cogitam do esforço.

Nesse sentido, é interessante recordar que Simão Pedro, cujo espírito se sentia tão bem com o Mestre glorioso no Tabor, não suportou as angústias do Amigo flagelado no Calvário.

É justo que os discípulos pretendam o engrandecimento espiritual, todavia, quem possua faculdade humilde não a despreze porque o irmão mais próximo seja detentor de qualidades mais expressivas.

Trabalhe cada um com o material que lhe foi confiado, convicto de que o Supremo Senhor não atende, no problema de manifestações espirituais, conforme o capricho humano, mas, sim, de acordo com a utilidade geral.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 162. FEB)