A arte na revista Visão DuBem

A arte na revista Visão DuBem

A revista digital Visão DuBem, de junho/26, Edição 27, tem a Arte Espírita como o tema central do mês. Com apresentação de Sirlaine Aiala, a revista reúne reflexões, experiências e importantes contribuições de estudiosos, artistas e comunicadores que ajudam a compreender o papel da arte na divulgação dos valores espirituais e humanos.

Expositores:

🎭 A atriz e diretora teatral Lucienne Cunha fala sobre o poder transformador da arte e, em especial, da Arte Espírita como instrumento de sensibilização e crescimento interior.

📚 Francisco Cardec, no quadro Causos de Chico, destaca como poemas e livros psicografados continuam inspirando e fomentando a produção artística espírita até os dias atuais.

🎶 No quadro Movimento 21, o educador, músico e compositor Thiago Ariel aborda a relação entre arte, sentimento e Inteligência Artificial, propondo reflexões sobre os desafios e possibilidades do mundo contemporâneo.

🗣️ César Perri relembra a extraordinária capacidade de comunicação de Paulo de Tarso, cuja arte da oratória contribuiu decisivamente para a consolidação do Cristianismo nas principais províncias do Império Romano.

🌟 Astrid Sayegh exalta a arte como manifestação da alma e alimento indispensável para o espírito.

🎨 Marco Milani ressalta que a arte e o Espiritismo se encontram no convite permanente ao aperfeiçoamento do ser humano pela verdade, pela beleza e pelo bem.

🎉 A edição conta ainda com a participação especial de Carolina Medeiros, recém-eleita presidente da ABRARTE – Associação Brasileira de Artistas Espíritas, trazendo sua visão sobre os desafios e perspectivas da arte espírita no Brasil.

💬 Bárbara Bezerra, com sua coluna sobre Comunicação Não-Violenta, e Roberto Beletati, abordando importantes reflexões sobre prevenção ao consumo de álcool.

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Acesse a revista pelo link (copie e cole):

https://www.youtube.com/live/XGAUBV5rcFo

 

O “Luz Eterna” e o COEM – Ontem e hoje

O “Luz Eterna” e o COEM – Ontem e hoje

    

    

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Depois de duas décadas voltamos a visitar o Centro Espírita Luz Eterna, em Curitiba.

Desta vez para proferir duas palestras públicas relacionadas com o lançamento de nosso recente livro “Entre vidas. Cá e lá” (da Casa Editora O Clarim). O dr. Célio Costa, atuante nesse Centro, é um dos prefaciadores da obra.

No dia 07 de julho de 2026, em reuniões vespertinas e noturnas e a direção delas foi feita por Célio Costa. Presença da presidente do Centro, Márcia Wellner, e de Neuton Albach. Este, juntamente com Célio Costa e sua esposa Clarisse são nossos amigos há décadas.

Nossa ligação com a equipe do Luz Eterna, incluindo Alexandre Sech (já desencarnado) iniciou-se em 1972 em função do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica, método implantamos pioneiramente no Estado de São Paulo, em janeiro de 1974, no Centro Espírita Luz e Fraternidade, em Araçatuba. Participamos da fundação deste Centro e na oportunidade éramos seu vice-presidente.

A propósito, torna-se oportuna a rememoração. Ao longo do ano de 1973 levamos à reunião das diretorias da Instituição Nosso Lar e da Casa da Sopa Emília Santos a proposta da adoção do programa do centro de orientação e educação mediúnica (COEM) – originado no Centro Espírita Luz Eterna, em Curitiba (Pr).

O COEM é um programa de estudos que tem por base O livro dos médiuns e demais obras da Codificação, bem como algumas obras subsidiárias e utiliza o processo preconizado por Allan Kardec do aprendizado gradativo e sistemático, partindo do simples para o complexo. Julgamos muito interessante o programa porque mesclava reuniões teóricas e teórico-práticas sobre o tema em estudo e, gradativamente, monta-se etapa por etapa uma reunião mediúnica. Os bons resultados da aplicação do referido programa foram evidentes favorecendo a formação de equipe de trabalho e a expansão de atividades do Centro Espírita.

Nessa época já havíamos trazido a Araçatuba a equipe desse Centro curitibano e havíamos visitado o mesmo, juntamente com nossa esposa Célia.

No final de 1973, juntamente com Alexandre e Maderli e nossa esposa Célia, estivemos juntos em visita a Chico Xavier na Comunhão Espírita Cristã de Uberaba. E em vários eventos no Estado de São Paulo, Curitiba, Ponta Grossa e no Rio de Janeiro.

O programa do COEM foi implantado em janeiro de 1974 no Centro Espírita Luz e Fraternidade, de Araçatuba, tendo sido bem-sucedido e provocou repercussão na região e no Estado, sendo o local pioneiro em adotar o programa do COEM no Estado de São Paulo.

Em seguida esse programa de estudos foi adotado em vários locais do Estado de São Paulo, como o Grupo Espírita Batuíra, de São Paulo, e instituições de Santos, Bauru, Araraquara, Osasco, Rancharia e Franca; também de vários outros Estados e alguns países.

Em função disso foi a realizada a 1a Jornada sobre Mediunidade, de caráter regional, co-patrocinada pela União Municipal Espírita de Araçatuba (UMEA), que presidíamos, e pelo então 12o Conselho Regional Espírita, efetivada de 28/02 a 02/03/1976, nas dependências do Centro Espírita Luz e Fraternidade, de Araçatuba. Como convidados, os dirigentes do Luz Eterna: Maderli e Alexandre Sech, Clarisse e Célio Costa, e, Ney de Meira Albach. O evento foi um sucesso, com representantes da região e de várias partes do Estado. O programa foi fundamentado no COEM, transformando-se num momento de difusão do método para adoção em outros Centros da cidade e para o Estado.

Com a periodicidade de um ano e ampliando a participação regional, as Jornadas sobre Mediunidade passaram a ser uma referência no movimento espírita, e em 1980 foi transformada em uma confraternização regional, contando com a presença de adultos e de jovens. Surgiu a 1a Confraternização de Espíritas da Alta Noroeste (CONEAN), sob os auspícios da UMEA, reunindo adultos e jovens. O evento foi sediado no Centro Espírita Luz e Fraternidade nos anos de 1981 e 1982. Entre os expositores que atuaram nas duas primeiras CONEANs destacam-se Nestor João Masotti – então presidente da USE-SP -, Mário da Costa Barbosa, e companheiros proponentes do programa do COEM, de Curitiba: Alexandre Sech, Célio Trujilo Costa, Ney de Meira Albach e Neuton de Meira Albach.

Os contatos e ações com os amigos do Luz Eterna prosseguiram depois da época de disseminação inicial do COEM. Com Alexandre Sech estivemos em eventos nacionais e internacionais.

Alexandre Sech desencarnou em Curitiba em 2019, e na época elaboramos um artigo homenageando-o, publicado na Revista internacional de espiritismo. Em 2024 desencarnou a sua esposa Maderli.

Essas lembranças vieram à nossa mente por ocasião da recente visita ao Luz Eterna, que encontramos ampliado, bem ativo e com muitos colaboradores. Passadas várias décadas prosseguimos com a convicção de que o COEM é excelente método de estudo teórico-prático de mediunidade.

Fontes:

1) Centro Espírita Luz Eterna – copie e cole: https://cele.org.br/;

2) Centro de Orientação e Educação Mediúnica – COEM. Vol. 1. Curitiba: Centro Espírita Luz Eterna. 2010. 317p.

3) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Centro Espírita. Prática espírita e cristã. Cap. 5.4.4. São Paulo: USE. 2016.

4) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. Araçatuba: Cocriação. 2021. 632p.

Poder da coragem

Resenha

Poder da coragem

O conteúdo do livro Poder da coragem, do espírito Benedita Fernandes irradia imagens de autoridade moral. Isso porque em sua existência como Benedita (1883-1947), foi curada de atroz obsessão e passou a dedicar-se ao atendimento de crianças abandonadas e doentes mentaisem Araçatuba (SP), onde fundou a primeira instituição beneficente espírita da região, a Associação das Senhoras Cristãs, aos 06/03/1932.

Nessa romagem terrena ela viveu intensos desafios e nessa obra, os depoimentos sobre sua situação espiritual após algumas existências na Europa esclarecem a origem das agruras vivenciadas como Benedita Fernandes.

Foi o autêntico “poder da coragem” que guiou seus passos assegurando-lhe a superação da trajetória de séculos de desajustes e de infringências à Lei Divina. Benedita aborda temas sobre suas aprendizagens espirituais relacionados com situações que foram objetivos na última existência corpórea. A coragem que alimentou a existência da “dama da caridade” deve servir de estímulo para impulsionar em nossas vidas os poderes espirituais para a concretização de melhores opções e ações.

O médium psicógrafo José Francisco Gomes (Ipatinga, MG) tem sido o intermediário de diversas obras desse espírito.Esse livro se destina a obter recursos para a construção da Casa do Caminho Benedita Fernandes, em Ipatinga (MG), relacionada com a equipe da Comunidade Espírita Amor, Luz, Esperança, da mesma cidade, onde já funciona a Escola Espírita de Evangelização Benedita Fernandes.

O prefaciador Antonio Cesar Perri de Carvalho é biógrafo de Benedita Fernandes.

Informações e encomendas: ZAP: (31) 8684-6311.

Movimentado Sarau em homenagem a Benedita Fernandes em Macaé

Movimentado Sarau em homenagem a Benedita Fernandes em Macaé

     

Em Macaé (RJ), a Rede de Amparo a Gestação Inesperada (REAGI) eo Centro Espírita Luz da Esperança promoveram um Sarau Lítero-Musical em homenagem a Benedita Fernandes (1883-1947). Todas atividades focalizaram conteúdos do livro “Benedita Fernandes. Dama da Caridade” (Ed. Cocriação), sobre os exemplos de vida da pioneira e missionária que atuou em Araçatuba (SP).

Esse IV Sarau foi iniciado no dia 20 de junho com apresentação do filme “Benedita. O legado da superação”, de Lalucci Filmes e Cocriação (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=SB_ao91gw20)

No encerramento do evento, dia 27 de junho – dia do nascimento de Benedita -, houveram variadas apresentações. O início contou com saudações por Márcia Verbena (da REAGI) e Carol Vaqueiro (Presidente do Centro Espírita Luz da Esperança)..Meynardo Rocha atuou como mestre de cerimônia.

Ocorreram momentos de reflexão sobre mensagens de autoria do espírito Benedita Fernandes: “Cruzada de Amor”, por Amilson Pacheco; “Emergência para a criança”, por Fátima Coutinho; “A violência”, por Carol Spitz; poema A metade, por Pedro Jardim. Várias apresentações musicais: Coral Cidade do Sol; músicas: Iluminados, Amanhã e A Paz por Ângelus, Isabelle e Roland.

O biógrafo de Benedita, Antonio Cesar Perri de Carvalho (de São Paulo), proferiu palestra presencial e autógrafos em sua obra “Benedita Fernandes. A dama da caridade”.

Houve intervalo para lanche de confraternização,

Informações (copie e cole):

https://www.youtube.com/@reagi.rededeamparo

https://www.facebook.com/groups/480460971143966/

Respeito ao próximo

Respeito ao próximo

Na noite do dia 29 de junho, no estudo semanal de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, o Capítulo XI – Amar ao próximo como a si mesmo, foi o tema focalizado por Cesar Perri. Pela passagem dos 24 anos de desencarnação de Chico Xavier, dia 30/6, homenageou o vulto como exemplo de amor ao próximo.

A reunião é presencial e transmitida pela internet, na sede do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo de São Paulo, às 2as feiras, 20 horas. Em seguida há passes.

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo localiza-se na Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista, São Paulo.

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Quem são profetas e suas missões

Quem são profetas e suas missões

Na reunião vespertina do dia 30 de junho no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, Célia Maria Rey de Carvalho proferiu palestra sobre o tema “missão dos profetas”, com base em itens do capítulo XXI de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Fez referência à data, 24 anos de desencarnação de Chico Xavier.

A reunião foi dirigida por Inês Bareia. Preliminarmente houve apresentação de violão e canto com Helson Lever Camilli e um acompanhante.

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Um Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo em São Paulo

Um Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo em São Paulo

Na noite do dia 30 de junho, Pedro Nakano – que é presidente di CCDPE-SP – fez exposição sobre a instituição que preside: o “Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo: como surgiu, objetivos e como funciona”. Foi o tema do estudo semanal virtual “Espiritismo: das obras básicas às vivências e visão de futuro".

O coordenador do estudo Cesar Perri fez a abertura da reunião, que contou com apoio técnico de Kátia Golinelli. Esse programa do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, de São Paulo, é coordenado por Perri.

Ocorrem transmissões às 20 horas das 3as feiras, pelo canal do You Tube do CCDPE, e com parcerias da Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes/RAETV e da WebRadio Portal da Luz.

Haverá recesso durante o mês de julho, retornando no dia 04 de agosto.

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O Trabalho Renova

O Trabalho Renova

Sem sombra de dúvida, o trabalho renova.

E os doentes da alma, aqueles que padecem de males para os quais não há remédio na Terra, o encontram no trabalho de amor ao próximo, acham o alívio e, se persistirem neste proceder, aportam nas águas tranquilas do refúgio em Deus.

O porto chamado de "consciência tranquila" é atingível por aqueles que saem do castelo de torres altas – o "refúgio do ócio" – e, abraçando o trabalho caridoso, nunca mais saem da faixa mental da cura real que procede de Jesus.

Permaneçamos, pois, neste ideal e uma nova fase da vida, triunfante, brilhará em nossos caminhos.

Que Deus nos abençoe.

Benedita Fernandes

(Mensagem psicografada recebida pelo médium Hélio Ribeiro Loureiro na reunião mediúnica na Casa de Batuíra, São Gonçalo-RJ, em 30/05/2026)

AMOR À SOCIEDADE

AMOR À SOCIEDADE

Aylton Paiva

Disse Jesus: “amarás o teu próximo como a ti mesmo.”. ( Mateus,cap.22, vers. 39)

Geralmente essa afirmação de Jesus é vista como de aplicação individual. Apenas se referindo ao amor entre as pessoas. Todavia, essa afirmação de Jesus é mais abrangente, seu amor não foi, apenas, de forma individualizada a algumas pessoas, e sim o amor pela humanidade. Sob essa perspectiva considere-se que o Mestre Jesus concita a amar a sociedade em que vivemos.

O que seria amar a sociedade?

Inquestionavelmente fazer todo o bem nas ações em sociedade, através da família, da profissão, do lazer, nas ações voluntárias às organizações sociais e culturais, na participação em organizações não governamentais – ONGs – que visem melhorar as condições econômicas, sociais e culturais das pessoas.

“…Torna-se evidente que a pessoa tem um compromisso com a sociedade em que vive. Nela deve participar, dando sua contribuição, de acordo com suas possibilidades intelectuais e sentimentais.” (1) Há um momento específico, e muito importante, para a expressão desse amor quando, em um regime democrático representativo, participativo, como existente em nosso país, como seres políticos, cidadãos e cidadãs, em nossa missão de eleitores, escolher as pessoas que deverão representar o eleitor nos Poderes: Legislativo e Executivo, nos níveis: municipal, estadual e federal ou, então, candidatando-se ao exercício desses cargos.

Para se expressar efetiva e conscientemente esse amor à sociedade é preciso ter critérios éticos. O espírita encontra esses critérios éticos na Filosofia Espírita em O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua 3ª Parte – Das Leis Morais. (2)

Alguns desses critérios são: “ A verdadeira adoração a Deus é: “Fazer o bem e evitar o mal”.(Q. 654). “ O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens, que é consequente da necessidade de viver “.(Q.711). “ Perante Deus são iguais todos os homens? Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez suas leis para todos. (Q.803). “ As desigualdades sociais são obras dos homens”. (Q. 806). “ A igualdade absoluta das riquezas não é possível, a isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.” (Q.811). “ São iguais perante Deus os direito do homem e da mulher. A ambos Deus outorgou a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir.” (Q.817). “ Não há no mundo condições para o homem gozar da absoluta liberdade, porque uns precisam dos outros.” (Q. 826). “ O sentimento de justiça está na Naturezas e a ideia de injustiça gera revolta.” (Q. 873). “ A legitima propriedade é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.”.(Q.883). “ Para Jesus o verdadeiro sentido da caridade é: benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas”. ( Q.886).

Consequentemente, ao escolher um candidato para votar é fundamental verificar se a pessoa se aproxima pelas ideias e conduta desses valores éticos. Também aquela pessoa que pretenda concorrer aos cargos eletivos nos Poderes executivo e legislativo precisa avaliar quanto ela é coerente nos seus ideais e condutas com os mencionados critérios.

REFERÊNCIA BIBLIOFRÁFICA:

(1) Espiritismo e Política – Contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Aylton Paiva. Editora FEB.

(2) O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro, Editora FEB.

DE:

Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita – 04 de julho de 2026.

 

EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS E JOVENS ESPECIAIS

EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS E JOVENS ESPECIAIS

A evangelização para todos é um compromisso que a instituição espírita cristã deve assumir, não podendo deixar de lado os espíritos que nascem portando algum transtorno psicoemocional, mental ou físico.

Nos dias atuais, inúmeros espíritos reencarnam trazendo as consequências de seu passado insculpido em seu corpo físico, realçando os conflitos íntimos que lhes assolam a alma, decorrentes das provas mal sucedidas na escola da vida.

Outros escolhem missões, reencarnando em corpos com certas limitações, visando o avanço científico e tecnológico para lhes ofertar recursos no cumprimento de seus deveres em prol da humanidade.

Entre eles, estão os portadores do Espectro Autista, cuja presença vem crescendo no cenário social. Apesar do grande avanço tecnológico, científico e da indústria farmacêutica, os autistas têm sofrido a incompreensão da sociedade.

Devido à sua forma de relação e comunicação diferir das formalidades comuns, eles são incompreendidos e sofrem preconceitos daqueles insensíveis ao sofrimento alheio.

Negar-lhes educação adequada é crime perante as leis civis e divinas; deixá-los à margem da sociedade é abandono de incapaz, dada a sua condição de assimilar as experiências sociais.

Devemos abrir espaço nas escolas formais, com educação de qualidade e acompanhamento responsável, favorecendo-lhes o aprendizado.

Os centros espíritas também têm a responsabilidade de acolher estas almas e seus familiares, oferecendo-lhes consolo, acolhimento e esclarecimento à luz da Doutrina Espírita, com os recursos dos passes, água fluidificada e a evangelização.

Para os deficientes visuais, aplicamos Braille; para os surdos e mudos, os sinais de comunicação, onde lhes é apresentado o alfabeto.

Aos autistas, os educadores precisam conhecer suas limitações, respeitando a forma própria deles de se relacionar com os outros.

Portadores de hipersensibilidade frequentemente têm o intelecto avançado, dificuldade de fixar o olhar e o toque físico. São sensíveis ao som alto e outras formas de expressão dos seus sentimentos.

Todavia, os esforços empreendidos para auxiliar esses espíritos têm sido intensos; no entanto, o despreparo de muitos tem causado incompreensão, dificultando a inclusão social e gerando aflição a esses espíritos.

Cabe aos educadores espíritas se prepararem para recebê-los nas escolas de educação espírita cristã.

São eles espíritos comuns, sedentos de paz e harmonia, que mergulharam no oceano do mundo por via reencarnatória, visando o reajustamento físico-psíquico.

Confiantes na divina misericórdia, esperam encontrar apoio e sustentação espiritual para cumprir com os deveres assumidos perante as leis da vida.

Todavia, inúmeros sentem-se desprotegidos e estranhos no mundo, onde tem leis faltando afeto e carinho, sendo vistos como estranhos e diferentes, e recebendo, quase sempre, deboche e escárnio, a zombaria movida pelo preconceito social.

Jesus Cristo acolhe todas as ovelhas com dedicação, sem excluir qualquer que seja do seu rebanho.

A metodologia educacional para eles requer paciência, tolerância e muito amor, onde se sentirão acolhidos e amados. O processo pedagógico se baseia no método lúdico, respeitando o meio de comportamento de cada educando.

Eles precisam de um roteiro prático para se sentirem seguros e confiar em seus educadores.

É importante relembrar que cada espírito é um universo; mesmo sendo autistas, há intensa diferença no comportamento, no sentir e no expressar.

Sempre devemos olhar para eles com compaixão, confiança e amor, devido à sensibilidade deles à captação das ondas eletromagnéticas.

Toda vibração desarmônica gera neles crises, devido a abrirem as janelas da alma ou do inconsciente, trazendo à tona seus conflitos internos.

A insegurança que sentem é o medo de serem punidos.

Somente com a pedagogia do amor lograremos a verdadeira educação.

Outro ponto importante, que às vezes gera incompreensão e crítica por aqueles que desconhecem o mundo íntimo do ser espiritual, é que as salas de evangelização devem ser adequadas para recebê-los, fazendo com que se sintam acolhidos em seu universo íntimo.

As turmas devem ser separadas conforme os ciclos, facultando maior desempenho, e sempre realizando, após as aulas, uma união com as outras turmas, criando vínculos salutares e harmônicos.

Não devemos descuidar de ensinar as outras turmas a como se comportar e acolher estas almas, o que exige adequação e esclarecimento.

Temos muito a aprender com eles, assim como aprenderão conosco. Nessa troca de experiências, vamos enriquecendo nosso psiquismo no aprendizado de novas maneiras de comunicar, evitando a rotulação.

Sendo autistas, são espíritos imortais em processo redentor, escalando a ascensão espiritual. Abraçar essa causa é servir em nome do amor. Jesus conta conosco neste mister educacional à luz do evangelho.

Espíritas, amai-vos; espíritas, instrui-vos. Todo espírito tem uma missão a cumprir, seja grande ou pequena. É no cumprimento das missões que logramos a felicidade e afastamos da natureza animal, avançando para a natureza espiritual.

O autista nem sempre é uma alma calceta que carrega na consciência erros escabrosos, como muitos os definem. Inúmeros trazem em sua bagagem espiritual intenso avanço intelecto-moral, estando a serviço do progresso físico-mental das novas gerações de almas que irão reencarnar, facilitando a manifestação do superconsciente, onde os espíritos transitam do homem animal racional para as esferas elevadas do homem angelical.

Todo esse processo é lento, todavia, será concluído conforme a vontade de Jesus.

Queridos evangelizadores e evangelizadoras, nossos sinceros votos de paz e harmonia.

Benedita Fernandes

(Gomes, José Francisco. Pelo espírito Benedita Fernandes. Desafios da educação nos tempos de regeneração. Araçatuba: Cocriação. 2025).