Três condições sobre vida imortal
Antonio Cesar Perri de Carvalho
Neste ano, na passagem de março para abril, rememoramos três condições relacionadas com a vida imortal.
Dia 31 de março assinala a desencarnação de Allan Kardec ocorrida no ano de 1869, em Paris. Suas obras e ações consolidam a certeza na imortalidade da alma, destacando-se o livro “O céu e o inferno” que contém dezenas de mensagens espirituais, obtidas principalmente na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e por ele analisadas com o critério de “estados de alma”. No seu túmulo no Cemitério de Pére Lachaise, em Paris, está gravada frase sintética e profunda: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, esta é a lei”.
No dia 02 de abril de 1910, nasceu Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo (MG). Médium natural desde os cinco anos de idade, passou a psicografar aos 17 anos de idade. Em sua longa existência, e de 75 anos de atividades mediúnicas, Chico Xavier psicografou cerca de 450 livros, assinados por centenas de espíritos desencarnados. Destaca-se a série do espírito André Luiz, iniciada com o livro “Nosso Lar”, descrevendo as atividades dos espíritos desencarnados e suas relações com os encarnados. Na rotina dos atendimentos públicos de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo e depois em Uberaba, ele acolheu centenas de famílias angustiadas pela “perda” de entes queridos, oportunidades em que ele psicografou inúmeras mensagens chamadas de “cartas familiares”. Os familiares que as recebiam identificavam o familiar desencarnado. Há muitos estudos sobre estas cartas, comprovando a identidade do espírito comunicante. Entre esses livros há títulos muito sugestivos, como: “Amor sem adeus”, “Viajaram mais cedo”, “Correio do além”, “Caravana do amor”, “Claramente vivos” e muitos outros.
E na tradição da chamada “semana santa”, há o dia de “aleilua”, seguido da crença da ressurreição!
Após a crucificação, Jesus apareceu onze vezes num período de 40 dias. No passado e em registros antigos e tradicionais chamam de “ressurreição”, palavra inadequada e que não expressa a realidade, pois não há condições de reviver um corpo comprovadamente morto. Kardec analisa a questão e as opções em seu livro “A gênese”, esclarecendo que foram casos de “aparição”, e, sabidamente há aparições espirituais que chegam a dar condições de tangibilidade, e, as comprovadas materializações pesquisadas por acadêmicos no início no século XX. Jesus deu mostras de imortalidade! Exatamente as demonstrações de imortalidade de Jesus é que asseguraram condições para se chamar atenção pelos seus ensinos e exemplos nos primeiros tempos de disseminação do cristianismo primitivo.
Por quê a reincidência em ritos religiosos representando Jesus “morto”??? Jesus vive!
Na obra inaugural de Kardec – “O livro dos espíritos” -, Jesus é considerado “o único espírito e perfeito que habitou a Terra”.
Jesus é o “Sol das almas”, “caminho, verdade e vida”!