VÓS, QUE DIZEIS?

VÓS, QUE DIZEIS?

“E perguntou-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou?” — (LUCAS, CAPÍTULO 9, VERSÍCULO 20.)

Nas discussões propriamente do mundo, existirão sempre escritores e cientistas dispostos a examinar o Mestre, na pauta de suas impressões puramente intelectuais, sob os pruridos da presunção humana.

Esses amigos, porém, não tiveram contacto com a alma do Evangelho, não superaram os círculos acadêmicos e nem arriscam títulos convencionais, numa excursão desapaixonada através da revelação divina; naturalmente, portanto, continuarão enganados pela vaidade, pelo preconceito ou pelo temor que lhes são peculiares ao transitório modo de ser, até que se lhes renove a experiência nas estradas da vida imperecível.

Entretanto, na intimidade dos aprendizes sinceros e fiéis, a pergunta de Jesus reveste-se de singular importância.

Cada um de nós deve possuir opiniões próprias, relativamente à sabedoria e à misericórdia com que temos sido agraciados.

Palestras vãs, acerca do Cristo, quadram bem apenas a espíritos desarvorados no caminho da vida.

A nós outros, porém, compete o testemunho da intimidade com o Senhor, porque somos usufrutuários diretos de sua infinita bondade.

Meditemos e renovemos aspirações em seu Evangelho de Amor, compreendendo a impropriedade de mútuas interpelações, com respeito ao Mestre, porque a interrogação sublime vem d'Ele a cada um de nós e todos necessitamos conhecê-lo, de modo a assinalá-lo em nossas tarefas de cada dia.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 161. FEB)

Livro Movimento Espírita Internacional e o nó histórico no Brasil

Livro Movimento Espírita Internacional e o nó histórico  no Brasil

Artigo "O nó histórico da organização espírita no Brasil", de Wilson Garcia

O livro Movimento Espírita Internacional, lançado em novembro último pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro (CCDPE-ECM), reúne os depoimentos de Antonio Cesar Perri de Carvalho, Charles Kempf e Elsa Rossi. Trata-se de uma obra de história e de histórias: um livro-depoimento em que os autores não apenas registram sua participação na criação e no desenvolvimento do Conselho Espírita Internacional (CEI), mas também examinam suas “origens, ideais e experiências”, conforme anuncia o subtítulo.

Não é um volume que caiba no espaço estreito de uma simples resenha. Reduzi-lo a algumas linhas seria correr o risco de oferecer ao leitor uma visão empobrecida de um capítulo recente da história do Espiritismo no Brasil e no exterior. Por isso, antes de comentar diretamente o conteúdo do livro, propomos um breve percurso histórico que permita situar melhor o leitor — sobretudo aqueles que, de algum modo, participam das atividades do movimento espírita brasileiro.

Da centralização federativa ao esvaziamento do movimento internacional

Por mais de um século, a organização do Espiritismo no Brasil construiu-se sobre um fio permanente de tensão: o desejo de unificação, de um lado, e o impulso centralizador, de outro. O resultado foi um movimento fértil em iniciativas, mas marcado por fraturas doutrinárias e disputas de poder que se estendem até o presente. Das raízes pluralistas à centralização federativa Na segunda metade do século XIX, o Espiritismo brasileiro era essencialmente plural. Existiam grupos kardecistas estritos, associações de estudo filosófico, núcleos voltados à investigação dos fenômenos mediúnicos e círculos dedicados à prática assistencial. A chamada “unificação” era então apenas uma ideia em disputa — não um consenso. Fundada em 1884, a Federação Espírita Brasileira (FEB) nasce nesse ambiente diverso. Seus primeiros anos foram marcados por debates sobre autoridade doutrinária, pelas relações com o catolicismo e o protestantismo emergentes e pela difícil tarefa de construir alguma unidade em meio às diferentes leituras da obra de Kardec.

O ponto de inflexão ocorre quando Adolfo Bezerra de Menezes assume, pela segunda vez, a presidência da instituição — após ter renunciado a um primeiro mandato cerca de um ano depois de iniciado. Duas decisões de sua gestão moldariam profundamente os rumos do Espiritismo organizado no país. A primeira foi equiparar, na orientação doutrinária da FEB, Allan Kardec e João Batista Roustaing, autor de Os Quatro Evangelhos, obra de caráter revelacionista e forte cunho religioso. Não se tratava apenas de uma escolha editorial, mas de um gesto político e cultural: institucionalizavam-se as ideias roustainguistas e, com elas, introduzia-se no cerne do movimento espírita brasileiro uma perspectiva místico-cristã que tensionava o projeto filosófico-científico concebido por Kardec. A segunda decisão foi assumir que a FEB não seria apenas mais uma entidade, mas a condutora do Espiritismo no Brasil. A partir daí, consolidou-se uma estrutura hierárquica sustentada por autoridade moral e organizacional, voltada a falar “em nome do movimento”. Construiu-se, assim, um Espiritismo institucional de perfil religioso-cristão, distinto da matriz original kardeciana, e uma FEB que:

• não inventa a estrutura federativa, mas a consolida;

• transforma a opção Roustaing–Kardec em eixo de disputas que atravessariam todo o século XX;

• assume um papel de coordenação nacional que produz unidade administrativa, mas restringe o pluralismo doutrinário.

1949: o Pacto Áureo e a legitimação formal do poder

Meio século depois, em 1949, um episódio pouco analisado fora dos meios especializados redefiniria o mapa institucional do Espiritismo brasileiro: o Pacto Áureo, firmado no Rio de Janeiro durante o 2º Congresso Espírita Pan-Americano, realizado sob a bandeira da então CEPA-Confederação Espírita Panamericana, hoje CEPA-Associação Espírita Internacional. No contexto do pós-guerra, a retórica da união e da organização ganhava força em todo o mundo. A FEB soube assimilar aquele momento histórico e convocou lideranças das federações estaduais a assinar um documento que, sob a aparência de um pacto fraterno, formalizava sua posição como centro coordenador do movimento espírita nacional.

O Pacto Áureo:

• transformou a FEB de polo influente em polo oficialmente reconhecido;

• instituiu uma hierarquia tácita, alinhando federações estaduais ao eixo do então Distrito Federal;

• consolidou a visão do Espiritismo como religião cristã, reforçando um viés já delineado desde Bezerra de Menezes. A centralização e a autoridade doutrinária, cultivadas desde o século XIX, recebiam enfim sua legitimação formal. Desde então, a arquitetura federativa privilegiaria convergência e uniformidade em detrimento da diversidade inicial.

Anos 1970: Thiesen e a engenharia política da FEB

Na década de 1970, em pleno regime militar, a FEB entra em nova fase sob a presidência de Francisco Thiesen. Seu projeto manteve rigorosamente a linha doutrinária consolidada: preservar a condução do Espiritismo brasileiro sob o eixo Roustaing/Kardec. Paralelamente, porém, Thiesen inaugura um movimento peculiar: um distensionamento político em relação ao restante do movimento espírita. Buscando ampliar a base federativa de apoio, passa a incorporar lideranças de outros estados à estrutura dirigente da FEB. Entre elas destacam-se Nestor João Masotti e Antonio Cesar Perri de Carvalho, então ex-presidentes da USE-SP, entidade historicamente crítica das posições roustainguistas da FEB. A aproximação tinha forte valor simbólico. O resultado é claro: amplia-se o apoio institucional, mas sem qualquer alteração do núcleo ideológico. A década passa a ser caracterizada por três marcas centrais:

1. reafirmação doutrinária do eixo Roustaing/Kardec;

2. centralização em ambiente político autoritário;

3. cooptação estratégica de lideranças regionais. A FEB saía mais robusta organizacionalmente, porém cada vez mais homogênea em termos doutrinários.

A era Masotti: ambição global e bloqueio interno

A ascensão de Nestor João Masotti à presidência da FEB coroa sua trajetória na USE e posteriormente na própria Federação. Sua gestão representa o encontro entre ambição internacional e impasse doméstico. Três movimentos a definem: O primeiro é o estímulo à democratização interna do Conselho Federativo Nacional (CFN), órgão de articulação entre as federações estaduais. O segundo é a consolidação do Conselho Espírita Internacional (CEI) — antigo sonho da FEB de projetar-se como referência mundial do Espiritismo. Com investimento financeiro e articulação política, o CEI ganha representatividade, estabelece encontros internacionais e se torna, ainda que brevemente, a maior experiência de organização espírita global da história. O terceiro movimento é o mais sensível: a tentativa de reduzir a presença explícita de Roustaing nos estatutos da FEB. Não se trata de reforma doutrinária, mas de estratégia política: modernizar a imagem institucional e reduzir resistências kardecistas. A reação interna, porém, é intensa, e a proposta recua. O CEI avança; a reforma estatutária estanca. Fica exposto o limite estrutural de uma direção incapaz de atualizar sua identidade sem gerar rupturas.

Perri: continuidade interrompida e “golpe democrático”

Com a desencarnação de Masotti, Antonio Cesar Perri de Carvalho assume interinamente e depois é eleito presidente da FEB. Tudo apontava continuidade: fortalecimento do CEI, valorização do CFN e modernização administrativa. A estabilidade, contudo, era apenas aparente. Nos bastidores, forma-se um movimento silencioso de oposição ligado aos setores mais conservadores. Na renovação da diretoria, outro nome é eleito. Formalmente regular, o episódio foi interpretado por muitos como um “golpe democrático”: um rearranjo de forças que interrompeu abruptamente o projeto de abertura institucional.

As consequências foram imediatas:

• esvaziamento de iniciativas federativas;

• retração do apoio ao CEI;

• refluxo do protagonismo internacional brasileiro.

Ambiguidade estrutural e fraturas aprofundadas

Dos períodos Thiesen–Masotti–Perri emerge o grande paradoxo federativo: ampliação política e fechamento doutrinário. Quanto maior a rede de alianças institucionais, mais restrito se tornava o campo de interpretações aceitas. Consolida-se, sobretudo na gestão Masotti, a tríade “filosofia, ciência e religião”, inviabilizando qualquer convergência com outras correntes legítimas do movimento espírita, como, por exemplo, a representada pela CEPA, defensora do Espiritismo constituído por filosofia, ciência e moral, sem caráter religioso formal. Essas duas matrizes tornam-se, explicitamente e definitivamente, inconciliáveis. O livro Movimento Espírita Internacional: testemunho e emoção É nesse contexto que se situa Movimento Espírita Internacional – Origens, ideais e experiências. Mais que análise histórica, a obra é testemunho vivo da trajetória do CEI.

Os autores registram:

• sonhos de integração mundial;

• expectativas de amadurecimento do movimento;

• projetos sustentados pelo ideal de fraternidade internacional;

e também:

• as decepções provocadas pelas mudanças institucionais;

• e as mágoas daqueles que dedicaram esforços a um projeto que se viu esvaziado.

Sonhos, esperanças, decepções e mágoas não são apenas palavras-chave do livro: descrevem um ciclo inteiro da história recente do Espiritismo organizado. Um mapa para compreender o presente Da consolidação promovida por Bezerra de Menezes ao Pacto Áureo, da engenharia política de Thiesen à ambição internacional de Masotti, da continuidade interrompida de Perri à denúncia do livro Movimento Espírita Internacional, desenha-se um mapa revelador:

• a FEB ampliou sua influência política, mas estreitou seu horizonte doutrinário;

• afrouxou Roustaing no plano formal, mas preservou a matriz religiosa dele derivada;

• fortaleceu a estrutura nacional, mas inviabilizou pontes com correntes de livre-pensamento.

É nesse cruzamento entre expansão institucional e retração ideológica que se situa o nó histórico da organização espírita no Brasil — um nó que Kempf, Rossi e Perri ajudam a iluminar, ainda que sua superação permaneça, por ora, aberta.

DE:

Expediente on line (copie e cole): https://expedienteonline.com.br/o-no-historico-da-organizacao-espirita-no-brasil/

 

O surpreendente Léon Denis

O surpreendente Léon Denis

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Janeiro assinala, entre outras efemérides, a data de nascimento de Léon Denis, dia 1o/01/1846 em Tours, e que teve uma longa e muita ativa existência corpórea até 1927.

Denis é o grande vulto do movimento espírita, autêntico continuador de Allan Kardec e consolidador do espiritismo na França. Suas ações, palestras e livros produziram influências e repercussões marcantes no seu país natal e em vários outros, como no Brasil. Autor de marcantes obras, entre outras. como: O problema do ser, do destino e da dor, No invisível, Cristianismo e espiritismo, Depois da morte.

Neste mês de janeiro de 2026, surgem citações e artigos interessantes que realçam alguns aspectos surpreendentes da personalidade de Denis.

Recebemos de um amigo, a solicitação de confirmação de um texto que seria de Denis. Contando com o apoio de Charles Kempf (Federação Espírita Francesa e Le Mouvement Spirite Francophone), esclarece-se que a frase não aparece em livros de Denis. Mas são trechos do discurso pronunciado por Léon Denis no Congresso Espírita e Espiritualista de Paris na sessão de 11 de setembro de 1889.

No referido Congresso, Denis responde ao Sr. Fauvety, após comentar o propósito de Allan Kardec de valorizar o cristianismo primitivo: “[…] ele lutou com lógica rigorosa contra tudo o que constitui o catolicismo moderno. […] “Não vos viemos dizer que devamos ficar confinados ao círculo, por mais vasto que seja, do Espiritismo kardequiano. Não; o próprio mestre vos convida a avançar nas vias novas, a alargar a sua obra”. Destaca princípios espíritas e afirma: […] nestas condições, estendemos as mãos a todos os inovadores, a todos os de boa vontade, a todos os que têm no coração o amor da Humanidade.”1

Charles Kempf lembra observações do Eduardo Carvalho Monteiro (1950-2005), de São Paulo, pesquisador do espiritismo e da maçonaria, que Charles Fauvety era maçom, e que naquela época, os maçons do Grande Oriente da França tinham retirado a noção de Deus em nome da liberdade de crença, o que motivou a saída de Léon Denis da Loja Maçônica Demófilos de Tours, alguns anos antes.

Verificamos que Charles Fauvety (1813-1894), era originário do protestantismo liberal e maçom, autor de livros e criador da "Religião Secular", que visava encontrar harmonia entre religião e razão, mantendo Deus apenas em um sentido panteísta e a imortalidade da alma apenas como uma probabilidade.

O pensamento de expresso por Denis no Congresso citado de 1889 poderia, durante praticamente um século, ser alvo de muitas críticas em razão de muita rigidez da então chamada “pureza doutrinária” e de uma compreensão provavelmente estreita dos objetivos dos princípios espíritas.

Daí a razão da necessidade de muita reflexão sobre o último discurso de Kardec: "O laço estabelecido por uma religião, seja qual for o seu objetivo, é, pois, essencialmente moral, que liga os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações, e não somente o fato de compromissos materiais, que se rompem à vontade, ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito. O efeito desse laço moral é o de estabelecer entre os que ele une, como consequência da comunhão de vistas e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas. […] No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos vangloriamos por isto, porque é a Doutrina que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da Natureza. […] Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis por que simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral.”2

Nas primeiras décadas do século XXI há ares de inovações nas relações entre religiões, até com eventos interreligiosos. A frase de Léon Denis no seu discurso de 1889 merece ser bem refletida na atualidade!

Por outro lado, em artigo divulgado neste mês de janeiro “Entre o grito de Léon Denis o silêncio da Europa”, Wilson Garcia traz à tona pensamento desse vulto, relacionado com o atual contexto político, econômico e social da Europa.3 O articulista focaliza pensamentos de Denis desenvolvidos no livro Depois da morte4 sobre o que ele chamava de decadência moral ao escrever logo após o contexto histórico marcado pela humilhação nacional francesa após a Guerra Franco-Prussiana (1870–1871).

Anota Wilson Garcia: “A inquietação, porém, ultrapassava o campo militar ou diplomático. O que Denis denunciava era a erosão do ânimo coletivo, a perda do sentimento de pertença e de responsabilidade histórica. Para ele, quando uma sociedade deixa de acreditar em si mesma, a derrota já se consumou no plano moral, antes mesmo de qualquer agressão externa”. Oportuno destacarmos que Denis era estudioso da cultura celta e autêntico nacionalista francês interessado em temas do contexto em que vivia.

Por oportuno, destacamos que Denis é autor de livros como: O mundo invisível e a guerra (1919), Socialismo e Espiritismo (1924), O gênio céltico e o mundo invisível (1927).

Portanto, é interessante o artigo de Wilson Garcia, considerando que mais de um século depois, o diagnóstico de Léon Denis encontra ressonância inquietante na Europa contemporânea. Nessas condições, o articulista comenta que “entre o grito de Léon Denis e o silêncio europeu atual há mais do que um século de distância: há a passagem de sociedades que ainda acreditavam em destinos comuns para sociedades que administram a própria insegurança. O silêncio, porém, não é neutro. Ele corrói a ação, normaliza a paralisia e transforma prudência em resignação”.

Léon Denis, marcante vulto histórico do espiritismo, alvo de nossa admiração e respeito, registrou pensamentos que merecem reflexões na atualidade.

Referências:

1) Congrés Spirite et Spiritualiste. Paris. 11 de setembro de 1889, p. 156 [Ata].

2) Kardec, Allan. Trad. Noleto, Evandro Bezerra. O Espiritismo é uma religião? Revista Espírita. Dezembro de 1868. Brasília: FEB.

3) Garcia, Wilson. Entre o grito de Léon Denis o silêncio da Europa. Expediente-on-line – Blog do WGarcia, 13jan.2026: https://expedienteonline.com.br/entre-o-grito-de-leon-denis-e-o-silencio-da-europa/

4) Denis, Léon. Trad. sem identificação. Depois da morte. Brasília: FEB, 358p.

Os últimos serão os primeiros na parábola de Jesus

Os últimos serão os primeiros na parábola de Jesus

Na reunião pública do dia 11/01/2026, na Instituição Nosso Lar, Araçatuba (SP), o tema os últimos serão os primeiros" de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (Capítulo 20) foi desenvolvido por Roberto Cesar dos Santos, e o tema "ideias inatas" ("O Livro dos Espíritos", q.218-221) foi abordado por Rose Meire de Oliveira.

A reunião pública é transmitida pela Instituição e pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

Acesse pelo link:

Estudo inicial do Evangelho em palestra presencial e virtual

Estudo inicial do Evangelho em palestra presencial e virtual

Na noite do dia 12 de janeiro, teve início a programação de palestras presenciais e com transmissão pela internet, com atuação de Cesar Perri, na sede do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo de São Paulo. Nessa primeira apresentação o expositor abordou a origem e objetivos da obra “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. Esta será a obra do novo programa e que será desenvolvido em sequência; em seguida à exposição houve passes com a equipe do CCDPE. No início, o presidente do CCDPE Pedro Nakano fez a abertura com informações sobre os novos programas da Instituição.

Perri também informou sobre outro novo estudo para 2026, que será desenvolvido sob sua coordenação com programa híbrido: “Espiritismo: das obras básicas às vivências e visão de futuro". Haverá reuniões virtuais às 3as feiras à noite e reuniões presenciais quinzenais em final de semana. As inscrições serão abertas no final de janeiro e o início será no dia 24 de fevereiro, após os feriados de “carnaval”.

Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo: Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista.

Acesse pelo link (copie e cole):

https://www.youtube.com/live/pHppsMCIkQY

 

Propostas para uma vida melhor de Leopoldo Cirne

Propostas para uma vida melhor de Leopoldo Cirne

O ex-presidente da FEB Leopoldo Cirne foi tema de bate-papo de Cesar Perri com Eric Pacheco, no canal Espiritismo em Kardec, no dia 15 de janeiro de 2026.

O entrevistado é autor da obra “Leopoldo Cirne. Vida e propostas por um mundo melhor” (Ed.CCDPE-SP), lançada em 2024.

Acesse pelo link (copie e cole):

https://www.youtube.com/live/wlpXZD43hww

 

Palestras presenciais às 2ªs. feiras no CCDPE

Palestras presenciais às 2ªs. feiras no CCDPE

Informações de Pedro Nakano, presidente do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo de São Paulo:

O CCDPE reiniciará as palestras presenciais e com transmissão pela sua página eletrônica das 2ªs.feiras, no dia 12 de janeiro de 2026 (próxima semana) às 20h.

Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-Presidente da FEB e da USE-SP que coordenará as palestras das 2ªs.feiras e sua esposa Célia Maria Rey de Carvalho que colaborará nesta tarefa. O programa adotado será “O Evangelho segundo o Espiritismo”, em sequência; em seguida à exposição haverá passes com a equipe do CCDPE.

Marcel Moretti, Técnico em TI, cuidará da parte técnica de transmissão das palestras.

Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo: Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista.

Combate interior

Combate interior

“Tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim.” – Paulo. (Filipenses, 1:30.)

Em plena juventude, Paulo terçou armas contra as circunstâncias comuns, de modo a consolidar posição para impor-se no futuro da raça.

Pelejou por sobrepujar a inteligência de muitos jovens que lhe foram contemporâneos, deixou colegas e companheiros distanciados.

Discutiu com doutores da Lei e venceu-os.

Entregou-se à conquista de situação material invejável e conseguiu-a.

Combateu por evidenciar-se no tribunal mais alto de Jerusalém e sobrepôs-se a velhos orientadores do povo escolhido.

Resolveu perseguir aqueles que interpretava por inimigos da ordem estabelecida e multiplicou adversários em toda parte.

Feriu, atormentou, complicou situações de amigos respeitáveis, sentenciou pessoas inocentes a inquietações inomináveis, guerreou pecadores e santos, justos e injustos…

Surgiu, contudo, um momento em que o Senhor lhe convoca o espírito a outro gênero de batalha – o combate consigo mesmo.

Chegada essa hora, Paulo de Tarso cala-se e escuta…

Quebra-se-lhe a espada nas mãos para sempre.

Não tem braços para hostilizar e sim para ajudar e servir.

Caminha, modificado, em sentido inverso.

Ao invés de humilhar os outros, dobra a própria cerviz.

Sofre e aperfeiçoa-se no silêncio, com a mesma disposição de trabalho que o caracterizava nos tempos de cegueira.

É apedrejado, açoitado, preso, incompreendido muitas vezes, mas prossegue sempre, ao encontro da Divina Renovação.

Se ainda não combates contigo mesmo, dia virá em que serás chamado a semelhante serviço.

Ora e vigia, prepara-te e afeiçoa o coração à humildade e à paciência.

Lembra-te, meu irmão, de que nem mesmo Paulo, agraciado pela visita pessoal de Jesus, conseguiu escapar.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 178. FEB)

As parecenças e os tipos de fé

As parecenças e os tipos de fé

Na reunião pública matinal no dia 04 de janeiro, na Instituição Nosso Lar, em Araçatuba, Clarice Oliveira Ferreira comentou itens de “O Livro dos Espíritos”, sobre “Parecenças físicas e morais”; Paulo Sérgio Perri de Carvalho discorreu sobre“A fé humana e a divina”, com base em “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

A reunião foi transmitida pelo canal da Instituição e pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

Acesse as palestras pelo link:

 

Estudo de O Evangelho segundo o Espiritismo

Estudo de O Evangelho segundo o Espiritismo

O Grupo Espírita Casa do Caminho, de São Paulo, está divulgando a realização de estudo semanal virtual sobre “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Pela sexta vez consecutiva, este estudo coordenado por Cesar Perri será desenvolvido pela internet, às 4as feiras, a partir do início de fevereiro e com duração até o final de novembro de 2026.

Informações e inscrições pelo link da Casa do Caminho (copie e cole): https://acesso.casadocaminho.com.br/inscricoes/ESE/ODc=