O lar e a sociedade

O lar e a sociedade

 Antonio Cesar Perri de Carvalho

Na literatura espírita há clareza de que a família é a unidade básica da sociedade e exportadora de caracteres para a sociedade, que se deve ponderar sobre as relações entre educação e vivência no lar com as futuras atuações no movimento espírita e na sociedade em geral.

Daí a afirmação de Emmanuel: "o lar é a melhor escola"1. No convívio familiar é que se preparam administradores para os diversos níveis de atuação.

Oportunas as considerações de O livro dos espíritos: "Os laços sociais são necessários ao progresso e os laços de família estreitam os laços sociais" 2.

Desde o lar, deve-se concientizar para a interação social em condições participativas no movimento espírita e nas atuações profissionais e sociais. As pessoas não podem ser unidades sociais, mantedoras do status quo, mas preparadas para atuarem como indivíduos que poderão modificar padrões culturais. Isto se inicia com a convivência salutar e o cultivo de valores ético-morais, que se expressam pelo respeito ao outro, como pessoa e como espírito, logicamente imortal e reencarnado.

As bases para a ética na política estão muito relacionadas com os lares e os processos culturais e religiosos.

A política e os políticos não devem ser genericamente arrolados como maus ou corruptos. Só a participação esclarecida é que renovará o quadro político. A alienação não traz contribuições e nem soluções. O aparecimento de escândalos é sinal de que eles vêm à tona e há de liberdade para tal. O aperfeiçoamento da democracia depende dos políticos e, basicamente, do povo. Que o povo tenha lares bem estruturados! Nos processos eleitorais, os lares têm papel importante, mesmo porque os jovens de 16 anos já podem ser eleitores. Os candidatos devem ser selecionados pelas suas ações passadas e presentes, pelas suas propostas, incluindo linhas partidárias. Nesta análise, são válidos desde os aspectos da vivência familiar até a compatibilização ético-moral com projetos claros e atuais.

Sobre isso, as "Leis morais" de O livro dos espíritos oferecem parâmetros significativos. Para avaliação dos fatos políticos e até para a seleção de candidatos, o conhecimento espiritual e espírita é relevante e pode contribuir com os processos de escolha e de transformação.

Em nota de rodapé, Allan Kardec já comentava a questão 930 de O livro dos espíritos: "Quando o homem praticar a lei de Deus, terá uma nova ordem social fundada sobre a justiça e a solidariedade, e ele mesmo também será melhor" 2.

Essa análise se enquadra no apelo da ONU, efetivado durante o "Ano Internacional da Família", em 1994, de "contribuir para construir a família, a menor democracia no coração da sociedade". Esse programa da ONU é que motivou a USE-SP apresentar a proposta da Campanha "Viver em Família" ao Conselho Federativo Nacional da FEB, a qual foi aprovada em novembro de 1993, gerando várias publicações e ações sobre o tema.

Referências:

1. Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. O consolador. Ed.FEB, questão 110.

2. Kardec, Allan. O livro dos espíritos. Ed. FEB, questões 774 e 930.

(Síntese adaptada de textos do autor, extraídos de seus livros: A família, o espírito e o tempo. São Paulo: Ed. USE, 1994; Espiritismo e modernidade. Visão da sociedade, família, centro e movimento. São Paulo: Ed. USE, 1996; Laços de família. São Paulo: USE, 1994).

A prova da cegueira

A prova da cegueira

Na reunião noturna do dia 15 de maio no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, Célia Maria Rey de Carvalho proferiu palestra sobre o tema “bem-aventurados os que tem os olhos fechados”, com base em mensagem do capítulo VIII de “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

A reunião foi dirigida por Miguel e pelo presidente Régis Lang.

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O papel consolador

O papel consolador

No estudo semanal de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, com exposições de Cesar Perri, na noite do dia 18 de maio, concluiu-se o Capítulo VI – O Cristo consolador, comentando sobre esse papel e o significado de Espírito de Verdade.

A reunião é presencial e transmitida pela internet, na sede do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo de São Paulo, às 2as feiras, 20 horas. Em seguida há passes. O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo localiza-se na Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista, São Paulo.

Acesse pelo link (copie e cole):

https://www.youtube.com/live/J2YXtFknifw

 

O que seriam as partes de César e de Deus

O que seriam as partes de César e de Deus

Na reunião vespertina do dia 19 de maio no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, Célia Maria Rey de Carvalho proferiu palestra sobre o tema “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, com base em itens do capítulo XI de “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

A reunião foi dirigida por Inês Bareia.

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Vivência em família

Vivência em família

O tema “vivência em família”, foi desenvolvido virtualmente por Cesar Perri, na noite do dia 19 de maio de 2026, no estudo semanal “Espiritismo: das obras básicas, às vivências e visão de futuro”. O expositor chegou a condições do momento e à Campanha Viver em Família.

A reunião foi conduzida por Pedro e Mirna Nakano, com apoio técnico de Marcel e de Sidney Zaluchi (da USE-SP). Essas transmissões do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, de São Paulo, ocorrem às 20 horas das 3as feiras, pelo canal do You Tube do CCDPE, e conta com parcerias da Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes/RAETV e da WebRadio Portal da Luz.

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Na revelação da vida

Na revelação da vida

“E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. – (Atos, 4:33.)

Os companheiros diretos do Mestre Divino não estabeleceram os serviços da comunidade cristã sobre princípios cristalizados, inamovíveis.

Cultuaram a ordem, a hierarquia e a disciplina, mas amparavam também o espírito do povo, distribuindo os bens da revelação espiritual, segundo a capacidade receptiva de cada um dos candidatos à nova fé.

Negar, presentemente, a legitimidade do esforço espiritista, em nome da fé cristã, é testemunho de ignorância ou leviandade.

Os discípulos do Senhor conheciam a importância da certeza na sobrevivência para o triunfo na vida moral.

Eles mesmos se viram radicalmente transformados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo.

Por isso mesmo, atraíam companheiros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.

Em razão disso, o ministério apostólico não se dividia tão-somente na discussão dos problemas intelectuais da crença e nos louvores adorativos.

Os continuadores do Cristo forneciam, “com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus” e, em face do amor com que se devotavam à obra salvacionista, neles havia “abundante graça”.

O Espiritismo evangélico vem movimentar o serviço divino que envolve em si, não somente a crença consoladora, mas também o conhecimento indiscutível da imortalidade.

As escolas dogmáticas prosseguirão alinhando artigos de fé inoperante, congelando as idéias em absurdos afirmativos, mas o Espiritismo cristão vem restaurar, em suas atividades redentoras, o ensinamento da ressurreição individual, consagrado pelo Mestre Divino, que voltou, Ele mesmo, das sombras da morte, para exaltar a continuidade da vida.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 176. FEB)

O papel consolador

O papel consolador

 

No estudo semanal de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, com exposições de Cesar Perri, na noite do dia 18 de maio, concluiu-se o Capítulo VI – O Cristo consolador, comentando sobre esse papel e o significado de Espírito de Verdade.

A reunião é presencial e transmitida pela internet, na sede do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo de São Paulo, às 2as feiras, 20 horas. Em seguida há passes. O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo localiza-se na Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista, São Paulo.

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Entre vidas. Cá e lá – Palestra e autógrafos na Casa do Caminho

Entre vidas. Cá e lá – Palestra e autógrafos na Casa do Caminho

            

O livro Entre vidas. Cá e lá, de autoria de Cesar Perri, foi apresentado com palestra e autógrafos pelo autor na tarde do dia 16 de maio no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo. O expositor desenvolveu em power point uma síntese do conteúdo do livro.

Previamente houve apresentações ao piano por Margarida Garabedian, músicas clássicas; o jovem Lucca Casagrande com “sonho de amor”, de Liszt. A reunião foi aberta pelo presidente Régis Lang.

No ambiente da lanchonete e livraria do Grupo, em seguida aos autógrafos do autor, houve um lanche de confraternização.

Esse livro recentemente publicado pela Casa Editora O Clarim, terá lançamento na sede do Centro e Editora, em Matão, no dia 09 de junho.

75 anos de Congressos Estaduais em São Paulo

75 anos de Congressos Estaduais em São Paulo

A revista digital Dirigente Espírita, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE), na edição maio e junho de 2026, destaca o marco histórico dos 75 anos de realização dos Congressos Estaduais da USE.

Essa trajetória remonta a junho de 1947, quando o 1o Congresso Espírita do Estado de São Paulo, reunindo representantes de 549 instituições, culminou na fundação da USE como um instrumento de união em torno da codificação de Allan Kardec. A presidente Júlia Nezu destaca o próximo 19º Congresso Estadual da USE, para os dias 19 a 21 de junho de 2026, em São Paulo. Norberto Tomasini Júnior comenta os Anais dessas décadas, convida o leitor a refletir sobre a transição do foco meramente organizacional para uma missão educativa e transformadora. A essência da unificação é debatida em artigos que comemoram os 79 anos de fundação da USE. Mário Gonçalves Filho destaca a importância do “fazer junto” e da preservação do conhecimento vivido. Donizete Pinheiro reforça que a unificação depende da adesão consciente e da convivência fraternal, superando o isolamento dos centros. Já Allan Kardec Pitta Veloso nos lembra que esse movimento deve começar, invariavelmente, “nos corações e mentes”, pautado pela tolerância e fidelidade doutrinária.

Marco Milani comenta os desafios da educação espírita e traz uma aná lise necessária sobre os desafios de manter o hábito da leitura profunda e do rigor intelectual frente ao imediatismo das plataformas digitais e da inteligência artificial. Complementando a visão geracional, Maria Clara Bachi discute porque o jovem muitas vezes chega ao centro, mas não encontra o seu lugar, enfatizando que “pertencer é diferente de frequentar”.

A seção Circuito Aberto oferece orientações técnicas fundamentais para os dirigentes. Há várias notícias do movimento espírita e na seção “Fatos & vidas da história do espiritismo” relaciona-se as efemérides marcantes do bimestre.

Acesso à revista (copie e cole):

https://usesp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/RDE-212.pdf

 

É PARA ISTO

É PARA ISTO

“Não retribuindo mal por mal, nem injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 9.)

A fileira dos que reclamam foi sempre numerosa em todas as tarefas do bem. No apostolado evangélico, reparamos, igualmente, essa regra geral.

Muitos aprendizes, em obediência ao pernicioso hábito, preferem o caminho dos atritos ou das dissidências escandalosas.

No entanto, mais algum raciocínio despertaria a comunidade dos discípulos para a maior compreensão.

Convidar-nos-ia Jesus a conflitos estéreis, tão-só para repetir os quadros do capricho individual ou da força tiranizante?

Se assim fora, o ministério do Reino estaria confiado aos teimosos, aos discutidores, aos gigantes da energia física.

É contra-senso desfazer-se o servidor da Boa Nova em lamentações que não encontram razão de ser.

Amarguras, perseguições, calúnias, brutalidade, desentendimento?

São velhas figurações que atormentam as almas na Terra. A fim de contribuir na extinção delas é que o Senhor nos chamou às suas fileiras.

Não as alimentes, emprestando-lhes excessivo apreço.

O cristão é um ponto vivo de resistência ao mal, onde se encontre.

Pensa nisto e busca entender a significação do verbo suportar.

Não olvides a obrigação de servir com Jesus.

É para isto que fomos chamados.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. cap. 118. FEB)