JUNTO AOS QUE SOFREM

JUNTO AOS QUE SOFREM

O expositor da Doutrina Espírita, em geral, e o médium consciente dos próprios deveres, em particular, no exercício do mandato superior da caridade com Jesus, fazem-se instrumento de graves responsabilidades, em consideração as aflições do próximo, que neles espera encontrar apoio espiritual e consolo moral, a fim de ter diminuídas as provações em que se estertora, em face das excelentes diretrizes que dimanam do Consolador.

Enfermidades do corpo e da mente, desequilíbrios da emoção, dramas do sentimento e da consciência, ansiedades injustificáveis ou não, e frustrações amesquinhadoras são uma constante à volta deles, em rosários de desesperos, rogando-lhes orientação, socorro, solução, ajuda providencial…

O desconhecimento do Espiritismo, por parte dos que choram e anelam por encontrar respostas simples e equações rápidas para as suas necessidades, mais agrava o relacionamento entre aqueles e o companheiro portador de precárias expressões de equilíbrio, como, também, enseja uma ideia falsíssima da função que estes exercem em relação à vida.

Porque lidam e se identificam com relativa facilidade com o Mundo Espiritual, quando não são vistos na condição de charlatães ou inescrupulosos, passam por criaturas sobrenaturais ou especiais, dotadas de poderes de exceção, com que podem a bel prazer modificar destinos e corrigir erros, a golpes de interferência caprichosa.

Não desejando à maioria dos consulentes submeter-se a um programa de reeducação, quando desorganizados interiormente, ou de educação diante das imposições superiores que regem a vida, nas quais a dor surge como cadinho purificador, supõem que, através do artifício das lágrimas de momento ou dos compromissos de futuros labores beneficentes, com vistas ao próximo, conseguirão modificar as paisagens íntimas sombrias e carrear merecimentos instantâneos, com os quais se transformarão os quadros dos valores vigentes.

Arrimados às pieguices religiosas com que no passado esperavam subornar e submeter a Divina Consciência, transferem-se de crença com a leviandade de quem muda de traje, iludindo-se com as perspectivas de amealhar maior soma de favores espirituais, sem a correspondente doação de sacrifício pessoal.

Não se lhes negando solidariedade nem concurso fraterno, faz-se, porém, imperioso, aclará-los quanto às próprias responsabilidades, bem assim, quanto ao significado dos sofrimentos que os sobrecarregam, tendo-se em vista a legitimidade das leis que regem os destinos, a fim de que compreendam o impositivo da meditação e da oração, superando dificuldades mediante renúncia e paciência em perfeita sintonia com as Entidades Superiores que lhes supervisionam a existência.

Auxiliá-los com a palavra amiga, inspirada no Evangelho de Jesus, sim; porém, não ser conivente com as suas de-fecções e erros, dando margem a conceitos inexatos sobre o ministério da mediunidade e da doutrinação.

Atendê-los com o passe restaurador de forças, impulsioná-los à mudança de atitude perante a vida, para melhor, com que poderão marchar em confiança e paz.

Socorrê-los na desobsessão, esclarecendo os seus inimigos desencarnados, ao mesmo tempo, elucidando-os quanto ao esforço pela transformação interior com que se lhes modificarão os clichês mentais, predispondo-os para novos e superiores tentames.

Em qualquer momento e em toda situação, manter a atitude de honesta humildade, não deixando que se exteriorizem as próprias imperfeições, as quais, disfarçadas, procuram angariar de falsas posições de privilégio de que gozariam na economia moral terrestre, em que todos nos encontramos na condição de espíritos necessitados de elevação, portanto, ainda cheios de mazelas e problemas…

Quando as proposituras dos aflitos parecerem mais difíceis de orientar, evitarem-se respostas dúbias, desculpistas ou indiferentes, confessando-se as limitações em que se encontram, e, orando por eles com sincero interesse, conseguirão haurir força e inspiração para prosseguir fiéis si mesmos e a Jesus, que é, afinal, o Excelso Amigo e Benfeitor, que nunca se escusava a compreender, a amar e a servir a todos quantos o buscavam batidos pelas aflições redentoras.

Benedita Fernandes

Página recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em Araçatuba (SP), em 12/12/1976, em residência de Cesar Perri. Divulgada pela União Municipal Espírita de Araçatuba. Incluída no livro Sementes de Vida Eterna, psicografia de Divaldo Pereira Franco. Livraria Espírita Alvorada Editora: Salvador, 1978; e, em Benedita Fernandes. A dama da caridade (1a. edição em 1982), de Antonio Cesar Perri de Carvalho.

O PASSE

O PASSE

“Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.” (Mateus, 8:17)

Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem recebe de si mesmo em teu benefício.

Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.

Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.

No clima de provas e da angustia, és da necessidade e do sofrimento.

Na esfera da prece e do Amor, um amigo se converte no instrumento da infinita Bondade, para que recebas remédio e assistência.

Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo, com esforço da limpeza interna.

Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.

O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça em favor da nossa própria tranqüilidade.

Se pretendes, pois, guardar as vantagens do Passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.

Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.

Não abuses, sobretudo, daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.

O passe exprime também gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energia do Alto com infantilidades e ninharias.

Se necessitas de semelhantes intervenção, recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso das tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por todos nós, porque, de conformidade com as letras sagradas,

Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Segue-me. Cap. O Passe. Matão: O Clarim).

Conversar

CONVERSAR

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graças aos que a ouvem.” — Paulo. (EFÉSIOS, capítulo 4, versículo 29.)

O gosto de conversar retamente e as palestras edificantes caracterizam as relações de legítimo amor fraternal.

As almas que se compreendem, nesse ou naquele setor da atividade comum, estimam as conversações afetuosas e sábias, como escrínios vivos de Deus, que permutam, entre si, os valores mais preciosos.

A palavra precede todos os movimentos nobres da vida.

Tece os ideais do amor, estimula a parte divina, desdobra a civilização, organiza famílias e povos. Jesus legou o Evangelho ao mundo, conversando.

E quantos atingem mais elevado plano de manifestação, prezam a palestra amorosa e esclarecedora.

Pela perda do gosto de conversar com alguém, pode o homem avaliar se está caindo ou se o amigo estaciona em desvios inesperados.

Todavia, além dos que se conservam em posição de superioridade, existem aqueles que desfiguram o dom sagrado do verbo, compelindo-o às maiores torpezas.

São os amantes do ridículo, da zombaria, dos falsos costumes.

A palavra, porém, é dádiva tão santa que, ainda aí, revela aos ouvintes corretos a qualidade do espírito que a insulta e desfigura, colocandoo, imediatamente, no baixo lugar que lhe compete nos quadros da vida.

Conversar é possibilidade sublime.

Não relaxes, pois, essa concessão do Altíssimo, porque pela tua conversação serás conhecido.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Caminho, verdade e vida. Cap. 45; FEB).

QUE FAREI?

QUE FAREI?

"Que farei?" – Paulo. ATOS,22:10.

Muita gente aproximam-se do Evangelho para o culto inveterado ao comodismo.

Como dominarei? – interrogam alguns.

Como descansarei? – indagam outros.

E os rogos se multiplicam, estranhos, reprováveis, incompreensíveis…

Há quem peça reconforto barato na carne, quem reclame afeições indébitas, quem suspire por negócios inconfessáveis e quem exija recursos para dificultar o serviço da paz e do bem.

A pergunta do apóstolo Paulo, no justo momento em que se vê agraciado pela Presença Divina, é padrão para todos os aprendizes e seguidores da Boa Nova.

O grande trabalhador da Revelação não pede transferência da Terra para o Céu e nem descamba para sugestões de favoritismo ao seu círculo pessoal. Não roga isenção de responsabilidade, nem foge ao dever da luta.

– Que farei? – disse a Jesus, compreendendo o impositivo do esforço que lhe cabia.

E o Mestre determina que o companheiro se levante para a sementeira de luz e de amor, através do próprio sacrifício.

Se foste chamado à fé, não recorras ao Divino Orientador suplicando privilégios e benefícios que justifiquem tua permanência na estagnação espiritual.

Procuremos com o Senhor o serviço que a sua Infinita Bondade nos reserva e caminharemos, vitoriosos, para a sublime renovação.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Segue-me. Matão: O Clarim)

SOLIDARIEDADE

SOLIDARIEDADE

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.” – Paulo. (ROMANOS, 12:15.)

Realmente, na Terra, é mais fácil chorar com os que choram.

Em muitas circunstâncias, mágoas alheias servem de consolação para nossas mágoas.

Quem carrega fardos enormes como que nos estimula a suportar os estorvos leves.

Num desastre qualquer, que nos teria colhido, inclinamo-nos, comovidamente, para as vítimas, guardando, muita vez, a ilusão de que fomos agraciados por Deus, como se a responsabilidade de moratórias e empréstimos, que nos são concedidos pela Misericórdia Divina, dentro da Lei, fosse para nós regime de favoritismo e exceção.

Ajudar aos que se encontram em provocações maiores que as nossas é caridade sublime; no entanto, é forçoso reconhecer que aconselhar paciência aos que choram, na posição de superiores tranqüilos, é o mesmo que falar à margem de um problema, sem estar dentro dele.

Com isso, não queremos diminuir o valor da beneficência.

Sem ela, nossas mãos se fariam garras de usura e o egoísmo transformaria a Terra num manicômio.

Desejamos simplesmente afirmar que é mais fácil chorar com os que choram, que alegrar-se alguém com os que se alegram; porquanto, ajudar com o pão ou com a alegria que nos sobram é ato que podemos realizar sem dificuldade, ao passo que, para regozijar-se com o regozijo dos outros, sem qualquer ponta de inveja ou despeito, é preciso trazermos suficiente amor puro no coração.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Palavras de vida eterna. Cap. 92. Uberaba: CEC).

OPEREMOS

OPEREMOS

“…Operai a vossa salvação…”-Paulo. (Filipenses, 2:12)

Salvar quer dizer "guardar, preservar, livrar-se do perigo…"

Operar significa "agir, efetuar, executar…"

O apóstolo induz-nos a refletir sobre o imperativo do próprio esforço na elevação espiritual, como a dizer-nos que o Criador não dispensa a cooperação do homem nas edificações da vida.

E, em verdade, nas faixas mais simples da Natureza vemos semelhante princípio dominar, claro e metódico.

Deus concede ao homem a gleba que produzirá o pão, contudo não lhe dispensará o concurso na lavoura frustescente; confere-lhe as vantagens da biblioteca preciosa, mas reclama-lhe a aplicação pessoal na conquista do conhecimento; cede-lhe o bloco de mármore puro, entretanto exige-lhes suor e atenção no buril, para que a obra-prima de estatuária se expresse, vitoriosa…

Assim também a colaboração humana jamais será excluída na solução dos problemas de natureza espiritual.

Jesus opera em nós o amor ao bem e as disposições renovadoras da fé, acrescentandonos a sede de luz; no entanto cabe-nos operar, por nossa vez, a transformação de nossa existência e de nossa alma, a fim de que os valores do céu nos sublimem a vida.

O Senhor, para ajudar-nos, não prescindirá do auxílio que devemos a nós mesmos.

O Mestre acendeu à luz no caminho. Mobiliza tua alma ao encontro Dele.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Segue-me. Matão: O Clarim)

 

Quem sois?

QUEM SOIS?

“Mas o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” — (ATOS, capítulo 19, versículo 15.)

Qualquer expressão de comércio tem sua base no poder aquisitivo.

Para obter, é preciso possuir.

No intercâmbio dos dois mundos, terrestre e espiritual, o fenômeno obedece ao mesmo princípio.

Nas operações comerciais de César, requerem-se moedas ou expressões fiduciárias com efígies e identificações que lhes digam respeito.

Nas operações de permuta espiritual requisitam-se valores individualíssimos, com os sinais do Cristo.

O dinheiro de Jesus é o amor.

Sem ele, não é lícito aventurar-se alguém ao sagrado comércio das almas.

O versículo aqui nomeado constitui benéfica advertência a quantos, para o esclarecimento dos outros, invocam o Mestre, sem títulos vivos de sua escola sacrificial.

Mormente no que se refere às relações com o plano invisível, mantendo cuidado por evitar afirmativas a esmo.

Não vos aventureis ao movimento, sem o poder aquisitivo do amor de Jesus.

O Mestre é igualmente conhecido de seus infelizes adversários.

Os discípulos sinceros do Senhor são observados por eles também.

Os inimigos da luz reconhecem-lhes o sublime valor.

Quando vos dispuserdes, portanto, a esse gênero de trabalho, não olvideis vossa própria identificação, porque, provavelmente, sereis interpelados pelos representantes do mal, que vos perguntarão quem sois.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Caminho, verdade e vida. Cap. 63. FEB).

FRUTOS DO BEM

FRUTOS DO BEM

Cada criatura é percebida no plano da verdade e apreciada, de perto, pelas forças que a representam no mundo.

Não olvides que a nota de nossa influência na Terra é amplamente reconhecida nas esferas superiores.

Não pelas palavras brilhantes que, em muitas circunstâncias, podem ocultar delituosos e obscuros pensamentos.

Não pelos modos gentis que, em muitas ocasiões, constituem maneiras que a disciplina nos impõe à impulsividade agressiva, através da contenção compreensivelmente louvável.

Não pela cultura intelectual que, muitas vezes, se faz porta de acesso à perturbação.

Não pela idade longa que tenhamos alcançado no corpo físico, de vez que, em muitos lances da experiência, o tempo foi menosprezado ante a responsabilidade que as horas significam.

Não pela fé religiosa no culto externo, porquanto a rotulagem convencional nem sempre define o caráter elevado e as qualidades edificantes.

O verbo, a atitude, o tempo, a inteligência e a convicção representarão expressivos valores em nossa romagem na Terra, mas apenas quando com eles formamos o Fruto do Bem – o único patrimônio pelo qual pode o espírito merecer a bênção do Senhor e incorporá-la ao campo dos próprios dias.

Seja qual for a nossa situação no quadro terrestre, mantenhamos a planta da existência sobre as raízes do Cristo, o Divino Mestre, porque, em verdade, somente em Jesus, encontraremos a seiva da imortalidade, capaz de auxiliar-nos na produção dos frutos do bem, talentos imperecíveis que sustentam a paz e a alegria na Terra por serem os verdadeiros tesouros dos Céus.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Reconforto. Lição nº 15. São Bernardo do Campo: GEEM)

Algo de nós (crises de transição)

Algo de nós

Reconhecemos todos que o mundo atravessa agitadas crises de transição.

Mas podes ser, onde estiveres, a escora de fé, em que outros se apoiem.

Surgem calamidades.

Entretanto, nada te impede ser o refúgio em que se alimente pequenina tarefa socorrista.

Golpes de violência demonstram os desvarios de muitos companheiros da Humanidade.

Todavia, o conhecimento superior te autoriza a efetuar o esforço do reajuste.

Labaredas de discórdia rebentam, às vezes, nos melhores grupos sociais.

No entanto, reténs os necessários recursos de espírito, a fim de restaurar a obra da união.

Tribulações em família se destacam, aqui e ali, com ímpeto arrasador.

Dispões, contudo, de meios precisos para ser um ponto de amparo e compreensão no reduto doméstico. Ideias estranhas enxameiam no campo da inteligência, tentando desprimorar valores humanos.

Guardas, porém, a possibilidade de ser fiel à dignidade da vida.

Muitos se inclinam para o ódio.

Se quiseres consegues personalizar a presença do amor.

Há quem vibre, favorecendo a guerra.

Serás, no entanto, o toque da paz.

Todos nós, os Espíritos encarnados ou desencarnados, ainda no regime de vinculação ao Planeta Terrestre, estamos vendo as transformações do mundo e compartilhando o trabalho que decorre de todas elas.

Urge reconhecer, porém, que cada um de nós pode ser uma parcela de serviço, acrescentando algo de bom ao processo evolutivo, em que nos achamos irmanados, com vistas à vitória do bem na construção do futuro para o Reino de Deus.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelos espíritos Emmanuel e André Luiz. Busca e acharás. São Paulo: Ed. IDEAL)

Carta de Ano Novo

CARTA DE ANO NOVO

 Ano Novo é também a renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.

*

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.

*

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.

*

Se tens algum inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

*

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

*

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

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Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.

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Novo Ano! Novo Dia! Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

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Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.

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Não maldigas, nem condenes.

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Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

*

Não te desanimes, nem te desconsoles.

*

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

*

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Vida e caminho. São Bernardo do Campo: GEEM).

 

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