Palestra sobre Paulo de Tarso em Bebedouro

Palestra sobre Paulo de Tarso em Bebedouro

 

Na noite de 13 de outubro, Cesar Perri proferiu palestra no tradicional e centenário Centro Espírita Do Calvário ao Céu, em Bebedouro. O tema foi desenvolvido sobre seu livro "Paulo de Tarso. A vertente espiritual da montanha" (O Clarim) e seguiram-se autógrafos. A reunião foi dirigida pelo dirigente do Centro e também presidente da USE Regional de Ribeirão Preto, Edmir Garcia, e também houve apresentação musical. Nesse Centro foi fundada a primeira mocidade espírita do país no ano de 1930. O evento ocorreu dentro de roteiro da 50ª Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto.

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Na Feira do Livro de Ribeirão Preto

Na Feira do Livro de Ribeirão Preto

         

Após a palestra pública no recinto da 50a Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto, na noite do dia 12, Cesar Perri autografou livros de autoria, incluindo os dirigentes da USE Intermunicipal Mário Gonçalves e o vice-presidente da USE-SP Pascoal Bovino. Momento de fecho do dia com a equipe da Feira do Livro Espírita e também o encontro com o expositor Adeilson Salles, palestrante do dia 13, e que se dedica a obras para infância e adolescentes.

As incompreensões religiosas na época de Kardec

As incompreensões religiosas na época de Kardec

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O Codificador viveu no Século XIX – época grandes luzes que provocou grandes descobertas e teorias que modificaram o modo de vida do homem sobre a Terra, sua própria concepção e o papel que ele representa no planeta e no universo.

Simultaneamente foi um período de muitas polêmicas e choques na vida política e religiosa da França. Após a Revolução Francesa, no período do Terror, Robespierre impõe a religião racionalista e preside a cerimônia de introdução de uma bailarina na Catedral de Notre Dame, para caracterizar o estabelecimento do culto da razão. Poucos anos depois o cônsul Napoleão Bonaparte estabelece uma nova relação com a Igreja Católica, tida como oficial até a Revolução, e assina com o Papa Pio VII a Concordata de 1801, acordo que visava a restauração da Igreja Católica na França pós-revolução. O Catolicismo seria "a religião da grande maioria dos franceses", porém não mais a religião oficial, em respeito ao Protestantismo que se expandia.

O papa Pio IX, contemporâneo do trabalho do Codificador, condenou diversas proposições que contrariavam a visão católica na época; condenava as ideologias do panteísmo, naturalismo, racionalismo, indiferentismo, socialismo, comunismo, franco-maçonaria, judaísmo, Igrejas que se apresentavam como cristãs e se propunham a explicar a Bíblia e várias outras formas de liberalismo religioso consideradas incompatíveis com a religião católica. Era tipicamente um conservador.

No seio da própria igreja católica da França surgem inquietações, ou, numa outra ótica, esforços importantes por parte de religiosos como: Félicité Robert de Lamennais, liberal que advogava a separação do Estado da Igreja, a liberdade de consciência, educação e imprensa. Jean-Baptiste-Henri Lacordaire, vigário da Catedral de Notre Dame, que escrevia claramente sobre “o mundo dos corpos e o mundo dos espíritos” e defendia que a “união da liberdade e do Cristianismo seria a única possibilidade de salvação do futuro”. Ambos foram punidos pelo Vaticano.

Várias polêmicas se disseminavam no seio da igreja católica. Motivado por discordâncias sobre o dogma da imaculada Conceição e sobre celibatarismo, o padre Jean-Louis Verger assassinou o arcebispo de Paris Marie Auguste Dominique Sibour, em janeiro de 1857.

Aos 9 de outubro de 1861, aconteceu o famoso “auto de fé”, em Barcelona, quando foram queimados em praça pública centenas de obras de autoria de Allan Kardec.

Esse foi o contexto vivido por Allan Kardec por ocasião da redação das Obras Básicas do Espiritismo.

Em 1863 surgiu o livro Sermões sobre o Espiritismo pregados na catedral de Metz refutados por um espírita de Metz (*), que é histórico e assinala bem algumas polêmicas que ocorriam por ocasião do trabalho do Codificador Allan Kardec. O padre R.P. Letierce, em seus sermões na cidade de Metz, combatia o Espiritismo. As principais questões levantadas pelo pároco de Metz eram: relacionar Espiritismo como causa de loucura; o Espiritismo como maldade; a tibieza dos espíritas; a “influência dos espíritos do inferno”; a não aceitação do dogma da eternidade das penas; ser uma heresia… E surgiu o livro “espírita de Metz” que elaborou argumentação firme e coerente com a Doutrina Espírita para refutar o padre Letierce.  Esse tem grande valor histórico e, acima de tudo, registra a coragem de um homem que não temia as pressões e perseguições religiosas e demonstrava profunda fidelidade ao nascente Espiritismo.

O livro Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo lançado por Kardec em 1864, logo foi incluída no Index librorum prohibitorum, a lista de publicações proibidas pela Igreja Católica. Este título foi alterado na segunda edição para O Evangelho segundo o Espiritismo.

Por outro lado, do seio do próprio catolicismo francês, já surgiam manifestações significativas, de contemporâneos de Kardec. O abade Marauzeau, em carta dirigida a Allan Kardec: "Mostrai ao homem que ele é imortal. Nada vos pode melhor secundar nessa nobre tarefa do que a comprovação dos Espíritos de além-túmulo e suas manifestações. Só com isso vireis em auxílio da religião, empenhando ao seu lado os combates de Deus". O abade Leçanu, em seu livro História de Satanás anotou: "Observando-se as máximas de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, faz-se o bastante para se tomar santo na Terra".

(*) Síntese do Prefácio do articulista no livro citado, cuja tradução foi publicada em 2017, de forma digital por Autores Espíritas Clássicos, disponível na página eletrônica (copie e cole):

https://autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Spirite%20de%20Metz/Serm%C3%B5es%20sobre%20o%20Espiritismo%20-%20Refutados%20por%20um%20Esp%C3%ADrita%20de%20Metz.pdf

RECRISTIANIZAÇÃO DOS HOMENS

RECRISTIANIZAÇÃO DOS HOMENS

No conformismo que caracteriza os tempos modernos, não são poucos os espíritos da literatura e da filosofia que apelam para a recristianização dos homens.

Entretanto, não falamos de recristianização, por quanto o afinamento da mentalidade do mundo terrestre no ideal de perfeição e de amor de Jesus Cristo não chegou a se verificar em tempo algum.

Apelamos para a cristianização de todos os espíritos e é dentro desse sentido que se guarda o mais alto objetivo de todas as nossas mensagens extraterrestres.

O homem cresceu e evoluiu fisicamente, sem que progredisse, em identidade de circunstâncias, à sua posição espiritual.

Algumas almas nobilíssimas trouxeram-lhe num esforço generoso as grandes idéias dos seus tratados de filosofia social e política.

Todos esses gênios do Espaço, encarnados no mundo viveram isolados de seus contemporâneos.

Incompreendidos no seu século, apenas conseguiram uma facção de entendimento da posteridade, quando a morte já os havia arrancado do cenário de atividades do mundo. E se me refiro a esses grandes espíritos da Humanidade é somente para salientar que as idéias evoluídas do campo social deveram somente a eles o seu surto, no seio das coletividades, nestes últimos anos do Planeta.

A prova disso é que os homens, como os Estados que são os aparelhos físicos da coletividade terrestre e humana, regressam atualmente a todos os processos da força.

A coroa foi substituída pelo poder integral e absoluto dos ditadores nos vossos tempos de incompreensão. Os últimos acontecimentos nas chancelarias européias são a prova do nosso acerto.

Não existe tanta necessidade de expansão por parte das potencias imperialistas. O que existe é a dilatação do espírito agressivo dos povos considerados fortes, em virtude das conquistas fáceis da força bruta. Em todos eles prevalece somente a vontade de potencia e o interesse inferior do domínio político. Ontem era a Itália, dividindo a Abssínia, sem que o direito internacional estabelecesse a posição histórica dos humilhados e agora é o Japão querendo transformar 500 milhões de chineses em instrumentos de sua ambição, para marchar com novas hostes de Gengis Khan sobre o mundo europeu, como aconteceu há nove séculos; é a Alemanha, apoderando-se sumariamente da Áustria, a Espanha debatendo-se na guerra terrível das ideologias.

As nações interessadas igualmente no poderio internacional fazem as comédias diplomáticas, nos seus reconhecimentos "de jure" ou "de fato", mas a verdade que ressalta de tudo isso, de todos esses acordos é que a mentalidade humana retrocedeu alguns séculos, no que se refere à sua posição espiritual.

Consideremos, porém, que é a própria ambição de cada país que fará apodrecer todos os eixos diplomáticos e todas as alianças do poderio militar, lançando sobre as almas o fantasma do morticínio e do sofrimento.

O quadro da civilização européia, desenvolvida no Mediterrâneo que ficou como escola terrível de suas ambições e de seus absurdos, é bastante doloroso para quantos se preocupam com os problemas sérios e graves da vida.

 A guerra é inevitável nessa civilização que depende exclusivamente do militarismo.

Os grandes exércitos são a sua grande ruína, todavia, consideremos que Jesus está no leme e o seu barco não pode soçobrar.

Que Deus se apiede de todos nós, tornando-nos dignos da grande tarefa de reviver o Evangelho, em sua expressão pura e simples, para o necessário reerguimento moral da Humanidade.

Emmanuel

(Página recebida pelo médium Francisco C. Xavier, em reunião da noite de 17 de março de 1938, em Pedro Leopoldo, Minas).

Extraída do livro:

Xavier, Francisco Cândido. Espíritos diversos. Ação, vida e luz. São Paulo: CEU.

A diversidade de guerras nas obras básicas

A diversidade de guerras nas obras básicas

É difícil redigir textos sobre o terrível momento que se vive com variadas formas e intensidades de animosidades em curso.

Chamam atenção as guerras, como as provocadas pela invasão da Ucrânia e as recorrentes no Oriente Médio.

Mas há várias outras expressões guerreiras no interior de vários países, incluindo o terrorismo, aquelas entre facções criminosas e também as de motivações políticas e econômicas. Sempre há disputas de poder e o comprometimento e sofrimento de populações.

Nos textos das obras básicas, podem ser destacados alguns trechos sobre o tema. Há conceito, apreciação espiritual e a tão esperada profilaxia desse mal. Aí estão algumas transcrições dessas obras de Allan Kardec para subsidiarem nossos conhecimentos e reflexões.

O livro dos espíritos:

P.742. Que é o que impele o homem à guerra? “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos frequente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária.” P.743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá? “Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a Lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos.” P.745. Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito seu? “Grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição.”

O evangelho segundo o espiritismo:

Cap.XII, item 14: “Quando a caridade regular a conduta dos homens, eles conformarão seus atos e palavras a esta máxima: ‘Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam.’ Verificando-se isso, desaparecerão todas as causas de dissensões e, com elas, as dos duelos e das guerras, que são os duelos de povo a povo – Francisco Xavier (Bordeaux, 1861)”

O céu e o inferno:

2ª parte, cap. VIII: “Profundo pensamento é também esse que atribui as calamidades coletivas à infração das Leis divinas, porque Deus castiga os povos tanto quanto os indivíduos. Realmente, pela prática da caridade, as guerras e as misérias acabariam por ser eliminadas. Pois bem, a prática dessa lei conduz ao Espiritismo e, quem sabe, será essa a razão de ter ele tantos e tão acérrimos inimigos? As exortações desta filha, aos pais, serão acaso as de um demônio?”

A gênese:

Cap.III, item 6: “Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.”

E, sem dúvida, há muitas matérias sobre o tema na Revista espírita, no período de redação de Kardec (1858-1869).

Boas consultas e reflexões!

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Palestra e livros em praça pública de Ribeirão Preto

Palestra e livros em praça pública de Ribeirão Preto

 

Na noite do dia 12 de outubro durante a programação da 50ª Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto, Cesar Perri proferiu palestra e autografou seu mais recente livro “Paulo de Tarso. A vertente espiritual da montanha” (O Clarim). Nessa Feira em Praça pública há grandes tendas com os livros expostos e para as palestras. Antecedeu a palestra a apresentação do grupo musical Colibri. Entre o público também presentes parentes do expositor. O evento foi iniciado no dia 06 e prossegue até 15 de outubro, na Praça XV de Novembro, promoção da USE Intermunicipal Espírita de Ribeirão Preto. Esse evento tradicional, neste ano homenageia Chico Xavier, e conta com vários convidados provenientes de vários Estados. Essa praça é bem central e defronte está o famoso Teatro Pedro II.

Chico Xavier e o estímulo e apoio para a fundação de Centros Espíritas

Chico Xavier e o estímulo e apoio para a fundação de Centros Espíritas

O tema “Chico Xavier e o estímulo e apoio para a fundação de Centros Espíritas” foi desenvolvido por Cesar Perri, na noite do dia 10 de outubro, em curso virtual do CCDPE. Focalizou-se as origens do Grupo Espírita Batuíra e do Centro Espírita União, ambos de São Paulo, desde os contatos de seus fundadorescom Chico Xavier, respectivamente, Spartaco Ghilardi e o casal Francisco e Nena Galves, as mensagens recebidas, o desenvolvimento das instituições, e as relações do expositor com os fundadores e esses Centros. A reunião foi dirigida por Pedro Nakano. Trata-se do estudo virtual oferecido pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, de São Paulo, dentro do programa do curso “Literatura psicográfica de Chico Xavier”, oferecido para inscritos, com coordenação de Cesar Perri.

No Centro União, valorização da vida e visita a mostra sobre Chico Xavier

No Centro União, valorização da vida e visita a mostra sobre Chico Xavier

 

O Centro Espírita União, de São Paulo, em sua reunião pública na noite do dia 09 de outubro, contou com palestra presencial de Cesar Perri que abordou o tema “Valorização da vida”. A sra. Nena Galves, fundadora do Centro, integrou a mesa, que foi coordenada por Alex Coelho. Em seguida, o expositor autografou seus livros, inclusive o recente “Paulo de Tarso. A vertente espiritual da montanha” (edição da Casa Editora O Clarim). Estava acompanhado de filho e nora, que visitaram a mostra de documentos e objetos de Chico Xavier, em dependências do Centro.

Casamento, celibato e conceito de Reino de Deus

Casamento, celibato e conceito de Reino de Deus

Na reunião pública e transmitida pela internet na manhã do dia 08 de outubro, na Instituição Nosso Lar (Araçatuba, SP), Osvaldo Magro Filho comentou questões sobre “casamento e celibato” de “O Livro dos Espíritos”; Paulo Sérgio Perri de Carvalho expôs sobre “Meu Reino não é deste mundo” do Cap. II de “O Evangelho segundo o Espiritismo. Há transmissão simultânea pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

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Paulo absolvido pelo Imperador

Paulo absolvido pelo Imperador

Na Rádio e TV Brasil Espírita, de Maceió (Al), na noite do dia 04 de outubro de 2023 o expositor Cesar Perri focalizou o período que Paulo de Tarso estava em Roma, foi absolvido pelo imperador Nero, realizou trabalho junto aos cristãos e se preparou para recepcionar Pedro (capítulo IX, da 2aParte de “Paulo e Estêvão”). Trata-se do programa “Reflexões sobre o livro Paulo e Estêvão”, psicografado por Chico Xavier e de autoria do espírito Emmanuel, transmitido semanalmente You Tube, Amazon Music, Spotify, Deezer e Alexa.

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