Leopoldo Cirne – vulto marcante

Leopoldo Cirne – vulto marcante

No dia 31 de julho, no ano de 1941, desencarnou no Rio de Janeiro aos 71 anos de idade, Leopoldo Cirne. Foi presidente da FEB (1900-1914), proponente de ações pioneiras e dinâmicas, expositor, autor de livros como Anticristo, o senhor do mundo e O homem colaborador de Deus.

(Carvalho, Antonio Cesar Perri. Leopoldo Cirne. Vida e propostas por um mundo melhor. São Paulo: CCDPE; Araçatuba: Cocriação. 2023).

Cultura Espírita em destaque no Rio

Cultura Espírita em destaque no Rio

  

O Instituto de Cultura Espírita do Brasil, localizado no bairro Maracanã, Rio de Janeiro, está divulgando o programa de palestras para o 2º semestre de 2025. Esta tradicional instituição é chamada “Casa de Deolindo Amorim”, notável vulto do movimento espírita e fundador do ICEB. César Soares dos Reis, um dos dirigentes e Nadja do Couto Valle é a atual presidente. As palestras são transmitidas pelo canal do ICEB no You Tube.

Informações (copie e cole): institutodeculturaespiritadobr@gmail.com

PROBLEMAS DA ATUALIDADE E DO ESPIRITISMO

PROBLEMAS DA ATUALIDADE E DO ESPIRITISMO

Aylton Paiva

Nos tempos atuais muito são os problemas que a sociedade enfrenta: violência física e moral, sexo irresponsável, droga, egoísmo, injustiça social e muitos outros.

Teria o Espiritismo visão e compreensão sobre esses fatos e ocorrência?

Sim, a Filosofia Espiritualista Espírita, consubstanciada em O livro dos espíritos, codificada por Allan Kardec, na sua Parte 3 – Das leis morais oferece a visão e compreensão sobre esses terríveis fenômenos e porque Deus e Jesus o permitem. Nessas reflexões são apresentados os vários problemas e a visão que a Doutrina Espírita oferece sobre eles.

Violência, guerras, terrorismo, assassinatos (Parte 3, Cap. VI – Lei da destruição)

Apologia ao sexo e à beleza física a qualquer preço (Parte 3, Cap. IV – Lei da reprodução)

Aborto, pena de morte, assassinatos, suicídios, feminicídio (Parte 3, Cap. VI Lei da destruição)

Como equilibrar o necessário e o supérfluo e reduzir o desperdício de tempo e de recursos naturais (Parte 3, Cap. V – Lei da conservação)

A banalização do uso de drogas – (Parte 3, Cap. XII – Da perfeição moral: as virtudes e os vícios)

Laços de família – educação de filhos – dificuldade com relação a esses temas (Parte 3, Cap. IV – Lei da reprodução)

Vida em sociedade X individualismo (Parte 3, Cap. VII – Lei de sociedade)

Síndromes como autismo, down, TDH e tantas outras variáveis (Parte 2, Cap. VI – Da vida espiritual)

Justiça social (Parte 3, Cap. XI Lei de justiça, de amor e de caridade)

Envelhecimento da população mundial e controle da natalidade (Parte 3, Cap. IV – Lei de reprodução)

Pandemias, endemias, miséria. – (Parte 3, Cap. VI – Lei de destruição – Flagelos)

Aumento do número de pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade social (Parte 3, Cap. VII – Lei de sociedade)

Materialismo – (Parte 2, Cap. II – Materialismo) Individualismo – (Parte 2, Cap. VII, Lei de Sociedade)

Agressividade – (Parte 2, Cap. XI – Lei de Justiça, amor e de caridade)

Indiferença – (Parte 3, Cap. XII, item O Egoísmo)

Destaque do Mal – (Parte 3, Cap. I – O Bem e o Mal)

Exaltação dos animais como seres da família – "prefiro viver com animal do que com gente" – (Parte 2, Cap. XI – Os animais e os homens)

Preconceitos em geral Idolatria a pessoas – artistas em geral e religiosos como pastores, padres, pensadores em geral, jogadores de futebol etc. – (Parte 3, Cap. II, Lei da adoração)

Jovens problemáticos, neuroses, psicoses, automutilação, baixa autoestima (Parte 2, Cap. VI, item Escolhas das provas.)

Como lidar com a morte de entes queridos (Parte 4ª, Cap. I, Perda dos entes queridos)

Revivescência de seitas como xamanismo, uso de chá alucinógenos etc. (Parte2, Cap. IX Poder oculto, talismãs, feiticeiros. Como manter o equilíbrio frente aos problemas que assolam a humanidade – Conhecimento e aceitação dos ensinos do Espiritismo e do Evangelho de Jesus.

OBSERVAÇÃO: As indicações e citações para o entendimento dos problemas são de O livro dos espíritos, por Allan Kardec. Edição da FEB.

SEMPRE VIVOS

SEMPRE VIVOS

“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. Por isso, vós errais muito.” — Jesus. (MARCOS, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 27.)

Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos encarnados, de quando em quando nos referimos à vida espiritual utilizando a palavra “morte” nessa ou naquela sentença de conversação usual.

No entanto, é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade transformadora da vida.

Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte — a da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime.

É chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna.

Em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se verificam grandes erros.

Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros, violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.

Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe desordem para o desordeiro.

Na Crosta da Terra ou além de seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente.

Não te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem adivinhos.

São irmãos que continuam na luta de aprimoramento. Encontramos a morte tão-somente nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão gloriosa da vida.

Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é Deus dos vivos imortais.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap.42. FEB).

CONSCIÊNCIA ALÉM DA VIDA: A CIÊNCIA MODERNA E A VALIDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS ESPÍRITAS

CONSCIÊNCIA ALÉM DA VIDA: A CIÊNCIA MODERNA E A VALIDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS ESPÍRITAS

Wilson Garcia

“Se a morte fosse o aniquilamento absoluto, a vida não teria sentido.” (O livro dos espíritos, questão 957)

Seres humanos não morrem.

Seres humanos famosos por suas realizações na sociedade, também não. Mas o falecimento dos seus corpos costuma causar comoções e impactos diversos, reaproximando a verdade de que a vida no planeta é finita. Porém, nem por isso é menos extraordinária. Quando Allan Kardec sistematizou os princípios do Espiritismo, apoiou-se num método rigoroso: a observação, a comparação e a análise crítica dos fenômenos mediúnicos. A Doutrina Espírita, desde seus fundamentos, sustenta a tese da imortalidade da alma não como crença cega, mas como resultado da experiência, do estudo dos fatos, da reflexão racional e da observação científica.

No início do século XX, Ernesto Bozzano, um dos maiores pensadores da metapsíquica, publicou A crise da morte, uma obra monumental em que analisa centenas de casos de comunicações mediúnicas de Espíritos recém-desencarnados. Suas conclusões foram categóricas: os processos de desprendimento da consciência do corpo físico são universais, padronizados, e revelam que a morte não é um fim, mas uma transição.

Hoje, um século depois, pesquisadores das ciências da consciência e da medicina de emergência — muitos deles sem vínculos com qualquer tradição espiritualista — deparam-se com fenômenos que reproduzem quase exatamente aquilo que Bozzano, Kardec e os Espíritos já haviam revelado.

Os 12 pontos fundamentais de Ernesto Bozzano

No encerramento de A crise da morte, Bozzano resume os principais aspectos da experiência do desencarne em doze pontos, extraídos do cruzamento de centenas de relatos:

1. Desconhecimento do estado de morto: O Espírito frequentemente não percebe que morreu, crendo-se ainda vivo no mundo físico.

2. Busca por comunicação: Tenta dialogar com os presentes, sem compreender por que não é ouvido ou visto.

3. Surpresa e insistência: Persiste nas tentativas de ser notado, muitas vezes com angústia e perplexidade.

4. Percepção unilateral: Vê e ouve tudo o que ocorre no ambiente terreno, mas não é percebido pelos encarnados.

5. Desespero momentâneo: Experimenta medo, confusão e inquietação diante da situação desconhecida.

6. Visão do próprio corpo físico: Vê-se fora do corpo, observando-o inerte, seja no leito de morte, no local do acidente ou no velório.

7. Aparição de Espíritos socorristas: Gradualmente, percebe a presença de entidades espirituais — familiares, amigos, mentores.

8. Esclarecimento sobre a morte: Recebe orientação espiritual que lhe confirma a realidade de sua nova condição.

9. Alívio e aceitação: A angústia se dissipa à medida que entende que continua vivo, porém em outro plano.

10. Revisão panorâmica da vida: Surge, então, uma visão retrospectiva dos principais atos e escolhas da existência recém-encerrada.

11. Afastamento do ambiente físico: Progressivamente se desprende do local do desenlace, acompanhado por Espíritos benfeitores.

12. Entrada no mundo espiritual: Transita definitivamente para uma nova realidade, correspondente ao seu estado moral e espiritual.

A Ciência moderna e as EQMs: a validação empírica

Nas décadas recentes, a medicina de emergência e a neurociência começaram a acumular dados que, ainda que inicialmente desconcertantes para o paradigma materialista, reproduzem exatamente as descrições dos processos de desencarne observados por Bozzano.

As chamadas Experiências de Quase Morte (EQMs) ocorrem, na maioria, durante situações clínicas de parada cardíaca, acidente grave ou estados de coma profundo. Durante períodos em que não há atividade elétrica cerebral mensurável — portanto, segundo os critérios médicos, a consciência deveria estar apagada — os pacientes relatam:

• Desprendimento do corpo físico e visão do próprio corpo.

• Observação precisa do ambiente, muitas vezes corroborada por testemunhas (médicos e enfermeiros).

• Sensação de flutuação, paz e leveza.

• Passagem por túneis ou portais.

• Encontro com seres espirituais, familiares desencarnados ou entidades luminosas.

• Revisão panorâmica da vida, com ênfase nas escolhas morais e afetivas.

• Uma percepção clara de que “a vida não termina ali”.

• Por fim, o retorno ao corpo físico, frequentemente acompanhado de uma transformação espiritual profunda.

A consciência sobrevive à morte clínica?

O cardiologista holandês Pim van Lommel, em seu livro Consciência além da vida, defende que a consciência não é um produto do cérebro, mas uma entidade não-local, que utiliza o cérebro como um receptor-transmissor. Ele baseia-se em mais de vinte anos de pesquisa com pacientes de EQMs.

O psiquiatra Bruce Greyson, após sistematizar milhares de casos, desenvolveu a Escala de Greyson, ferramenta padrão na pesquisa de EQMs. Suas conclusões são claras: os relatos são consistentes, universais e não podem ser explicados por hipóxia cerebral, alucinações ou efeitos químicos.

O médico Sam Parnia, do projeto AWARE, conduziu estudos com milhares de pacientes em parada cardíaca, comprovando que alguns relataram percepções claras de procedimentos realizados enquanto estavam clinicamente mortos — percepções que foram verificadas como factuais.

Alexander Batthyány e a lucidez terminal: um desafio adicional ao materialismo Alexander Batthyánni

O austríaco Alexander Batthyány, psicólogo, professor e diretor do Instituto Viktor Frankl, introduz outro fenômeno surpreendente à discussão: a lucidez terminal. Se, para o paradigma materialista, a consciência depende integralmente do cérebro, como explicar que pacientes com Alzheimer avançado, com destruição maciça de neurônios, recuperem subitamente, nas horas ou dias finais, plena lucidez, podendo reconhecer familiares, dialogar e refletir com clareza, antes de falecer?

No livro Threshold (2023), Batthyány apresenta centenas de casos documentados que corroboram esse fenômeno, reforçando que a consciência não apenas resiste à falência do cérebro, como pode até se tornar mais lúcida quando o corpo se aproxima do desligamento definitivo. “Se a consciência emergisse do cérebro, deveríamos esperar que ela se apagasse proporcionalmente à sua falência. No entanto, o que observamos é exatamente o oposto.” — Alexander Batthyány

O Espiritismo e a Ciência: convergências notáveis

A Doutrina Espírita, desde O livro dos espíritos, estabelece claramente: “A alma não reside no cérebro, mas irradia-se em todo o corpo, sendo o cérebro seu instrumento mais aperfeiçoado.” — Questão 141. Essa concepção é perfeitamente compatível com a hipótese da consciência não-local, defendida hoje por estudiosos como Van Lommel, Greyson, Parnia e Batthyány.

Mais de um século antes, Ernesto Bozzano já defendia que a consciência é uma entidade autônoma, que sobrevive à morte do corpo, e que os relatos espirituais não são produtos da imaginação ou de processos psíquicos internos, mas evidências concretas de uma realidade extrafísica.

Reflexão final:

Ciência e Espiritualidade caminham juntas O que vemos emergir, lentamente, nas ciências da consciência, é uma ruptura com o paradigma reducionista que, durante séculos, tratou a mente como simples produto da química cerebral. O Espiritismo não se opõe à ciência. Ao contrário, é uma ciência espiritual em desenvolvimento, aberta às descobertas que confirmem, ampliem ou aprofundem seus princípios. As pesquisas sobre EQMs, lucidez terminal e consciência não-local não fazem mais do que confirmar aquilo que os Espíritos superiores, através da codificação kardequiana e dos trabalhos de estudiosos como Ernesto Bozzano, já revelaram: Repetindo: A vida continua. A morte não é o fim. Somos consciências imortais em viagem de aprendizado, progresso e evolução

Transcrito de (copie e cole):

https://expedienteonline.com.br/a-morte-nao-e-o-fim-somos-consciencias-imortais-em-viagem-de-aprendizado-progresso-e-evolucao/

Instinto, inteligência e riqueza

Instinto, inteligência e riqueza

Na reunião pública do dia 20/07/2025, na Instituição Nosso Lar, Araçatuba SP, o tema “parábola do mau rico” de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Capítulo 16 – Item 5) foi desenvolvido por Paulo Sérgio Perri de Carvalho e o tema “inteligência e instinto” (“O Livro dos Espíritos”, q. 71-75) foi abordado por Rennier Isique Vieira. A reunião pública é transmitida pela Instituição e pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

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A condição da fé inabalável e confraternização

A condição da fé inabalável e confraternização

Tema sobre a “fé religiosa, condição da fé inabalável” foi desenvolvido por Afonso Moreira Júnior, ao comentar itens do Cap. 19 de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, na reunião pública vespertina do dia 24 de julho no Grupo Espírita Casa do Caminho. A reunião foi coordenada pelo presidente Régis Lang, com atuação de Cesar Perri e de Maria Marta da Silva.

No mesmo dia, após as reuniões mediúnicas, houve confraternização de equipe coordenada por Alcina Ribas.

Esse Centro localizado na Vila Mariana, na capital paulista, mantém reuniões públicas e transmitidas pela internet, de 2ª a 6ª feira, às 14 e às 19 horas; aos sábados e domingos pela manhã.

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Revista comenta o Censo do IBGE e sobre O céu e o inferno

Revista comenta o Censo do IBGE e sobre O céu e o inferno

 

A revista digital Dirigente espírita, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo – USE, na edição de julho-agosto de 2025, destaca os 160 anos da publicação de O céu e o inferno, de Allan Kardec.

Traz também a matéria “Fundamentos do conhecimento espírita segundo Kardec” e divulgação da tradicional campanha useana “Comece pelo começo”. Registra que em julho de 1869 foi lançada a primeira publicação espírita brasileira e com idioma totalmente em português: O Eco d’Além-Túmulo – Monitor do Espiritismo no Brasil. pelo jornalista Luiz Olímpio Telles de Menezes. Há vários artigos como sobre “O Censo 2022 do IBGE sobre religiões e proposta de pesquisa”.

Noticiário sobre ações no movimento espírita paulista e informações sobre os departamentos da USE. A Campanha “Viver em Família”, proposta pela USE e aprovada pelo Conselho Federativo Nacional da FEB é sempre divulgada.

Acesse a revista pelo link (copie e cole):

https://usesp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/reDE-207-jul_ago_25.pdf

Publicação espírita brasileira pioneira

Publicação espírita brasileira pioneira

    

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Agora em julho transcorrem 156 anos do lançamento da primeira publicação espírita brasileira com idioma totalmente em português.

Em julho de 1869 – doze anos após a publicação de O livro dos espíritos, em Salvador, na Bahia, foi lançado O Écho d’Além-Túmulo – Monitor do Espiritismo no Brasil.

O periódico tinha como responsável o jornalista Luís Olympio Telles de Menezes e contava com 56 páginas cada edição. Foi pioneiro na imprensa espírita brasileira, chegando a circular, inclusive, em Nova Iorque, Londres, Paris, Lyon, Madrid, Barcelona, Sevilha, Bolonha e Catânia.

Luís Olympio Telles de Menezes (1828-1893), professor primário, estenógrafo, funcionário da Assembleia Legislativa e Oficial da Biblioteca Pública da Bahia. Falava inglês, francês, castelhano e latim. Colaborou com os periódicos: Diário da Bahia, Jornal da Bahia, A Época Literária, como redator e diretor. Escreveu o romance Os dois rivais; foi membro do Instituto Histórico da Bahia. Em 1857, fundou o Conservatório Dramático da Bahia, onde teve contato com os fenômenos espíritas e, na busca de entendimento, passou a se corresponder com espíritas franceses, entre eles, o Codificador Allan Kardec. Fundou em 17 de setembro de 1865, em Salvador, o Grupo Familiar do Espiritismo, o primeiro ligado à Doutrina Espírita, no Brasil. Em 1866, publicou Filosofia Espiritualista, tradução da parte inicial de O Livro dos Espíritos, tendo sido impressos mil exemplares, que se esgotaram nos primeiros meses.

De conteúdo didático, O Écho d’Além-Túmulo transcrevia artigos da Revue Spirite, páginas de O Livro dos Espíritos, e tinha por objetivo apresentar e desmistificar a visão errônea que se tinha da Doutrina Espírita. Seus pilares eram o lema da Revolução Francesa: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Não possuía fins lucrativos e parte das suas vendas destinava-se à causa abolicionista.

O Écho d’Além-Túmulo foi citado duas vezes na Revue Spirite. Em outubro de 1869, na seção “Novos jornais estrangeiros”: “O Eco D’Além-Túmulo, monitor do Espiritismo no Brasil, publicado mensalmente na Bahia, em língua portuguesa, em cadernos de 60 páginas in-octavo, sob a direção do Sr. Luiz Olympio Telles de Menezes, membro do Instituto Histórico da Bahia”.1

Na edição seguinte, em novembro de 1869, na seção “Bibliografia: O ECO DE ALÉM-TÚMULO Monitor do Espiritismo na Bahia (Brasil) Diretor: Sr. Luiz Olympio Telles de Menezes”, com o texto (trechos): “Num dos últimos números da Revista anunciamos o aparecimento de uma nova publicação espírita em língua portuguesa, na Bahia (Brasil), sob o título de L’Écho Spirite d’Outre-Tombe (O Eco de Além-Túmulo, monitor do Espiritismo no Brasil). Mandamos traduzir o primeiro número desse jornal, a fim de que os nossos leitores dele se inteirem com perfeito conhecimento de causa. As passagens seguintes, extraídas de O Eco de Além Túmulo, provarão, melhor do que longos comentários, o ardente desejo do Sr. Luiz Olympio, de concorrer eficaz e rapidamente para a propagação dos nossos princípios, […] ao qual nos apressamos imediatamente a endereçar vivas felicitações, pela iniciativa corajosa de que nos dá prova. Com efeito, é preciso grande coragem de opinião para criar num país refratário como o Brasil, um órgão destinado a popularizar os nossos ensinamentos. A clareza e a concisão do estilo, a elevação dos sentimentos ali expressos, são para nós uma garantia do sucesso dessa nova publicação. A introdução e a análise que o Sr. Luiz Olympio faz, do modo pelo qual os Espíritos nos revelaram a sua existência, pareceram-nos bastante satisfatórias”.2

A seção com a longa resenha é assinada por A. Desliens, Secretário-Gerente do Comitê de Administração da Revue spirite. Trata-se de Armand Theodore Desliens.

Nas informações biográficas de Luís Olympio, consta que apesar de ter formação católica, ele via no Espiritismo uma forma de resgate do cristianismo primitivo dentro da própria Igreja Católica. Por isso, surgiram entraves e inconvenientes ao associar sua proposta com o surgimento do jornal espírita, o que causou problemas pois, à época, o Catolicismo era a religião oficial do Estado, conforme estabelecido pela Constituição brasileira de 1824. Cedendo às pressões, o jornalista encerrou as atividades de O Écho d'Álem-Túmulo e mudou-se para o Rio de Janeiro.

Todavia com o Grupo familiar de Espiritismo e com o periódico, Luís Olympio lançou as bases para a chegada e a sedimentação da Doutrina Espírita no Brasil.

Em expressiva homenagem caracterizada por emissão de selo postal, no ano de 1969, os Correios do Brasil emitiram selo em homenagem ao centenário da imprensa espírita no Brasil, com estampa do fundador Luís Olympio Telles de Menezes.

Bibliografia:

1) Kardec, Allan. Trad. Bezerra, Evandro Noleto. Bibliografia – Novos jornais estrangeiros. Revista espírita: Jornal de estudos psicológicos. Ano XII, n. 10, out. 1869. Rio de Janeiro: FEB.

2) Idem. Op. cit. ano XII, n. 11, nov. 1869.

Tema “lei do amor” na Casa do Caminho

Tema “lei do amor” na Casa do Caminho

O tema “lei do amor” foi desenvolvido por Cesar Perri, ao comentar itens do Cap. VII de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, na reunião pública matutina do dia 12 de julho no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo. A reunião foi coordenada por Lúcia Travençolo, com a participação de Renato Mortara e Rogério Ferraro.

Esse Centro localizado na Vila Mariana, na capital paulista, mantém reuniões públicas e transmitidas pela internet, de 2ª a 6ª feira, às 14 e às 19 horas; aos sábados e domingos pela manhã. Acesse pelo link: