O Mestre e o apóstolo

O Mestre e o apóstolo

Tema principal O Evangelho segundo o Espiritismo — Cap. I — Item 7.

Luminosa, a coerência entre o Cristo e o Apóstolo que lhe restaurou a palavra.

Jesus, o Mestre. Kardec, o Professor.

Jesus refere-se a Deus, junto da fé sem obras. Kardec fala de Deus, rente às obras sem fé.

Jesus é combatido, desde a primeira hora do Evangelho, pelos que se acomodam na sombra. Kardec é impugnado desde o primeiro dia do Espiritismo, pelos que fogem da luz.

Jesus caminha sem convenções. Kardec age sem preconceitos.

Jesus exige coragem de atitudes. Kardec reclama independência mental.

Jesus convida ao amor. Kardec impele à caridade.

Jesus consola a multidão. Kardec esclarece o povo.

Jesus acorda o sentimento. Kardec desperta a razão.

Jesus constrói. Kardec consolida.

Jesus revela. Kardec descortina.

Jesus propõe. Kardec expõe.

Jesus lança as bases do Cristianismo, entre fenômenos mediúnicos. Kardec recebe os princípios da Doutrina Espírita, através da mediunidade.

Jesus afirma que é preciso nascer de novo. Kardec explica a reencarnação.

Jesus reporta-se a outras moradas. Kardec menciona outros mundos.

Jesus espera que a verdade emancipe os homens; ensina que a justiça atribui a cada um pela próprias obras e anuncia que o Criador será adorado, na Terra, em espírito. Kardec esculpe na consciência as leis do Universo.

Em suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida, Jesus e Kardec estão perfeitamente conjugados pela Sabedoria Divina.

Jesus, a porta. Kardec, a chave.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido; Vieira, Waldo. Espíritos diversos. Opinião espírita. Cap. 2. Uberaba: CEC)

Kardec – vida e obras marcantes

Kardec – vida e obras marcantes

 

           

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

O dia 3 de outubro é tradicionalmente recordado no movimento espírita para se evocar a data de nascimento de Allan Kardec, ocorrida no ano de 1804, em Lyon.

É fato sabido que Hipppolyte Léon Denizard Rivail apenas nasceu naquela cidade francesa. Na realidade, nunca lá residiu e foi criado com a família de sua genitora em Bourg en Bresse e Saint Denis les Bourg, duas cidades do Departamento de Ain, próximas a Lyon; depois estudou em Yverdon (Suíça) e atuou como professor em Paris, onde veio a executar seu papel como Codificador do Espiritismo.

Em outubro de 2004 efetivou-se o 4o Congresso Espírita Mundial, em Paris, promovido pelo Conselho Espírita Internacional com apoio da União Espírita Francesa e Francofônica, para se comemorar em terras francesas o Bicentenário de nascimento de Kardec.

Com objetivo de bem registrar o local onde nasceu o nobre vulto, em abril de 2005, houve a inauguração de monumento em homenagem a Kardec, próximo ao local onde ele nasceu, rua Sala, em Lyon. Comparecemos no evento em que houve a presença de autoridades de Lyon, dirigentes espíritas franceses, da FEB e do CEI.

Em 2019 foi exibido nos cinemas brasileiros o filme “Kardec”, produzido por Wagner de Assis e fundamentando-se no livro Kardec, de autoria de Marcel Souto Maior (Editora Record, 1ª edição em 2013). Atualmente disponível em canais a cabo.

Na mesma época veio a lume o documentário “Em Busca de Kardec”, elaborado pelo roteirista e diretor de nacionalidade francesa Karim Akadiri Soumaïla. Com enredo muito interessante focaliza lances das repercussões da obra de Kardec na França e principalmente no Brasil, com vários entrevistados franceses e brasileiros, inclusive com nossa participação. Foi exibido pela TV Cultura de São Paulo (TV aberta) e atualmente está acessível em canais a cabo.

Passados mais de um século e meio após a publicação dos livros do Codificador é sempre oportuno e necessário que sejam valorizadas as chamadas obras básicas, de sua autoria, e que representam a base do Espiritismo. As obras de Kardec contêm os princípios do Espiritismo e ele define na Revista espírita de 1866: “Inscrevendo no frontispício do Espiritismo a suprema lei do Cristo, abrimos o caminho para o Espiritismo cristão; assim, dedicamo-nos a desenvolver os seus princípios, bem como os caracteres do verdadeiro espírita sob esse ponto de vista”.1

Há uma importante proposta do Codificador: “A bandeira que desfraldamos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual já temos a ventura de ver, em todas as partes do globo, congregados tantos homens, por compreenderem que aí é que está a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem pública, o sinal de uma era nova para a humanidade.” 2

Registro significativo de Kardec é seu conceito de que o Espiritismo é uma religião diferente das tradicionais: "Qual é, pois, o laço que deve existir entre os espíritas? Eles não estão unidos entre si por nenhum contrato material, por nenhuma prática obrigatória. Qual o sentimento no qual se deve confundir todos os pensamentos? É um sentimento todo moral, todo espiritual, todo humanitário…"3

Na obra Viagem espírita em 1862, importante repositório de informações sobre os pioneiros intercâmbios que Kardec empreendeu com lideranças e interessados em Espiritismo que estavam surgindo em dezenas de cidades francesas, há também contendo as anotações de seus valorosos pronunciamentos. O tradutor Wallace Rodrigues comenta no seu prefácio que “entretanto tudo começa, não exatamente em 1862, como o título sugere, mas, dois anos antes. O Novo ‘Atos’ se inicia nos derradeiros dias do outono de 1860”.4

A nosso ver, entendemos que com essas viagens e significativos contatos doutrinários, Kardec deu início ao movimento espírita. A leitura dos seus registros de viagem nos enriquece com anotações da experiência de vida nos albores do trabalho do Codificador. Vale a pena nos dedicarmos ao estudo do conteúdo do livro Viagem espírita em 1862.4

As obras básicas de autoria de Kardec, precisam ser divulgadas, estudadas e valorizadas na seara espírita. A continuada e necessária propagação das obras de Allan Kardec conta com a já cinquentenária “Campanha Comece pelo Começo”. Marco importante implantado pela União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo no ano de 1972, a partir de proposta do publicitário Merhy Seba. Em novembro de 2014, durante nossa presidência, a Campanha foi aprovada pelo Conselho Federativo Nacional da FEB. Portanto há 50 anos, desde a USE-SP, é divulgada a Campanha: “Conheça o Espiritismo através das Obras Básicas da Codificação”.5

É importante o bom senso para se divulgar o Espiritismo com base nas obras de Allan Kardec!

Referências:

1) Kardec, Allan. Trad. Abreu Filho, Júlio. Revista espírita. Ano IX, V.4. Abril de 1866. São Paulo: Edicel.

2) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. O livro dos médiuns. 80.ed. Parte 2: Cap. XVII, item 200; Cap. XXIX, itens 220, 331, 332, 348, 350; Cap. XXX. Brasília: FEB.

3) Kardec, Allan. Trad. Abreu Filho, Júlio. Revista espírita. Ano XI. V.12. Dezembro de 1868. São Paulo: Edicel.

4) Kardec, Allan. Trad. Rodrigues, Wallace Leal Valentim. Viagem espírita em 1862. Matão: O Clarim. 128p.

5) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. Araçatuba: Cocriação. 2021. 632p.

Valor da existência corpórea

Valor da existência corpórea

Na noite do dia 20 de setembro Cesar Perri desenvolveu o tema “valor da existência corpórea”; uma reflexão sobre o corpo físico como instrumento essencial para a evolução espiritual, com base em obras de Kardec e citando André Luiz (FCX), que o define como “o maior e o primeiro empréstimo recebido de Deus”. A reunião virtual do Grupo Espírita Casa do Caminho foi coordenada por Luís Walczak, com atuação de Ângela de Mattos Basile, e com gravação ao piano pelo jovem Lucca Casagrande.

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Temas atuais, orientações aos Centros, rumos para o movimento espírita

Temas atuais, orientações aos Centros, rumos para o movimento espírita

A revista digital “Dirigente Espírita”, tem por objetivo levar assuntos e artigos de interesse e importantes para dirigentes e trabalhadores de órgãos de unificação e de centros espíritas, com o objetivo de sempre ampliar e dinamizar o movimento espírita.

Há 36 anos é órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo.

Na edição setembro-outubro/2025, na seção Perfil, João Thiago de Oliveira Garcia, é o nosso entrevistado. Matéria relembra que sob coordenação da recém-criada União Social Espírita, era realizado em São Paulo, o Congresso que iria dar novos rumos ao movimento espírita brasileiro. De 31 de outubro a 5 de novembro de 1948, aconteceu o Congresso Brasileiro de Unificação Espírita. Dele, um ano depois, aconteceria o chamado Pacto Áureo. Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da USE e da FEB, traz sua contribuição com o questionamento sobre O Pacto Áureo é atual? Marco Milani escreve sobre “As características do verdadeiro espírita” e sobre “Um rumo possível do movimento espírita”.

Norberto Tomasini considera que está em alta no Brasil, o interesse pela espiritualidade. O tema “Atendimento espiritual e suicídio: mitos e verdades” é tratado em artigo elaborado por equipe.

Em Circuito Aberto, as informações dos Departamentos da Diretoria Executiva da USE sobre temas das diferentes funções do centro espírita.

Acesse a revista pelo link (copie e cole):

ttps://usesp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/reDE-208.pdf

Objetivos da encarnação, os superiores e os inferiores

Objetivos da encarnação, os superiores e os inferiores

Na reunião pública do dia 21/09/2025, na Instituição Nosso Lar, Araçatuba (SP), o tema “os superiores e os inferiores” de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Capítulo 17, item 9) foi desenvolvido por Paulo Sérgio Perri de Carvalho e o tema “objetivos da encarnação” (“O Livro dos Espíritos”, q. 132-133) foi abordado por Felipe Perri. A reunião pública é transmitida pela Instituição e pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes,

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Napoleão: glórias, oscilação entre o bem e o mal, reflexões e meditações no exílio

Napoleão: glórias, oscilação entre o bem e o mal, reflexões e meditações no exílio

No estudo virtual sobre o livro “A caminho da luz”, realizado no dia 23 de setembro, Cesar Perri deu continuidade aos comentários sobre o capítulo XXII – A Revolução Francesa. No item “Napoleão Bonaparte”, Emmanuel anota: “manteve-se oscilante entre as forças do mal e do bem”, e que o exílio na Ilha Santa Helena “representou para o seu espírito o prólogo das mais dolorosas e mais tristes meditações, na vida do Infinito”. Este capítulo terá prosseguimento de análise. A reunião foi dirigida por Pedro Nakano com apoio técnico de Kátia Golinelli.

Trata-se de programa anual do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo-CCDPE (São Paulo). Esse estudo anual é coordenado por Perri, como reuniões virtuais desenvolvidas às 3as feiras, 20 horas. Trata-se de estudo do livro de autoria do espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.

Ficha de inscrição no link (copie e cole): http://bit.ly/A-Caminho-da-Luz

VIDAS SUCESSIVAS

VIDAS SUCESSIVAS

“Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 3, versículo 7.)

A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.

Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.

A reencarnação é lei universal. Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.

O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.

A Providência, todavia, corrige, amando…

Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas.

Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.

Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera.

Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.

O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Caminho, verdade e vida. Cap. 110. FEB)

Significado do “setembro amarelo” e a valorização da vida

Significado do “setembro amarelo” e a valorização da vida

     

Antonio Cesar Perri de Carvalho

O chamado “Setembro Amarelo” é uma campanha de prevenção ao suicídio que visa à conscientização da população sobre esse problema e formas de evitá-lo.

Na literatura espírita há muitas informações sobre o suicídio, alicerçados na certeza de que somos espíritos reencarnados e em processo de educação. O livro dos espíritos define: “Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem? – O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal”.

Nos livros psicografados há inúmeros comentários sobre o valor da vida corpórea assinados por milhares de espíritos, como André Luiz: “O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne”; e também “A reencarnação é o meio, a educação divina é o fim”.

Devemos considerar o Espírito nos contextos íntimo e social; o equilíbrio entre corpo/espírito e qualidade de vida; evidentemente, o respeito e a valorização da vida corpórea.

Sobre o suicídio, destacamos o livro Memórias de um suicida, da médium Yvonne Pereira, em que se desenrolam as narrativas sobre o atendimento de espíritos suicidas atendimento no mundo espiritual.

Em outra vertente temática, ligada ao respeito à vida, a Federação Espírita Brasileira e seu Conselho Federativo Nacional tiveram ativo papel nos primeiros 10 anos do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto (2005-2015). Registramos no livro Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões (Ed. Cocriação, 2021) sobre a liderança de Jaime Ferreira Lopes (de Brasília), e que com o então presidente da FEB Nestor Masotti, participamos da fundação desse Movimento e atuamos nas Marchas do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, em Brasília; em eventos similares em São Paulo; em audiências e seminários no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal, levando o pensamento espírita sobre a defesa da vida da concepção à morte natural.

A sempre proposta de descriminalização do aborto gera controvérsias continuadas. Mesmo que um dia venha a ser aprovada, permanece a necessidade de orientações sobre a profilaxia do aborto, esclarecimentos espirituais, educação e orientações sanitárias.

O mês de setembro, chamado de amarelo – cor que lembra o Sol -, verão, prosperidade, felicidade e desperta a criatividade. Há necessidade de se chamar atenção para a defesa da vida, com valorização da existência corpórea como etapa do processo de educação espiritual.

(Foi dirigente espírita em Araçatuba; presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo e da Federação Espírita Brasileira).

NÃO FALTA

NÃO FALTA

“E, se os deixar ir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.” — Jesus. (MARCOS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 3.)

A preocupação de Jesus pela multidão necessitada continua viva, através do tempo.

Quantas escolas religiosas palpitam no seio das nações, ao influxo do amor providencial do Mestre Divino?

Pode haver homens perversos e desesperados que perseveram na malícia e na negação, mas não se vê coletividade sem o socorro da fé.

Os próprios selvagens recebem postos de assistência do Senhor, naturalmente de acordo com a rusticidade de suas interpretações primitivistas.

Não falta alimento do céu às criaturas.

Se alguns espíritos se declaram descrentes da Paternidade de Deus, é que se encontram incapazes ou enfermos pelas ruínas interiores a que se entregaram.

Jesus manifesta invariável preocupação em nutrir o espírito dos tutelados, através de mil modos diferentes, desde a taba do indígena às catedrais das grandes metrópoles.

Nesses postos de socorro sublime, o homem aprende, em esforço gradativo, a alimentar-se espiritualmente, até trazer a igreja ao próprio lar, transportando-a do santuário doméstico para o recinto do próprio coração.

Pouca gente medita na infinita misericórdia que serve, no mundo, à mesa edificante das idéias religiosas. Inclina-se o Mestre ao bem de todos os homens.

Cheio de abnegação e amor sabe alimentar, com recursos específicos, o ignorante e o sábio, o indagador e o crente, o revoltado e o infeliz.

Mais que ninguém, compreende Jesus que, de outro modo, as criaturas cairiam, exaustas, nos imensos despenhadeiros que marginam a senda evolutiva.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 124. FEB)