A missão dos espíritas

A missão dos espíritas

Na reunião pública matinal no dia 25 de janeiro, na Instituição Nosso Lar, em Araçatuba, Vanderlei Galdino de Araújo comentou itens de “O Livro dos Espíritos”, sobre “espíritos errantes”; Paulo Sérgio Perri de Carvalho discorreu sobre “a missão dos espíritas”, com base em “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

A reunião foi transmitida pelo canal da Instituição e pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes.

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Jesus e a fala para os simples, doutos e prudentes

Jesus e a fala para os simples, doutos e prudentes

Na reunião pública vespertina do dia 28 de janeiro no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, o tema “Mistérios ocultos aos sábios e prudentes” foi desenvolvido por Célia Maria Rey de Carvalho, ao comentar itens do Cap. 7 de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, A reunião foi coordenada por Vânia Hescheles. Esse Centro localizado na Vila Mariana, na capital paulista, mantém reuniões públicas e transmitidas pela internet, de 2ª a 6ª feira, às 14 e às 19 horas; aos sábados e domingos pela manhã.

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Fortalecimento dos laços de família

Fortalecimento dos laços de família

Na tarde do dia 29 de novembro, em reunião pública do Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, Cesar Perri comentou itens do Cap. IV de “O Evangelho segundo o Espiritismo” sobre fortalecimento dos laços de família ao longo de vidas sucessivas. A reunião foi aberta por Célia Maria Rey de Carvalho e encerrada pelo presidente Régis Lang. Esse Centro localizado na Vila Mariana, na capital paulista, mantém reuniões públicas e transmitidas pela internet, de 2ª a 6ª feira, às 14 e às 19 horas; aos sábados e domingos pela manhã.

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São Paulo: 472 anos e homenagens ao Apóstolo

São Paulo: 472 anos e homenagens ao Apóstolo

Antonio Cesar Perri de Carvalho 

Neste ano completou-se 472 anos da fundação da cidade de São Paulo.

Fundada no dia 25 de janeiro de 1554, pelo padre Manuel da Nóbrega. Este veio à então Colônia de Portugal acompanhando o primeiro governador Tomé de Souza, designado pelo rei Dom João III e com a missão específica de instalar o processo educacional no Brasil. Foi autor do primeiro livro escrito no país: “Cartas do Brasil”. Nóbrega (1517-1570) era bacharel em filosofia e direito canônico pelas Universidades de Salamanca e de Coimbra, antes de ingressar no jesuitismo.

O marco inicial da cidade foi o Colégio São Paulo, onde atualmente se localiza o Pátio do Colégio, no centro antigo da cidade, e funciona um museu alusivo à fundação da cidade e homenageando Manuel da Nóbrega e seu noviço José de Anchieta, considerados os dois primeiros evangelizadores do país. Em registros históricos de conhecimento público sabe-se que Nóbrega, que atuava em São Vicente, subiu ao Planalto de Piratininga e resolveu fundar uma escola, escolhendo o dia 25 de janeiro, que era a data comemorativa da conversão do apóstolo Paulo.

Assim, surgiu a cidade de São Paulo, significativamente a partir de uma escola e homenageando a apóstolo da gentilidade.

Esse episódio histórico foi evocado por Chico Xavier durante o 2o Pinga-Fogo, a longa entrevista na TV Tupi de São Paulo em dezembro de 1971, ao comentar que Manuel da Nóbrega foi uma das reencarnações do espírito Emmanuel. O médium também comentou que o espírito Paulo de Tarso esteve presente em missa realizada na região pelo padre Manoel de Paiva. Chico fez estas referências na cerimônia pública e televisada ao vivo da Câmara Municipal de São Paulo, no dia 19/5/1973, quando recebeu o título de “Cidadão Paulistano”.[1,2]

Mas essa revelação já havia sido feita por Chico Xavier e foi registrada em livro de Clóvis Tavares – amigo de Chico Xavier – e publicado com apoio deste enquanto encarnado: “Amor e Sabedoria de Emmanuel”, lançado em 1970 pela Editora Calvário e atualmente editado pelo IDE. [3]

O filósofo espírita paulista Herculano Pires comentou a missão de Nóbrega junto aos indígenas e aos portugueses que aqui vieram, e estabeleceu a relação entre Paulo e Nóbrega: “Dura foi a luta pela conversão do gentio. […] Paulo exerceu o apostolado dos gentios para o Cristianismo. Nóbrega foi o Apóstolo dos Gentios no Brasil nascente, preparando o terreno para o seu apostolado espírita do futuro.” [4]

Nóbrega era admirador de Paulo de Tarso. Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier elaborou o monumental romance histórico “Paulo e Estêvão” e analisou versículos das epístolas de Paulo em diversas obras. As relações entre o espírito Emmanuel e Paulo de Tarso comentamos em livros de nossa autoria, sobre as epístolas de Paulo, Chico Xavier e Emmanuel. [1,2,5]

O fundador Manuel da Nóbrega é homenageado não apenas no Pátio do Colégio, mas também em dois marcos e rua da cidade de São Paulo, como no Monumento à Fundação de São Paulo localizado em uma pequena praça da Rua Manoel da Nóbrega, bem próximo ao Parque do Ibirapuera, e uma rodovia no litoral paulista. Há um monumento em homenagem a Paulo de Tarso na Praça da Sé, próximo ao “marco zero”, aliás, o vulto segurando um pergaminho com a frase: “Senhor, que queres que eu faça”. Por ocasião do 4o Centenário de São Paulo, em 1954, foi divulgado cartaz evocando seu fundador.

O nome do Apóstolo designa a maior cidade do país e do Hemisfério Sul e o Estado!

A cidade do trabalho, de oportunidades, estudo, pesquisa, cultura, multiculturalidade, diversidade e do progresso – “a que nunca para” – há 472 anos homenageia o apóstolo Paulo!

Referências:

1. Carvalho, Antonio Cesar Perri. Epístolas de Paulo à luz do Espiritismo. Matão: O Clarim. 2016.

2. Carvalho, Antonio Cesar Perri. Chico Xavier – o homem, a obra e as repercussões. Capivari: EME. 2019.

3. Tavares, Clóvis. Amor e sabedoria de Emmanuel. São Paulo: Ed. Calvário. 1970.

4. Xavier, Francisco Cândido; Pires, José Herculano; Espíritos diversos. Diálogo dos vivos. Cap.23. São Bernardo do Campo: GEEM. 1974.

5. Carvalho, Antonio Cesar Perri. Emmanuel. Trajetória espiritual e atuação com Chico Xavier. Matão: O Clarim. 2020.

Publicado no dia 25/01/2026 em: https://www.facebook.com/cesar.perridecarvalho/ 

O lado sombrio dos que buscam a luz no meio espírita

O lado sombrio dos que buscam a luz no meio espírita

Vladimir Alexei

Para todo argumento que evidencia as idiossincrasias do movimento de divulgação espírita, surge um contra-argumento — na maioria das vezes religioso e, em tantas outras, sem base alguma.

A internet abriu um leque infinito de oportunidades para a divulgação doutrinária. É possível, inclusive, que os meios convencionais, como cursos e encontros presenciais, passem a ter sua eficácia questionada. Contudo, essa liberdade trouxe excessos. Existem canais cujo conteúdo resume-se a apontar erros alheios, focando especialmente em divulgadores que geram mais "ibope" (likes).

É uma posição tentadora: do conforto do lar, com tempo para editar e confrontar o conteúdo criticado com as obras de Kardec, o crítico passa para os incautos a imagem de um baluarte da doutrina. Mas restaria saber: diante de uma plateia real, entre encarnados e desencarnados, esse crítico manteria a mesma habilidade ou estaria livre de erros? O problema é que tais canais pouco contribuem, pois apenas escancaram interpretações subjetivas e pessoais. Tentar mudar palestrantes e blogueiros é um erro quase doutrinário; eles já são conhecidos pelo que entregam.

No outro extremo, vemos casas espíritas geridas com "mão de ferro", onde toda decisão — da reforma do telhado à nova tarefa — é pautada em "orientações dos Espíritos". Embora digam que a decisão final é dos encarnados, criam um ambiente de insegurança onde todos aguardam sinais místicos para agir. Há casos de interpretação de sonhos que fariam Freud rolar no mundo espiritual. Questiona-se: o propósito nobre de construir ou ampliar justifica essa dependência mediúnica para questões administrativas? Recentemente, entre 2025 e 2026, acompanhamos polêmicas sobre a mediunidade.

É curioso notar: a maioria dos que ditam regras sobre o tema não são médiuns, não estudaram a fundo ou sequer leram O Livro dos Médiuns. Por outro lado, há quem conheça a letra da obra, mas não consegue acrescentar em vivência, porque como indivíduos conhecem, mas como membros de um time, se perdem.

O ponto central é o excesso.

A divulgação do Espiritismo, para muitos, tornou-se uma profissão: coaches financeiros, médiuns cobrando por "cartas do além", palestrantes que misturam o Evangelho com autopromoção profissional e o uso persistente dos Espíritos para validar agendas políticas.

Como dizem os especialistas: todo excesso esconde uma falta. Há uma inversão clara de valores. A ordem natural deveria ser: aprender (como fez Ernesto Bozzano), internalizar, transformar informação em conhecimento e, só então, divulgar. Como diria a máxima: "Pregue o Evangelho; se for preciso, use palavras". Infelizmente, vemos a era do "espírita polímata". Autoproclamar-se ou aceitar tal título — ostentado por gênios como Da Vinci ou Santos Dumont — revela uma falta de autocensura e de humildade.

Onde vamos parar? Médiuns cobrando por consolo e divulgadores em pedestais de vaidade combinam com o que o Espiritismo ensina?

A "Luz" tem sido ofuscada pela névoa densa da ignorância e do personalismo. Não se trata de julgar a moral alheia, mas de um pedido de atenção. Precisamos rever o planejamento de nossas casas e programas de estudo. Falta humildade. Nem tudo o que é "bem produzido" é feito na luz; muitas vezes, é apenas a sombra do orgulho projetada por quem busca os holofotes, mas esqueceu-se da transformação interior.

O movimento espírita não ficou "bagunçado" após a pandemia; ele enfrenta desafios de sustentabilidade desde que saiu das mãos de Kardec. Frequentemente criticado por suas origens nas elites francesas, o Espiritismo sobreviveu graças ao prestígio de quem o abraçou, mas hoje o cenário é outro.

O meio está repleto de intelectuais que estudam a fisiologia da glândula pineal, mas ignoram o aspecto moral da doutrina, tratando-o como algo de foro íntimo e interpretativo. A conta chegará para todos nós que batemos no peito dizendo-nos espíritas, mas que praticamos a doutrina mais para os outros do que para o nosso próprio aperfeiçoamento.

Divulgar o Espiritismo sem iluminar a própria sombra é carregar o peso de respostas que não se vivem. Ninguém é missionário sozinho. Trabalhar em conjunto não é buscar consenso absoluto, mas unir diferentes aptidões para, coletivamente, travar o "bom combate".

(Transcrição de matéria divulgada pelo articulista em redes sociais, em 18/01/2026, reside e atua em Belo Horizonte, MG)

AGRADECER

AGRADECER

“E sede agradecidos.” — Paulo. (COLOSSENSES, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 15.)

É curioso verificar que a multidão dos aprendizes está sempre interessada em receber graças, entretanto, é raro encontrar alguém com a disposição de ministrá-las.

Os recursos espirituais, todavia, em sua movimentação comum, deveriam obedecer ao mesmo sistema aplicado às providências de ordem material.

No capitulo de bênçãos da alma, não se deve receber e gastar, insensatamente, mas recorrer ao critério da prudência e da retidão, para que as possibilidades não sejam absorvidas pela desordem e pela injustiça.

É por isso que, em suas instruções aos cristãos de Colossos, recomenda o apóstolo que sejamos agradecidos.

Entre os discípulos sinceros, não se justifica o velho hábito de manifestar reconhecimento em frases bombásticas e laudatórias.

Na comunidade dos trabalhadores fiéis a Jesus, agradecer significa aplicar proveitosamente as dádivas recebidas, tanto ao próximo, quanto a si mesmo.

Para os pais amorosos, o melhor agradecimento dos filhos consiste na elevada compreensão do trabalho e da vida, de que oferecem testemunho.

Manifestando gratidão ao Cristo, os apóstolos lhe foram leais até ao último sacrifício; Paulo de Tarso recebe o apelo do Mestre e, em sinal de alegria e de amor, serve à Causa Divina, através de sofrimentos inomináveis, por mais de trinta anos sucessivos.

Agradecer não será tão-somente problema de palavras brilhantes; é sentir a grandeza dos gestos, a luz dos benefícios, a generosidade da confiança e corresponder, espontaneamente, estendendo aos outros os tesouros da vida.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 163. FEB).

Da viúva Kardec às questões da atualidade em Dirigente Espírita

Da viúva Kardec às questões da atualidade em Dirigente Espírita


A revista digital Dirigente Espírita, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, na edição de janeiro/fevereiro de 2026, a presidente Julia Nezu destaca o 19o Congresso Estadual de Espiritismo em junho, sob o tema “O centro espírita no novo tempo”, que promoverá reflexões sobre a atuação das casas espíritas na atualidade.
Entre as matérias, Antonio Cesar Perri de Carvalho discute “Novas perspectivas para o movimento espírita”, propondo uma estrutura baseada no colegiado para enfrentar os desafios do século XXI. Marco Milani contribui com uma análise sobre a tríade “arrependimento, expiação e reparação” na justiça divina e oferece um alerta essencial sobre a manutenção da coerência doutrinária diante da ampla exposição digital e de práticas estranhas à Codificação. Também assina artigo sobre “Entre a tolerância e a coerência doutrinária”.
Adriano Calsone biografa “Madame Kardec, a mulher forte do Espiritismo”; “A trajetória de 77 anos do Instituto Espírita de Educação (IEE)” foi relembrada por Maurício Romão.
Artigos sobre: “Ansiedade e de pressão na assistência espiritual”, “Reflexões sobre a necessidade de clareza e compro misso na comunicação institucional”, “Um estudo sobre as causas da desmotivação e afastamento de tarefeiros em grupos mediúnicos”. Informações sobre o 1o Encontro de Ciência e Pesquisa Espírita (EnCPE); e homenagens a seareiros que desencarnaram: Sirlei Nogueira e José Antonio Vecchi.
Em “Fatos e vidas da história do espiritismo”, há uma relação de efemérides do bimestre.
Há várias notícias sobre eventos promovidos por Departamentos da USE-SP.
(Resenha GEECX)
Acesse Dirigente Espírita pelo link (copie e cole):

https://usesp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/RDE-210-1.pdf

Bate-papo entre amigos sobre Divaldo Franco

Bate-papo entre amigos sobre Divaldo Franco

O programa “Divaldo entre amigos”, na noite do dia 16 de janeiro, coordenado por Luciano Klein (Ce), contou atuações de Lacordaire Faiad (MT), Cesar Perri (SP), Orson Carrara (SP), Wesley Caldeira (MG) e Raul Teixeira (RJ). Cada um dos participantes fez relatos sobre suas relações com o orador e médium Divaldo Pereira Franco (1927-2025). Programa promovido pelo Centro de Memória Vianna de Carvalho, de Fortaleza.

Acesse pelo link (copie e cole):

https://www.youtube.com/live/4n5HTFYXUWQ?si=-i7pmUiAvyhwCVTD

 

 

 

Sócrates e Platão – precursores da ideia cristã e do espiritismo

Sócrates e Platão – precursores da ideia cristã e do espiritismo

Na noite do dia 19 de janeiro, com palestra presencial e com transmissão pela internet, Cesar Perri desenvolveu o tema “Sócrates e Platão – precursores da ideia cristã e do espiritismo”, da Introdução de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, na sede do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo de São Paulo. Esta obra é o novo programa que será desenvolvido em sequência todas as 2as feiras; em seguida à exposição há passes com a equipe do CCDPE.

Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo: Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista.

Link para acessar a palestra:

 

Mensagem de Sirlei Nogueira

Queridos amigos, familiares e a todos os corações que me envolveram em apoio, ternura e compaixão, recebei minha eterna gratidão.

A experiência da desencarnação surpreendeu-me. O AVC abalou profundamente meu equilíbrio emocional e físico. Embora jamais temesse a morte, a dor maior não foi o fim da existência corporal, mas a constatação da fragilidade do corpo: ver-me imobilizado, privado da fala, impossibilitado de agir, foi para minha alma uma tempestade silenciosa. Não houve revolta, apenas a tristeza serena de quem se despede da Terra sem conseguir concluir os projetos que o coração acalentava, especialmente os da Estação Dama da Caridade.

Quando o corpo, já exaurido do fluido vital, cessou sua função, não senti dor. Um torpor suave envolveu-me, semelhante a um sono profundo. Percebia-me sendo lentamente desprendido do casulo físico inerte. Mãos generosas amparavam-me com extremo cuidado; lágrimas eram derramadas em abundância, e presenças queridas aproximavam-se para acolher-me e agradecer-me pelo trabalho realizado. Envergonhava-me diante de tais palavras, pois, em minha consciência, pouco havia feito.

A emoção, porém, alcançou seu ápice quando ouvi uma voz doce a chamar-me. Era minha mãe biológica, tomada por pranto e alegria, envolvendo-me em um abraço que atravessava mundos, enquanto sussurrava, entre lágrimas: “Meu filho querido…”

Logo depois, fui surpreendido por uma presença ainda mais profunda. Mãe Dita estava ali. Diante dela, toda resistência caiu, e chorei como uma criança, em pranto convulsivo. Suas palavras ecoam em mim até hoje: “Meu filho, sou eternamente grata pela homenagem que me prestaste, sem que eu a merecesse. Tão pouco fiz; apenas cumpri os deveres que me resgataram das quedas do passado.”

Meus irmãos, a visão veneranda de Benedita Fernandes confrontava-me com minhas próprias imperfeições e com o sentimento de não merecimento. Julguei, por instantes, estar sonhando. Contudo, seu amor envolveu-me de tal forma que dissipou qualquer dúvida. Com ternura infinita, disse-me apenas: “Vem, meu filho.”

Eram duas mães a me resgatar do limiar entre os mundos. Sentia-me profundamente confortado, mas a emoção embargava-me a voz; palavras tentavam nascer, mas se perdiam no silêncio do coração transbordante.

A candura, a humildade e a grandeza moral de Mãe Dita ultrapassam os limites do vocabulário humano. Aqueles instantes foram de felicidade indizível e de gratidão profunda a Deus, que nunca abandona Seus filhos. Fui então conduzido a um hospital espiritual localizado nas imediações espirituais da cidade de São Paulo.

Todo o processo de recuperação é cuidadoso, delicado e repleto de misericórdia. O amor divino, constante e silencioso, cobre nossas mazelas e nos reconstrói pacientemente. Hoje sinto-me melhor, gradualmente adaptando-me à nova dimensão da vida, embora a saudade da convivência terrena ainda pulse forte em meu coração.

Meus amigos e irmãos, permito-me agora um apelo sincero. Minha maior preocupação é que os projetos da Estação Dama da Caridade se enfraqueçam ou se percam com o tempo. Não permitais que essa obra adormeça. Empenhai-vos ainda mais, por amor a Mãe Dita.

Percebo, com pesar, o esfriamento de alguns confrades. Benedita Fernandes não pode ser esquecida. Por tudo o que fez e continua fazendo, na Terra e no plano espiritual, merece de nós dedicação, fidelidade e trabalho perseverante.

Rogo aos queridos confrades: ela merece muito mais. Sua obra é gigantesca, sustentada no amor e na caridade sem limites. Sinto-me profundamente honrado por ter participado, ainda que modestamente, de seu legado luminoso. Ela é nossa Mãe Dita — bendita Mãe da Caridade, farol de esperança para tantos corações.

Recebei, pois, meus sinceros agradecimentos. Meu abraço fraterno, repleto de afeto e saudade, do amigo de sempre.

Sirlei Nogueira

(Psicografia do médium José Francisco Gomes, em Ipatinga-MG, 16 de janeiro de 2026).