América – da descoberta ao futuro
Antonio Cesar Perri de Carvalho
Há algumas décadas, o dia 12 de outubro era lembrado também como o da descoberta da América.
Quando se fala em “descobrimento da América”, 12 de outubro de 1492, rememora-se a expedição comandada por Cristóvão Colombo que chegou a uma ilha do Caribe e financiada pelos reis católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão.
Recordo-me dessas evocações nos nossos primeiros tempos de escolaridade e depois em viagens por países das Américas e Espanha.
Provavelmente motivados por várias interpretações ideológicas e identitárias, o fato histórico foi obscurecido pelas narrativas relacionadas com as ideias negativas de colonização e do extermínio de nativos.
Todavia, fato marcante e histórico que não pode ser esquecido independentemente de ações perpetradas a posteriori por conquistadores.
Interessante uma visão espiritual oferecida por Emmanuel na obra “A Caminho da Luz”.
O autor espiritual anota que “O Cristo localiza, então, na América as suas fecundas esperanças. O século XVI alvorece com a descoberta do novo continente, sem que os europeus, de modo geral, compreendessem, na época, a importância de semelhante acontecimento.”
Passa a comentar que no “campo de lutas novas e regeneradoras, todos os espíritos de boa-vontade poderiam trabalhar pelo advento da paz e da fraternidade do futuro humano, e foi por isso que, laborando para os séculos porvindouros, definiram o papel de cada região no continente, localizando o cérebro da nova civilização no ponto onde hoje se alinham os Estados Unidos da América do Norte, e o seu coração nas extensões da terra farta e acolhedora onde floresce o Brasil, na América do Sul. Os primeiros guardam os poderes materiais; o segundo detém as primícias dos poderes espirituais, destinadas à civilização planetária do futuro.”
Focaliza os colonizadores liberados das “lutas europeias, no intuito de criar no Novo Mundo um outro sentido de evolução” e anota que os colonizadores da região americana, nos primeiros tempos, eram os degredados ou os proscritos das sociedades europeias.
Evidentemente que surgiram erros cometidos nas várias regiões das Américas, mas não apenas isso. Por isso Emmanuel destaca que “para o hemisfério do Novo Mundo afluíam todas as entidades conclamadas à organização do progresso futuro.”
Fato muito significativo foi a independência dos Estados Unidos e a constituição de uma República, o que influenciou a Revolução Francesa e os movimentos no Brasil, conhecidos como Inconfidência Mineira.
Há múltiplos aspectos relacionados com o desenvolvimento científico e alguns esforços para se manter povos livres, como nos episódios da 1ª. e 2ª. Guerras Mundiais.
Nas anotações de Emmanuel, o Brasil tem tarefas como celeiro do mundo e o desenvolvimento das “primícias dos poderes espirituais”.
Face as análises espirituais seria sempre oportuno não nos fixarmos apenas em momentos e episódios inadequados, e que são fruto das ações humanas, resultantes do uso do livre arbítrio.
Há um planejamento de ordem espiritual: “nos campos exuberantes do continente americano estão plantadas as sementes de luz da árvore maravilhosa da civilização do futuro.”
Para tanto é cabível o esforço das pessoas procurando uma sintonia vibratória com os agentes espirituais que sejam vinculados às hostes de Jesus.
Fonte:
Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. A caminho da luz. FEB.
