Datas espíritas marcantes do mês de abril
Antonio Cesar Perri de Carvalho
O mês de abril assinala algumas efemérides significativas relacionadas com episódios e vultos espíritas.
No dia 1o de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas que, dias depois, foi autorizada a funcionar pelo Ministério da Justiça da França.
Em 11 de abril desencarnava Bezerra de Menezes, no ano de 1900, no Rio de Janeiro. Conhecido como o “médico dos pobres” e na época era presidente da Federação Espírita Brasileira.
Bezerra foi substituído pelo seu jovem vice-presidente Leopoldo Cirne, nascido em abril de 1870, na Paraíba.
No dia 12 abril de 1927 desencarna em Tours, Léon Denis, orador e autor de vários livros clássicos e um consolidador do Espiritismo na França.
Destacamos que Denis manteve correspondências com Bezerra e Cirne, sendo que este último traduziu os livros Cristianismo e Espiritismo e No Invisível, de autoria do notável líder francês.
Data histórica é o dia 18 de abril de 1857 que assinala o lançamento de O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, na Livraria Dentu, em Paris.
No Brasil, esse dia é muitas vezes chamado de “dia do livro espírita”, e, oficialmente designado por várias Câmaras Municipais como “dia dos espíritas”. Com a Lei n. 14.354 aprovada pelo Congresso Nacional no ano de 2022, foi designado “dia dos espíritas”.
Outra obra de Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, teve sua primeira edição designada Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo, anunciada pela Revista Espírita em abril 1864.
Há vários vultos espíritas brasileiros nascidos nesse mês, mas a data marcante é o 02 de abril de 1910 que assinala o nascimento de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo.
Aí estão sugestões para leituras e releituras relacionadas com os fatos assinalados pelo calendário destacado.
Um traço comum entre essas efemérides de abril é a relação com estudo, livros e difusão. Isso nos traz à lembrança frases espirituais que bem refletem os esforços associados aos vultos e episódios citados.
Trata-se de final do capítulo 40 do livro Estude e viva, em que Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier, anota: “O Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”.
Ainda Emmanuel destaca em Pensamento e vida (FCX, cap. 14): “A prática do bem, simples e infatigável, pode modificar a rota do destino”.
No desenvolvimento desses textos o autor espiritual deixa claro que não se trata apenas de difusão das ideias espíritas, mas do exemplo de vida que, sem dúvida, é uma placa sinalizadora de divulgação do bem.
