MONTURO

MONTURO

“Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” — Jesus. (LUCAS, CAPÍTULO 14, VERSÍCULO 35.)

Segundo deduzimos, Jesus emprestou significação ao monturo.

Terra e lixo, nesta passagem, revestem-se de valor essencial.

Com a primeira, realizaremos a semeadura, com a segunda é possível fazer a adubação, onde se faça necessária.

Grande porção de aprendizes, imitando a atitude dos fariseus antigos, foge ao primeiro encontro com as “zonas estercorárias” do próximo; entretanto, tal se verifica porque lhes desconhecem as expressões proveitosas.

O Evangelho está cheio de lições, nesse setor do conhecimento iluminativo.

Se José da Galiléia ou Maria de Nazaré simbolizam terras de virtudes fartas, o mesmo não sucede aos apóstolos que, a cada passo, necessitam recorrer à fonte das lágrimas que escorrem do monturo de remorsos e fraquezas, propriamente humanos, a fim de fertilizarem o terreno empobrecido de seus coraçoes.

De quanto adubo dessa natureza precisaram Madalena e Paulo, por exemplo, até alcançarem a gloriosa posição em que se destacaram?

Transformemos nossas misérias em lições. Identifiquemos o monturo que a própria ignorância amontoou em torno de nós mesmos, convertamo-lo em adubo de nossa “terra íntima” e teremos dado razoável solução ao problema de nossos grandes males.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Ennanuel. Pão nosso. Cap. 121. FEB)

A SACRALIZAÇÃO DOS CARGOS

A SACRALIZAÇÃO DOS CARGOS

Artigo de Jorge Hessen (DF): "A SACRALIZAÇÃO DOS CARGOS DO “ÓRGÃO MÁXIMO” DO MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO"

O Espiritismo nasceu como projeto de emancipação moral e intelectual. Allan Kardec estruturou a doutrina sobre bases de liberdade de exame, controle racional e participação fraterna.

Nada mais distante desse ideal do que o cenário atual, em que parcelas do movimento espírita passaram a tratar dirigentes de órgãos federativos como se fossem autoridades sagradas, intocáveis e — pior — vitalícias. Forma-se uma casta administrativa que, em nome da “tradição”, converte serviço em poder.

Kardec advertiu com clareza que a doutrina não comportaria chefes permanentes e infalíveis: “o Espiritismo não terá pontífices; sua autoridade será a da razão e do controle universal” (1).

Em O Livro dos Médiuns o Codificador reforça que toda instituição espírita deve submeter-se ao crivo do bom senso e à rotatividade natural das funções (2).

No entanto, multiplicam-se diretorias que atravessam décadas, estatutos moldados para reconduções sucessivas e um vocabulário eclesiástico incompatível com a proposta kardeciana. O cargo, que deveria ser encargo transitório, converte-se em título honorífico.

Essa sacralização produz efeitos corrosivos.

O primeiro é o culto à personalidade. Médiuns e diretores passam a ser vistos como “eleitos da espiritualidade”, quando a doutrina ensina que mediunidade é prova e serviço, não certificado de elevação. Emmanuel recorda que “na obra cristã não há lugar para dominadores; somos todos servos imperfeitos em aprendizado” (3). Apesar disso, questionar decisões administrativas tornou-se quase heresia, e a crítica fraterna é confundida com perturbação espiritual.

O segundo efeito é o imobilismo doutrinário. Instituições capturadas por grupos perenes temem a renovação e repelem os mais jovens pensantes. Léon Denis já alertava que “toda ideia que se cristaliza em mãos de homens transforma-se em dogma morto” (4). Quando o movimento prefere preservar cadeiras a formar consciências, deixa de ser escola de almas para tornar-se cartório clerical.

O terceiro dano é o desvio metodológico. O Espiritismo avançou graças ao método kardequiano de comparação, debate e universalidade do ensino dos Espíritos. Substituí-lo por decisões de gabinete federativo é negar a própria gênese da doutrina. Kardec foi categórico: “melhor rejeitar dez verdades que aceitar uma mentira” (5). Hoje, porém, muitas deliberações federativas são acolhidas sem exame, apenas pelo peso do timbre institucional. Não se trata de negar a relativa importância da organização, mas de recordar que autoridade moral não nasce de eleição nem de carimbo. Emmanuel observa que “o poder que não serve converte-se em sombra para quem o detém” (6).

A instituição espírita deveria ser oficina de trabalho anônimo e não palanque de biografias. Urge resgatar medidas simples e kardecianas: urgente limitação de mandatos, prestação pública de contas, participação efetiva das bases, estudo rigoroso das obras fundamentais e separação entre gestão administrativa e direção doutrinária. Sem isso, continuaremos assistindo à metamorfose do movimento em vaticanismos inócuos com “igreja burocrática”, lotados de “bispos leigos” e carreiras “eclesiais”.

O maior inimigo do Espiritismo sempre foi o mesmo: orgulho e desejo de mando. Denis preveniu que “a verdade se obscurece quando os homens pretendem administrá-la como propriedade” (7).

Permaneceremos fiéis a Kardec apenas quando nenhum trabalhador se julgar dono da obra — e quando todo cargo voltar a ser o que nunca deveria ter deixado de ser: simples oportunidade de servir.

Referências Bibliográficas:

1 KARDEC, Allan. Revista Espírita. Paris: 1864.

2 KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Paris: 1861. 3 .

XAVIER, Francisco C.; EMMANUEL. Fonte Viva. Rio de Janeiro: FEB, 1956.

4 DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Paris: 1919.

5 KARDEC, Allan. A Gênese. Paris: 1868

6 XAVIER, Francisco C.; EMMANUEL. Pão Nosso. Rio de Janeiro: FEB, 1950.

7 DENIS, Léon. Depois da Morte. Paris: 1905.

DE (copie e cole): https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2026/02/a-sacralizacao-dos-cargos-do-orgao.html?m=1

Contexto histórico e elaboração de “O Evangelho segundo o Espiritismo”

Contexto histórico e elaboração de “O Evangelho segundo o Espiritismo”


Na noite do dia 04 de fevereiro teve início o estudo semanal virtual sobre “O Evangelho segundo o Espiritismo” promovido pelo Grupo Espírita Casa do Caminho, de São Paulo. Na abertura do estudo Cesar Perri desenvolveu o tema sobre o contexto histórico e como Kardec elaborou o livro. A coordenação da reunião foi feita por Salete Romero e Simone Botte. Este estudo coordenado por Perri será desenvolvido pela internet, às 4as feiras, com duração até o final de novembro de 2026. Está sendo oferecido pelo sexto ano consecutivo.
Informações e inscrições pelo link da Casa do Caminho – Copie e cole:

https://acesso.casadocaminho.com.br/inscricoes/ESE/ODc=

ESPIRITISMO: DAS OBRAS BÁSICAS ÀS VIVÊNCIAS E VISÃO DE FUTURO

ESPIRITISMO: DAS OBRAS BÁSICAS ÀS VIVÊNCIAS E VISÃO DE FUTURO

CCDPE – Diretoria de Cultura e Estudos Espíritas – Comunicado

Estudo das 3ªs.fs para 2026 com Cesar Perri:

Aos participantes do estudo sobre “A Caminho da Luz” de 2025: Informamos sobre o estudo para 2026: “ESPIRITISMO: DAS OBRAS BÁSICAS ÀS VIVÊNCIAS E VISÃO DE FUTURO" (PROJETO “ESPAÇO DE ESTUDO, PRÁTICA E DIVULGAÇÃO DO ESPIRITISMO”)

Coordenação: Antonio Cesar Perri de Carvalho. Suporte Técnico: Kátia Golinelli.

1) Tópicos da programação: – Anotações históricas e doutrinárias; – Centro Espírita; – Estudo; – Mediunidade; – Movimento e união. Temas fundamentados nas Obras básicas e clássicas, psicográficas de Chico Xavier, e, obras atuais específicas sobre os temas.

2) O estudo virtual será iniciado no dia 24 de fevereiro de 2026 3ªf às 20h.

3) Inicialmente todos os participantes do grupo de estudo “A Caminho da Luz” (de 2025) terão acesso ao estudo com acesso pelo link a ser fornecido até dia 13 de fevereiro;

4) Após essa fase inicial os participantes do grupo de 2025 e os novos, farão inscrição específica e completa em link que será fornecido pelo CCDPE;

5) Os novos interessados deverão fazer contato com o coordenador do estudo Cesar Perri (acperri@gmail.com) ou com a Kátia Golinelli (kgolinelli@hotmail.com);

6) Independente do estudo virtual tradicional das 3ªs.fs, para esse programa de 2026 serão realizadas reuniões presenciais mensais na sede da CCDPE. Serão reuniões teórico/práticas, de troca de ideias sobre o conteúdo do estudo em andamento e sobre sua aplicabilidade. Essas reuniões extras será uma opção para os que residam na cidade de São Paulo ou em outras cidades e que queiram participar. Não há exigência para que os integrantes do estudo virtual das 3ªs.fs. participem das reuniões presenciais.

7) Assim, convidamos a todos para frequentarem o estudo virtual a ser iniciado no dia 24/02/2026, 3ªf.

8) Aos frequentadores do estudo interessados e que tiverem disponibilidade, convidamos para comparecerem na sede do CCDPE (Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista -São Paulo), no dia 11 de abril – sábado – às 15h.

Maiores esclarecimentos sobre estas reuniões serão fornecidas na abertura do estudo virtual e presencialmente no dia 11/04/2026.

Abraços, Cesar Perri e Pedro Nakano

A nova era no pensamento espírita

A nova era no pensamento espírita

Em palestra presencial e transmitida pela internet no dia 02 de fevereiro, Cesar Perri abordou o tema “A nova era”, comentando mensagens espirituais, em continuidade ao Capítulo I – Não vim destruir a Lei, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. A reunião pública aconteceu no Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo de São Paulo, sendo uma série de palestras sobre essa obra de Allan Kardec. Em seguida há passes.

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo localiza-se na Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista, São Paulo.

Acesse pelo link:

 

 

 

 

 

 

Frase de Jesus sobre escândalos na visão espírita

Frase de Jesus sobre escândalos na visão espírita

Na reunião vespertina do dia 03 de fevereiro no Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo, Célia Maria Rey de Carvalho proferiu palestra sobre o tema “escândalos”, com base em frase de Jesus “Ai do mundo por causa dos escândalos” analisada em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Cap. VIII). A reunião foi dirigida por Inês Bareia. Preliminarmente houve apresentação de violão e canto com Helson Lever Camilli.

Acesse pelo link:

 

Confraternização na Casa do Caminho

Confraternização na Casa do Caminho

No final da tarde do dia 05 de fevereiro, houve um momento de confraternização da equipe mediúnica coordenada por Alcina Ribas, no jardim interno do Grupo Espírita Casa do Caminho, em São Paulo. Houve a comemoração de aniversários de participantes dessa equipe: Viviane, Elizabeth, Laura, Maria Luiza, Marcelly e Célia Pucci.

Antes, nessa tarde houve a tradicional reunião pública, seguida das reuniões dos grupos mediúnicos.

De (copie e cole): https://www.facebook.com/gloria.martinsmiranda

Filme sobre Benedita Fernandes será exibido em São Paulo

Filme sobre Benedita Fernandes será exibido em São Paulo

O Centro Espírita Irmãos da Nova Era, localizado no bairro Santo Amaro, em São Paulo exibirá o filme “Benedita. Uma heroína invisível. O legado da superação”, produzido por Lalucci Filmes e dirigido por Sirlei Nogueira. Trata-se da primeira exibição após a desencarnação do diretor Sirlei. Dia 22/02/2026 – 16 horas; Endereço: Rua Gen. Roberto Alves de Carvalho Filho, 522 – Santo Amaro – São Paulo.

(Informações para exibições do filme – copie e cole: contato@grupochicoxavier.com.br)

Visita e ações do Centro de Cultura e Documentação – CCDPE

Visita e ações do Centro de Cultura e Documentação – CCDPE

 

Na tarde do dia 31 janeiro o Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo, recebeu a visita do vereador paulistano Eliseu Gabriel e seu Chefe de Gabinete Hélvio Messias. Foram recepcionados pelo presidente Pedro Nakano, vários diretores e colaboradores.

O CCDPE dispõe de expressivo acervo de documentos, livros e revistas espíritas que são tecnicamente higienizados e digitalizados por equipe própria. Expostas também algumas telas históricas, bustos e réplicas de monumentos. Promove anualmente o Encontro da Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas.

Há vários livros editados, na linha de historiografia, de produções acadêmicas e biográficos, comercializados pela página eletrônica e pela Amazon.

Oferece estudos e cursos virtuais e mantém reunião presencial e com transmissão pela internet sobre “O Evangelho segundo o Espiritismo” às 20h das 2as. feiras.

Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo: Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista.

Livros editados pelo CCDPE (copie e cole): https://ccdpe.org.br/loja/

Espiritismo na fé

Espiritismo na fé

“E estes sinais seguirão aos que crerem; em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas.” – Jesus. (Marcos, 16:17.)

Permanecem as manifestações da vida espiritual em todos os fundamentos da Revelação Divina, nos mais variados círculos da fé.

Espiritismo em si, portanto, deixa de ser novidade, dos tempos que correm, para figurar na raiz de todas as escolas religiosas.

Moisés estabelece contacto com o plano espiritual no Sinai.

Jesus é visto pelos discípulos, no Tabor, ladeado por mortos ilustres.

O colégio apostólico relaciona-se com o Espírito do Mestre, após a morte d'Ele, e consolida no mundo o Cristianismo redentor.

Os mártires dos circos abandonam a carne flagelada, contemplando visões sublimes.

Maomé inicia a tarefa religiosa, ouvindo um mensageiro invisível.

Francisco de Assis percebe emissários do Céu que o exortam à renovação da Igreja.

Lutero registra a presença de seres de outro mundo.

Teresa d’Ávila recebe a visita de amigos desencarnados e chega a inspecionar regiões purgatoriais, através do fenômeno mediúnico do desdobramento.

Sinais do reino dos Espíritos seguirão os que crerem, afirma o Cristo.

Em todas as instituições da fé, há os que gozam, que aproveitam, que calculam, que criticam, que fiscalizam…

Esses são, ainda, candidatos à iluminação definitiva e renovadora.

Os que crêem, contudo, e aceitam as determinações de serviço que fluem do Alto, serão seguidos pelas notas reveladoras da imortalidade, onde estiverem.

Em nome do Senhor, emitindo vibrações santificantes, expulsarão a treva e a maldade, e serão facilmente conhecidos, entre os homens espantados, porque falarão sempre na linguagem nova do sacrifício e da paz, da renúncia e do amor.

Emmanuel

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 174. FEB)